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15 de abril de 2010

O efeito Copa do Mundo

De acordo com nota na Exame de Abril, um levantamento realizado pela Crowe Horwarth, especializada em gestão esportiva, constatou que a receita dos clubes com publicidade e patrocínio deve alcançar 16% do faturamento dos clubes em 2010.

Normalmente, este número fica em torno de 10%, mas a Copa de 2014 vem impulsionando estes investimentos.

Sendo assim, as cifras devem chegar perto dos R$ 300 milhões neste ano. Para se ter uma ideia da evolução, este valor era de R$ 190 milhões em 2006, ano da Copa da Alemanha.

Com certeza um crescimento significativo para o nosso futebol - ou pelo menos parte dele.

Fica a expectativa de que esta evolução no faturamento seja acompanhada por uma evolução da gestão de marketing destes clubes.

É claro que alguns dos grandes clubes do Brasil já estão procurando se modernizar, mas é fundamental que estes valores também sejam revertidos para a entrega de um melhor serviço para os torcedores, que ainda estão longe de desfrutar de uma estrutura como a dos países desenvolvidos.

14 de abril de 2010

Nike, Vivo, Volkswagen, Brahma & Seleção Brasileira

Estamos há pouco mais de 50 dias do início da Copa do Mundo da África do Sul e algumas das marcas que patrocinam a Seleção Brasileira de Futebol tem feito um trabalho bacana até aqui.

Explico o meu critério para "trabalho bacana": Patrocinadores preocupados em ir além da exposição na camisa e que buscam conectar de alguma forma a essência da sua marca com o que a seleção pode entregar em termos de imaginário coletivo e identidade com o brasileiro.

Este post não tem a menor pretensão de ser algo oficial, baseado em estatísticas, pesquisas etc. Estou tentando falar sobre o que estou vendo como consumidor mesmo. A mensagem que chega até mim, da forma que chega, com que frequência chega e, como já disse, a relação entre a essência de marca e o que a seleção é capaz de entregar.

Apenas para lembrar, os patrocinadores da seleção brasileira são: Nike, Itaú, Vivo, Guaraná Antarctica, Volkswagen, Gillette, Extra e TAM, Pão de Açúcar e Nestlé e Marfrig (Seara).

Dentre estas marcas, as que me chamaram mais atenção até agora foram Nike, Vivo, Volkswagen e Brahma.

Nike

Não tem o que falar. Esporte e, claro, futebol, já estão no DNA da marca. A Nike encontrou a "fórmula" e vem se aprofundando cada vez mais na essência do futebol brasileiro e o que ele representa. Sem necessariamente ir para o tradicional comercial de 30" na televisão, a Nike consegue gerar bastante cobertura nos meios digitais com os conteúdos que gera - tudo bem que às vezes parece que tudo que a Nike solta nesses ambientes é comentado, mas isto não vem ao assunto.

Além de apropriar muito bem dos jogadores que patrocina e que fazem parte do elenco da seleção, a Nike tem abordado temas que estão diretamente ligados ao nosso futebol: o jeito moleque de jogar, as peladas e até mesmo as mandingas.





No canal da Nike no YouTube você pode assistir aos outros filmes.

Vivo

Telefonia e futebol. O que eles poderiam ter em comum?

Pois parece que a Vivo encontrou a resposta. Ainda debaixo do guarda-chuva "Conexão como nenhuma outra.", a marca entendeu este novo contexto onde as pessoas não assistem mais a uma partida de futebol apenas pela televisão, mas interagem com o conteúdo através de comentários pelo Twitter, SMS entre amigos, MSN e por aí vai... Neste sentido, esta Copa do Mundo deve ser mesmo uma experência nova - até o Twitter está sendo muito utilizado pelos atletas.

A marca está se apropriando deste cenário em sua plataforma de comunicação e está propondo às pessoas a viver a seleção com a marca.

Além do comercial (abaixo), a marca já está desenvolvendo um trabalho em digital envolvendo diversas redes sociais, distribuindo prêmios (viagens para a África, iPhones e camisas oficiais).

Eu Vivo a Seleção




Volkswagen


A ligação óbvia entre o Gol, o carro mais vendido no Brasil, e a Seleção Brasileira se materializou neste belo comercial da AlmapBBDO com Robinho. E não poderia ser diferente, afinal, quem mais tem um produto chamado "Gol"? Tem mais é que se apropriar mesmo...

Esta deve ser uma das maiores campanhas da marca e conta com anúncios, spots de rádio, web, merchandising, PDV e diferentes tipos de ações, além do patrocínio da cobertura do campeonato mundial de futebol na TV.

Retribuição


Anúncio e logo da campanha, criado por Marcello Serpa.



Brahma

Apesar da ligação sempre polêmica entre cerveja e futebol, a Brahma, uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo de 2010, tem feito um bom trabalho com a plataforma futebol.

Seguindo o posicionamento guerreiro, a marca conseguiu transferir todo este conteúdo para o futebol. Além disso, a marca tem se apropriado muito bem do futebol brasileiro utilizando jogadores importantes da seleção, como Júlio César, Luís Fabiano e Adriano, na comunicação.





Como disse no início deste post, não tenho a pretensão de fazer uma lista oficial, por isso gostaria de saber se o trabalho de algum dos outros patrocinadoras oficiais chamou a sua atenção.

