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27 de julho de 2009

Vôlei | Mais uma geração de ouro


A seleção masculina de vôlei venceu ontem a Sérvia e conquistou pela oitava vez o título da Liga Mundial de Vôlei, igualando feito dos italianos em número de conquistas. A novidade ficou por conta das caras do time, já que muitos não conheciam os atletas da nova geração.

O trabalho de renovação na seleção foi bem feito, mas não digo isso por conta do resultado. Mesmo que o time de garotos tivesse perdido a final, não teríamos do que reclamar, tendo em vista que qualquer mudança tem seu tempo para apresentar resultados e um campeonato do nível da Liga Mundial não tem favorito.

Giba e Serginho são de uma geração consagrada mundialmente e individualmente continuam como melhores nas respectivas posições. Mas mais do que isso, são o elo entre o passado e o futuro para os novatos na seleção e para o público de casa.

Um time forte traz resultados, mas não necessariamente público. Dificilmente um ginásio lota para ver uma seleção de desconhecidos, mesmo que essa esteja no topo. Dessa forma, os dois atletas funcionam como recepcionistas e são os responsáveis por apresentá-los para o grande público. Assim, quando for hora de darem adeus a seleção, todas as outras caras já estarão conhecidas por todos, e assim segue o ciclo.

É necessário ressaltar o trabalho da CBV, que junto com Bernardinho comandam o vôlei e com maestria colocam o esporte como o segundo, disparado, na preferência dos brasileiros. É um trabalho de base, tanto de categorias, quanto de administração.

Não é a toa que somos encarados pelo mundo, como o país a ser batido. E diga-se de passagem, está bem difícil bater esse time.

Enquanto isso, fico na torcida. Não pela seleção, mas pelo vôlei dos times, dos campeonatos regionais e nacional, para que esses se fortaleçam o suficiente para disputarem espaço, quem sabe na TV aberta.

Parabéns ao vôlei!

*foto: Globo.com

21 de abril de 2009

O amargo fim do Osasco Finasa

Após mais um vice-campeonato na Super Liga Feminina de Vôlei, o time do Osasco Finasa recebeu uma notícia bombástica: o fim do time profissional.

O projeto do Finasa (Bradesco) com o esporte já tem 20 anos, e 16 destes com o vôlei. Os resultados são impressionantes, com 10 finais na Super Liga e três títulos conquistados.

O anúncio foi feito após o final do torneio e pegou todos de surpresa. O time profissional é recheado de estrelas, com quatro campeãs olímpicas e uma comissão técnica de dar inveja. O técnico Luizomar, que também é técnico do time de base da seleção brasileira, em entrevista nesta terça-feira no programa Arena SporTv lamentou muito o final e disse que situação para todos da equipe é preocupante, uma vez que não será fácil realocar todos estes profissionais.

Luizomar também disse que a decisão do patrocinador (Bradesco) é com base em "mudança de estratégia": "A diretoria comunicou que estava mudando o foco de atuação no vôlei, uma mudança de estratégia. O Osasco continua com os projetos sociais e com as categorias de base, mas eles acham que já contribuíram muito para o vôlei adulto profissional."

O Bradesco continuará investindo nas categorias de base e em projetos sociais, mas este ano realmente não irá investir no time profissional. O ex-técnico fez questão de agradecer e ressaltar o brilhante trabalho do Bradesco pelo vôlei e por cada um dos membros da equipe, mas torce para outros times ou outro patrocinador chegar rápido para acabar com este desespero.

A partir de agora muitas coisas podem acontecer. O vôlei é o principal esporte olímpico do Brasil, o cartão de visita do COB. Sendo assim, tanto a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), quanto o Comitê Olímpico Brasileiro poderão usar a força que têm para trazerem novos patrocinadores para a Super Liga.

Não sei ao certo o valor para manter uma equipe durante uma temporada, mas com certeza as cifras são bem menores do que vemos no futebol. Acredito que é uma excelente oportunidade para empresas investirem no esporte, aproveitando que o time está "pronto" e assim dar início a um projeto esportivo de altíssimo nível.

