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3 de setembro de 2009

Brasil e Argentina | Rivalidade dentro e fora do campo

De um lado, Kaká e Dunga, do outro, Messi e Maradona. Dois são considerados os melhores do mundo atualmente, e os outros dois duelaram na década de 90.

De um lado, Nike, Ambev e Vivo, do outro, Adidas, Coca-Cola e Claro. Um dos maiores clássicos do futebol mundial reflete a briga entre marcas fora dele.

Nike e Adidas entram em campo com os uniformes, já os patrocinadoras aparecem nos treinos, nos painéis para entrevistas e na roupa que os jogadores usam durante o período de seleções.

Alguns acham que é mera coincidência, mas se analisamos, podemos notar que cada vez mais as empresas buscam estar em locais que a concorrência está, de uma forma ou de outra.

Enquanto uns não reparam, nós publicitários podemos enxergar inúmeras oportunidades de campanhas, principalmente na Argentina, que a publicidade tem um tom mais bem humorado.

Este jogo é único, e nessas horas o patrocínio deve ultrapassar a estampa de logotipo em roupas e banners. O valor investido para estar junto dessas seleções não é pouco e o conteúdo que os times podem oferecer é gigantesco.

Está na hora de ressaltar que as empresas mais do que patrocinarem, torcem para as seleções e estão juntas até o fim.

E vocês, acham que as empresas deveriam apostar nas seleções e correr o risco de mexer com tamanha rivalidade?

21 de julho de 2009

Burger King no Getafe | Frente & Verso


O Getafe, clube da primeira divisão da Espanha inovou em seu novo contrato de patrocínio. Isso, porque o Burger King além de estampar o peito da camisa, irá estar presente na parte interna do uniforme do clube espanhol.


Parece brincadeira, mas é coisa séria e muito criativa. Alguns dizem que é para driblar os jogadores que levantam as camisas após fazer o gol, escondendo os patrocinadores, mas muito mais do que isso, a estratégia da rede de fast food vai causar buzz e barulho entre os torcedores.

Imaginem todos os torcedores nas arquibancadas com as camisas levanta ?! Serão todos a cara do Burger King e aí sim teremos uma relação marcante para os torcedores e para a marca.

O interessante disso tudo é ver os patrocinadores atrás de alternativas para serem mais relevantes do que simples estampas nos uniformes. Assim como vemos na publicidade, que os anúncios impressos (on e off) estão cada vez menos eficientes, estampas nas camisas dos clubes trazem cada vez menos retorno se forem ativações isoladas...

dica do @fábio!

13 de julho de 2009

Flamengo e a novela do patrocínio | Postos Ale é a bola da vez

Os dirigentes do Flamengo que diziam que não iriam lotear o uniforme para patrocínios pontuais (como o Corinthians) estão mordendo a língua. Isso, porque após fechar o patrocínio tampão com a Olympikus, que estampará a marca do produto Olympikus Tube no peito do uniforme até outubro, o clube fechou contrato com a rede de postos Ale.

A marca irá estampar a camisa do clube até o final do ano e para isso irá desembolsar a quantia de R$3,5 milhões, superior aos R$3 milhões pagos pela empresa do grupo Vulcabrás.

Embora o time não tenha um bom desempenho dentro dos campos, parece que o peso de ser o clube com a maior torcida do pais está atraindo as empresas. Apesar do Imperador Adriano estar no elenco, ainda não enxergo o jogador como diferencial para as empresas.

Mais do que os R$21 milhões que o Flamengo irá acumular com patrocínios em 2009, o clube necessita urgente de uma estrutura mais profissional na administração. A queda do posto de maior torcida do pais é questão de tempo, então os dirigentes necessitam se profissionalizar para valorizar o clube e estes apaixonados torcedores espalhados pelo pais.