9 de novembro de 2009

O futebol e os publicitários

Profissionais de marketing geralmente são publicitários, administradores ou engenheiros. Digo geralmente porque nesse meio existem nutricionistas, professores de educação física e tantos outros profissionais de outras áreas que se preparam e tem competência para tal cargo.

O futebol está se tornando cada vez mais uma empresa e com esta mudança estão surgindo novos cargos, mesmo que não remunerados. A cadeira do marketing é uma delas, e estes profissionais dos grandes clubes geralmente são torcedores apaixonados e bem de vida que se dão ao luxo de executar tal função sem receber um real em troca. Ultimamente este cargo esta sendo ocupado por publicitários, grandes nomes da publicidade brasileira que se colocam a disposição do clube que carregam no peito.

O ultimo caso é Fábio Fernandes da F/Nazca no comando do Vasco. O publicitário e vascaíno está na linha de frente da diretoria e disposto a fazer comunicação e dinheiro para o clube.

Fico me questionando se deveríamos ter estes profissionais ou pessoas que estudaram marketing esportivo e administração esportiva para tocar esta importante posição no clube. Por enquanto fico com estes renomados colegas que estão fazendo trabalhos brilhantes por estes times.

Tenho certeza que todos têm dor de cabeça ao entrarem nessas instituições e não encontrarem administrações sérias como encontram em suas agências, mas também acho que devem ser muito mais felizes usando suas habilidades para venderem um produto tão apaixonante como são os clubes para eles.

Mas será que eles não deveriam ser pagos para tal feito? Afinal, o clube ganha e muito com o talento destes publicitários.

Penso que o que fica disso tudo, é que a combinação entre publicidade - bem feita por grandes profissionais - e esporte pode dar muito certo.

Fiquem com a entrevista feita pela Globo.com com o vascaíno e publicitário Fabio Fernandes sobre os projetos para a equipe carioca.

Clique aqui!

19 de outubro de 2009

Futebol | Um produto brasileiro?

Depois de ler o ótimo post do Bruno “Mundial Sub-20 Meninos com pompa de gente grande”, comecei a conversar um pouco mais com ele sobre uma outra visão que tive a partir do texto. Trocamos algumas idéias e resolvemos escrever outro post abrindo ainda mais a questão.

Na verdade, mais bizarro do que os “meninos de 19 anos dando entrevistas com discursos manjados de jogadores, se vestindo com ouro dos pés as cabeças e lotados de assessores de tudo que é tipo” é o fato destas atitudes não terem absolutamente nada a ver com aquilo que posicionou o nosso futebol no país e no mundo. Nada contra a globalização do produto futebol – afinal este era o curso natural das coisas -, mas a verdade é que cada vez mais ele toma as feições do futebol europeu, e isso vale para dentro e fora dos gramados, para jogadores e técnicos, para assessores e dirigentes.

O que é que jogadores de futebol se vestindo como rappers americanos, atletas da NBA, celebridades do cinema ou como Cristiano Ronaldo tem a ver com a essência do nosso futebol? Na nossa opinião, nada.

De novo, pode ser um movimento natural, uma vez que o futebol está se globalizando? É claro que sim, mas nós achamos que pode ser um pouco diferente. Por que o futebol brasileiro, tão característico, tem que seguir este padrão?

Talvez por isso que muitos jornalistas e comentaristas do futebol se empolguem tanto com algumas seleções africanas. Eles estão trazendo uma cara que, se não é nova, pelo menos é diferente do que temos visto, mesmo que isso seja principalmente dentro do campo.

Falamos tanto de jogadores que vão para o exterior, perdem a identidade com o público e acabam sendo esquecidos pela torcida e comissão técnica da seleção (uns até estão voltando por causa disso), mas a verdade é que antes mesmo de saírem do Brasil, a maioria destes jogadores já está muito parecida no jeito de se portar e de se vestir. Talvez seja um pouco distante falar em resgate dos valores do nosso futebol, no entanto isto poderia dar uma refrescada em tudo o que temos visto no mundo dos gramados...

Sentimos falta do boleiro, do tradicional jogador de futebol brasileiro.

Não precisamos ir muito longe para lembrar destes personagens, basta olhar para Romário, Edmundo, Adriano...Zico, Junior etc. Eram jogadores que carregavam um pouco do futebol das ruas do país dentro e fora dos gramados. No estilo de jogar, de dar entrevistas e na forma como viviam e se portavam sem o uniforme dos clubes. Eram mais mortais e principalmente brasileiros.

Exportamos nossos talentos para o mundo todo, somos os melhores na modalidade com referencias e ídolos e ainda sim existem crianças que reverenciam os jogadores estrangeiros. A situação tende a piorar enquanto nossos garotos assistirem Champions League durante as tardes e tentarem acompanhar o Campeonato Brasileiro com inicio as 22h00. Parece pouca coisa, mas os campeonatos europeus estarão cada vez mais na pauta nos colégios, condomínios, e nas rodas de conversas de nossos adolescentes e com isso os valores do nosso futebol ficarão cada vez mais de lado.

Não inventamos o futebol, mas o reinventamos. Tornamos um produto cultural e econômico de valor e estamos vendo ele se tornar cada vez mais internacional, sem nossas raízes.

E vocês, o que acham disso tudo? E o que acham que deveríamos fazer para não deixar o futebol perder a nossa essência?

Postado por Dida e Bruno

25 de agosto de 2009

Torcedores do Valência compram ações do time para salvá-lo.

