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20 de julho de 2009

Sai Kaká entra Leonardo

No final do ano passado, o brasileiro Leonardo foi anunciado como novo comandante da equipe do Milan e já venceu na estréia, em amistoso contra o Varese.

O futuro ainda é desconhecido, não sabemos se o brasileiro irá brilhar como técnico, mas que virou a bola da vez, virou. Pelo menos para a Adidas...

A patrocinadora perdeu sua maior estrela, Kaká que foi para o Real Madrid, e fora ele, não tem nenhum craque com chuteiras Adidas, já que Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato são Nike. Sorte que Kaká foi para o clube espanhol que também é patrocinado pela marca, porém, a equipe de Milão ficou órfã.

A escolha é prudente e curiosa. Leonardo tem o perfil da marca e do clube, mas é técnico. Não ira fazer gol, mas pode comemorar, no banco de reserva, onde provavelmente ficará de terno, sem as três listras...

Enfim, é curioso como a Adidas irá explorar a imagem do clube. Aqui é diferente, a Olympikus provavelmente usará a imagem de Adriano com o uniforme, da canela pra cima e em campo, onde é "apenas" um jogador do Flamengo, clube que ela patrocina. Há quem diga que o Imperador irá comemorar batendo no peito ou levantando a camiseta, para assim esconder a Olympikus, mas por enquanto não foi o que vimos.

Talvez dessas disputas, as marcas invistam mais e ajudam nas contratações dos clubes. Ou não a Reebok, por exemplo, prefere patrocinar o clube para não correr o risco do jogador se transferir e acabar com o elo entre marca, clube e atleta.

É questão de política, mas o que vocês acham? As marcas devem ser "donas" dos jogadores para colocarem em clubes que patrocina, buscar alternativas como o caso do Leonardo ou usar a imagem dos jogadores em campo como Olympikus e Reebok?

1 de julho de 2009

Mais Flamengo & Olympikus

O Flamengo fez hoje a apresentação dos novos uniformes do clube na Gávea, dando fim a uma novela que levou mais de ano para ter um ponto final. A Olympikus, que irá substituir a Nike, assinou um contrato de 6 anos com o Flamengo e irá investir R$ 21 milhões por temporada, entre material esportivo e dinheiro.

A apresentação contou com a presença de jogadores como Bruno e Adriano (futebol) e Marcelinho (basquete), o que mostra que o investimento da Olympikus irá além do time de futebol.


Também não podemos deixar de comentar a ironia no fato de que o Adriano estava lá representando a nova patrocinadora Olympikus com chuteiras da Nike, que foi pivô dessa confusão por mais de um ano.

Agora que está tudo oficializado, podemos retomar algumas questões que já havíamos levantado há pouco mais de um ano, quando escrevemos o post Estratégia Flamengo Olympikus.

Com este patrocínio, a Olympikus pretende abocanhar parte de um segmento que fatura milhões, entrar no futebol de forma definitiva e agregar visibilidade e valor para sua marca ao patrocinar um clube com a representatividade do Flamengo.

Além disso, parece que o patrocínio da equipe rubro-negra realmente faz parte de um projeto da Olympikus, não só em termos de “camisetas e calções”. Para aqueles que ainda se perguntam se a empresa iria entrar no mercado de chuteiras, a foto acima pode servir como um belo indicativo... Se vocês repararem bem, nas chuteiras brancas é possível observar o logo da Olympikus.

A empresa quer ganhar legitimidade no futebol ainda este ano, pois como 2010 é ano de Copa do Mundo, o mercado como um todo deve crescer e a Olympikus quer ir de carona.

Agora, tão importante quanto começar com um time do tamanho do Flamengo, é definição de preço dos produtos, distribuição e, claro, a criação de valor para a marca Olympikus e seus produtos no segmento futebol, uma vez que a marca não tem o imaginário e os valores que Nike e Adidas já construíram. É um trabalho que vai começar praticamente do zero, e por isso, mais uma vez, a importância de iniciar tudo isso com o Flamengo – nesse momento vai ser fundamental.

