Assim como no futebol tivemos a volta do Fenômeno Ronaldo e do Imperador Adriano, teremos a volta do atacante Giba para o vôlei nacional. Nas devidas proporções, Giba é um dos maiores jogadores do mundo e o principal ícone da seleção brasileira masculina.
Apenas com a presença do Giba, o Pinheiros já seria motivo de atenção para os adversários, mas como o clube entende de esporte fez questão de logo formar um supertime, trazendo também os centrais Gustavo e Rodrigão e o levantador Marcelinho.
Um ponto interessante é que podemos estar acompanhando um caminho inverso provocado pelo Pinheiros. Enquanto algumas empresas e clubes não queriam investir no esporte por não ter visibilidade (leia-se aqui TV GLOBO), o Pinheiros formou um time de primeiro mundo e pode fazer com que as emissoras tenham interesse em transmitir a Superliga agora.
O clube já é exemplo de formação de equipes e atletas (vide natação, atletismo etc) e agora em mais um esporte olímpico se torna potencia antes mesmo da estréia. Sempre no papel de investidor/patrocinador, o Pinheiros provavelmente irá receber inúmeras propostas de empresas que querem vincular sua imagem com estas estrelas.
Ponto para o Pinheiros e sorte do vôlei nacional!
15 de junho de 2009
Supertime do Pinheiros na Superliga liga de Vôlei
27 de abril de 2009
Uma luz no fim do túnel para o time de vôlei do Osasco
Após o anúncio do final do time adulto de vôlei feminino do Osasco em virtude das decisões do Bradesco/ Finasa (leia aqui), surge uma luz no fim do túnel.
O prefeito do município de Osasco, Emídio de Souza, foi atrás de novos parceiros para manter na ativa o time vice-campeão da Super Liga de Vôlei. A iniciativa logo deu resultado, e o prefeito anunciou que já captou quatro novos patrocinadores e que o time irá continuar na próxima temporada.
As empresas ainda não foram divulgadas, mas especula-se que um grande laboratório farmacêutico está entre estes quatro novos investidores. Dentro de pouco tempo iremos conhecer os nomes das empresas, mas a boa notícia é que esta grande equipe não irá sair de cena, e que os integrantes continuarão empregados.
Esperamos que estes novos parceiros tenham a mesma idéia que o Bradesco tinha com o time. Não é um patrocínio de um ano, mas sim um grande projeto...
25 de agosto de 2008
Ouro, prata, bronze e um exemplo
Como comentamos aqui no Radar Esporte antes dos jogos olímpicos, o vôlei brasileiro tinha tudo para ir bem e trazer medalhas para o país. A previsão não estava errada, já que a modalidade garantiu um ouro (vôlei de quadra feminino), duas pratas (vôlei de quadra e de praia masculino) e um bronze (vôlei masculino de praia).
Mais do que quatro medalhas, o esporte deu exemplo de planejamento, organização e profissionalismo.
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que tem na presidência Ary Graça Filho, - ex-jogador - conta com investimentos e com uma gestão profissional, sendo que é a primeira entidade esportiva do mundo a ter um certificado ISO 9000:2001, além de ter recebido o prêmio da Federação Internacional como a “Mais bem-sucedida Federação do mundo”. A CBV trabalha com unidades de negócios: Seleções, Voleibol de Praia, Competições Nacionais, Eventos, VivaVôlei (entidade de assistência social) e Aryzão - Centro de Desenvolvimento de Voleibol de Saquarema.
O Centro de Desenvolvimento de Voleibol de Saquarema é uma incubadora de resultados positivos. De acordo com o próprio site da confederação: “O objetivo principal do complexo é concentrar em um só local todas as instalações e equipamentos necessários para o treinamento de equipes esportivas, tendo em vista a formação, o desenvolvimento e a reciclagem de recursos humanos. O Centro de Desenvolvimento de Voleibol – Saquarema também tem como objetivo otimizar o programa de treinamento das seleções brasileiras em todas as suas categorias, promovendo uma maior integração entre as comissões técnicas e possibilitando uma maior interação entre os planejamentos.”
Não é à toa que a CBV conta com investidores fiéis:
Banco do Brasil: Patrocinador oficial das Seleções Brasileiras e do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia desde 1991.