O Valência vendeu $26,5 milhões de euros em ações para 26.000 fãs numa tentativa de salvar as contas do time espanhol. Hoje, as dívidas do clube estão avaliadas em €$502 milhões, o equivalente a cinco vezes o faturamento anual do clube.

Agora o clube está planejando vender uma segunda leva de ações num futuro próximo. Os planos são de utilizar a verba levantada para conseguir um novo empréstico com o governo.

Tem torcedor pagando cerca de €$1000 para não deixar o clube desaparecer.

Apesar do Valência ter passado por momentos muitos difíceis nos últimos anos, ações mais efetivas poderiam ter acontecido antes, mas não. Agora quem está pagando a conta são os próprios torcedores do clube.

12 de agosto de 2009

Manchester City oferece cheque em branco à Messi

Parece que o Manchester City não vai sossegar enquanto não trouxer uma estrela realmente grande para o seu elenco.

Depois de tentar fechar com Kaká recentemente, o clube vem focando seus esforços em trazer o argentino Lionel Messi. O clube inglês sabe que o jogador argentino está renegociando seu contrato com o Barça e quer tirar proveito deste momento.

O City já havia feito uma proposta de €$ 300 milhões para o jogador - fora a multa de €$150 milhões pela rescisão, impostos, 12 milhões de euros adicionais e um bônus extra para a família. Mesmo assim, Messi recusou e disse que estava muito feliz no Barcelona e que sua intenção era continuar jogando pelo clube catalão.

Mas o Manchester City não entendeu o recado e ofereceu um cheque em branco ao jogador!!

É isso mesmo, um cheque em branco para que o jogador diga qual seu 'preço' e faça as malas rumo à Inglaterra.

Alguns pontos chamaram nossa atenção nessa nova investida do Manchester City.

1) O clube, que se posiciona como uma empresa de mídia e entretenimento, parecer estar disposto a pagar o preço que for para finalmente conseguir elevar sua marca ao patamar de Real Madrid, Barcelona, Manchester etc. Sabem que Messi tem grande potencial de retorno (através de venda de camisetas, mídia espontânea e comunicação) e estão apostando suas fichas quase que de 'olhos fechados' no jogador.

2) Como já comentamos algumas vezes aqui no Radar, a polêmica sobre os salários astronômicos dos jogadores de futebol está ganhando cada vez mais força, inclusive entre alguns dos principais dirigentes do futebol mundial, e, sendo assim, uma investida desse tipo pode soar no mínimo como irresponsável.

3) Apesar de ser um jogador de talento indiscutível, nós sabemos que um jogador apenas não resolve todos os problemas do clube. Se o Manchester City realmente quer conquistar seu lugar ao sol, é preciso estar onde os grandes estão, e nem na Liga dos Campeões eles estão. E por isso que acreditamos que este é mais um motivo para Messi recusar a proposta, ainda mais em ano de Copa do Mundo.

4) Será que há algo a mais no City, além do que já é discutido normalmente, que leva os principais jogadores do mundo a recusar propostas astronômicas? Logo mais, se nenhum peixe grande chegar, o clube vai ter que começar a repensar sua estratégia de contratação e de imagem, pois as coisas podem tomar péssimos rumos.

O que vocês acham de tudo isso? Vale tudo a qualquer preço?

Postado por Dida e Bruno

22 de julho de 2009

Red Bull compra mais um time de futebol.

A Red Bull comprou recentemente mais um time de futebol. A marca, que já tem um time na Áustria, nos EUA, Gana e Brasil, adquiriu um time da quinta divisão alemã. O nome do time, RasenballSports Leipzig, como já é de costume, é inspirado nas iniciais da Red Bull.

Como todo projeto da Red Bull, as metas são ambiciosas. O time tem a intenção de chegar à Bundesliga e, para isso, já deve contratar 8 novos jogadores e membros para a comissão técnica.

Fico me perguntando até onde vai este projeto da Red Bull. Por tantas vezes comentamos aqui no Radar sobre os planos de internacionalização dos principais clubes da Europa e agora vemos a Red Bull comprando times de divisões inferiores espalhados pelo mundo com o intuito de levá-los aos principais campeonatos do mundo. Seria a intenção de fortalecer ainda mais a sua marca ou há de fato um plano para que os times estejam entre os melhores? Se considerarmos tudo o que a Red Bull vem fazendo até agora na Fórmula 1, é melhor os clubes começarem a se preocupar...

É claro que Fórmula 1 e futebol possuem estruturas muito diferentes, mas a comparação é válida, principalmente quando falamos das ambições da empresa com o esporte.

Tours internacionais, campanhas e ações de marketing com seus principais jogadores mundo afora... Será que uma outra alternativa para os clubes seria fazer como a Red Bull? Comprar alguns times pelo mundo com o intuito de capilarizar a sua marca e com isso "garantir" mais torcedores?

O que vocês acham? Seria possível conquistar mais torcedores espalhando um time pelo mundo ou isso é apenas uma estratégia da Red Bull e que não teria fundamento para clubes tradicionais?

21 de julho de 2009

Novo site do Manchester City.

Ontem li um artigo interessante na Creative Review sobre o novo site do Manchester City.

Veja algumas imagens abaixo:

O site é muito bem executado, fácil de navegar, tem um visual muito bacana e alguns features muito interessantes como vídeos em formato wide (16:9) espalhados pelo site, fotos de qualidade, seletor 3D de assento para que os torcedores possam ter uma ideia da visão que terão no estádio, conteúdo de blogs de fãsatualização via Twitter.