Junto com o lançamento dos uniformes e com novo site da marca (falamos aqui), a Olympikus colocou no ar o "Torcida Fla" (http://www.torcidafla.com.br/), uma plataforma de relacionamento com os torcedores. O site deve seguir os mesmos critérios do Torcida RBK (http://www.torcidarbk.com.br/), da Reebok para as torcidas dos três clubes que patrocinia (Cruzeiro, São Paulo e Inter) que é uma fonte riquissima de materias sobre os bastidores, dia-a-dia, jogos etc.

A parceria ainda terá uma loja do Flamengo no Rio de Janeiro, mas o uniforme já pode ser comprado pela internet (parceria com a Netshoes).

O casamento começou e aqui ficam nossos votos.

Que seja eterno enquanto dure.

Foto Via Globo.com

Postado por Bruno e Dida

Flamengo & Olympikus | Boas vindas

A partir de hoje, a Olympikus é a marca oficial do Flamengo. Uma data importante para a marca, que entra pela porta da frente no esporte mais popular do país, e para o clube que também entra em uma nova fase ao lado de um parceiro que não irá medir esforços para ver o clube vencer.

Além de eventos e apresentações oficiais, a data também marca o lançamento do novo site da Olympikus, que logo na entrada tem um vídeo de boas vindas ao Flamengo.

Acredito que esta deve ser apenas a primeira ativação do patrocínio e logo de cara a marca trouxe a paixão dos torcedores pelo clube, um tema que pode ser muito explorado.

Vale à pena entrar no site e conferir o vídeo!

18 de junho de 2009

Escolha o número da camisa de Adriano. Será que era a hora?

O Flamengo lançou a promoção que irá definir o número do atacante Adriano no clube rubro-negro. Através do hotsite http://mkt.flamengo.com.br/camisadoadriano/, os torcedores devem escrever uma frase de até 140 caracteres para concorrer aos prêmios.

O autor da frase vencedora irá ganhar dois jogos completos de uniformes oficiais (um rubro-negro e outro branco) autografados pelo atacante.




Com esta ação, o Flamengo pretende promover o novo uniforme que será fabricado pela Olympikus, a nova fornecedora do clube.

Apesar de ser uma ação interessante, acho que há um problema com o timing da ação. Entendo que seja importante valorizar a chegada de um atacante da importância do Adriano e a chegada do novo patrocinador; no entanto, o Flamengo não vive um bom momento no Brasileirão e um dos motivos para a má fase do rubro-negro é justamente a forma como Adriano está sendo tratado pela diretoria do clube, o que vem gerando muita polêmica nos principais programas esportivos do Brasil.

Não podemos nos esquecer que para que uma ação seja bem sucedida ela deve levar em consideração todo um contexto. Essa é uma ação que deveria valorizar a marca do clube, a Olympikus, como já foi dito, e o próprio Adriano, mas o problema é que ela está acontecendo em um momento um tanto quanto vulnerável para o clube.

O que vocês acham?

15 de junho de 2009

Nem Reebok nem Olympikus | Vasco fecha com a Penalty

Depois de muita especulação sobre o novo fornecedor de materiais esportivo, o Vasco assinou contrato de cinco anos com a Penalty.

O contrato gira em torno de R$ 64 milhões e segue os padrões da maioria das relações entre clubes e fornecedores: a empresa irá confeccionar uniformes de jogos, treinos viagens e concentração.

A parceria ainda irá render uma loja oficial do clube em São Januário e uma possível reforma no vestiário do time.

O Vasco da Gama começou a atuar de forma mais intensa após a chegada do publicitário Fábio Fernandes (F/Nazca) como vice-presidente de marketing do clube. É nítida a mudança de postura que reflete em uma presença mais intensa do time para os torcedores.

O clube, assim como o Corinthians no ano passado, está disputando a série B e pode fazer disso um novo começo. Uma nova administração do futebol profissional, novos parceiros e principalmente uma nova mentalidade.

