4 de novembro de 2009
"Elefante Branco" não é exclusividade do Brasil
O Estádio Ninho de Pássaro, um dos complexos de maior destaque dos Jogos de Pequim 2008, começa a preocupar as autoridades chinesas. Está difícil conseguir uma finalidade para o espaço, que realizou poucos eventos desde as Olimpíadas, e há um temor de que o estádio se torne um "elefante branco".
Com capacidade para receber um público de 80 mil pessoas, há uma dificuldade clara para realizar eventos do porte do Ninho de Pássaro.
O Ninho está recebendo a Corrida dos Campeões, que reúne grandes pilotos do mundo como Michael Schumacher, Jenson Button, Tom Kristensen, mas o público ficou aquém do que o estádio comporta. Além da Corrida, outros eventos esportivos já aconteceram, alguns shows, mas, pelo menos por enquanto, o Ninho do Pássaro tem servido mais como atraçao turística.
Que fique mais um alerta para os dirigentes responsáveis pela organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Já temos exemplos de dentro de casa - é só olhar alguns dos complexos construídos para o Panamericano 2007 -, mas Pequim só comprova que todos estão sujeitos a isso.
Cabe ao Brasil aprender com os exemplos de fora e se antecipar na elaboração de projetos que deem lastro para os complexos que serão construídos até lá.
14 de outubro de 2009
#Rio2016. O job tá na mão. E agora?
Depois da euforia generalizada pela conquista do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016, é hora de fazer uma análise sobre a escolha do COI. E, para isso, resolvemos analisar a escolha da Cidade Maravilhosa dentro de três contextos diferentes.
ESPORTE
Desde o início de nossa candidatura me mostrei contrário à realização dos Jogos no país. Sempre acreditei que a Olimpíada tinha a função de premiar países que tivessem uma política de esportes adequada e bem sucedida. E quando digo bem sucedida, não quero dizer necessariamente uma potência olímpica em termos de posição no quadro de medalhas. É claro que isso também conta, mas se este fosse o único motivo, pouquíssimos países teriam a chance de sediar uma Olimpíada. Afinal, grosseiramente falando, parece que a Lei de Pareto também se aplica ao quadro de medalhas dos Jogos
Até hoje somos considerados o país do futebol. E não há nada de errado com isso, mas o problema é ser "só" isso. Felizmente algumas poucas exceções como o vôlei (masculino e feminino) começaram a mudar um pouco este cenário, mas ainda é pouco.
Quantas vezes não postamos sobre problemas que diversas modalidades e atletas passam no país? Isso para falar só deste blog.
Falta investimento, locais estruturados para treinar e competir e por aí vai - a lista é extensa.
Neste sentido, devo continuar afirmando que ainda sou contrário à realização dos Jogos no Rio. Se pegarmos os últimos países onde a Olimpíada foi realizada, veremos que, com algumas poucas ressalvas, todas eles veem no esporte um fator importante na formação de atleta e, talvez mais importante, de seus cidadãos.
Mas falar apenas sobre projeto esportivo do país pode dar uma visão míope sobre o todo. E é aqui que eu entro na análise utilizando outras duas lentes...
BRASIL
As Olimpíadas ganharam proporções muito maiores. E, por isso, na minha opinião, não dá pra falar de uma conquista como essa considerando apenas o fator esporte.
O Brasil hoje é uma economia forte (quem diria, já estamos saindo da recessão), politicamente estável, que tem em Lula uma figura forte e respeitado mundialmente - não podemos nos esquecer que ele é considerado "o cara" por ninguém menos que Barack Obama - e que apesar de não estar crescendo nos níveis de China e Índia, o país vem fincando de forma assertiva seus pés no cenário político e econômico internacional. E hoje a Olimpíada também vem para coroar tudo isso. Que outro país sulamericano poderia sediar os Jogos atualmente?
O evento hoje é uma grande vitrine capaz de posicionar um país para o mundo. Tanto isto é verdade que, apesar de ter promovido os maiores Jogos da história, Pequim saiu com alguns arranhões em sua imagem devido a questões como a violação de direitos humanos, censura e muita poluição. Mesmo assim, isso não foi suficiente para destruir o que realmente ficou, ou seja, a grandiosidade do país, a mobilização e a melhora do projeto esportivo - que veio antes até da Olimpíada.
RIO DE JANEIRO
A tal Cidade Maravilhosa está com sua imagem completamente desfigurada. A cidade que já foi capital do país, pólo cultural nacional, terra do samba, da bossa nova, do bondinho e do belo Cristo Redentor, hoje é vista como a cidade sitiada, tomada pela violência urbana, pela sujeira e pela corrupção.
Será que o Rio não merecia esta chance de se reerguer?
Alguém já procurou saber mais a respeito sobre a obra de revitalização na zona portuária da cidade? Quem conhece um pouco além de Leblon e Copacabana sabe do que eu estou falando. Uma região totalmente degradada e que há anos tem propostas e mais propostas que não saíam do papel, pelo menos até então.
Talvez esta seja a chance de ver um projeto importantíssimo para a cidade ganhar vida.