Além disso, não há qualquer espaço na home para anúncios. Sendo assim, é importante perceber uma alteração na relação clubes e patrocinadores: normalmente os patrocinadores (principalmente fornecedores do material esportivo) são os que mais se apropriam da força dos times e seus atletas para construir e fortalecer valores relativos as sua marca, mas parece que as coisas começam a mudar e devemos ver cada vez mais clubes estabelecendo suas marcas de forma independente.

Como já dissemos diversas vezes aqui no Radar, a internet vai rompendo fronteiras e se tornando fundamental para que os times explorem suas marcas fora de campo, e no caso do Manchester City não é diferente. O clube tem investido pesado e quer ser uma marca de mídia e entretenimento puro.

Agora só falta mais resultados aparecerem em campo, pois é isso que no final das contas impulsiona o valor da marca e a conquista de novos torcedores.

Vale a pena gastar um tempo no site.

13 de julho de 2009

Arsenal e a construção de uma marca global.

O Arsenal acaba de contratar o marketeiro Tom Fox para liderar o processo de globalização da marca Arsenal. Fox tem experiência na área e já trabalhou para a NBA, Nike e Gatorade.

Enquanto alguns dos principais clubes ingleses como o Manchester United, o Chelsea e o Liverpool estão trabalhando suas marcas de forma agressiva fora da Inglaterra, o Arsenal ainda tem muitas oportunidades a explorar neste sentido, já que, segundo estimativas, o clube tem uma base global de fãs em torno de 27 milhões, a terceira maior no mundo.

Apesar de ter deixado um pouco de lado os tradicionais tours pelo mundo, o fato é que o Arsenal hoje tem as bases muito seguras para iniciar um projeto mais audacioso mundo afora. É o terceiro time mais valioso do mundo ($1.2 bilhão), segundo relatório da Forbes, tem média de público superior a 60.000 em todos os jogos da temporada 2008-09, jogadores de ponta e uma situação financeira saudável.

Vamos acompanhar o trabalho do Arsenal e esperar que eles venham com algumas iniciativas inovadoras neste projeto.

Mas, e por aqui? Será que no futuro veremos alguns dos principais times brasileiros em condições de buscar a globalização de suas marcas? Corinthians e Flamengo estão com planos de amistosos fora do país, mas ainda não é possível dizer se isto faz parte de um projeto efetivamente.

O que vocês acham? Quais times teriam condições de buscar sua internacionalização num futuro próximo?

Redução do teto orçamentário na NBA. Enquanto isso, no futebol...

A NBA decidiu reduzir em mais de US$ 1 milhão o teto orçamentário das equipes para a temporada 2009-10. O teto passará de US$ 58,8 milhões para US$ 57,7 milhões. O limite para que a multa seja aplicado à franquia será de US$ 69,92 milhões; as equipes que ultrapassarem este valor irão pagar US$ 1 dólar extra para cada dólar que ultrapassar a cifra oficial.

David Stern, comissário da liga, já havia afirmado que a NBA não ia ficar à margem da atual crise econômica e que ia trabalhar no sentido de diminuir os impactos no basquete norte americano. E, apesar de alguns acreditarem que a redução foi pequena, me parece que a intenção foi fazer algo o mais suave possível, já que uma outra redução, desta vez mais drástica, está prevista para a temporada 2010-11.

Por diversas vezes já comentamos aqui no Radar Esporte a necessidade de uma medida como esta no futebol europeu, que tem Michel Platini como um dos principais defensores - até o Papa já entrou na história. Mas aparentemente é mais complicado lidar com esta situação na Europa, uma vez que não estamos falando de apenas um país e os salários já atingiram níveis altíssimos.

A questão principal aqui, ao meu ver, não é a limitação do valor que pode ser gasto pelos clubes, mas a manutenção sadia das finanças dos times, principalmente em tempos de crise, e a valorização de outros fatores que possam pesar na decisão de um atleta na hora de assinar um contrato - tradição do time, marca, torcida, visibilidade, possibilidade de conquistar novos títulos etc.

Ninguém sabe no que vai dar a nova geração de galácticos do Real Madrid, mas o fato é que o resultado disto pode dar (ou não) indicativos do futuro financeiro do futebol na Europa.

O que vocês acham, está na hora de se pensar o limite do teto orçamentário no futebol ou cada clube deve estar ciente e se responsabilizar pela sua situação financeira?

25 de junho de 2009

Corinthians ajuda a reforçar time do Palmeiras (?)

Já pararam pra pensar na possibilidade do seu time do coração ajudar o arqui rival?

Corinthians dando uma mãozinha para o Palmeiras, o Grêmio para o Internacional, o Flamengo para o Fluminense e vice-versa?

Pois foi exatamente isso que aconteceu em Gotemburgo na Suécia, onde o GAIS é freguês do IFK Goteborg há algum tempo.

Para brincar com a situação antes do "tradicional" derby, a ANR.BBDO desenvolveu uma campanha para o IFK Goteborg na qual flores com as cores do rival eram vendidas e o dinheiro arrecadado seria inteiro doado para o GAIS, para que eles pudessem reforçar a equipe e tornar os derbys futuros um pouco mais competitivo, digamos.