Ainda acho que os contratos entre fornecedores e clubes estão muito aquém do que os patrocinadores poderiam usufruir e principalmente do que o clube poderia explorar...

27 de maio de 2009

A nova camisa do Flamengo | Coca-Cola ou Olympikus²?

A camisa do time de maior torcida do país enfim voltará a estampar uma marca no peito. Após a saída da Petrobras, o manto sagrado do clube está liso e à espera de outra grande empresa.

Se por um lado os torcedores adoram os uniformes “limpos”, o clube sente a falta de uma renda fundamental para os times nacionais, o patrocínio de camisa.

A Olympikus já fechou contrato e a partir do dia primeiro de julho será a nova fornecedora de materiais, mas parece que a empresa do Grupo Vulcabras quer mais, e estaria disposta a investir mais R$20 milhões para ter a marca de um de seus produtos (Olympikus Tube) estampada no peito.

A outra proposta do clube também gira em torno deste valor e é da gigante Coca-Cola. A empresa de refrigerante estaria disposta a voltar ao futebol pegando carona com o Flamengo. A Coca-Cola perdeu o contrato com a CBF para a concorrente AMBEV, perdeu também a cota de patrocínio da Rede Globo (para Casas Bahia) e agora corre atrás do prejuízo.

Se o clube carioca apostar na empresa nacional de calçados, a Olympikus criará uma relação com o Flamengo muito forte logo em sua entrada no futebol e poderá explorar ainda mais a torcida e o time. O fato curioso é que se o contrato for entrar agora, a Nike irá estampar no peito da camisa do Flamengo um produto concorrente.

O Flamengo já tem as propostas e agora irá decidir entre as duas empresas. Mais importante do que os valores oferecidos, são as condições e propostas das empresas para com o clube. O projeto tem que ultrapassar o uniforme e as quatro linhas e ser produtivo para ambas as partes.

22 de maio de 2009

Guerrilha Nike e Jordan | Nostalgia

Quem olha pra Nike hoje não imagina que lá arás, em 1984, a empresa passou por um período muito complicado. Depois do época áurea dos tênis de corrida, as vendas desta categoria começaram a diminuir e a Nike teve que pensar em uma forma de se reinventar com o intuito de conseguir entrar em outro segmento de mercado.

Michael Jordan começava a despontar como uma das grandes promessas do basquete norte-americano e a Nike via ali um grande potencial. Só que naquele momento Michael Jordan queria mesmo era um contrato com Adidas ou Converse (Magic Johnson e Larry Bird), que eram as grandes marcas do segmento na época.

David Falk, agente de Jordan na época, viu uma grande oportunidade e sugeriu que o jogador assinasse com a Nike.

Quando Jordan foi a Portland conhecer o QG da Nike, a equipe de design da Nike apresentou o tênis que revolucionaria este mercado e o basquete da NBA, o Air Jordan.

Os tênis eram vermelho e preto, o que rompeu o padrão de tênis brancos da liga. Assim a NBA baniu o Air Jordan da liga. No entanto, a Nike resolveu seguir em frente. Jordan continuou usando os Air Jordan mesmo com uma multa de US$ 5000 por partida. Não deu outra, a polêmica chamou a atenção do público. E, aliado as grandes atuações de Michael Jordan, o tênis se tornou um verdadeiro hit – é só ver tudo o que marca Jordan representa atualmente.

Confira abaixo o comercial criado para o Air Jordan.


Uma ótima estratégia de guerrilha - mostrando sua força antes mesmo de ter tido esse nome.

Agora fico pensando nas oportunidades nos dias atuais. A primeira coisa que me veio à cabeça foi o fato da Olympikus estar se preparando para entrar no segmento de futebol com o patrocínio do Flamengo. Se a marca estruturar bem esta entrada com o Flamengo, pode conseguir estrear com o pé direito nesta categoria.

