Robinho está de volta. A noticia não é nova e todo mundo já comentou sobre isso, mas vamos tentar olhar de um outro jeito.
Estava esperando a apresentação oficial, a definição do salário e dos nomes das empresas que vão bancar o salário, mas quero trazer a discussão antes destes pontos.
O Santos F. C. saiu na frente e repatriou o menino da Vila. É o clube que revelou, que vendeu e que parece ter conquistado um pedaço no coração do atleta. Mas, definitivamente não será o time da baixada que irá assinar a conta, e para isso, algumas empresas já foram acionadas para o rateio.
O contrato deve ser até o final da Copa do Mundo sem possibilidade de renovação, já que o Manchester City pretende recuperar o valor investido com o atleta.
Sendo assim, as empresas (entre duas e cinco) vão investir e buscar um retorno através do uso de imagem do jogador, uma vez que não terão participação em uma futura transferência. Dessa forma, estaria fazendo um “favor”para o Santos, mas ontem, ouvi Renato Mauricio Prado no programa Redação SporTv que “nada é de graça”, e concordo.
Para o clube e para o jogar não tenho duvida que será produtivo, mas fico me questionando se vale a pena para as empresas investirem nessa curta passagem do craque.
O que vocês acham?
29 de janeiro de 2010
Robinho em partes. Vale a pena?
27 de outubro de 2009
Umbro | Kasabian Football Hero
A Umbro é uma das marcas que poucas pessoas encontram por aí e que dificilmente vemos em ações publicitárias. Embora aqui no Brasil a empresa patrocine Diego Souza – possível melhor jogador do Brasileirão – o Santos F. C., e tenha uma grande ligação com o Atlético Paranaense, a marca muitas vezes acaba passando no esquecimento de algumas pessoas.
O clube da baixada santista ainda é uma das bandeiras que a Umbro carrega para o exterior, onde a marca é parceira e fornecedora do Manchester City e da seleção da Inglaterra.
Agora em uma ação que vai na onda da “febre” Guitar Hero, através de uma parceria com a banda inglesa Kasabian. Trata-se do “Kasabian Football Hero”, um experimento em uma projeção na parede de um armazém, com sensores que são ativados conforme a bola bate no lugar certo da parede.
No lugar da guitarra, os chutes dos jogadores freestyle que controlam o andamento da música.
Vale a pena conferir:
12 de agosto de 2009
Manchester City oferece cheque em branco à Messi
Parece que o Manchester City não vai sossegar enquanto não trouxer uma estrela realmente grande para o seu elenco.
Depois de tentar fechar com Kaká recentemente, o clube vem focando seus esforços em trazer o argentino Lionel Messi. O clube inglês sabe que o jogador argentino está renegociando seu contrato com o Barça e quer tirar proveito deste momento.
O City já havia feito uma proposta de €$ 300 milhões para o jogador - fora a multa de €$150 milhões pela rescisão, impostos, 12 milhões de euros adicionais e um bônus extra para a família. Mesmo assim, Messi recusou e disse que estava muito feliz no Barcelona e que sua intenção era continuar jogando pelo clube catalão.
Mas o Manchester City não entendeu o recado e ofereceu um cheque em branco ao jogador!!
É isso mesmo, um cheque em branco para que o jogador diga qual seu 'preço' e faça as malas rumo à Inglaterra.
Alguns pontos chamaram nossa atenção nessa nova investida do Manchester City.
1) O clube, que se posiciona como uma empresa de mídia e entretenimento, parecer estar disposto a pagar o preço que for para finalmente conseguir elevar sua marca ao patamar de Real Madrid, Barcelona, Manchester etc. Sabem que Messi tem grande potencial de retorno (através de venda de camisetas, mídia espontânea e comunicação) e estão apostando suas fichas quase que de 'olhos fechados' no jogador.
