De acordo com nota na Exame de Abril, um levantamento realizado pela Crowe Horwarth, especializada em gestão esportiva, constatou que a receita dos clubes com publicidade e patrocínio deve alcançar 16% do faturamento dos clubes em 2010.
Normalmente, este número fica em torno de 10%, mas a Copa de 2014 vem impulsionando estes investimentos.
Sendo assim, as cifras devem chegar perto dos R$ 300 milhões neste ano. Para se ter uma ideia da evolução, este valor era de R$ 190 milhões em 2006, ano da Copa da Alemanha.
Com certeza um crescimento significativo para o nosso futebol - ou pelo menos parte dele.
Fica a expectativa de que esta evolução no faturamento seja acompanhada por uma evolução da gestão de marketing destes clubes.
É claro que alguns dos grandes clubes do Brasil já estão procurando se modernizar, mas é fundamental que estes valores também sejam revertidos para a entrega de um melhor serviço para os torcedores, que ainda estão longe de desfrutar de uma estrutura como a dos países desenvolvidos.
15 de abril de 2010
O efeito Copa do Mundo
4 de novembro de 2009
"Elefante Branco" não é exclusividade do Brasil
O Estádio Ninho de Pássaro, um dos complexos de maior destaque dos Jogos de Pequim 2008, começa a preocupar as autoridades chinesas. Está difícil conseguir uma finalidade para o espaço, que realizou poucos eventos desde as Olimpíadas, e há um temor de que o estádio se torne um "elefante branco".
Com capacidade para receber um público de 80 mil pessoas, há uma dificuldade clara para realizar eventos do porte do Ninho de Pássaro.
O Ninho está recebendo a Corrida dos Campeões, que reúne grandes pilotos do mundo como Michael Schumacher, Jenson Button, Tom Kristensen, mas o público ficou aquém do que o estádio comporta. Além da Corrida, outros eventos esportivos já aconteceram, alguns shows, mas, pelo menos por enquanto, o Ninho do Pássaro tem servido mais como atraçao turística.
Que fique mais um alerta para os dirigentes responsáveis pela organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Já temos exemplos de dentro de casa - é só olhar alguns dos complexos construídos para o Panamericano 2007 -, mas Pequim só comprova que todos estão sujeitos a isso.
Cabe ao Brasil aprender com os exemplos de fora e se antecipar na elaboração de projetos que deem lastro para os complexos que serão construídos até lá.
4 de agosto de 2009
Mais patrocinadores para a Copa 2014
De acordo com nota na Folha de São Paulo de hoje, a CBF deve acertar com mais um patrocinador, o Pão de Açúcar. O contrato, que deve ser assinado nos próximos dias, deve gerar R$5 milhões por ano para a entidade.
O Pão de Açúcar é o quarto patrocinador a fechar com a CBF após o anúncio, em Outubro de 2007 - os outros foram Itaú, TAM e Gillette.
A Lupo, que também fechou acordo com o Palmeiras para estampar sua logomarca no calção do clube por R$ 3 milhões, também é a licenciadora oficial de artigos da FIFA para a Copa 2014.
Daqui pra frente devemos ver mais e mais empresas querendo uma fatia desse bolo.
O meu principal questionamento é se estas empresas que estão investidno cifras milionárias no evento conseguirão tirar proveito disso.
Como já acontece nas Olimpíadas, o número de patrocinadores cresce absurdamente devido a realização do evento, mas são poucos que realmente conseguem se sobressair e gerar uma conexão real. Com certeza veremos pesquisas que colocam algumas marcas como "Top of Mind da Copa" e que nem patrocinam diretamente o evento...
Será que a estratégia das empresas investidoras está a altura do investimento que elas estão fazendo? O que vocês acham?
3 de julho de 2009
Minas Gerais de olho na Copa do Mundo 2014
O governo de Minas Gerais já começou os trabalhos para a Copa do Mundo do Brasil e acaba de criar o Núcleo de Gestão.