8 de maio de 2009

Adriano Imperador | Voltei para vencer

A notícia dos principais jornais esportivos de ontem não poderia ter sido outra. Como todos já esperavam, Adriano foi apresentado oficialmente como reforço do Flamengo.





O atacante que há pouco tempo rompeu com o Inter de Milão alegando que precisava de um tempo, voltou a sorrir. Voltou para o clube que o projetou para o mundo, o time do coração além de ser do “lado de casa”.

Os comentários nos bastidores sobre salário e tipo de contrato são muitos. Alguns falam em R$350 mil/mês, outros R$400 mil/mês, valor muito inferior ao que faturava na Itália. Mas muito mais do que suficiente para poder viver mais do que numa boa.

Independente de valor, penso que o Flamengo perdeu a chance de fazer como o Corinthians fez com Ronaldo, seguindo o modelo de negócio para patrocínio. Digo isso porque mais uma vez surgiram comentários com relação ao contrato. Comentam que a Traffic bancou a contratação, que a Olympikus (nova fornecedora de materiais) estava disposta a bancar o salário caso o Imperador rompesse com a Nike e por fim que três empresas estariam fazendo isso pelo clube.

O fato é que o Flamengo poderia ter contratado sem ajuda de nenhum parceiro, pelo menos de forma direta. O Corinthians apresentou o modelo para esse tipo de contratação e o clube carioca poderia ter seguido ou evoluído o modelo.

A vinda do atacante será mais ou menos a mesma coisa que foi a vinda do Ronaldo para o Corinthians. Alguns não apostam mais no Imperador, mas como Mauro Beting disse: “Bola ele tem. Força, mais ainda. Futebol para fazer a diferença no Rio e no Brasil, tem de sobra. E vai jogar no clube do coração, mais que carente de um centroavante realizador (...) E, claro, Adriano, em forma, no Brasil, ainda só perde para Ronaldo."


Será um boom para o futebol carioca, que para muitos deixou de ter um futebol de ponta. Espero que o clube carioca tenha a mesma estrutura e profissionalismo que o São Paulo entregou para o Imperador no ano passado e que o Corinthians está oferecendo para o Ronaldo. Só assim ele poderá brilhar.

O Imperador virou marca. Criou a marca “Adriano Imperador” graças a suas conquistas em campo e apesar dos tropeços fora dele, sua marca continua forte. Em sua apresentação, um painel com os dizeres “Imperador do Rio” e “Voltei para vencer”. Imperador ele é , mais do que “do Rio” e todos esperam que tenham voltado realmente para vencer.

O contrato é de um ano e ele poderá ser transferido após 6 meses, mas todos esperam que isso não aconteça, principalmente depois da forma que ocorreu a saída do Inter de Milão.

Ano que vem teremos Copa do Mundo. Em 2006, Adriano e Ronaldo eram mais novos, estavam super valorizados, mas ouso dizer que depois do que passaram, poderão ser muito mais úteis na África do Sul. Estão mais maduros, valorizados e principalmente, muito mais felizes.

Vale comentar, que dos quatro atacantes convocados em 2006, três deles estão no Brasil (Fred, Ronaldo e Adriano). Começo a achar que apesar de muito criticado, Romário era o mais certo de voltar ao Brasil “logo”...

E vocês, o que acham disso tudo?!

17 de abril de 2009

Índice de Confiança em Marcas – Esporte

O Ibope Inteligência e a Troiano Consultoria de Marca anunciam uma nova ferramenta de pesquisa, o "Índice de Confiança em Marcas" (ICM).

A ferramenta poderá ser aplicada para qualquer segmento, mas em seu lançamento, foram divulgadas as marcas que detém a confiança dos adolescentes brasileiros de 15 a 19 anos.

As questões eram baseadas em produto, distribuição, atendimento, preço e comunicação, e no final era calculado a marca mais confiante no modo geral e em cada um dos quesitos.