Não vou entrar em todos os pontos, mas o fato é que há uma série de planos para a cidade carioca que agora vão ganhar ainda mais atenção dos órgãos públicos. Também não podemos nos esquecer da iniciativa privada que deve investir pesado na cidade até o ano da realização dos Jogos.
Talvez esta última lente também pudesse se chamar Brasil, já que, ao contrário do que muitos dizem, os recursos não vão apenas para o Rio, o Brasil como um todo deve crescer. Para se ter uma ideia, segundo o banco britânico Barclays, a Olimpíada junto com a Copa do Mundo podem aumentas as exportações do país em até 30%. E, mais, os Jogos devem gerar até 2027 mais de dois milhões de empregos, ou seja, um legado que vai muito além do evento em si.
Quem leu este texto até aqui pode estar pensando que tenho uma visão muito otimista com relação às Olimpíadas de 2016. E na verdade tenho mesmo, mas isso não quer dizer que não devemos tomar cuidado ou que já está tudo pronto ou encaminhado, pelo contrário.
O trabalho já começou, e o relógio já está marcando.
Não adianta torcer contra agora que já levamos, mas também não vai adiantar nada ter conquistado essa grande oportunidade de se posicionar para o mundo se não fizermos a nossa lição de casa direitinho.
É hora de fiscalizar , se informar e cobrar das autoridades para que possamos realizar um evento do tamanho que o Brasil, o Rio de Janeiro e o povo brasileiro merecem. Problemas durante a preparação acontecerão aqui e em qualquer lugar do mundo, mas isso não é justificativa para privar uma nação de sediar os Jogos Olímpicos.
O nosso foco deve ser ser garantir a transformação desta chance em realidade e legado para o país.
Que os Jogos sejam tão bacanas como nosso vídeo de apresentação. ;)
PS: Peço desculpas em meu nome e do Bruno pela baixa frequência de posts, mas em breve voltaremos ao ritmo normal.
28 de setembro de 2009
Facebook fecha acordo com entidade esportiva

A Sport England, entidade governamental responsável por estabelecer as bases do esporte na Inglaterra, acaba de fechar um acordo com o Facebook no valor de £20 milhões com o intuito de deixar um legado de mais pessoas praticando esportes após as Olimpíadas de Londres 2012.
É o primeiro acordo de longo prazo do Facebook com um órgão do governo.
A ideia do projeto é utilizar a comunidade para mobilizar as pessoas em torno do esporte e também transformar a forma como órgãos do esporte endereçam o assunto ao público até 2012.
Haverá um "Sport Hub" - como uma fan page - no Facebook que irá possibilitar os órgãos do esporte interagirem com mais de 20 milhões de pessoas que utilizam o Facebook no Reino Unido.
Além de de possibilitar a organização e a comunicação de eventos através deste canal, as pessoas também poderão desafiar amigos nos esportes que praticam e depois compartilhar os resultados no Facebook.
Não tenho dúvidas de que é uma ótima iniciativa tentar estabelecer o esporte através do digital, ainda mais via Facebook, onde os ingleses já estão em massa; mas vai ser interessante ver como eles vão criar este envolvimento fora da internet, ou seja, fazer com quem as pessoas não só se interessem mais pelo esporte, mas que também passem a praticar mais.
21 de agosto de 2009
COI | All Together Now
Confiram abaixo o novo comercial do Comitê Olímpico Internacional para a campanha "The Best Of Us", que teve início em 2007.
O vídeo mostrar 6 personagens atletas se unindo para a competição, mostrando o verdadeiro espírito das Olimpíadas.
20 de agosto de 2009
O vídeo da candidatura do Rio2016
Confiram abaixo o vídeo da candidatura do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016.
Com certeza o vídeo passa uma ótima impressão, e como o próprio Michel Lent comentou em seu site, a julgar pelo processo de computação gráfica que a cidade passou, é bem capaz que o vídeo marque bons pontos para a candidatura brasileira.
Caso as Olimpíadas venham mesmo para o Brasil, não podemos desperdiçar todo o potencial que temos para começar a transformação do país numa potência esportiva. Mas, enquanto se faz de tudo para vender o projeto para o COI, algumas coisas ficam esquecidas, e, sendo assim, o mais provável é que as mesmas reclamações do PAN07 retornem num futuro muito próximo.
30 de junho de 2009
Rede Record nos esportes (olímpicos)
A batalha nos bastidores entre Rede Globo e Rede Record para a transmissão de competições esportivas continua. Quando o assunto é futebol, vôlei, basquete e futsal, a gigante carioca não vem medindo esforços e investimentos para vencer a concorrente, mas quando o assunto são outros esportes, a história é diferente.
A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) enviou para as duas uma proposta de transmissão de todos os torneios até as próximas Olimpíadas e a contraproposta da emissora paulista foi mais vantajosa, tendo em vista a soma entre valor e exibição na programação.
Apesar do Brasil ser o país do futebol, vejo muitas oportunidades para os esportes olímpicos dentro das transmissões das emissoras, mas isso deve ser apenas um das pontas. Mais do que conseguir espaço na grande, as emissoras poderiam criar parcerias e se tornarem realmente parceiras de alguns esportes.
