28 de abril de 2009

Fórum Copa do Mundo 2014

Caros leitores, participei hoje do primeiro dia do “FÓRUM ESPM COPA 2014 – OS IMPACTOS ECONÔMICOS-SOCIAIS E AS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS” que ocorre até amanhã na faculdade ESPM, em São Paulo.

O Fórum tem como objetivo estabelecer as primeiras bases numéricas para analisar todo o ambiente que cerca a Copa do Mundo que acontecerá aqui no Brasil. Participam da discussão, profissionais de marketing, autoridades e acadêmicos. Irei relatar aqui um pouco do que está acontecendo para posteriormente discutirmos cada um dos itens.

De maneira geral, todos os convidados trouxeram números do universo que cercam a Copa do Mundo, como número de turistas, o gasto diário de cada um deles, o aumento no número de vôos, empregos gerados, telespectadores entre outros. Os dados da cidade de São Paulo também foram muito citados, tais como: transportes públicos, hotelaria, número de táxis, restaurantes, estádios e profissionais capacitados.

O primeiro a palestrar foi João Paulo de Jesus Lopes, diretor de Futebol do São Paulo Futebol Clube e coordenador do Núcleo de Estudos em Negócios do Esporte da ESPM, seguido por Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris.

João Paulo deu uma visão do caderno de encargos da FIFA para as cidades que concorrem para serem sedes. Foi muito otimista (até demais) e trouxe muitos números da cidade (apenas números positivos).

Já Caio Luiz, muito mais “pé no chão”, trouxe uma visão concreta da estrutura que temos e teremos até 2014. Sua maior preocupação é a questão aeroportuária em um país continente, do tamanho que é o Brasil, e disse que sinceramente torce, mas não acredita no trem bala entre Rio de Janeiro e São Paulo.

O presidente da SPTuris, muito consciente levantou a questão do “day after”, e disse que este sim será o verdadeiro resultado da Copa do Mundo para o país. Caio disse que há muita coisa para ser feita para não termos resultados como ocorreram no Pan, que após seu término teve o Engenhão alugado por R$30 mil e sem nenhum grande resultado para a cidade.

Caio mostrou o vídeo apresentado na candidatura da cidade, disse que como em toda campanha ressaltaram os pontos positivos e não apresentaram o caos da cidade. Foi honesto ao transmitir sua preocupação e esforço que todos terão para concluir o planejamento.

Na parte da tarde, Walter Feldman, Secretário dos Esportes do Município de São Paulo e membro da comissão da Copa 2014 da Cidade São Paulo trouxe uma visão mais macro da situação do esporte na capital paulista.

Apresentou números da secretária, e projetos que a cidade tem para ser uma cidade saudável. Comentou sobre problemas da população (sedentarismo, obesidade e ociosidade) e o que está sendo feito para corrigi-los. Feldman fez questão de ressaltar a marca “SÃO PAULO, CAPITAL BRASILEIRA DO ESPORTE” e dados de outras Copas. Um ponto muito interessante que foi levantado, foi o fato do site da FIFA ter 4 bilhões de acessos na última Copa.

Em seguida, foi a vez de Eduardo Aidar, diretor de negócios e marketing da Figer, agência de marketing esportivo.

Eduardo também apresentou muitos números e disse que a organização está baseada em cinco pilares: mobilidade, acessibilidade, hospedagem, qualificação e marketing.

Fez questão de diferenciar oportunidade de oportunismo, e disse a necessidade das empresas se organizarem, se planejarem para saberem aproveitar esta imensa oportunidade que terão com a Copa do Mundo.

Como todas as Copas trazem uma “bandeira”, Eduardo está na dúvida se no Brasil teremos a “Copa Verde” ou a “Copa Tecnológica”. A primeira opção trata de estádios ecológicos, com menos impacto no meio ambiente, reaproveitando água da chuva e energia solar. Já a segunda, com forte presença de internet e mobile.

Eduardo fechou com o que para ele são as 9 principais oportunidades para as empresas atuarem: arenas, propriedades (museus, acervos, exposições etc.), mobiliário urbano, promoção (foco no digital), relações públicas, marketing direto, mídia, web e móbile e educação e cultura.

