Quatro meses após a saída do Finasa como investidor da equipe feminina de vôlei em Osasco, a prefeitura da cidade e a diretoria do time conseguiram um novo patrocinador.
A Nestlé, que já patrocinou a modalidade durante a década de 1990, vai custear toda a operação do time, como fazia o Finasa, e irá utilizar a marca Sollys como bandeira da empresa.
É curioso notar que a chegada de Sollys no vôlei feminino acontece após a Unilever decidir que irá substituir a marca Rexona-Ades no time do Rio de Janeiro. Ou seja, sai uma marca de produtos de soja para entrar outra.
Enquanto a Unilever amplia suas possibilidades para uma série de outras ações relacionadas ao time com sua masterbrand, a Nestlé entra com uma marca de menor representatividade e que tampouco é líder na categoria de bebidas de soja. Mas, por outro lado, como masterbrand a Nestlé já é muito forte e talvez neste momento o o objetivo da companhia seja realmente estabelecer a marca Sollys.
Apesar do possível embate entre as duas empresas, o que importa no final das contas é que o vôlei de Osasco está de volta.
17 de agosto de 2009
O vôlei feminio de Osasco está de volta com a Nestlé
27 de julho de 2009
Vôlei | Mais uma geração de ouro
O trabalho de renovação na seleção foi bem feito, mas não digo isso por conta do resultado. Mesmo que o time de garotos tivesse perdido a final, não teríamos do que reclamar, tendo em vista que qualquer mudança tem seu tempo para apresentar resultados e um campeonato do nível da Liga Mundial não tem favorito.
Giba e Serginho são de uma geração consagrada mundialmente e individualmente continuam como melhores nas respectivas posições. Mas mais do que isso, são o elo entre o passado e o futuro para os novatos na seleção e para o público de casa.
Um time forte traz resultados, mas não necessariamente público. Dificilmente um ginásio lota para ver uma seleção de desconhecidos, mesmo que essa esteja no topo. Dessa forma, os dois atletas funcionam como recepcionistas e são os responsáveis por apresentá-los para o grande público. Assim, quando for hora de darem adeus a seleção, todas as outras caras já estarão conhecidas por todos, e assim segue o ciclo.
É necessário ressaltar o trabalho da CBV, que junto com Bernardinho comandam o vôlei e com maestria colocam o esporte como o segundo, disparado, na preferência dos brasileiros. É um trabalho de base, tanto de categorias, quanto de administração.
Não é a toa que somos encarados pelo mundo, como o país a ser batido. E diga-se de passagem, está bem difícil bater esse time.
Enquanto isso, fico na torcida. Não pela seleção, mas pelo vôlei dos times, dos campeonatos regionais e nacional, para que esses se fortaleçam o suficiente para disputarem espaço, quem sabe na TV aberta.
Parabéns ao vôlei!
*foto: Globo.com
23 de junho de 2009
Estratégia Pinheiros/SKY
Conforme o Bruno postou aqui no Radar Esporte, o Esporte Clube Pinheiros está formando um supertime para a disputa da Superliga através de uma parceria milionária com a Sky.
O time irá contar com os campeões Olímpicos Giba, Gustavo, Rodrigão e Marcelinho, além do técnico Carlos Alberto Castanheira, o Cebola.

Tenho visto muitas coisas a respeito desta parceria nos principais noticiários esportivos e, por isso, achei importante falar um pouco mais da estratégia da SKY.
Sem dúvida alguma, é o maior projeto de vôlei do país, com investimento de R$15 milhões para as próximas 3 temporadas. Investimento este que completa o projeto de patrocínio esportivo da SKY iniciado há 5 anos e que já tem presença na Stock Car e na equipe Red Bull.
A SKY irá estampar sua logomarca no uniforme do time e terá direito de imagens dos jogadores durante as temporadas. Mas o projeto vai muito além...
A ideia é que o projeto apoie outros esportes de base dentro do Pinheiros, como ginástica, basquete masculino, atletismo e natação. Ou seja, mais do que investir em uma única modalidade já estabelecida em nível nacional, me parece que a SKY quer realmente fazer parte do projeto esportivo do Pinheiros, que, diga-se de passagem, é muito bem estruturado em todas essas modalidades.