Mas fico me questionando, até que ponto essa disputa é válida para o esporte? Se por um lado a concorrência eleva o valor do pagamento, por outro isso tudo se torna apenas uma batalha de interesses e não um projeto esportivo.
Esses contratos são pontuais e vejo que quem sai perdendo, mais uma vez é o esporte nacional...
17 de junho de 2009
Obama cria divisão olímpica na Casa Branca
O presidente americano Barack Obama criou uma agência na Casa Branca voltada para o esporte olímpico, paraolímpico e da juventude.
O lançamento desta agência coincidiu com a presença dos organizadores da candidatura de Chicago na Suíca, onde eles defendem a cidade perante o Comitê Olímpico Internacional (COI). Ou seja, a pouco mais de cem dias do COI anunciar a cidade sede para os Jogos de 2016, Obama faz um movimento com intenções claras de fortalecer a candidatura de Chicago.
A presença de Barack Obama nesta disputa realmente se intensificou, conforme previmos aqui no blog, logo após a vitória de Obama nas eleições. Obama inclusive gravou em Abril um vídeo dando as boas vindas ao COI na visita à Chicago.
A agência criada por Barack Obama irá recomendar políticas nacionais e programas esportivos ao presidente para ampliar as oportunidades e o acesso da juventude ao esporte, principalmente nas áreas urbanas; além de encorajar eventos envolvendo os valores olímpicos e a participação de atletas americanos.
Independentemente de ser ou não uma jogada de marketing, o fato é que as Olimpíadas de 2016 estão definitivamente nos planos de Obama, e é interessante ver aquele que muitos consideram o homem mais poderoso do mundo atualmente se envolver em questões como a Olimpíada e a disseminação do esporte entre os mais jovens.
10 de junho de 2009
O esporte na terra de Fidel
Como o Bruno comentou aqui, tive a oportunidade de conhecer Cuba nas minhas férias e é claro que não poderia deixar de trazer algumas observações sobre o esporte no país que é uma das potências olímpicas.
Antes de falar sobre o que vi, acho importante falar sobre como está estruturado o esporte no país.
Como a maior parte dos setores em Cuba, o esporte também sofre com o isolamento da ilha; era (e em alguns casos ainda é) complicado participar de algumas competições no exterior, as viagens e os equipamentos são mais caros e os atletas tem dificuldades com a alimentação.
Por isso, é importante deixar claro que o sucesso de Cuba nos esportes não vem do investimento financeiro, mas fundamentalmente da forma como o esporte está estruturado.
O INDER (Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação), criado em 1961 pelo governo de Fidel Castro, é a base do esporte no país e tem a função de garantir o acesso da população à educação física e consequentemente a massificação o esporte no país. Ou seja, na ilha o esporte está diretamente ligado à educação, o que ajuda na criação de uma cultura esportiva desde cedo. Para se ter uma ideia, 45% da população pratica algum tipo de esporte atualmente.
Com este modelo, Fidel reverteu o desempenho pífio do país nos esportes. De 13 medalhas antes da Revolução de 1959 para 158 medalhas em 45 anos. Números que, convenhamos, jogam muito a favor da revolução.
O INDER tem uma estrutura de alto rendimento dividida em cinco estágios (da base para o topo): escolas normais, escola de iniciação esportiva escolar, escola superior de aperfeiçoamento atlético, academia e o centro de alto rendimento esportivo (são dois no país, Cerro Pelado e Girargo Córdova Cardín).
No primeiro estágios, os olheiros buscam pelo novos talentos nas mais diferentes modalidades (e as competições também ajudam nesse processo); no segundo, as crianças são trabalhadas com foco maior em um esporte específico, aumentando o níveis de exigência e inserindo-as nas competições.
Já no terceiro estágio, os jovens são encaminhados para a escola superior de aperfeiçoamento atlético para que possam entrar para as Academias (quarto estágio) onde começam o treinamento de alto nível de fato. Daí sai a elite do esporte cubano, que vai para os Centros de Alto Rendimento Esportivo - que, na minha opinião, deveria ser o modelo para alguns esportes aqui no Brasil.
Infelizmente não consegui visitar o centro de treinamento de alto rendimento de Cerro Pelado, por isso não posso fazer observações mais detalhadas sobre o esporte de alto nível, mas no que diz respeito a execução deste modelo nas bases, ou seja, com as crianças nas diversas escolas do país, o governo cubano parece estar realizando um excelente trabalho.
O que hoje já é nostalgia para alguns aqui no Brasil, lá é uma realidade. Se aqui não vemos mais tantos garotos jogando bola descalços pelas ruas, lá as crianças (meninos e meninas) estão praticando alguma atividade física nas ruas e praças de Habana. Taco (já que Beisebol é o primeiro esporte no país), futebol, corrida e por aí vai.
Enfim, é mais que o esporte pelo esporte. Lá eles entenderam muito bem o valor da atividade física no desenvolvimento humano.
Como eu disse anteriormente, Cuba é um exemplo de organização no esporte. Um modelo consistente e forte que independe de investimentos financeiros muito altos. Sem dúvida alguma, um exemplo para o Brasil em algumas modalidades.