Os torcedores são antes de qualquer coisa consumidores que podem ajudar o clube a sair do buraco financeiro e ajudar o Flamengo a se reerguer, porém merecem ser tratados de forma digna. O clube está de olho no dinheiro que entra, mas não está vendo por onde está saindo...

15 de junho de 2009

Nem Reebok nem Olympikus | Vasco fecha com a Penalty

Depois de muita especulação sobre o novo fornecedor de materiais esportivo, o Vasco assinou contrato de cinco anos com a Penalty.

O contrato gira em torno de R$ 64 milhões e segue os padrões da maioria das relações entre clubes e fornecedores: a empresa irá confeccionar uniformes de jogos, treinos viagens e concentração.

A parceria ainda irá render uma loja oficial do clube em São Januário e uma possível reforma no vestiário do time.

O Vasco da Gama começou a atuar de forma mais intensa após a chegada do publicitário Fábio Fernandes (F/Nazca) como vice-presidente de marketing do clube. É nítida a mudança de postura que reflete em uma presença mais intensa do time para os torcedores.

O clube, assim como o Corinthians no ano passado, está disputando a série B e pode fazer disso um novo começo. Uma nova administração do futebol profissional, novos parceiros e principalmente uma nova mentalidade.

Ainda acho que os contratos entre fornecedores e clubes estão muito aquém do que os patrocinadores poderiam usufruir e principalmente do que o clube poderia explorar...

8 de junho de 2009

Escravos da TV | O esporte no Brasil

A maior parte da renda dos clubes de futebol é baseada no valor que a TV paga pelos direitos de transmissão. O calendário do esporte nacional é baseado na programação da TV. E como uma bola de neve, os patrocinadores só investem se no meio do esporte tiver TV.

Mais do que um patrocínio ao esporte, as empresas buscam visibilidade. Marcas em placas de publicidade ou estampadas nos peitos dos times (qualquer time), o que importa é a audiência. Parece generalização, mas infelizmente é o retrato que temos do esporte brasileiro.

A última baixa que comprava isso é a saída do Cimed do vôlei de praia. A empresa que patrocinava as duplas formadas por Carol e Maria Clara e Pedro Solberg e Pedro Cunha desistiu do contrato depois que a SporTV deixou de transmitir o Circuito Banco do Brasil.

Isso comprova o quão fraca é a relação entre algumas empresas com o esporte. Mais do que o logo na camisa, estas empresas devem buscar elos com os clubes e torcedores. Mais do que visibilidade, os motivos do valor investido (e não gasto) devem ser encontrados no DNA da marca, ligados aos benefícios e valores que estão à volta do esporte.

Precisamos parar para rever tudo isso. Comentamos aqui o encontro entre os presidentes dos quatro grandes clubes de Sâo Paulo, em que uma das pautas estava a força que irão ganhar frente à TV para poderem negociar valores maiores. Será que ao invés de reivindicar mais dinheiro, eles não deveriam estudar novas formas de ganhar dinheiro e chamar a atenção das empresas?

A diversificação na fonte de renda pode ser muito importante para os clubes (e o esporte como um todo) não ficarem tão dependentes de um determinado pilar, como hoje é com a TV. Alternativas nós temos, cabe aos homens de frente do esporte colocarem em prática...

4 de junho de 2009

Manchester United com novo patrocinador

O clube inglês que tem a marca mais valiosa no futebol mundial agora tem dinheiro em caixa. O Manchester United acertou o novo contrato de patrocínio para as próximas quatro temporadas.

A nova logomarca no peito dos Reds será a Aon Corporation – empresa financeira americana – e o valor que corre nos bastidores gira em torno de 80 milhões de Libras, aproximadamente R$ 250 milhões.

O Manchester United cogitou a Petrobras (veja aqui) para substituir a AIG, que estava com o clube desde 2006 e pagava cerca de 60 milhões de Libras.