Olympikus: Fornecedor oficial de material esportivo das Seleções Brasileiras desde 1997.
TAM: Patrocinadora da Superliga 2006/2007 e Liga Nacional 2006.
Penalty: Bola oficial da CBV (praia e indoor) e do VivaVôlei.
GATORADE: Patrocinadora da Liga Mundial até 2008, Superliga até 2008/2009 e do Campeonato Brasileiro de Vôlei de Praia até 2008.
Sportv: Transmissão dos jogos da SuperCopa e Grand Prix de Clubes até 2005 e da Superliga até 2007.
Contudo, o que fica aqui para refletirmos é: será que as medalhas olímpicas foram por acaso ou será que são resultados normais de tudo que vimos acima?
Acredito que potencial existe em todas as modalidades, só falta organização e planejamento como vemos no vôlei. Enquanto o basquete fica brigando por formar ligas sem o apoio da confederação, o vôlei coleciona medalhas nas Olimpíadas, lugar que os basqueteiros brasileiros não conhecem há um bom tempo. Infelizmente.
29 de julho de 2008
Até que enfim. Infelizmente.
Após 8 anos no comando da seleção brasileira de vôlei masculino, pela primeira vez o técnico Bernardinho vê seu time fora do podium. Isto, sendo que após o inicio da “era Bernardinho” (em 2001), esta é a segunda vez que a equipe não conquista o título da Liga. Por coincidência, na ocasião a disputa também foi no Brasil (Belo Horizonte), e a seleção ficou com o vice-campeonato ao perder para a Rússia em Belo Horizonte.
Para muitos, ficar fora da final e perder a disputa de terceiro lugar foi um absurdo, mas para quem já praticou algum esporte sabe que foi perfeitamente normal. Acredito que este resultado demorou para vir, tendo em vista o excelente nível dos adversários e a quantidade de torneios que a seleção disputou.
Até o momento, o saldo da era Bernardinho é espetacular. Apenas uma vez fora dos 3 primeiros colocados e um atleta fora da “família”.
Estes resultados mostram o poder de uma geração vencedora e os resultados gerados por uma boa administração.
O Brasil irá continuar sendo “o país do futebol”, mas hoje em dia é muito comum crianças jogando vôlei pelas ruas e praias, pessoas desfilando com o uniforme da seleção e empresas investindo no esporte.
Acredito na relação entre investimentos e resultados. O vôlei se estruturou profissionalmente em todas áreas (preparação física, medicina, fisioterapia, psicologia entre outras), investiu em um centro de treinamento para as seleções, e hoje é considerado um centro de excelência na modalidade. A seleção juvenil há tempos vem obtendo ótimos resultados o que revela que iremos continuar colhendo frutos no time principal.
Em contra partida vemos o basquete nacional passando por um período conturbado (e longo) na espera de resultados para enfim decidir investir. Como eu falei, há uma relação entre investimentos e resultado, mas a ordem dos fatores tem de ser esta, pois resultados sem investimentos não são comuns.
Contudo, os quatro times de vôlei nacional (masculino e feminino, de quadra e de praia) continuam favoritos ao ouro olímpico e nós continuamos na torcida. Basta apenas algumas pessoas entenderem que os resultados vão muito além de medalhas e troféus.
10 de junho de 2008
O relógio que não pára de bater.
Lembrando o post dos relógios desenvolvidos para os árbitros da EURO 2008, nesta última segunda-feira a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) renovou o contrato com a Swatch até 2012.
A empresa que dá nome ao circuito mundial da modalidade, renovou a parceria que foi firmada em 2003. Os valores não foram divulgados, mas a Swatch distribuirá US$ 8,3 milhões em prêmios neste ano nas categorias feminina e masculina.
O vôlei de praia não é uma modalidade de muita expressão, mas é considerado um dos principais pilares da estratégia global da marca durantes os meses de verão, onde a mesma consegue transmitir seus valores.
O sucesso desta parceria mostra a importância que um esporte pode trazer para uma marca, se associado da maneira correta. Enquanto empresas brigam por cotas de patrocínio no futebol, muitos outros esportes precisam e podem se tornar importantes para as empresas