É claro que não dá nem pra comparar a rivalidade que existe entre os times da Suécia e a que existe por aqui, mas é uma ideia um tanto quanto inusitada, e temos que concordar que, apesar de impensável para muitos aqui no Brasil, uma ação como essa com certeza ia dar o que falar.
A campanha acabou de faturar um Bronze no Festival de Cannes deste ano.

23 de junho de 2009

Estratégia Pinheiros/SKY

Conforme o Bruno postou aqui no Radar Esporte, o Esporte Clube Pinheiros está formando um supertime para a disputa da Superliga através de uma parceria milionária com a Sky.

O time irá contar com os campeões Olímpicos Giba, Gustavo, Rodrigão e Marcelinho, além do técnico Carlos Alberto Castanheira, o Cebola.

Tenho visto muitas coisas a respeito desta parceria nos principais noticiários esportivos e, por isso, achei importante falar um pouco mais da estratégia da SKY.

Sem dúvida alguma, é o maior projeto de vôlei do país, com investimento de R$15 milhões para as próximas 3 temporadas. Investimento este que completa o projeto de patrocínio esportivo da SKY iniciado há 5 anos e que já tem presença na Stock Car e na equipe Red Bull.

A SKY irá estampar sua logomarca no uniforme do time e terá direito de imagens dos jogadores durante as temporadas. Mas o projeto vai muito além...

A ideia é que o projeto apoie outros esportes de base dentro do Pinheiros, como ginástica, basquete masculino, atletismo e natação. Ou seja, mais do que investir em uma única modalidade já estabelecida em nível nacional, me parece que a SKY quer realmente fazer parte do projeto esportivo do Pinheiros, que, diga-se de passagem, é muito bem estruturado em todas essas modalidades.

Um ponto muito interessante é que a estratégia da SKY consegue, de certa forma, furar o “bloqueio” que o Banco do Brasil estava colocando a outros patrocinadores. Fortemente atrelado ao vôlei há muito tempo, o BB acabava dificultando que outras marcas tirassem proveito da visibilidade da seleção de vôlei nacional e, na outra ponta, a Superliga tinha dificuldades de conseguir mais visibilidade.

O pulo do gato da parceria Pinheiros/SKY foi formar uma espécie de seleção brasileira de vôlei em nível local, desviando alguns dos holofotes para o Pinheiros – pelo menos enquanto a seleção não está em quadra -, o que pode contribuir para inverter o atual padrão e trazer mais exposição para a Superliga na Globo.

Outro ponto importante é que a SKY tem optado em ir pelas bordas. Ao invés de ir para o saturado mercado do futebol, como algumas preferem, a SKY entendeu que explorar outras modalidades poderia trazer mais retorno para sua marca ao permitir que se aproprie mais da modalidade, mesmo com um investimento menor. Não podemos nos esquecer que a ginástica do Pinheiros conta com Daiane dos Santos, os times de basquete de base do clube estão sempre entre os mais competitivos – seja na base ou no profissional – e a natação também é muito forte e tem alguns dos principais nadadores do país em seu elenco, como César Cielo. Sendo assim, com um investimento consistente nessas modalidades, é muito provável que a SKY venha a colher os frutos no futuro.

Também acredito que esta parceria pode estimular movimentos parecidos em outros clubes de São Paulo e do Brasil que tem um trabalho de base forte mas muitas vezes não possuem equipes profissionais, principalmente por questões financeiras.

O que vocês acham? É possível encontrar alternativas de patrocínio que proporcionam cada vez mais retorno em esportes que não o futebol?

11 de junho de 2009

Gladiadores | Barcelona

O técnico do Barcelona, Pep Guardiola, preparou um vídeo motivacional para que seus jogadores assistissem antes da partida contra o Manchester United, na disputa pela final da Liga dos Campeões.

O vídeo, que Pep fez com a ajuda da televisão nacional catalã, mistura os melhores momentos do Barça na temporada com as cenas e trilha sonora do filme Gladiador.

Como todos já sabem, o Barcelona venceu o Manchester por 2 a 0.

Confira abaixo.



Antes que alguns se perguntem se estamos nos desviando do foco do Radar Esporte ao postar um vídeo motivacional, é importante ressaltar o valor que isso está trazendo para o Barcelona, como clube e, principalmente, como marca.

O vídeo alcançou a marca de 1 milhão de views no YouTube em menos de 4 dias e serviu de inspiração para o comercial que a Nike criou para a internet, o Somos Uno, que o pessoal da Ypsilon2 postou aqui.

Mas, ao contrário do vídeo motivacional de Pep, a campanha da Nike não conseguiu a mesma viralização. E não estamos falando de qualquer ação de qualquer empresa. Estamos falando de Nike, campeã dos virais, num contexto de pós final da Liga dos Campeões com um dos maiores clubes do mundo, o Barcelona.

Não que a campanha da Nike tenha sido mal sucedida, pelo contrário. A campanha Somos Uno já teve milhares de camisetas personalizadas pelos torcedores, mas isso apenas confirma o poder que o clubes tem como marca, uma vez que inverte a lógica tradicional do patrocinador se utilizando dos atributos de um time e seus jogadores para ajudar na construção de sua marca.

Falamos algumas vezes aqui no radar de movimentos que surgem espontaneamente e que o máximo que os clubes podem fazer neste caso é estar atento para isso e amplificar, quando for de interesse.