O último convidado do dia foi o Tullio Formicola, diretor geral comercial e de marketing da Reebok, e trouxe fatos reais e interessantes do dia-a-dia da empresa no país.

Para Tullio, uma palavra que resume tudo o que envolve as questões da Copa do Mundo é “venda”. Em sua apresentação, falou sobre os big numbers do esporte e da cidade de São Paulo, e estatísticas de outras Copas.

Foi contundente na questão de entrega, na dificuldade que teremos para estar com tudo pronto e correndo bem até 2014. Sobre a questão do país querer sediar também os Jogos Olímpicos de 2016 está preocupado, uma vez que encara isso como outro tipo de negócio, completamente diferente. Mas se diz confiante.

Para o diretor da Reebok, a questão de ter uma Copa do Mundo de Futebol no Brasil é totalmente diferenciada, uma vez que somos o país do futebol, e o planeta irá se voltar para nós, para saber o que iremos apresentar.

Sobre o país, disse que o Brasil é um mercado totalmente peculiar, inclusive para a Reebok. Hoje, é o quinto país mais importante para a marca, sendo responsável por 12% do faturamento mundial da empresa. E isso tudo, se deve ao futebol, às parcerias entre Reebok e clubes.

Mesmo não sendo patrocinador oficial e parceiro da CBF, a marca irá aproveitar a Copa do Mundo para inúmeras ações, desde ambientalização do PDV, até produto específicio dos clubes.

Uma questão muito relevante que foi citada, é questão da Reebok não focar suas campanhas (no Brasil) em atletas. Tullio disse que o grande motivo é que hoje, as estrelas não ficam nos clubes por muito tempo e nem no país, e os que aqui estão já são da Nike e da Adidas. Para ele, o forte é focar nos clubes, nos torcedores, e isso está dando tão certo, que a Reebok no mundo está refazendo sua estratégia com patrocínio de clubes pela Europa.

Amanhã estarei presente novamente para trazer para vocês o que está sendo discutido por estes profissionais.





3 comentários:

Dida disse...

Boa, Brunão!
Mesmo não podendo comparecer, me parece que vc fez um resumo bacana.
No geral, me parece que a maioria deles trouxe "mais do mesmo"; números já conhecidos (ou imaginados) pela maioria de nós, dados sobre a estrutura etc, mas parece que faltou um pouco no quesito novidade...
O número de acessos do site da FIFA à época da Copa realmente é de impressionar, o que apenas confirma a atenção que devemos dar para isso quando chegar a nossa vez - coisa que o nosso futebol não faz atualmente.
Quanto à dúvida de Eduardo Aidar no que diz respeito à bandeira que a nossa Copa do Mundo deveria levantar, tenho dois pontos: seria uma grande mentira nos vendermos como Copa Verde, por motivos óbvios; Copa Tecnológica não ficaria na ceara da mentira, mas também não parece ser algo unicamente nosso. Ao invés de pensarmos em uma bandeira forte hoje, como é o caso dessas duas, deveríamos buscar olhar lá na frente e imaginar como conseguiríamos criar uma diferenciação clara para a nossa Copa...tenho certeza que "motivos" não faltam.
Como vc já me havia dito, parece que a Reebok foi realmente o mais bacana. Acho, inclusive, que vale um post para falarmos sobre esta estratégia.
Abraço,

Bruno disse...

Isso mesmo, Dida.

Fiquei esperando novidades, mas nada por enquanto. Amanhã terão alguns debates interessantes, vamos esperar.

Concordo com post sobre a estratégia. Vamos trazer para os leitores essa questão!

maiconfn disse...

E falando em Copa do mundo.

A Taça da copa do mundo vem pro Brasil!
É isso ai Galera deixo minha dica a todos amantes do futebol que vem aqui para expressar seu amor pelo seu time, e a Coca-cola fez um site pra mostrar o evento para quem não conseguir ingresso, fora a maneira de transmitir o evento que vai ser muito legal através de um celular com 3G bem bacana para nós que amamos futebol.
Dias 6, 7, 8 e 9 de fevereiro às 17h30 no site oficial do Tour da Taça: http://comemore.cocacola.com.br.

Abraço, Maicon | Tour da Taça.