Veja abaixo alguns dos resultados:

- 89% praticam algum tipo de esporte e 59% dedicam-se entre 1h e 2h por dia a atividades esportivas
- Os esportes mais praticados são: caminhada (39%), futebol (19%) e corrida (18%). O futsal figura como quarto esporte mais praticado, com 17% de citações. A dança e o balé tiveram 10% de menções
- O site dos fabricantes, com 66%, é a fonte mais importante para decisão de compra
- Ayrton Senna é o maior ídolo esportivo

Dois fatores acima chamam a atenção: o futebol não é o esporte mais popular e o Ayrton Senna continua sendo o nosso maior ídolo.

Claro que não podemos tomar a opinião desses jovens como totalidade no país. O futebol continua sendo o carro-chefe do Brasil, mas é importante vem o crescimento do atletismo. Esses indicadores podem ser importantes para mostrar a relevância do esporte para os jovens e assim atrair mais apoio.
Já Ayrton Senna mostra o potencia da marca que ele mesmo criou. Algum dos entrevistados (talvez a maioria) nem sequer viu realmente o piloto em ação, mas com certeza foram impactados por suas histórias. Já havíamos falado da força da marca Ayrton Senna aqui no Radar Esporte, e parece que isso vai longe.

No final, foi apresentado o ranking do Índice de Confiança de Marcas de artigos esportivos para os jovens:

Marca Índice:
Nike 58
Adidas 58
Olympikus 37
Puma 30
Reebok 28
Mizuno 13
Fila 12
Topper 10
Speedo 9
Wilson 6
Umbro 5
Diadora 5
Asics 2

As duas primeiras posições já esperam esperadas. As marcas mundiais e líderes continuam fazendo a lição de casa com esses jovens e utilizando seus grandes artifícios: grandes estrelas como garotos-propaganda, publicidade e produto com qualidade. Nike e Adidas também estão utilizando muita presença na internet e em redes sociais, realmente indo aonde estes jovens consumidores estão.

A terceira posição ao mesmo tempo em que é uma surpresa, é justificada. Olympikus ainda não tem presença em todos os esportes, o poder de fogo das duas primeiras, mas tem pontos a seu favor. É uma marca brasileira, trabalha com ídolos nacionais (Bernardinho e Giba), investe no esporte local (Comitê Olímpico Brasileiro), e vem fazendo um trabalho muito bom na comunicação – vide conceito Inspire-se.

Este resultado, que foi divulgado para o mercado publicitário e que com certeza está na mesa dos diretores de marketing dessas empresas tem muito potencial. Já falamos inúmeras vezes aqui (1.2.3.4.5.) sobre a importância das crianças e adolescentes. O potencial é enorme, só resta ser aproveitado da melhor maneira...

9 de abril de 2009

Flamengo: sai Nike, entra Olympikus

O maior clube do Brasil está cortando os laços com seus parceiros nesta temporada. Após o anúncio do rompimento com a Petrobras, está chegando a hora de se desligar da Nike.

No ano passado, antecipamos aqui a ligação da Olympikus com o Flamengo com os possíveis objetivos e estratégias da marca com o clube. Pouco menos de um ano se passou, e podemos dizer que o cenário é praticamente o mesmo.

O valor anual do patrocínio continua na faixa dos R$ 20 milhões (R$ 20,6 milhões), e vai marcar a entrada da marca do grupo Vulcabras no futebol. Já a Nike, tem o fim da parceria com o maior clube do país, que provavelmente será o inicio de uma busca para ocupar este espaço na empresa.

A estratégia da Olympikus com certeza é ousada. A parceria ainda terá a inauguração de 10 lojas do clube nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste (que renderia 10% de royalties sobre o faturamento aos cofres do time), um museu (com investimento de até R$ 8 milhões) e uma loja na sede da Gávea.

Porém, me questiono se a marca no uniforme do Flamengo é o suficiente. Claro que é uma bela porta de entrada, mas acredito que a empresa deverá investir em produtos (calçados, shorts, meias etc) para o esporte, para assim poder realmente estar presente na modalidade.

As oportunidades com esta parceria são inúmeras, afinal falamos da maior torcida do país, vamos esperar para ver o que irá render.