Recentemente comentamos o contrato da equipe com a Airtel (aqui) e cada vez mais vemos as receitas do clube aumentarem. Apesar do valor astronômico do novo contrato (o maior da história do futebol), o patrocínio da camisa e as cotas de TV não são os únicos pilares do clube, que possuem inúmeras fontes de renda e distribui sua marca pelo mundo todo.

Quando será que iremos ver estratégias diferentes de capitalização por aqui?! Inspirações não faltam...

27 de maio de 2009

A nova camisa do Flamengo | Coca-Cola ou Olympikus²?

A camisa do time de maior torcida do país enfim voltará a estampar uma marca no peito. Após a saída da Petrobras, o manto sagrado do clube está liso e à espera de outra grande empresa.

Se por um lado os torcedores adoram os uniformes “limpos”, o clube sente a falta de uma renda fundamental para os times nacionais, o patrocínio de camisa.

A Olympikus já fechou contrato e a partir do dia primeiro de julho será a nova fornecedora de materiais, mas parece que a empresa do Grupo Vulcabras quer mais, e estaria disposta a investir mais R$20 milhões para ter a marca de um de seus produtos (Olympikus Tube) estampada no peito.

A outra proposta do clube também gira em torno deste valor e é da gigante Coca-Cola. A empresa de refrigerante estaria disposta a voltar ao futebol pegando carona com o Flamengo. A Coca-Cola perdeu o contrato com a CBF para a concorrente AMBEV, perdeu também a cota de patrocínio da Rede Globo (para Casas Bahia) e agora corre atrás do prejuízo.

Se o clube carioca apostar na empresa nacional de calçados, a Olympikus criará uma relação com o Flamengo muito forte logo em sua entrada no futebol e poderá explorar ainda mais a torcida e o time. O fato curioso é que se o contrato for entrar agora, a Nike irá estampar no peito da camisa do Flamengo um produto concorrente.

O Flamengo já tem as propostas e agora irá decidir entre as duas empresas. Mais importante do que os valores oferecidos, são as condições e propostas das empresas para com o clube. O projeto tem que ultrapassar o uniforme e as quatro linhas e ser produtivo para ambas as partes.

25 de maio de 2009

Futebol nacional movimentou R$ 1,7 bi | Bom ou ruim?

Divulgado o relatório prévio do estudo anual sobre as receitas dos clubes brasileiros feito pela Casual Auditores Independentes.

Os números absolutos deverão ultrapassar R$1, 7 bilhão, sendo que os 21 principais clubes acumularam R$1,4 bilhão do montante.

Os cinco clubes que mais cresceram no ranking foram Palmeiras, Portuguesa, Fluminense, Flamengo e Coritiba. Porém, os que mais lucraram foram São Paulo F. C. e Internacional.

Ao ler a reportagem, me recordei de um questionamento feito no Fórum ESPM Copa 2014, quando todos falavam dos valores que rondavam a Copa no Brasil. Enquanto alguns discutiam se os 10 bilhões eram dólares ou reais, surgiu uma pergunta: “mesmo se for em dólar, será que é bom ou ruim?”.

Muitos estão vibrando com os valores apresentados, que representam crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior e evolução de 69% de cinco anos para cá. Mas será que devemos realmente vibrar com o número?

O primeiro ponto a ser levantado é que a maioria deste número está baseado em venda de jogadores e cota de transmissão. Basta olhar os cinco que mais evoluíram, onde o Palmeiras vendeu 3 jogadores importantes (Valdívia, Cavalieri e Henrique), Portuguesa e Coritiba voltaram a série A (e voltaram a receber valor integral dos direitos de transmissão), Flamengo vendeu jogadores e Fluminense faturou com os direitos das finais da Libertadores.

A crise parece não afetar (muito) o nosso futebol, mas estes números apresentados deverão cair no ano que vem, pois nossos clubes não irão ganhar tanto com as vendas dos jogadores, já que o mercado internacional não está tão forte. Em 2009 também teremos a presença mais marcante do Corinthians com Ronaldo, que provavelmente irá desbancar o São Paulo F. C. que lidera o ranking desde 2006.