6 de novembro de 2008
Obama e as Olimpíadas (??)
Depois da vitória histórica de Barack Obama, que se tornou o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, parece que sua imagem vai interferir até na Olimpíada de 2016, pela qual o Brasil concorre para ser a cidade sede.
Chicago, cidade onde viveu Barack Obama, teria ganho uma força a mais, segundo a imprensa japonesa. No entanto, a comissão da cidade de Tóquio insiste em dizer que a cidade obteve os melhores resultados na avaliação técnica até agora.
Acredito que a imprensa japonesa esteja forçando um pouco a barra. Obama acabou de ser eleito, e é muito cedo para dizer que sua vitória já está exercendo tamanha influência na decisão da cidade sede para os Jogos de 2016. Quem sabe daqui algum tempo?
Mas uma coisa é fato: é bom o Brasil e o Rio de Janeiro ficarem de olho, porque Tóquio, com ótima avaliação técnica, e Chicago, com um senhor porta-voz que é Barack Obama, vão ser páreo duro para nós. Mas vão mesmo...
27 de agosto de 2008
Posicionando Londres 2012

Os Jogos Olímpicos de Pequim mal terminaram e já começaram as discussões sobre os Jogos de Londres 2012. Depois de um evento de encher os olhos, muitos perguntam se a capital inglesa será capaz de realizar um evento tão espetacular.
Para começar, o budget de Londres é de $ 17 bilhões, ou seja, bem inferior ao de Pequim, que foi de $ 44 bilhões. Só aí já dá pra perceber que não vai ser fácil proporcionar um evento tão parecido, pelo menos em termos de grandiosidade.
A Olimpíada de Pequim ficou conhecida como a maior de todos os tempos. A China é uma economia em franca ascensão, com uma das maiores populações do mundo e que vai se estabelecendo como uma das potências mais influentes do mundo atual. Se pararmos para pensar, os Jogos de Pequim apenas refletiram este novo status.
Mas, se Pequim 2008 refletiu toda esta questão econômica e política, também representou a repressão e a violência (de todos os tipos) existente no país. A cidade praticamente se blindou contra possíveis manifestações e deu continuidade à censura. Todos os noticiáris constataram: o clima de Jogos parecia estar somente nas arenas, porque, nas ruas, o controle por parte do governo chinês era forte.
Londres 2012 vai se posicionar de forma diferente.
A cidade quer uma atmosfera um pouco mais descontraída. A intenção é que a Olimpíada seja de fato um momento de celebração para todos. Eles querem ver as pessoas participando e brincando pelas ruas. Para isso, uma das medidas será colocar telões e vendedores de alimentos espalhados pela cidade, fazendo com que Londres 2012 seja realmente um evento social e que tenha vida além da Tv (e da internet).
Resumindo, o desafio de Londres é criar uma atmosfera de festa aliada a uma experiência esportiva incrível.
Tim Parr, que foi um dos representantes do Comitê Organizador de Londres em Pequim, disse: "Nem sempre as festas mais caras são as melhores".
É esperar pra ver.
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* Pensando nisso, alguém teria algum palpite para o posicionamento do Rio2016? =)
26 de agosto de 2008
Nem Nike, nem Adidas...
Recentemente postei sobre o desempenho da Nike nos Jogos Olímpicos. Segundo a empresa, foi a melhor edição de uma Olimpíada para a marca - para ler o post completo, clique aqui.
Bom, pelo menos isso é o que ela diz.
Pense nos principais nomes dos Jogos de Pequim. Quem lhe vem à cabeça?
Não tenho dúvidas de que entre os nomes que você pensou, figuram na lista Usain Bolt e Michael Phelps.
Não preciso me ater a detalhes de desempenho de cada um deles, mas posso resumir suas atuações de uma forma muito simples: ambos entraram para a história do esporte.
A questão é que nenhum deles é patrocinado pela Nike ou pela Adidas; marcas que travaram uma verdadeira batalha publicitária durante estes Jogos. Independentemente da estratégia adotada por cada uma, o fato é que ambas queriam a maior visibilidade. Patrocínio ao evento, ações de guerrilha, contratos milionários com grandes atletas e por aí vai.
Mas nem sempre mais quer dizer melhor.
Com as oito medalhas conquistadas e igual número de recordes quebrados, Michael Phelps teve uma cobertura gigantesca da mídia. E quem saiu ganhando? A Speedo, sua patrocinadora. Se a marca já estava em alta com a criação do seu super maiô, o LZR Racer, imaginem depois dos oito pódios de Phelps. Por não ser um forte player na natação, a Nike acabou ficando de fora...
E quanto a Usain Bolt? Bom, este foi ao pódio no lugar mais alto por três vezes. Medalha de ouro nos 100m e 200m rasos - sendo o primeiro atleta após Carl Lewis em 1984 a conquistar tal feito - e também no revezamento 4x100m.
E que garoto propaganda!
Após as vitórias, Bolt comemorou segurando suas sapatilhas douradas da Puma para que o mundo todo pudesse ver . Em uma hora foram vendidas milhões iguais àquela pelo mundo...