2) Como já comentamos algumas vezes aqui no Radar, a polêmica sobre os salários astronômicos dos jogadores de futebol está ganhando cada vez mais força, inclusive entre alguns dos principais dirigentes do futebol mundial, e, sendo assim, uma investida desse tipo pode soar no mínimo como irresponsável.
3) Apesar de ser um jogador de talento indiscutível, nós sabemos que um jogador apenas não resolve todos os problemas do clube. Se o Manchester City realmente quer conquistar seu lugar ao sol, é preciso estar onde os grandes estão, e nem na Liga dos Campeões eles estão. E por isso que acreditamos que este é mais um motivo para Messi recusar a proposta, ainda mais em ano de Copa do Mundo.
4) Será que há algo a mais no City, além do que já é discutido normalmente, que leva os principais jogadores do mundo a recusar propostas astronômicas? Logo mais, se nenhum peixe grande chegar, o clube vai ter que começar a repensar sua estratégia de contratação e de imagem, pois as coisas podem tomar péssimos rumos.
O que vocês acham de tudo isso? Vale tudo a qualquer preço?
Postado por Dida e Bruno
21 de julho de 2009
Novo site do Manchester City.
Ontem li um artigo interessante na Creative Review sobre o novo site do Manchester City.
Veja algumas imagens abaixo:

O site é muito bem executado, fácil de navegar, tem um visual muito bacana e alguns features muito interessantes como vídeos em formato wide (16:9) espalhados pelo site, fotos de qualidade, seletor 3D de assento para que os torcedores possam ter uma ideia da visão que terão no estádio, conteúdo de blogs de fãsatualização via Twitter.
Além disso, não há qualquer espaço na home para anúncios. Sendo assim, é importante perceber uma alteração na relação clubes e patrocinadores: normalmente os patrocinadores (principalmente fornecedores do material esportivo) são os que mais se apropriam da força dos times e seus atletas para construir e fortalecer valores relativos as sua marca, mas parece que as coisas começam a mudar e devemos ver cada vez mais clubes estabelecendo suas marcas de forma independente.
Como já dissemos diversas vezes aqui no Radar, a internet vai rompendo fronteiras e se tornando fundamental para que os times explorem suas marcas fora de campo, e no caso do Manchester City não é diferente. O clube tem investido pesado e quer ser uma marca de mídia e entretenimento puro.
Agora só falta mais resultados aparecerem em campo, pois é isso que no final das contas impulsiona o valor da marca e a conquista de novos torcedores.
Vale a pena gastar um tempo no site.
13 de maio de 2009
Manchester City | Mais rico e menos valioso
Depois do Manchester United apresentar novos patrocinadores, é a vez do Manchester City se movimentar.
O clube de Robinho e Elano estuda a possibilidade de anunciar dois novos patrocinadores. A Air Etihad seria a marca estampada na camisa do clube, pagando a singela quantia de 30 milhões de euros.
Já a outra novidade seria a troca do fornecedor do uniforme. Atualmente, os uniformes são feitos pela Le Coq Sportif, e a troca seria pela Umbro, que investiria mais 15 milhões euros.
O Manchester City deixou de ser o primo pobre, já que falam que é o clube mais rico do mundo, mas está longe de ser grande e ter uma marca valiosa...
Com tanto dinheiro, o clube poderia se estruturar para criar uma equipe competitiva e fortalecer a marca, para aí sim caminhar com tranqüilidade e ao invés de gastar dinheiro, atrair...
15 de janeiro de 2009
Kaká. Fazendo história.
Os olhos do mundo do futebol estão em Kaká. O jogador recebeu uma proposta de R$ 338 milhões para se transferir ao Manchester City, atual clube de Robinho (negociado por R$ 96 milhões). Pelo sim e pelo não, Kaká pode fazer história. Se aceitar a proposta, Kaká, além de ter o maior contrato do mundo, dará mais fôlego ao sistema vigente no futebol atual, onde transações milionárias são cada vez mais comuns; mas, se recusar a maior oferta da história deste esporte, o ídolo brasileiro pode representar um efeito que talvez sentiremos bem lá na frente.