O fato é que com a revelação destes dados, podemos ver que ainda estamos aprendendo a ganhar dinheiro por aqui. Não podemos depender de dois pilares como estes e achar que está tudo bem. Ou vendemos os espaços no uniforme, ou jogadores ou continuamos dependendo da TV...e ainda vibramos com este tipo de informação.

Confira abaixo a lista dos 10 clubes com maiores receitas em 2008:

Clube - Receita (em R$ milhões)

São Paulo - 160
Internacional - 142
Palmeiras - 138
Flamengo - 117
Corinthians - 117
Grêmio - 99
Cruzeiro - 94
Fluminense - 66
Santos - 65
Atlético Mineiro - 57

18 de maio de 2009

Palmeiras | Novo patrocinador

Não é só o arqui-rival Corinthians que tem novos patrocinadores na capital paulista. O Palmeiras fechou um novo contrato, dessa vez com a Cosan.

A empresa foi especulada como a nova patrocinadora do Flamengo, ocupando o lugar da Petrobras, mas os R$21 milhões anunciados foram demais para a empresa, que recusou.

As bases contratuais entre Palmeiras e Cosan não foram divulgadas, mas a empresa deve estampar o calção do clube com alguma das marcas do grupo de combustíveis.

Além da logomarca no uniforme, a empresa ainda deve dar nome a um setor do estádio Palestra Itália (como o setor Visa) e se unir o clube em uma campanha na TV com o projeto energia “limpa”. O verde do Palmeiras com a preservação do meio ambiente será o elo para a campanha, que usará a cota a que o Palmeiras tem na Globo pela cessão dos direitos de transmissão dos campeonatos.

Apesar de ser um patrocínio com um valor inferior aos contratos que o clube tem, é um projeto que visa ações que vão além das quatro linhas. Resta saber se tudo será devidamente alinhado para que as duas partes colham frutos disso tudo...

14 de maio de 2009

Corinthians & Perdigão

A Batavo, marca que pertence a Perdigão, irá ficar de fora da camisa do clube no próximo jogo, contra o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro.

Isso porque a logomarca estampada no uniforme será da própria Perdigão. A mudança pontual faz parte da estratégia da nova campanha da marca que irá promover a nova assinatura da marca: "Se é de coração, é de verdade".

Com comerciais na TV, a inserção do logo na camisa irá alavancar a visibilidade da Perdigão nesta nova campanha.

A Samsung no Palmeiras também utiliza o uniforme para promover diferentes marcas (no caso novos produtos), e ações como esta são interessantes quando inseridas em uma estratégia maior, e não sendo uma única plataforma.

Ontem o Corinthians jogou pela Copa do Brasil e mais uma vez pude observar o novo uniforme. Penso que apesar das cifras altas alcançadas pelo clube, a camisa está muito poluída e nada atrativa aos torcedores. Será que os clubes conseguiriam se rentabilizar de outra forma, senão aglutinando logomarcas em seus uniformes?

Imaginem o desespero dos clubes se tivéssemos “Cidade Limpa” nos uniformes...

13 de maio de 2009

Manchester City | Mais rico e menos valioso

Depois do Manchester United apresentar novos patrocinadores, é a vez do Manchester City se movimentar.

O clube de Robinho e Elano estuda a possibilidade de anunciar dois novos patrocinadores. A Air Etihad seria a marca estampada na camisa do clube, pagando a singela quantia de 30 milhões de euros.

Já a outra novidade seria a troca do fornecedor do uniforme. Atualmente, os uniformes são feitos pela Le Coq Sportif, e a troca seria pela Umbro, que investiria mais 15 milhões euros.

O Manchester City deixou de ser o primo pobre, já que falam que é o clube mais rico do mundo, mas está longe de ser grande e ter uma marca valiosa...