Designado pelo Governador Aécio Neves, o projeto visa a preparação do estado tanto para a Copa das Confederações de 2013, quanto para a Copa do Mundo de 2014 e irá trabalhar em quatro frentes: reestruturação do Mineirão, mobilidade urbana, segurança pública e infra-estrutura.
A força-tarefa organizada ambiciona tornar Belo Horizonte a melhor das 12 sedes, confirmadas pela FIFA, que receberão os jogos de 2014. “Minas Gerais trabalhará integrada para não só termos aqui a abertura, mas de preferência, inclusive, também os jogos da Seleção Brasileira na primeira fase”, afirmou o vice-governador Antonio Augusto Anastásia, coordenador do Núcleo de Gestão das Copas.
Uma questão interessante é que a reforma será executada dentro do conceito de “estádio verde”, visando garantir ao mesmo tempo sua sustentabilidade econômica e ambiental.
É interessante ver a movimentação do estado na questão da Copa do Mundo, principalmente vendo que apenas uma das quatro frentes tem ligação com estádio para os jogos enquanto as outras podem ser legados para a população e para o estado.
Não podemos esquecer que temos o Engenhão como um excelente benchmark (negativo) para a reutilização do estádio depois de grandes eventos...
4 de junho de 2009
Você confia na Copa do Mundo no Brasil?
Foi divulgado o resultado da pesquisa TNS Sport Brasil sobre a confiança das pessoas na capacidade do país receber a Copa do Mundo. Foram ouvidas 4.159 pessoas nas 17 cidades que se candidataram a sediar os jogos do mundial e o resultado é bem interessante.
A pergunta foi: “Você acha que o Brasil reúne condições para realizar a Copa do Mundo de 2014?” e 70,9% disseram “sim”, 27,1 que “não” e 2% não souberam responder.
O indice foi super positivo, e mostra que no que depender da população, a Copa do Mundo tem tudo para ser um sucesso. Entre as cidades que foram escolhidas, os paulistanos foram os mais desconfiados, onde o indice de reprovação foi 38%, justamente no local onde muitos acham que reune mais condições para um evento deste tamanho.
Faltam quatro anos para a Copa e muita coisa precisa ser feita. Sinceramente fico preocupado com a tamanha euforia das pessoas enquanto os tais estadios prometidos ainda são maquetes no papel.
Mas e vocês, o que acham? Temos condições de realizar a Copa do Mundo?
30 de maio de 2009
As cidades da Copa de 2014
A FIFA irá anunciar as 12 cidades sedes da Copa do Mundo de 2014 amanhã em Nassau, nas Bahamas. Mas o colunista do “O Globo”, Ancelmo Gois já antecipou os nomes das cidades que irão receber os jogos. São elas:
Rio de Janeiro
São Paulo
Belo Horizonte
Porto Alegre
Curitiba
Brasília
Cuiabá
Manaus
Fortaleza
Salvador
Recife
Natal
Nenhuma grande novidade, já que tudo iria depender de questões logísticas e muito políticas. Os locais da abertura e final serão provavelmente São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, mas Belo Horizonte corre por fora para dar início ao maior evento esportivo do mundo.
A disputa agora fica para outras cidades que querem ser as sedes das seleções e centros de treinamentos. A partir daí a disputa também deve ser acirrada e muita coisa está em jogo, já que o torneio não acontece apenas nas cidades dos jogos, muito pelo contrário.
Outra disputa que corre em paralelo, é a disputa dentro das cidades, onde todos os estabelecimentos vão correr para poder oferecer o melhor às pessoas que irão assistir aos jogos, principalmente turistas.
O anúncio é só o começo de uma jornada longa que temos até 2014. Vale acompanhar tudo de perto para saber se teremos condições de abrigar a Copa do Mundo FIFA de maneira decente.