E vocês, o que acham?

19 de março de 2009

Nike | The Lights

Confiram abaixo o novo comercial da Nike para a campanha “Believe in the Run”. O filme traz a essência das pessoas, que levantam da cama praticamente de madrugada, quando ainda está escuro para correrem.

Trouxe o filme para o Radar Esporte, pois mais uma vez temos uma marca esportiva lidando com esses atletas anônimos, que estão espalhados pelo mundo e lutando sem nenhuma aparente compensação. É o caso do filme da Olympikus (Inspiri-se), que também mostramos aqui.

Parece que as marcas estão fazendo destas pessoas, uma plataforma muito importante para a comunicação. Por um lado, continuam com estrelas, atletas profissionais que ganham a vida com o esporte. Mais que isso, ganham algumas vezes a chance de se colocarem para sempre na história.

Por outro lado, temos inúmeras pessoas anônimas que praticam e amam o esporte, que são os milhões de consumidores destas marcas, que usam os profissionais como um elemento aspiracional.

Penso que o equilíbrio entre famosos e anônimos tem muito a oferecer para enriquecer a comunicação destas marcas.

3 de março de 2009

Inspire-se | Olympikus

Quem acompanha o Radar Esporte com frequência sabe que Nike e Adidas sempre marcam presença por aqui. A boa notícia hoje é que a brasileiríssima Olympikus estreou sua mais nova campanha para o ano de 2009. E, pelo tom do novo comercial, parece que o foco da marca será justamente nos atletas amadores.

Este parece ser um movimento natural para algumas marcas do segmento esportivo - a Gatorade, por exemplo, já está com um novo posicionamento mundial focando justamente nos esportistas e atletas amadores.

Mas isto não quer dizer abandonar a performance e a superação dos limites que os atletas profissionais buscam - e que sempre vimos nos comerciais -, pelo contrário. A idéia é justamente buscar inspiração no universo dos grandes atletas e trazê-los para o mundo daquelas pessoas que por nenhum motivo aparente - pelo menos para alguns - vão diariamente praticar seu exercício. Na verdade, se pararmos pra pensar, motivação é o que não falta.

E agora parece que as marcas estão percebendo a força deste público e estão começando a (re)direcionar seus esforços.

A campanha da Olympikus, criada pela DCS, é, na minha opininão, incrível.

Belo texto.

"Inspire-se."

17 de agosto de 2008

Uma solução simples.

O assunto não é novo, mas sempre volta à tona em época de Jogos Olímpicos.

A delegação brasileira deveria ter um único fornecedor de uniformes para a competição ou não?

As opiniões são diversas. Alguns são a favor do fornecedor único e outros afirmam que cada federação deveria ir para as Olimpíadas com o respectivo patrocinador. Os motivos para cada uma das opções são diversos, mas nesta edição dos Jogos vi uma solução que poderia ser facilmente aplicada ao Brasil, na minha opinião.

Ao invés de obrigar todas as modalidades a utilizarem uniformes Olympikus, com exceção, por exemplo, do futebol e da natação; o COB poderia permitir que os atletas utilizassem uniformes de seus respectivos patrocinadores no momento da competição e, no restante do tempo, vestimentas produzidas pela Olympikus.

Pode parecer estranho, mas isso tem sido muito comum nos Jogos deste ano.

O tenista espanhol, Rafael Nadal, utiliza Nike durante as partidas, mas quando foi receber a medalha de Ouro, o atleta subiu ao pódio utilizando uma jaqueta da Li-Ning, patrocinadora da delegação espanhola. O mesmo acontece com Phelps. O nadador cai na piscina com maiô Speedo, mas em todas as vezes que subiu ao pódio, estava utilizando Nike, patrocinadora da delegação norte americana. Estes são apenas dois exemplos, mas que, pela visibilidade dos atletas, já é o suficiente para termos como referência.


Com este esquema, o patrocinador de determinado atleta (ou modalidade) consegue sua visibilidade, e a Olympikus, aparece como marca que apóia o todo o COB.