Novamente a Nike e a Adidas ficaram de fora. Mas dessa vez não foi porque a modalidade não era "especialidade", pelo contrário. As principais apostas delas - Asafa Powell, Liu Xiang (ambos Nike) e Tyson Gay (Adidas) - acabaram tendo problemas durante a competição.
Acredito, sim, que Nike e Adidas devem estar colhendo ótimos resultados com o final dos Jogos, mas o melhor da festa não ficou por conta deles, mas não mesmo...
25 de agosto de 2008
Ouro, prata, bronze e um exemplo
Como comentamos aqui no Radar Esporte antes dos jogos olímpicos, o vôlei brasileiro tinha tudo para ir bem e trazer medalhas para o país. A previsão não estava errada, já que a modalidade garantiu um ouro (vôlei de quadra feminino), duas pratas (vôlei de quadra e de praia masculino) e um bronze (vôlei masculino de praia).
Mais do que quatro medalhas, o esporte deu exemplo de planejamento, organização e profissionalismo.
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que tem na presidência Ary Graça Filho, - ex-jogador - conta com investimentos e com uma gestão profissional, sendo que é a primeira entidade esportiva do mundo a ter um certificado ISO 9000:2001, além de ter recebido o prêmio da Federação Internacional como a “Mais bem-sucedida Federação do mundo”. A CBV trabalha com unidades de negócios: Seleções, Voleibol de Praia, Competições Nacionais, Eventos, VivaVôlei (entidade de assistência social) e Aryzão - Centro de Desenvolvimento de Voleibol de Saquarema.
O Centro de Desenvolvimento de Voleibol de Saquarema é uma incubadora de resultados positivos. De acordo com o próprio site da confederação: “O objetivo principal do complexo é concentrar em um só local todas as instalações e equipamentos necessários para o treinamento de equipes esportivas, tendo em vista a formação, o desenvolvimento e a reciclagem de recursos humanos. O Centro de Desenvolvimento de Voleibol – Saquarema também tem como objetivo otimizar o programa de treinamento das seleções brasileiras em todas as suas categorias, promovendo uma maior integração entre as comissões técnicas e possibilitando uma maior interação entre os planejamentos.”
Não é à toa que a CBV conta com investidores fiéis:
Banco do Brasil: Patrocinador oficial das Seleções Brasileiras e do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia desde 1991.
Olympikus: Fornecedor oficial de material esportivo das Seleções Brasileiras desde 1997.
TAM: Patrocinadora da Superliga 2006/2007 e Liga Nacional 2006.
Penalty: Bola oficial da CBV (praia e indoor) e do VivaVôlei.
GATORADE: Patrocinadora da Liga Mundial até 2008, Superliga até 2008/2009 e do Campeonato Brasileiro de Vôlei de Praia até 2008.
Sportv: Transmissão dos jogos da SuperCopa e Grand Prix de Clubes até 2005 e da Superliga até 2007.
Contudo, o que fica aqui para refletirmos é: será que as medalhas olímpicas foram por acaso ou será que são resultados normais de tudo que vimos acima?
Acredito que potencial existe em todas as modalidades, só falta organização e planejamento como vemos no vôlei. Enquanto o basquete fica brigando por formar ligas sem o apoio da confederação, o vôlei coleciona medalhas nas Olimpíadas, lugar que os basqueteiros brasileiros não conhecem há um bom tempo. Infelizmente.
22 de agosto de 2008
Londres 2012 | Nike
No próximo domingo (24) será realizada a cerimônia de fechamento das Olimpíadas de Pequim onde será passado o bastão para a próxima cidade-sede, Londres.
Aproveitando-se deste momento, a Nike irá lançar uma campanha criada pela Wieden+Kennedy que mostra três jovens atletas patrocinados pela marca que são promessas de medalha para os próximos Jogos.


O que mais me chamou a atenção nestes anúncios, porém, não foi o fato da Nike se apropriar dos Jogos sem ser patrocinadora oficial do evento.
Esses anúncios não são estrelados por atletas conhecidos. São jovens atletas na faixa dos 17-20 anos com potencial de conquistas nas próximas Olimpíadas.
Pode parecer simples ou uma idéia comum (e talvez o seja), mas será que conseguiríamos nomear algumas promessas brasilerias para Londres 2012?
Aqui estamos falando apenas de uma campanha publicitária, mas isso pode ser expandido para outras reflexões. Imaginem a diferença de preparo entre este jovens em 2012. De um lado, atletas patrocinados por uma grande marca desde muito cedo e já contando com uma estrutura diferenciada; do outro, um cenário completamente diferente...
Os anúncios assinam com "I'll be ready" ("eu estarei pronto"). Mas e nós, será que estaremos prontos?
Campeãs. No espírito. E na audiência.
Quem não torceu pelo futebol feminino na final das Olimpíadas contra os Estados Unidos? Quem não se comoveu o choro das meninas recebendo a medalha de prata?