Mas neste caso ocorreu exatamente o contrário: o movimento está partindo de dentro do clube para fora. Pensem no que isto pode construir para o Barcelona, em termos de atributo de marca, envolvimento com a torcida etc.

29 de maio de 2009

Real Madrid | Vuelve la Ilusión

Florentino Pérez, canditato único a presidência do Real Madrid depois que Eduardo Garcia retirou sua candidatura, apresentou sua diretoria e os planos para o clube nesta última última quinta-feira.

Florentino, que já presidiu o Real entre 2000 e 2006 - a era galáctica do clube -, prometeu uma "equipe espetacular". Talvez as especulações a respeito de contratações como a de Kaká e Cristiano Ronaldo venham daí.

O candidato disse saber dos desafios do clube e disse que irá trabalhar por um Real Madrid forte, unido, inovador e exemplar.


No entanto, o que mais me chamou a atenção nisso tudo foi o movimento proposto por Florentino Pérez. Ao meu ver, o "Vuelve la Ilusión" é muito mais do que o simples slogan de sua campanha; pois resume um sonho maior do clube e o que ele precisa para retornar aos seus tempos áureos.

Vuelve la Ilusión é uma chamada, um movimento, para dirigentes, equipe técnica, jogadores e, claro, torcida. E nós sabemos como é importante dar um norte às pessoas, envolvê-las em algo que elas realmente acreditem. Desta forma, acredito que o Real Madrid tem algo com um enorme potencial em suas mãos, apesar de estar em estágio inicial - Vuelve la Ilusión poderia ser facilmente o mote de alguma campanha da Nike ou da Adidas, não?

Mas o mundo não vive de promessas. O Real Madrid tem grandes desafios pela frente, a começar pela montagem de uma grande equipe que traga títulos para o clube; o que, convenhamos, não vai ser nada fácil com ótima fase do futebol Espanhol e especificamente do Barcelona, seu grande rival.

Trazendo isto para o contexto do futebol brasileiro, a criação de posicionamentos como esse talvez trariam um brilho e um envolvimento maior para os já batidos "projetos" dos clubes. O que vocês acham?

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Quem quiser, pode conferir o discurso da apresentação de Florentino Pérez neste PDF.

25 de maio de 2009

Grupo chinês compra participação no Cleveland Cavaliers


O Cleveland Cavaliers fechou um acordo com um grupo de investimentos chinês que assumirá 15% das ações da Cavaliers Operating Company, entidade que administra o time e a Quicken Loans Arena, ginásio do Cavaliers.

O acordo, que ainda precisa ser aprovado pela NBA, deve proporcionar oportunidades para o Cavaliers e sua maior estrela, Lebron James. Com o acordo, o Cleveland deve conseguir manter James no elenco depois de 2010, quando ele se torna free-agent. Já para James, que declarou ter planos de se tornar o primeiro atleta bilionário, o acordo pode facilitar sua chegada em um mercado gigantesco como o da China sem ter que deixar o Cavaliers - apesar de também nunca ter afirmado isso.

É claro que não dá pra comparar a estrutura do nosso futebol como negócio e a do basquete norte americano, mas isso sinaliza para algumas oportunidades por aqui.

Enquanto lá eles negociam participação acionária na franquia, por aqui vemos a dependência dos patrocínios na camiseta do time para manter uma estrela como Ronaldo.

"Há vida além da camiseta". Por isso devemos continuar o trabalho de profissionalização do nosso futebol, para que o horizonte de oportunidades se amplie ainda mais. Num momento onde nunca se especulou tanto a volta de grandes jogadores para o Brasil, talvez esteja mais do que na hora de pensarmos em novas formas de viabilizar tudo isso.

6 de maio de 2009

Radar Esporte recomenda

O Portal Exame publicou duas reportagens que achei importante compartilhar com vocês aqui no Radar Esporte.

A primeira, Ronaldo gera lucros fenomenais aos patrocinadores e ao Corinthians, fala sobre os resultados obtidos por ambas as partes até aqui, a aura de batalhador que faz parte do jogador - e que foi utilizada recentemente em uma campanha da Brahma -, as marcas que estão por trás do fenômeno (no Brasil e no mundo), e, claro, sobre o formato inovador da parceria Corinthians e Ronaldo.

É importante observar que, graças a este formato, hoje o atacante Ronaldo ganha próximo do que ganhava na sua época áurea no Real Madrid, em 2002. Se considerarmos que muitos davam o atleta como acabado, o feito ganha ainda mais importância.

A segunda reportagem, Parceria de Ronaldo e Corinthians abre caminho inédito para o futebol brasileiro, fala sobre o novo modelo de divisão de receitas entre clube e atletas e como isso pode estimular a repatriação de outros jogadores como, por exemplo, Ronaldinho Gaúcho. A matéria ainda cita os principais modelos de remuneração dos clubes atualmente, alguns clubes brasileiros que estariam em condições de implementar o novo formato e nomeia alguns atletas que poderiam retornar aos gramados brasileiros.

Vale ressaltar, porém, que agora que a parceria Ronaldo e Corinthians é conhecida mundialmente, mais do que continuar replicando (e esgotando) o formato por aqui, os clubes devem continuar buscando inovar sempre, apesar das limitações. Não tenho dúvidas de que outros mercados - principalmente o Europeu - estão atentos a estes novos movimentos e não vão querer perder alguns dos seus principais jogadores, e com isso irão buscar desenvolver formatos que sejam atrativos (para o clube, jogadores, torcida e mídia) e que consigam reter a migração dos seus principais atletas.