29 de abril de 2009
Fórum Copa do Mundo 2014 - Parte II (final)
Diferentemente de ontem, hoje aconteceram debates com os profissionais presentes e platéias. Foram quatro no total e vou postar apenas um pouco do que aconteceu na ESPM.
O primeiro debate foi sobre “Experiências das Copas Anteriores (França, Alemanha e Coréia/Japão) – Avaliação Econômica das Copas”, com participação José Henrique Damiani (Professor e Coordenador de Produção Acadêmica do Núcleo de Estudos em Negócios do Esporte da ESPM), Fábio Laudísio (Gerente de Esportes e Eventos/Atletas da RedBull) e Clarisse Setyon (Professora do Núcleo de Estudos em Negócios do Esporte da ESPM).
Clarisse começou com uma preocupação: o começo milionário que todos falam da Copa 2014. Depois seguiu com diferentes números de diferentes fontes que falam sobre o cenário que cerca o evento e apresentou dados positivos e negativos de recebermos a Copa do Mundo FIFA.
Um alerta interessante que a professora fez, foi que a Copa é uma grande festa, mas o saldo positivo na economia é apenas para FIFA, dando como exemplo estudos da Copa do Mundo da Alemanha.
José Henrique Damiani fez uma análise crítica puxando para o lado econômico e da infra-estrutura, apresentando muitos números do esporte e do futebol no país. Foi enfático ao falar da oportunidade das empresas se mostrarem para o mundo e para uma renovação urbana, e propôs um PAC –Programa de Aceleração da Copa.
O último a falar no painel foi Fábio Laudísio, que trouxe uma experiência muito bacana, já que participou da organização da Copa 2002, inclusive com contato com a delegação do Brasil antes e durante o torneio.
Trouxe para os participantes muitos aprendizados da Copa na Coréia/ Japão, com erros e acertos e exemplos muito interessantes. Lembrou que é o maior evento do mundo, a maior audiência da TV e que uma Copa dura 4 anos e não só apenas aqueles meses que ocorrem os jogos.
Disse que mais do que pagar o preço do patrocínio, as empresas devem investir mais dinheiro para ativar tudo isso e fazer valer a pena o uso do título “patrocinador”. Para Fábio, há inúmeras oportunidades para as empresas aproveitarem e que a Copa do Mundo é um evento caro porque se as empresas souberem usar, pode trazer resultados extraordinários.
O segundo painel foi sobre Marketing e Comunicação na Copa 2014, com participação de Celso Forster (Sócio-Diretor da ZK Arquitetura de Negócios), Marcelo Campos Pinto (Diretor da Globo Esportes), José Cocco (Diretor da J. Cocco Marketing Esportivo) e Claudinei P. Santos (Diretor de Projetos da Pós-graduação da ESPM).
Celso teve como foco a campanha da ESPN Brasil (onde foi Diretor de Marketing) na Copa da Alemanha. Na ocasião, por contrato, a emissora não podia usar imagens de Copas, jogadores do Brasil e nem falar muito sobre o evento.
Tudo isso no final foi positivo para conseguirem uma comunicação diferenciada, já que na época, havia mais de 70 campanhas com jogadores e temas da Copa. A solução foi focar nos torcedores, nos mitos e nas promessas que os mesmos fazem para o país conquistar o título;
Já Marcelo Campos, estranhamente começou criticando o horário dos jogos durante a semana (não é ele quem manda em tudo isso?!). Depois, apresentou dados do contrato entre a Rede Globo e a FIFA com detalhes.
O contrato é sombrio e mais parece uma carta de prisão, com cláusulas rigorosas dos mais variados tipos. Fechou com oportunidades e dados das Fan Fests (eventos ao ar livre com telões gigantes para as pessoas assistirem aos jogos).
José Cocco começou com uma apresentação mais conceitual sobre marketing, alertando a necessidade de focar. Falou menos de número e propôs uma reflexão sobre como extrair as oportunidades do maior evento esportivo do mundo.