Kaká não nega, ele está tentado com a proposta do clube inglês. Mas ao mesmo tempo o jogador hesita em dizer 'sim' pois, segundo ele próprio, o Manchester City representa uma fortuna imediata e também uma incógnita em termos profissionais - apenas para lembrar, o time de Robinho é o 15o colocado na Liga Inglesa e não disputa o principal interclubes da Europa. A ida para o Manchester City pode diminuir sua visibilidade no cenário internacional, o que o levaria a perder a chance de lucrar com contratos publicitários, como acontece hoje.
Kaká já revelou em outras entrevistas que tem vontade de seguir no Milan até o final da sua carreira, e é por isso que a possível negativa do jogador pode representar uma volta aos tempos de "amor à camisa". O Kaká tem um grande potencial para ser um dos maiores jogadores da história deste clube, senão o maior. Maldini, por exemplo, está há tanto tempo no clube que confundem a carreira do atleta com a história recente do clube. O Milan é uma das exceções no futebol mundial, eles sabem cultivar e preservar seus ídolos. Kaká não está só preocupado com o valor do contrato e seus patrocinadores, ele sabe que há muito mais em jogo no Milan. Há 'vida' após a saída do atleta dos gramados, e Leonardo, ex-atleta do clube, é um bom exemplo disto - imaginem como poderia ser para Kaká.
Esta possível transação acaba levantando de novo uma discussão já quase antiga: será que a FIFA não deveria estipular tetos salariais para os jogadores de futebol, como já acontece com os jogadores da NBA? Este tipo de medida é fundamental para (tentar) manter as principais estrelas do time e criar vínculo com a torcida. É impossível não citar exemplos como o de Michael Jordan e Pelé, que fizeram história nos muitos anos que jogaram por seus times.
Com certeza Kaká tem uma difícil decisão pela frente. Mas pensemos no que a recusa do jogador, um forte formador de opinião, poderia representar para outros jogadores do mundo, inclusive do Brasil.
9 de setembro de 2008
A Virgin do futebol
O Abu Dhabi United Group, novo dono do Manchester City, chegou com planos ambiciosos para o time da Inglaterra. No mesmo dia em que fechou a compra do clube, o Abu Dhabi United quebrou o recorde britânico com o valor mais alto acertado na transferência de um jogador quando trouxeram Robinho do Real Madrid por 40 milhões de euros.
Só que eles querem mais.
Para elevar a popularidade do Manchester City em nível mundial, a família real de Abu Dhabi está se inspirando no império construído pela Virgin, de Richard Branson.
O plano detalhado está em um documento de 83 páginas chamado 'A New Model for Partnership in Football' ('Um Novo Modelo de Parceria no Futebol'), e que revela a estratégia de reposicionamento do clube e a entrada em novos mercados como o financeiro, varejo, transporte e alimentos.
Algumas das idéias dizem respeito a acordos com a montadora indiana de automóveis, a Tata, para a criação de 'Citycars'; parceria com a China Mobile para cartões telefônicos branded, uma nova linha de produtos em acordo com a Red Bull e outras ações.
Apesar de nenhuma das parcerias terem sido confirmadas pelas respectivas empresas, não podemos negar: realmente são planos gigantes que o grupo árabe tem para o Manchester City.
No entanto, não é possível afirmar que todas essas ações irão vingar.
Contudo, achei importante postar sobre o assunto, uma vez que é projeto de visão para um clube de futebol, e que já sai atrás de times como o Milan, Real Madrid e Barcelona. Agora é esperar pra ver se o clube vai ter sucesso na transformação em uma marca poderosa.
Fica também a inspiração aos times brasileiros que têm potencial de imagem para ser explorado fora do Brasil e que, como já comentamos algumas vezes aqui no Radar Esporte, deveriam trabalhar mais a força da sua marca.