Um ponto muito interessante é que a estratégia da SKY consegue, de certa forma, furar o “bloqueio” que o Banco do Brasil estava colocando a outros patrocinadores. Fortemente atrelado ao vôlei há muito tempo, o BB acabava dificultando que outras marcas tirassem proveito da visibilidade da seleção de vôlei nacional e, na outra ponta, a Superliga tinha dificuldades de conseguir mais visibilidade.
O pulo do gato da parceria Pinheiros/SKY foi formar uma espécie de seleção brasileira de vôlei em nível local, desviando alguns dos holofotes para o Pinheiros – pelo menos enquanto a seleção não está em quadra -, o que pode contribuir para inverter o atual padrão e trazer mais exposição para a Superliga na Globo.
Outro ponto importante é que a SKY tem optado em ir pelas bordas. Ao invés de ir para o saturado mercado do futebol, como algumas preferem, a SKY entendeu que explorar outras modalidades poderia trazer mais retorno para sua marca ao permitir que se aproprie mais da modalidade, mesmo com um investimento menor. Não podemos nos esquecer que a ginástica do Pinheiros conta com Daiane dos Santos, os times de basquete de base do clube estão sempre entre os mais competitivos – seja na base ou no profissional – e a natação também é muito forte e tem alguns dos principais nadadores do país em seu elenco, como César Cielo. Sendo assim, com um investimento consistente nessas modalidades, é muito provável que a SKY venha a colher os frutos no futuro.
Também acredito que esta parceria pode estimular movimentos parecidos em outros clubes de São Paulo e do Brasil que tem um trabalho de base forte mas muitas vezes não possuem equipes profissionais, principalmente por questões financeiras.
O que vocês acham? É possível encontrar alternativas de patrocínio que proporcionam cada vez mais retorno em esportes que não o futebol?
21 de abril de 2009
O amargo fim do Osasco Finasa
Após mais um vice-campeonato na Super Liga Feminina de Vôlei, o time do Osasco Finasa recebeu uma notícia bombástica: o fim do time profissional.
O projeto do Finasa (Bradesco) com o esporte já tem 20 anos, e 16 destes com o vôlei. Os resultados são impressionantes, com 10 finais na Super Liga e três títulos conquistados.
O anúncio foi feito após o final do torneio e pegou todos de surpresa. O time profissional é recheado de estrelas, com quatro campeãs olímpicas e uma comissão técnica de dar inveja. O técnico Luizomar, que também é técnico do time de base da seleção brasileira, em entrevista nesta terça-feira no programa Arena SporTv lamentou muito o final e disse que situação para todos da equipe é preocupante, uma vez que não será fácil realocar todos estes profissionais.
Luizomar também disse que a decisão do patrocinador (Bradesco) é com base em "mudança de estratégia": "A diretoria comunicou que estava mudando o foco de atuação no vôlei, uma mudança de estratégia. O Osasco continua com os projetos sociais e com as categorias de base, mas eles acham que já contribuíram muito para o vôlei adulto profissional."
O Bradesco continuará investindo nas categorias de base e em projetos sociais, mas este ano realmente não irá investir no time profissional. O ex-técnico fez questão de agradecer e ressaltar o brilhante trabalho do Bradesco pelo vôlei e por cada um dos membros da equipe, mas torce para outros times ou outro patrocinador chegar rápido para acabar com este desespero.
A partir de agora muitas coisas podem acontecer. O vôlei é o principal esporte olímpico do Brasil, o cartão de visita do COB. Sendo assim, tanto a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), quanto o Comitê Olímpico Brasileiro poderão usar a força que têm para trazerem novos patrocinadores para a Super Liga.
Não sei ao certo o valor para manter uma equipe durante uma temporada, mas com certeza as cifras são bem menores do que vemos no futebol. Acredito que é uma excelente oportunidade para empresas investirem no esporte, aproveitando que o time está "pronto" e assim dar início a um projeto esportivo de altíssimo nível.