Na manhã de ontem o mundo assistiu mais uma grande partida da seleção brasileira de futebol feminino. O time buscou o placar os 120 minutos e não desistiu nem um segundo. Perdemos, mas mais do que perder o ouro, elas conquistaram a prata e mostraram que nos jogos olímpicos há inúmeras formas de ser campeão além de ter a medalha de ouro.
A diferença entre o futebol masculino e feminino não está apenas no salário e no apoio. O futebol brasileiro ainda não tem um campeonato brasileiro feminino, não conta com incentivo dos clubes, tampouco de empresas interessadas em investir na modalidade e mesmo assim elas brilham com o uniforme amarelo mundo a fora.
A Rede Globo comprovou o interesse do público por isso através da audiência nos dois jogos desta semana. Enquanto a transmissão da derrota do masculino para a Argentina atingiu 20 pontos, a disputa pelo ouro das meninas atingiu 21. Cada ponto no Ibope equivale a cerca de 55,5 mil domicílios na Grande São Paulo.
É verdade que elas ficaram no “quase” de novo, mas acho que já passou da hora de investirem na modalidade aqui no país. Muitos sabem criticar e não reconhecem o esforço e talento deste time, mas é incrível o que elas estão conseguindo fazer. Para mim, já são campeãs.
E por falar em meninas, parabéns Maurren Maggi! Ela acaba de voar e trazer o ouro para gente!
20 de agosto de 2008
Motivo 1

Infelizmente as Olimpíadas estão chegando ao fim e, para mim, a sensação que fica é que, assim como os Jogos, o ciclo de discussões sobre o esporte brasileiro também vive um ciclo de 4 anos. É incrível, mas este assunto só ganha alguma força nestas épocas.
Mas, ao contrário das Olimpíadas, parece que nós não evoluímos a cada 4 anos. Aliás, parece que é bem o contrário.
E é partindo desse ciclo que eu vou postar hoje sobre o primeiro motivo pelo qual sou contra o Brasil receber os Jogos em 2016.
Como a maioria das pessoas do mundo comprovou este ano, as Olimpíadas definitivamente alteraram seu status. Os Jogos não devem mais ser os mesmos, definitivamente.
Foi a maior edição de uma Olimpíada. É óbvio que o fato da China, que é uma das maiores potências atualmente, sediar os jogos tem muito peso nisso, mas o país aumentou a responsabilidade das próximas cidades-sede. Parece que a China criou novos "itens de série" para elas.
Designers e arquitetos renomados foram chamados para criar estádios e arenas que são verdadeiras maravilhas arquitetônicas, a cidade repensou sua estrutura, mobilizou movimentos em torno de questões como a poluição, desenvolveu uma cerimônia de abertura memorável etc.
E, por mais que os Jogos da China não tenham sido perfeitos - principalmente pela questão dos direitos humanos, que muito se falou antes dos Jogos -, o fato é que os chineses elevaram o nível da coisa.
Será que estamos em condições de pelo menos manter o nível nestes itens? Me parece que não.
Nossas propostas para 2016 estão muito baseadas nos projetos do Pan 2007. Nos vangloriamos da nossa "super" estrutura criada no Rio de Janeiro, mas, na verdade, nem estamos nos esforçando para fazer melhor do que fizemos no Pan 2007.
De novo eu digo: Sediar uma Olimpíada não pode e não deve (!) ser só uma questão política.
Olimpíada e Jogos Panamericanos são coisas bem diferentes, mas parece que querem um revival do Pan.
Acho que eles não estão vendo que, para alguns, Olimpíada não é só turismo.
Mas esse é só o motivo 1...
19 de agosto de 2008
Ainda tentando achar uma resposta...
O Patrice levantou uma bola interessante no post onde comparei os choros de Cielo e Diego Hypólito e, por isso, quis comentar sobre o assunto.
Pra quem não viu, o atleta panamenho Irving Saladino conquistou na segunda-feira a medalha de ouro no salto em distância com a marca de 8,34 metros. Detalhe: Saladino está há 4 anos treinando no Brasil com Nélio Moura, o mesmo treinador da equipe de saltos do Brasil.
O Panamá só havia conquistado duas medalhas na história dos Jogos. Bronzes de Lloyd LaBeach nos 100 m e 200 m, na Olimpíada de Londres 1948. Só com esta informação já dá para se ter uma idéia do valor desta medalha para o Panamá.
Será que, assim como Cielo e Hypólito, Saladino seria também fruto de um esforço e talento individual, já que nasceu em um país sem nenhuma tradição em Jogos Olímpicos?
Talvez.
Assim como Cielo foi buscar algo melhor, indo treinar nos EUA, vir para o Brasil foi a melhor alternativa, ou pelo menos a mais acessível, para o panamenho.
O grande ponto aqui é que, ao contrário de Saladino, nós não conquistamos medalhas. E, ao que tudo indica, as condições de Saladino e do restante da equipe brasileira eram as mesmas; inclusive o centro de treinamento de São Paulo é referência mundial.
Mas por que a medalha não vem? O que será que está faltando, já que temos uma estrutura considerada referência? Será que falta um apoio melhor para cada um dos atletas?