Tudo bem que o jogo político que permeia a disputa entre as marcas não é tão simples assim, mas se vemos isso acontecer com grandes atletas e seleções, por que não podemos tomar como referência?

11 de agosto de 2008

Guerra na camisa

Como já era esperado, os uniformes das seleções de futebol do Brasil seriam motivo de confusão. E foram.

Mais do que o fato dos dois times usarem um fornecedor diferente do material do restante da delegação do COB, o motivo de tanta confusão foi o escudo da CBF no lugar da bandeira nacional.

Todos já sabiam do possível impasse que poderíamos ter, mas nada foi feito antes, o que gerou correria de todas as partes.

A Olympikus colocou seu ateliê em Pequim para eventuais necessidades, mas a Nike disse que iria providenciar os uniformes.

A queda de braço não durou muito tempo, o escudo da CBF foi retirado dos uniformes e desta forma os jogadores estão representando a Nike, já que o uniforme não contém nenhuma identificação do país.

Fora das quatro linhas, os jogadores e comissão técnica circulam com o uniforme da delegação do COB, da Olympikus.

Bom para Nike? Talvez. O fato é que não podemos conviver com estes erros no maior evento esportivo do mundo.

26 de junho de 2008

Em nome do Pai, do Zico e do espírito rubro negro...amém

Que o Flamengo é o clube com maior torcida no país (talvez no mundo), todo mundo sabe. Que os torcedores enxergam o Flamengo como uma religião, também. Agora, que até o Papa fosse vestir o manto rubro-negro...acho que ninguém esperava.

Pois bem, no Vaticano, o presidente Marcio Braga entregou a camisa do Flamengo ao Papa Bento XVI, que ficou surpreso ao receber a camisa personalizada. Antes de ir embora, o presidente recebeu a benção para ele e para a nação rubro-negro.

O fato mostra, mais uma vez, o tamanho da marca que o Flamengo pode trabalhar, não só dentro do país. Se bem estruturados, daqui alguns anos poderemos ver nossos clubes brigando por espaço no exterior com os grandes da Europa. Potencial nós temos.

Agora resta apenas uma dúvida...a camisa era da Nike ou da Olympikus?

11 de junho de 2008

Estratégia Flamengo | Olympikus


Já não é novidade o fato da Olympikus ser a nova patrocinadora do Flamengo, clube com a maior torcida do país. A marca, que é a maior no segmento esportivo do Brasil, fechou com o clube carioca um acordo de R$ 21 milhões por temporada por um período de cinco anos e meio, desbancando a Adidas, sua rival alemã.

A Olympikus patrocina atletas de diferentes modalidades como Giba (vôlei), Bárbara Leôncio (atletismo), João Derly (judô), além do técnico da seleção brasileira de vôlei, o Bernardinho. No entanto, apesar de ser patrocinadora oficial do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), fornecendo material esportivo para toda a delegação brasileira, o know-how da marca está no tênis, vôlei e atletismo, o que nos leva direto para o novo acordo com o clube rubro-negro.

Quais seriam os objetivos estratégicos da marca ao entrar em um segmento esportivo tão competitivo como é o futebol? Sabemos que este é um tipo de informação muito sigilosa, mas temos algumas possibilidades:

1- Abocanhar uma parte, mesmo que em teoria muito pequena, das altas cifras que circulam neste mercado com a venda de produtos como uniformes e que seriam, sem dúvida, muito representativas para o faturamento da marca;

2- Dar início a sua estratégia de entrada no futebol de forma definitiva. Para isso, nada melhor que começar patrocinando um dos maiores clubes do país. Talvez a Olympikus esteja preparando o terreno nestes 5 anos de contrato para o eventual lançamento de um produto mais específico como uma chuteira. Primeiro a empresa se estabelece no futebol para depois conseguir sustentar um lançamento;

3- Agregar em visibilidade e valor para sua marca. Apesar de estar fortemente ligada com o vôlei brasileiro, a empresa não se utiliza do esporte mais popular do país para se comunicar com seu público como fazem Adidas e Nike, rivais em outras categorias de produto. O que também seria uma estratégia de combate às duas marcas, já que a Olympikus escolheu um clube de peso para patrocinar.