Comentamos ontem sobre o brilhante trabalho da Unilever com o Rexona AdeS no time do Rio de Janeiro. É de se enaltecer também o brilhante trabalho do Finasa, com uma excelente estrutura e que trouxe excelentes resultados. Estas empresas podem ser um excelente benchmark para outras que querem investir.
O vôlei é um esporte sério, vitorioso e que está crescendo muito. As finais do torneio foram transmitidas em TV aberta, pela Rede Globo, o campeonato todo é transmitido pela SporTv, e a modalidade está cada vez mais popular. Para o bem do vôlei, dos profissionais que estavam nesta equipe e do esporte brasileiro como um todo, pedimos a atenção de empresas para esta situação.
Como muitas pessoas falam, crise é tempo de oportunidade. Esta é uma ótima oportunidade para empresas investirem, e os resultados da Uniliver, Bradesco, entre outras, estão aí para comprovar tudo isso...
* Confira aqui o post sobre o mesmo assunto no Entrelace, por @Vanessa Ruiz
28 de abril de 2008
Parcerias no Esporte | Rexona-AdeS
Foi veiculado hoje, no caderno Esportes da Folha de São Paulo, um anúncio da EMS – empresa da indústria farmacêutica - que fala da parceria firmada com a Ponte Preta (Associação Atlética da Ponte Preta). Basicamente o anúncio diz que a EMS está orgulhosa da parceria que se firmou com o clube e que, independentemente do resultado da final do Campeonato Paulista, a empresa está segura de que tomou uma decisão acertada ao patrocinar o clube.
Além de patrocinar a Ponte Preta a EMS está investindo igual valor no Guarani, ou seja, os dois maiores nomes do futebol de Campinas. Nos dois clubes a empresa irá investir aproximadamente R$ 2 milhões – meio a meio -, com direito a marca estampada no uniforme, ações promocionais durante as partidas, utilização dos camarotes privativos e instalação de placas nos estádios. Com este investimento a EMS espera fazer parte do processo de recuperação do futebol do interior paulista.
Este anúncio me fez lembrar de algumas parcerias que se destacam no cenário esportivo nacional e nos fornecem ótimos aprendizados, por isso vamos procurar mostrar algumas delas aqui no Radar Esporte.
Em uma iniciativa que já tem 10 anos, a equipe Rexona-AdeS, que já foi de Curitiba e hoje está no Rio de Janeiro, tem uma história de sucesso. É a única equipe pentacampeã da Superliga Feminina e possui, hoje, 22 títulos conquistados em diversos torneios e campeonatos.
Todas essas conquistas já seriam suficientes para comprovar o sucesso da empreitada, mas o time de vôlei é apenas a ponta do iceberg de um enorme projeto. O programa Rexona-Ades mostra que as oportunidades no esporte vão além da exposição da marca em camisetas e estádios. Em conjunto com os institutos Esporte & Educação e Compartilhar, o programa tem como missão transformar a vida e a perspectiva de crianças e jovens de baixa renda por meio do esporte, contribuindo para o desenvolvimento da cidadania. O projeto já atendeu 22 mil jovens nos seus 45 núcleos espalhados pelo Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Através de um trabalho social e de base, a Unilever consegue difundir seus valores e contribuir de forma relevante para a sociedade, tanto no âmbito social como esportivo.
Projetos como o de Rexona-AdeS mostram que o patrocinador pode desenvolver um plano de ações com muito mais alternativas que vão além das formas tradicionais de patrocínio e que podem trazer, sim, ótimos resultados, principalmente se trabalhados no longo prazo.
Para quem acha que no caso deste projeto se trata de uma exceção frente a nossa realidade – já que se trata de uma grande empresa com iguais possibilidades de investimento -, vimos que o trabalho não é feito sozinho; ela conta com importantes parcerias que ajudam na viabilização do programa.
Fica a frase de Jaime Lerner, antigo prefeito de Curitiba, que uma vez afirmou: “A criatividade começa quando você corta um zero do seu orçamento”.