Vale a leitura.

4 de maio de 2009

America FC | Patrimônio do Rio

Apesar de não ser uma notícia tão recente, não poderíamos deixar passar batido o projeto do America Futebol Clube, do Rio de Janeiro. O clube, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, acertou uma série de parcerias para tentar se reerguer no futebol carioca. O principal objetivo deste projeto é que o America, que tem sete títulos estaduais, conquiste a divisão de acesso e volte à elite do futebol carioca.

Romário está engajado no projeto - para quem não sabe, seu pai foi um apaixonado torcedor do clube carioca -, e prometeu conseguir alianças importantes. Dito e feito: Fluminense e Botafogo se comprometeram recentemente a ajudar o America. O Fluminense irá promover troca de experiências entre as comissões técnicas de ambos os clubes, emprestará alguns jogadores para o time disputar a Série B do Rio de Janeiro e colocou o CT de Xerém à disposição do America; já o Botafogo também irá ceder alguns jogadores além de disponibilizar os departamentos de fisiologia e preparação física e as dependências do Caio Martins e do Engenhão para treinamento e disputa de jogos.

Recentemente o clube acertou com a Penalty, que será a fornecedora de material esportivo durante todo o campeonato da Série B.

Outro ponto importante do projeto America FC - Patrimônio do Rio é que diversos veículos de comunicação se comprometeram a fazer o acompanhamento jornalístico do clube de perto - serão enviados jornalistas para cobrir os treinos e os jogos do America. Romário e parceiros como Fluminense, Botafogo e Penalty foram importantes para chamar a atenção num primeiro momento, mas esse apoio de diferentes jornais vai ser fundamental para gerar visibilidade e engajamento no projeto do clube carioca.

Sem dúvida alguma é uma iniciativa e tanto por parte do America, e, além disso, ver clubes grandes como Botafogo e Fluminense unindo forças para manter vivo um dos times mais tradicionais do futebol carioca é, além de muito bonito, bom para o America e para a história do futebol do Rio de Janeiro.

O projeto já começou com algumas decisões bem acertadas (parcerias estratégicas, o apoio de Romário), agora resta saber como o clube irá se comportar ao longo do ano. Há uma oportunidade latente para ações que aumentem o envolvimento dos torcedores com o time, mas será preciso consistência nas ações de marketing e bons resultados para que o projeto vingue.

22 de abril de 2009

As 20 marcas mais valiosas do futebol Europeu

A Brand Finance, empresa dedicada à avaliçaão de marcas, divulgou um novo estudo que indica as marcas mais valiosas entre os clubes europeus de futebol. O valor conjunto dos 20 clubes que fazem parte da lista chega a cifra de 2.94 bilhões de Euros.

O Manchester United continua em primeiro e registou um aumento da sua marca em cerca de 25% em relação ao ano anterior, estando o seu nome avaliado em 372 milhões de Euros.

Confira a lista abaixo:

1 Manchester United Inglaterra 372.000.000 €
2 Real Madrid Espanha 339.000.000 €
3 Barcelona Espanha 300.000.000 €
4 Bayern Munich Alemanha 279.000.000 €
5 Arsenal Inglaterra 227.000.000 €
6 Chelsea Inglaterra 203.000.000 €
7 AC Milan Itália 174.000.000 €
8 Liverpool Inglaterra 153.000.000 €
9 Inter Milan Itália 113.000.000 €
10 Juventus Itália 105.000.000 €
11 AS Roma Itália 95.000.000 €
12 Olympique Lyonnais França 90.000.000 €
13 Schalke 04 Alemanha 88.000.000 €
14 Hamburg SV Alemanha 76.000.000 €
15 Tottenham Inglaterra 74.000.000 €
16 Olympique Marseille França 70.000.000 €
17 Newcastle United Inglaterra 57.000.000 €
18 VfB Stuttgart Alemanha 56.000.000 €
19 Manchester City Inglaterra 49.000.000 €
20 Fenerbache Turquia 49.000.000 €

Melhor do que saber qual clube tem a marca valiosa, devemos pegar como referência o que estes clubes fazem e verificar o que poderíamos fazer em termos de Brasil. Por isso, vou procurar listar algumas das iniciativas destes times aqui, e, quem quiser, pode pegar mais informações neste PDF.

Manchester United
O clube tem como estratégia estar presente nos mais diferentes pontos de contato, de produtos de segmentos diversos até uma presença consistente no mobile - iremos abordar mais sobre isso no próximo post sobre Os 4Es do Marketing Esportivo. Além disso, com o intuito de ampliar seu apelo em nível mundial, o Manchester irá partir mais uma vez em um Tour pela Ásia, onde tem uma base de fãs muito grande.

Real Madrid
Desenvolvimento de forte preseça na mídia, especialmente novas mídias. Criou o RealMadrid.TV e tem uma série de licenças para ação em mobile, criando vínculo com os fãs mais distantes fornecendo jogos relacionados ao Real Madrid. Seu estádio, Santiago Bernabeu, também foi reconhecido como "Estádio de Elite" pela UEFA.

Barcelona
Posicionamento claro "Més que un Club". Parceria estratégica com a Unicef, onde não obtém qualquer valor em troca por estampar a marca na camiseta do clube. O Barça também tem planos claros de expandir suas fronteiras para além do território europeu. O clube está tentando viabilizar uma parceria com a Major League Soccer (MLS).