Enfim, estes são alguns dos possíveis objetivos da Olympikus ao fechar este acordo com o Flamengo.

O fato é que a marca pode estar iniciando um case interessante tendo como plataforma o futebol brasileiro. Não será fácil. A marca não possui tradição neste esporte, ela ainda não patrocina nenhuma grande estrela e ainda entra num mercado onde Adidas e Nike investem muito pesado, tanto em desenvolvimento de produto, como em patrocínio de eventos, atletas e campanhas publicitárias.

Vale a pena ficar de olho no médio/longo prazo para ver como a Olympikus irá evoluir dentro deste cenário.

5 de junho de 2008

Clima chinês no ar

A Olympikus irá estrear um novo comercial com participação mais do que especial do técnico da seleção de Vôlei, Bernardinho e o do capitão Giba. Mas, se prepare para ver o técnico incorporando um personagem bem diferente do que estamos acostumados a ver, desta vez ele estará atacando de “mestre chinês”...de peruca e cavanhaque (foto ao lado).

Personagens à parte, o que vem me chamando atenção há um bom tempo nas propagandas da Olympikus é a forma (brilhante) como a marca utiliza seus atletas. Os filmes me fazem lembrar aquelas inesquecíveis propagandas da Nike, como o filme abaixo.



A marca - que patrocina o Comitê Olímpico Brasileiro - além de patrocinar Bernardinho e Giba, do vôlei, patrocina Bárbara Leôncio, do atletismo e João Derly, do Judô.

12 de maio de 2008

Nike desenvolve uniformes para os chineses.

A Nike revelou hoje numa coletiva para 500 convidados - mais a mídia - os novos uniformes da China para os Jogos Olímpicos de Pequim. Esta é a coleção mais leve e inovadora da marca norte americana e foi desenvolvida junto aos atletas e ao Comitê Olímpico Chinês. Foram vinte e duas federações (de um total de 28), 4 anos de desenvolvimento e 54 designers envolvidos no processo.

Os uniformes combinam alta performance e traços da cultura chinesa e, no geral, são 20% mais leves do que os uniformes desenvolvidos para os Jogos de Atenas em 2004.

A Nike é a marca líder no mercado chinês, tendo atingindo a marca de $1 Bilhão um ano antes do previsto. Por isso, as Olimpíadas de Pequim representam um momento importante para a marca, que tem na China o seu maior negócio, depois dos EUA. A Nike patrocina um país em ritmo acelerado de crescimento nas últimas décadas, seu segundo maior mercado e durante as Olimpíadas de Pequim, que deve ser a maior de todos os tempos. Uma tacada e tanto da gigante norte-americana...
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A patrocinadora oficial do Comitê Olímpico Brasileiro é a Olympikus, que em período de Olimpíadas costuma ter alguns 'problemas' com alguns patrocinadores que são contra a unificação dos uniformes para os Jogos. O assunto costuma gerar uma certa polêmica pois a seleção de futebol é patrocinada pela Nike, o que abre portas para que outros patrocinadores se sintam no direito de patrocinar seus atletas nos Jogos.

É um assunto muito delicado e, na minha opinião, quando se abre uma exceção, é mais do que natural que outras marcas reivindiquem seu espaço. Ok, a Nike tem um poder de barganha muito maior que a maioria dos fornecedores de material esportivo, mas não é por isso que ela deva ser a única privilegiada, pelo contrário. Imaginem patrocinadores que estão investindo continuamente em determinada modalidade ou atleta e em um momento que pode trazer visibilidade a marca não pode se aproveitar disto. Um tanto quanto injusto, não?

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A notícia da Nike também me fez pensar na relação patrocínio e cultura esportiva de um país, mas este é assunto para outro post.