Até onde sei, Saladino veio ao país apenas para treinar... mas e nossos atletas, qual será a realidade de deles? Tenho certeza que cada um tem uma história de vida diferente e que o dia a dia não deve ser nada fácil. Infelizmente, a maioria deles não depende do esporte para sobreviver...
E isso me leva para outro ponto também levantado pelo Patrice e que talvez seja uma alternativa para alguns esportes no nosso país.
A ginástica olímpica brasileira, apesar de ser um esporte mais custoso e complexo, conta com uma infra estrutura que foi fundamental para o desenvolvimento do esporte no país. Além de contar com uma grande equipe técnica, que conta, por exemplo, com o ucraniano Oleg Ostapenko, a seleção tem o seu próprio centro de treinamento em Curitiba, para que os atletas se preparem melhor para representar o Brasil.
Apesar de um centro não ser suficiente para um país como o Brasil, ele prova que tem potencial. Se o esporte não consegue ter tanta visibilidade no nível de clubes e federações, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) consegue ter um ponto central para o desenvolvimento de suas melhores atletas e, consequentemente, da seleção brasileira.
Não é à toa que a ginástica brasileira vem melhorando seus resultados a cada competição. *
Esse formato é amplamente utilizado em potências esportivas como EUA, China e Cuba. E é por isso que cada vez mais, eu entendo que o Brasil deveria pautar o esporte tendo este modelo como base.
O Brasil não sabe identificar talentos e biotipos específicos para cada um dos esportes, não possui CTs focados nas seleções de cada uma das modalidades, não investe em estrutura para que seus atletas tenham condições de se dedicar 100% ao esporte, não aplica referências de outros países etc. Enfim, o esporte no país está imobilizado e não parece aparecer alguém que vá dar um jeito nisso...
Enquanto isso, alguns continuam achando demais o Brasil receber as Olimpíadas de 2016.
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* Infelizmente, tudo indica que a CBG irá dissolver a seleção brasileira, e as atletas, que ficavam no CT em Curitiba, devem voltar aos seus clubes. Será que todo o trabalho realizado nos últimos anos vai ser jogado literalmente no lixo?
17 de agosto de 2008
Dois choros inesquecíveis

Em tão curto espaço de tempo o Brasil viveu duas emoções muito distintas com seus atletas nestas Olimpíadas. A primeira medalha de ouro na história da natação brasileira com César Cielo Filho nos 50m livres - com direito a terceira quebra do recorde olímpico na competição pelo atleta - e, depois, a queda de Diego Hypólito em sua série no solo, onde era o grande favorito para a medalha de ouro.
Cielo foi imbatível. Depois do bronze nos 100m livre, o atleta afirmou, com toda confiança, que ainda não tinha acabado e que ia buscar o ouro. Dito e feito. O atleta subiu ao pódio no degrau mais alto e gerou um dos momentos de maior emoção do Cubo d'água. Além de quebrar o protocolo e comemorar com os outros nadadores, Cielo chorou ao ouvir o hino nacional e foi aplaudido por todos.
Já Diego Hypólito não viveu momentos tão felizes. No solo, onde é especialista e atual campeão mundial, o atleta sofreu uma queda na última sequência de movimentos e deu adeus a uma medalha em Pequim. Seu choro comoveu todo o Brasil. O atleta não se conformava, e, como todos nós, ele simplesmente não acreditava. Após a competição, Diego chorou...
Choros por motivos muito diferentes, mas com um ponto em comum. Ambos mostram a fragilidade do esporte nacional.
Cielo passou 3 anos treinando nos Estados Unidos, abdicando da vida pessoal e da família para conquistar seu objetivo nas Olimpíadas. Seus pais estavam em Pequim, apoiando e dando força ao filho, mas não porque a CBDA quis, pelo contrário. A confederação sequer pagou os custos para que eles fossem acompanhar o desempenho do novo herói da natação.
Seu desempenho não é fruto de um maciço investimento no esporte ou de um forte apoio do governo e/ou da CBDA. Não. Cielo é fruto de um esforço individual, de seu técnico, de sua família e dos EUA. Mas não tem problema; junto com a medalha vem a ilusão de que está tudo bem... e uma ligação de parabéns do presidente Lula.
O seu choro não foi só um momento de emoção ao ver a bandeira do Brasil ser erguida ao som de nosso hino. Seu choro foi também um grande desabafo.
Diego Hypólito não é diferente. Se não fosse pela queda, muito provavelmente ele traria uma medalha para o país. Um atleta diferenciado, focado e muito bem treinado; mais do que capaz para sair de Pequim vitorioso. Mas não foi o que aconteceu. Diego chorou e pediu desculpas ao Brasil.
Desculpas ao Brasil?
Quem tem que pedir desculpas (e muitas) é o Brasil. O país do futebol é incapaz de abrir os olhos para outras modalidades, não tem um projeto consistente para o esporte, é carante de heróis mas não incentiva o surgimento deles e quer receber as Olimpíadas de 2016 simplesmente por questões políticas.
Quem ganhou medalhas em Pequim definitivamente não foi o Brasil.
Quem tem que pedir desculpas a quem?
Uma solução simples.
O assunto não é novo, mas sempre volta à tona em época de Jogos Olímpicos.