Foi claro ao falar da necessidade de ter um planejamento que dure pelo menos quatro anos e de estabelecer objetivos antes de começar qualquer coisa.
Cocco fez questão de mostrar que a Copa é muito mais do que as 12 sedes, os 32 países e os patrocinadores oficiais. Há muito espaço para trabalhar com tudo que não estará diretamente ligado a Copa do Mundo.
Claudinei resumiu muito bem o painel, dizendo que foi baseado no “NÃO”. O primeiro com “NÃO posso usar as imagens, e agora?”, o segundo com “o que NÃO pode fazer, que a FIFA não permite” e o último com “os que NÃO estarão diretamente ligados, os excluídos”.
Após o almoço, o terceiro painel foi sobre o Marketing das Cidades para a Copa 2014. Participaram Gilson G. Novo (Diretor do Grupo Águia), Milton Longobardi (Diretor de Marketing e Vendas da SPTuris), Emmanuel Públio Dias (Diretor de Marketing da ESPM) e Lícinio Motta (Diretor de Operações da Pós-graduação da ESPM).
Emnanuel começou falando que o marketing das cidades é como o marketing que vemos por aí, que tem como objetivo conquistar e manter clientes, com um “plus”, aplicando a política publica.
Teve uma apresentação muito mais acadêmica no ponto de vista do marketing, passando por algumas questões: a cidade vira uma marca, economia da Copa, inteligência da Copa e geração de valor e recurso competitivo
Alertou que após a competição entre as cidades, irá começar a batalha dentro delas, com empresas e serviços dos mais variados tipos.
Apresentou o que para ele serão as “7 batalhas” entre as cidades:
1. ser cidade sede
2. ser cabeça de chave (acolher times importantes)
3. sediar seleções
4. sediar turistas (ser cidade base)
5. disputar igualmente a atenção da mídia, sendo base das TV’s
6. disputar investimento publicitário
7. disputar avaliação positiva pós copa (“qual foi a cidade mais legal..?”)
Milton Longobardi deu uma visão sobre o turismo, o que já está sendo feito e o que será feito por São Paulo. Contou com detalhes sobre projetos da SPTuris e deu uma bela visão sobre os hábitos dos turistas em uma Copa do Mundo.
Já Gilson, trouxe uma experiência mais empresarial para a discussão. Uma visão sobre o “negócio” turismo e valores que rondam o esporte. Um dado muito interessante apresentado, foi o fato do Brasil ser o país que gera mais tráfego em Copas do Mundo, seguido do México.
O quarto e último painel do FÓRUM ESPM 2014 – OS IMPACTOS ECONÔMICOS-SOCIAIS E AS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS, teve como tema “Arenas Poliesportivas – antes, durante e depois da Copa 2014” com Ruy Ohtake (Arquiteto e Coordenador do Projeto de Modernização do Estádio do Morumbi), Mauro Holzman (Diretor da Traffic Sports), Vicente Criscio (Diretor de Planejamento do Palmeiras) e Robert Alvarez Fernández (Professor e Membro do Núcleo de Estudos em Negócios do Esporte da ESPM)
Vicente trouxe uma visão do projeto da Arena Palestra Itália. Apresentou os drivers para a reforma, o planejamento para extrair valor e fotos do projeto. Mostrou o profissionalismo que o Palmeiras está tendo com a Arena.
Brincou que o projeto não é para a Copa do Mundo, mas que se precisarem, estará à disposição. Adiantou que terá uma missão duríssima que é a mudança na cabeça dos torcedores com relação ao que enxergam sobre estádio e partida de futebol. Disse que terá um aumento do ticket médio e que há uma barreira para naming right no país em virtude da mídia.
Mauro Holzman trouxe sua experiência à frente do Atlético Paranaense, onde foi diretor de Marketing e participou de todo o projeto da Arena.