Comentamos ontem sobre o brilhante trabalho da Unilever com o Rexona AdeS no time do Rio de Janeiro. É de se enaltecer também o brilhante trabalho do Finasa, com uma excelente estrutura e que trouxe excelentes resultados. Estas empresas podem ser um excelente benchmark para outras que querem investir.

O vôlei é um esporte sério, vitorioso e que está crescendo muito. As finais do torneio foram transmitidas em TV aberta, pela Rede Globo, o campeonato todo é transmitido pela SporTv, e a modalidade está cada vez mais popular. Para o bem do vôlei, dos profissionais que estavam nesta equipe e do esporte brasileiro como um todo, pedimos a atenção de empresas para esta situação.

Como muitas pessoas falam, crise é tempo de oportunidade. Esta é uma ótima oportunidade para empresas investirem, e os resultados da Uniliver, Bradesco, entre outras, estão aí para comprovar tudo isso...

* Confira aqui o post sobre o mesmo assunto no Entrelace, por @Vanessa Ruiz

25 de agosto de 2008

Ouro, prata, bronze e um exemplo

Como comentamos aqui no Radar Esporte antes dos jogos olímpicos, o vôlei brasileiro tinha tudo para ir bem e trazer medalhas para o país. A previsão não estava errada, já que a modalidade garantiu um ouro (vôlei de quadra feminino), duas pratas (vôlei de quadra e de praia masculino) e um bronze (vôlei masculino de praia).

Mais do que quatro medalhas, o esporte deu exemplo de planejamento, organização e profissionalismo.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que tem na presidência Ary Graça Filho, - ex-jogador - conta com investimentos e com uma gestão profissional, sendo que é a primeira entidade esportiva do mundo a ter um certificado ISO 9000:2001, além de ter recebido o prêmio da Federação Internacional como a “Mais bem-sucedida Federação do mundo”. A CBV trabalha com unidades de negócios: Seleções, Voleibol de Praia, Competições Nacionais, Eventos, VivaVôlei (entidade de assistência social) e Aryzão - Centro de Desenvolvimento de Voleibol de Saquarema.

O Centro de Desenvolvimento de Voleibol de Saquarema é uma incubadora de resultados positivos. De acordo com o próprio site da confederação: “O objetivo principal do complexo é concentrar em um só local todas as instalações e equipamentos necessários para o treinamento de equipes esportivas, tendo em vista a formação, o desenvolvimento e a reciclagem de recursos humanos. O Centro de Desenvolvimento de Voleibol – Saquarema também tem como objetivo otimizar o programa de treinamento das seleções brasileiras em todas as suas categorias, promovendo uma maior integração entre as comissões técnicas e possibilitando uma maior interação entre os planejamentos.”

Não é à toa que a CBV conta com investidores fiéis:
Banco do Brasil: Patrocinador oficial das Seleções Brasileiras e do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia desde 1991.
Olympikus: Fornecedor oficial de material esportivo das Seleções Brasileiras desde 1997.
TAM: Patrocinadora da Superliga 2006/2007 e Liga Nacional 2006.
Penalty: Bola oficial da CBV (praia e indoor) e do VivaVôlei.
GATORADE: Patrocinadora da Liga Mundial até 2008, Superliga até 2008/2009 e do Campeonato Brasileiro de Vôlei de Praia até 2008.
Sportv: Transmissão dos jogos da SuperCopa e Grand Prix de Clubes até 2005 e da Superliga até 2007.

Contudo, o que fica aqui para refletirmos é: será que as medalhas olímpicas foram por acaso ou será que são resultados normais de tudo que vimos acima?

Acredito que potencial existe em todas as modalidades, só falta organização e planejamento como vemos no vôlei. Enquanto o basquete fica brigando por formar ligas sem o apoio da confederação, o vôlei coleciona medalhas nas Olimpíadas, lugar que os basqueteiros brasileiros não conhecem há um bom tempo. Infelizmente.