AC MILAN
A presença do astro David Beckham trouxe ainda mais visibilidade ao clube, que tem que buscar alternativas diferentes para impulsionar sua marca, já que a Série A do Campeonato Italiano ainda fica aquém de exposição quando comparada a outros campeonatos. Tendo isso em vista, o clube realiza eventos exclusivos com seus patrocinadores, visando fortalecer as parcerias. O Milan também teve seu contrato estendido com a Adidas até 2017, e a marca alemã deve levar o clube italiano além dos produtos ligados à pratica esportiva.

O estudo traz algumas iniciativas interessantes e que já começam a se tornar realidades por aqui. Os clubes no Brasil estão se estruturando e parecem começar a entender que eles são marcas valiosíssimas que necessitam de estratégias bem definidas que gerem cada vez mais valor para torcedores, patrocinadores e, claro, para si.

17 de abril de 2009

Choque de gestão no Flamengo

Acabei de ver no site da ESPN uma entrevista com Leonardo onde ele mostra a necessidade de se fomentar uma discussão sobre novas possibilidades de gestão para Flamengo com o intuito de tirá-lo da crise. Leonardo foi revelado pelo Flamengo, teve uma passagem memorável pelo São Paulo e hoje é um dos dirigentes do Milan. O atleta é grande torcedor do clube rubro negro e há algum tempo especula-se sobre a possibilidade dele assumir o comando - valeu pelo complemento, @diegomarada.

Leonardo defende a evolução para um modelo de gestão que gere retorno financeiro e esportivo para o Flamengo. Algumas das possibilidades colocadas por ele são a criação de uma gestão independente, possibilitanto o aporte de recursos por parte de algum investidor, e a sessão de gerenciamento de marca/imagem do Flamengo.

Outro ponto muito importante é que Leonardo entende muito bem a tríade finanças, administração e resultado esportivo; sem os dois primeiros, dificilmente o clube irá conquistar bons resultados esportivos, que é exatamente o que tem acontecido nos últimos tempos. Com exceção do ano passado, quando o clube fez um bom Brasileirão, há aproximadamente 15 anos o clube não obtém resultados expressivos; uma pena, já que o Flamengo é o clube de maior torcida do país e uma das principais marcas do nosso futebol no exterior.

O ex-jogador do São Paulo também sabe da importância de envolver a torcida neste processo. A troca com os torcedores é fundamental e é preciso educá-los no sentido de mostrar que uma gestão nova e atualizada abre novos horizontes, fortalece a marca Flamengo, torna o clube uma empresa sustentável provendo estrutura para que ele tenha chances reais de brigar pelos títulos dos campeonatos mais importantes e assim por diante. Ou seja, evoluir de uma entidade sem fins lucrativos para uma 'empresa de futebol' é, como podemos ver, essencial em inúmeros aspectos nesta nova realidade do futebol.

A entrevista é curta, mas vale a pena assistir. Leonardo coloca pontos interessantes e que deveriam ser levados em consideração por diversos clubes do Brasil.

Dica do @fernandovff

8 de abril de 2009

A favor do Twitter nas partidas

O Twitter realmente continua dando o que falar, inclusive nos esportes - aqui mesmo já tivemos alguns posts sobre o assunto. Mas, apesar do Twitter ter surgido em 2006, ainda estamos aprendendo e criando novas formas de uso da ferramenta.

Estava lendo um artigo interessante no site da NBA que falava sobre algumas coisas simples/rápidas que a liga teria de fazer para enfrentar os tempos difíceis que estão por vir, e não é que o Twitter apareceu numa das resoluções propostas pelo autor do artigo?

"It would be good for the league if more players Twitter during games." (Seria bom para a Liga se mais jogadores usassem o Twitter durante as partidas.), disse David Aldridge.

No post Charlie Villanueva e o twitter no intervalo, tanto eu quanto o Bruno nos mostramos contra o uso do Twitter durante as partidas. Mas, pensemos novamente, será que isso é realmente ruim?

No artigo, o autor fala sobre um depoimento interessante de Charlie Villanueva após o episódio com o Twitter: 'a TV vai atrás dos jogadores para entrevistas durante o intervalo; então, qual a diferença?'.

E isso ficou na minha cabeça...

É claro que nenhum técnico vai querer que seus jogadores percam o foco durante uma preleção ou até mesmo durante os intervalos, mas se houvesse momentos em que eles pudessem twittar, qual o mal nisso? (Agora) Começo a não ver mais problemas, pelo contrário; mais uma possibilidade de se aproximar dos torcedores. Pensem nos tweets do seu jogador predileto ou do técnico do seu time... Até já consigo imaginar como seriam os posts de Muricy Ramalho e Luxemburgo, por exemplo. =)

O Twitter tem uma dinâmica simples e que não permite mensagens com mais de 140 caracteres, ou seja, as mensagens são simples - quem segue o Shaquille O'neal sabe bem disso. E mais, elas tem potencial de ir muito além do 'discurso padrão' dos jogadores que estamos acostumados a ver na TV durante os jogos. Talvez algo que nos faça sentir um pouco mais próximo deles, mensagens com as quais os torcedores se identificassem mais e pudessem perceber um pouco mais da real personalidade daquele atleta e da situação que eles estão vivendo.

E, claro, isso poderia ser potencializado pelos próprios clubes, marcas e por aí vai...

É, não seria uma boa idéia?