Holzman apresentou dados interessantes: hoje o clube não vende mais ingressos, todos os 23 mil lugares já estão vendidos para os sócio-torcedores que compram antecipadamente. Disse que os clubes precisam se unir para negociar os direitos de transmissões, porque é necessário o pronunciamento do nome dos patrocinadores.
Fato curioso e importante: no contrato com as televisões, está previsto mostrar nas transmissões o back drop nas entrevistas com os logotipos. Ou seja, não poderão mais fechar a câmera no rosto do entrevistado e ocultar as marcas.
No restante, apresentou dados e fatos interessantes sobre a gestão do Atlético Paranaense. É um clube que nos do Radar Esporte iremos olhar com mais atenção.
Por fim, Ruy Ohtake mostrou o projeto completo do Morumbi e apresentou toda estratégia do estádio para a Copa do Mundo.
No geral, foi um evento muito importante, uma vez que reuniu profissionais para discutir (pela primeira vez) todo o cenário da Copa do Mundo FIFA 2014. No dia 30 de maio, as 14h00 serão apresentadas as cidades sedes e aí sim, todos poderão correr atrás do que terão que entregar.
Desculpem o tamanho do texto, mas queria compartilhar com vocês “um pouco” do que ocorreu no evento.
28 de abril de 2009
Fórum Copa do Mundo 2014
Caros leitores, participei hoje do primeiro dia do “FÓRUM ESPM COPA 2014 – OS IMPACTOS ECONÔMICOS-SOCIAIS E AS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS” que ocorre até amanhã na faculdade ESPM, em São Paulo.
O Fórum tem como objetivo estabelecer as primeiras bases numéricas para analisar todo o ambiente que cerca a Copa do Mundo que acontecerá aqui no Brasil. Participam da discussão, profissionais de marketing, autoridades e acadêmicos. Irei relatar aqui um pouco do que está acontecendo para posteriormente discutirmos cada um dos itens.
De maneira geral, todos os convidados trouxeram números do universo que cercam a Copa do Mundo, como número de turistas, o gasto diário de cada um deles, o aumento no número de vôos, empregos gerados, telespectadores entre outros. Os dados da cidade de São Paulo também foram muito citados, tais como: transportes públicos, hotelaria, número de táxis, restaurantes, estádios e profissionais capacitados.
O primeiro a palestrar foi João Paulo de Jesus Lopes, diretor de Futebol do São Paulo Futebol Clube e coordenador do Núcleo de Estudos em Negócios do Esporte da ESPM, seguido por Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris.
João Paulo deu uma visão do caderno de encargos da FIFA para as cidades que concorrem para serem sedes. Foi muito otimista (até demais) e trouxe muitos números da cidade (apenas números positivos).
Já Caio Luiz, muito mais “pé no chão”, trouxe uma visão concreta da estrutura que temos e teremos até 2014. Sua maior preocupação é a questão aeroportuária em um país continente, do tamanho que é o Brasil, e disse que sinceramente torce, mas não acredita no trem bala entre Rio de Janeiro e São Paulo.
O presidente da SPTuris, muito consciente levantou a questão do “day after”, e disse que este sim será o verdadeiro resultado da Copa do Mundo para o país. Caio disse que há muita coisa para ser feita para não termos resultados como ocorreram no Pan, que após seu término teve o Engenhão alugado por R$30 mil e sem nenhum grande resultado para a cidade.
Caio mostrou o vídeo apresentado na candidatura da cidade, disse que como em toda campanha ressaltaram os pontos positivos e não apresentaram o caos da cidade. Foi honesto ao transmitir sua preocupação e esforço que todos terão para concluir o planejamento.
Na parte da tarde, Walter Feldman, Secretário dos Esportes do Município de São Paulo e membro da comissão da Copa 2014 da Cidade São Paulo trouxe uma visão mais macro da situação do esporte na capital paulista.