A delegação brasileira deveria ter um único fornecedor de uniformes para a competição ou não?
As opiniões são diversas. Alguns são a favor do fornecedor único e outros afirmam que cada federação deveria ir para as Olimpíadas com o respectivo patrocinador. Os motivos para cada uma das opções são diversos, mas nesta edição dos Jogos vi uma solução que poderia ser facilmente aplicada ao Brasil, na minha opinião.
Ao invés de obrigar todas as modalidades a utilizarem uniformes Olympikus, com exceção, por exemplo, do futebol e da natação; o COB poderia permitir que os atletas utilizassem uniformes de seus respectivos patrocinadores no momento da competição e, no restante do tempo, vestimentas produzidas pela Olympikus.
Pode parecer estranho, mas isso tem sido muito comum nos Jogos deste ano.
O tenista espanhol, Rafael Nadal, utiliza Nike durante as partidas, mas quando foi receber a medalha de Ouro, o atleta subiu ao pódio utilizando uma jaqueta da Li-Ning, patrocinadora da delegação espanhola. O mesmo acontece com Phelps. O nadador cai na piscina com maiô Speedo, mas em todas as vezes que subiu ao pódio, estava utilizando Nike, patrocinadora da delegação norte americana. Estes são apenas dois exemplos, mas que, pela visibilidade dos atletas, já é o suficiente para termos como referência.
Com este esquema, o patrocinador de determinado atleta (ou modalidade) consegue sua visibilidade, e a Olympikus, aparece como marca que apóia o todo o COB.
Tudo bem que o jogo político que permeia a disputa entre as marcas não é tão simples assim, mas se vemos isso acontecer com grandes atletas e seleções, por que não podemos tomar como referência?
14 de agosto de 2008
Eterno obrigado
O nadador americano Michael Phelps é o atleta que mais fatura com acordos publicitários na sua modalidade, U$ 5 milhões. Valor este dez vezes maior do que qualquer outro nadador de elite no mundo.
E o retorno para a Speedo, sua principal patrocinadora, também não é nada baixo.
Segundo dados da Joyce Julius & Associates, o tempo que Phelps ficou exposto na rede americana NBC equivale a aproxidamente U$3,6 milhões. É óbvio afirmar isso, mas o valor deve ser bem maior, uma vez que ainda temos as mídias impressas, online e televisores de todos os cantos do mundo. Afinal, só se fala em Phelps e sua saga pelo recorde de medalhas de ouro conquistadas em uma edição dos Jogos Olímpicos.
Segundo a própria Speedo, o grande trunfo desta visibilidade é que Michael Phelps está fazendo com que a marca transcenda os limites da natação, atingindo um público jovem que vai além dos nadadores de elite.
E este, com certeza, é um objetivo da marca, que vem investindo em outros segmentos que não o da natação. Hoje, suas lojas já vendem produtos de moda, relógios, chinelos, acessórios etc.
Mesmo assim, sempre foi difícil se desgarrar da percepção de que a marca era exclusiva da natação. Essa visibilidade do atleta impulsiona a marca e estimula as pessoas a conhecê-la melhor.
Boato ou não, a informação que corre é que a Speedo ofereceu U$ 1 milhão à Michal Phelps caso o recorde de Mark Spitz, de sete medalhas de ouro conquistadas nas mesmas Olimpíadas, seja batido. E aí, podem esperar, vai ser Phelps em todos os cantos.
E se isso acontecer, a marca vai ser eternamente grata a Phelps.
13 de agosto de 2008
Camisas da NBA. Um negócio da China.
Recentemente comentei sobre a mudança de mentalidade na seleção norte-americana de basquete e também falei sobre o projeto criado pela Nike para promover este time que tem como objetivo reafirmar a hegemonia no esporte durante as Olimpíadas deste ano - clique aqui e aqui para ler os posts.
Hoje saiu no Meio & Mensagem uma matéria que fala sobre a venda de camisas da NBA na China. Ao contrário do que se esperava, a camiseta mais vendida no país não é a do astro chinês Yao Ming, e sim de Kobe Bryant, um dos grandes jogadores da seleção americana.
Depois de Kobe Bryant, as camisetas de atletas da NBA mais vendidas no país são de Kevin Garnett (Boston Celtics), Tracy McGrady (Houston Rockets), Paul Pierce (Boston Celtics), Allen Iverson (Denver Nuggets), Gilbert Arenas (Washington Wizards), Lebron James (Cleveland Cavalliers), Dwyane Wade (Miami Heat), Dwight Howard (Orlando Magic) e, finalmente, Yao Ming.
Dessa lista, quatro estão na seleção dos EUA e três deles são atletas Nike - Kobe Bryant, Lebron James e Dwyane Wade -; apenas Dwight Howard é Adidas. Segundo dados da própria matéria do M&M, as vendas estão 70% acima do esperado.
Além da mudança de mentalidade para retomar o domínio absoluto na modalidade, é óbvio que o basquete está se mostrando um verdadeiro negócio da China para os patrocinadores. Ou você acha que eles também não ajudaram a levar estes jogadores para os Jogos?