Apresentou números da secretária, e projetos que a cidade tem para ser uma cidade saudável. Comentou sobre problemas da população (sedentarismo, obesidade e ociosidade) e o que está sendo feito para corrigi-los. Feldman fez questão de ressaltar a marca “SÃO PAULO, CAPITAL BRASILEIRA DO ESPORTE” e dados de outras Copas. Um ponto muito interessante que foi levantado, foi o fato do site da FIFA ter 4 bilhões de acessos na última Copa.
Em seguida, foi a vez de Eduardo Aidar, diretor de negócios e marketing da Figer, agência de marketing esportivo.
Eduardo também apresentou muitos números e disse que a organização está baseada em cinco pilares: mobilidade, acessibilidade, hospedagem, qualificação e marketing.
Fez questão de diferenciar oportunidade de oportunismo, e disse a necessidade das empresas se organizarem, se planejarem para saberem aproveitar esta imensa oportunidade que terão com a Copa do Mundo.
Como todas as Copas trazem uma “bandeira”, Eduardo está na dúvida se no Brasil teremos a “Copa Verde” ou a “Copa Tecnológica”. A primeira opção trata de estádios ecológicos, com menos impacto no meio ambiente, reaproveitando água da chuva e energia solar. Já a segunda, com forte presença de internet e mobile.
Eduardo fechou com o que para ele são as 9 principais oportunidades para as empresas atuarem: arenas, propriedades (museus, acervos, exposições etc.), mobiliário urbano, promoção (foco no digital), relações públicas, marketing direto, mídia, web e móbile e educação e cultura.
O último convidado do dia foi o Tullio Formicola, diretor geral comercial e de marketing da Reebok, e trouxe fatos reais e interessantes do dia-a-dia da empresa no país.
Para Tullio, uma palavra que resume tudo o que envolve as questões da Copa do Mundo é “venda”. Em sua apresentação, falou sobre os big numbers do esporte e da cidade de São Paulo, e estatísticas de outras Copas.
Foi contundente na questão de entrega, na dificuldade que teremos para estar com tudo pronto e correndo bem até 2014. Sobre a questão do país querer sediar também os Jogos Olímpicos de 2016 está preocupado, uma vez que encara isso como outro tipo de negócio, completamente diferente. Mas se diz confiante.
Para o diretor da Reebok, a questão de ter uma Copa do Mundo de Futebol no Brasil é totalmente diferenciada, uma vez que somos o país do futebol, e o planeta irá se voltar para nós, para saber o que iremos apresentar.
Sobre o país, disse que o Brasil é um mercado totalmente peculiar, inclusive para a Reebok. Hoje, é o quinto país mais importante para a marca, sendo responsável por 12% do faturamento mundial da empresa. E isso tudo, se deve ao futebol, às parcerias entre Reebok e clubes.
Mesmo não sendo patrocinador oficial e parceiro da CBF, a marca irá aproveitar a Copa do Mundo para inúmeras ações, desde ambientalização do PDV, até produto específicio dos clubes.
Uma questão muito relevante que foi citada, é questão da Reebok não focar suas campanhas (no Brasil) em atletas. Tullio disse que o grande motivo é que hoje, as estrelas não ficam nos clubes por muito tempo e nem no país, e os que aqui estão já são da Nike e da Adidas. Para ele, o forte é focar nos clubes, nos torcedores, e isso está dando tão certo, que a Reebok no mundo está refazendo sua estratégia com patrocínio de clubes pela Europa.
Amanhã estarei presente novamente para trazer para vocês o que está sendo discutido por estes profissionais.
10 de fevereiro de 2009
Mais verba para o São Paulo Futebol Clube
Na última segunda-feira, o tricolor paulista anunciou mais parceiros para o ano. A Volkswagen e a Aché Laboratórios entram no montante de patrocinadores, e a Applebee's restaurantes, Associação Brasileira de Indústria de Hotéis e Espaço Unyco, com verbas menores, serão parceiros do clube no Morumbi.