Com tanto dinheiro, o clube poderia se estruturar para criar uma equipe competitiva e fortalecer a marca, para aí sim caminhar com tranqüilidade e ao invés de gastar dinheiro, atrair...

11 de maio de 2009

Manchester United | Airtel

Como vimos aqui, o Manchester United é a marca mais valiosa do esporte mundial. A internacionalização do clube é um dos pilares mais importantes para alcançar o topo da lista e as ações para isso são muitas.

Além de excursões com a equipe por outros continentes, o clube acaba de fechar um novo contrato de patrocínio. O acordo é com a empresa de telefonia celular indiana Airtel e tem duração de cinco anos.

Ao longo deste contrato, os clientes da Airtel da Índia e Sri Lanka terão acesso a conteúdos exclusivos no celular, como gols, entrevistas, partidas, além de poderem participar de sorteios e promoções.

De um lado o clube que continua mostrando força no mercado internacional, e do outro uma empresa que agrega conteúdo relevante para seus clientes, já que o futebol desperta cada vez mais interesse nos jovens indianos.

Este é um exemplo das diversas frentes que os clubes podem ter para explorar uma marca. Um patrocínio não necessariamente passa por exposição de logomarca em uniforme ou em placas de publicidade. Devemos sempre olhar as duas partes envolvidas no contrato, sem nunca esquecer dos consumidores nas ações.

3 de abril de 2009

Flamengo e Petrobras: fim da parceria

Como uma história de amor de novela, parecia que iria durar para sempre. Era assim que a maioria das pessoas enxergava a relação entre o Flamengo e a Petrobras.

A parceria mais longa do esporte mundial (desde 1985) chegou ao fim de forma discreta, sem anúncio de despedida ou tentativa de renovação. Durante todo este ano em que caminharam lado a lado, foi colocada a necessidade de regularização fiscal do clube, exigência esta da legislação brasileira para todos os patrocinados pela Petrobras ou demais instituições federais.

A estatal estava aguardando a regularização fiscal do clube para efetivar o novo contrato, que teria a validade de um ano a partir da data de sua assinatura.

A notícia com certeza pegou muitos de surpresa, mas se analisarmos o motivo, não é algo tão estranho. Já havíamos comentado aqui a dependência do Flamengo de “ajuda” do governo, e parece que o clube ainda não se movimentou para não depender mais disso

Se por um lado comentamos a profissionalização de alguns clubes na administração, por outro ainda temos exemplos como este, que ainda é maioria no esporte nacional. Cada vez mais penso que devemos realmente transformar os clubes em empresas, com cargos assalariados e pessoas sérias no comando.

Não podemos deixar de lado a paixão, uma das maiores forças dos clubes. Porém, temos que deixar isso para os torcedores e para dentro das quatro linhas, já que nos bastidores o resultado que importa é outro.

Será que um dia vamos chegar a um nível aceitável de profissionalização? O que vocês acham?

25 de março de 2009

Samsung | 54M5UN6 vem aí

Quem assistiu a partida do Palmeiras no último sábado contra o Guaratinguetá, e ontem contra o Bragantino, se deparou com uma nova escrita no peito dos jogadores: 54M5UN6.

A inscrição nos uniformes é referente ao próximo lançamento da empresa, que terá lançamento na próxima semana, de acordo com a própria Samsung.




Muitas vezes comentamos aqui sobre o simples fato das empresas patrocinarem os clubes e apenas estampar seus logos nos uniformes. A Samsung por sua vez está aproveitando muito bem o valor investido no Palmeiras e agregando isso para as campanhas.

Desta vez está usando o espaço na camisa do Palmeiras como teaser, chamando a atenção para um próximo lançamento, porém, possui planos maiores.

A empresa quer colocar a Fast Shop, um de seus maiores clientes nas mangas do uniforme alvi-verde. Com isso, a Samsung envolve o valor investido no Palmeiras em ações que conseguem chegar na ponta do seu business.

Fato que o acordo teria um número significativo de vendas amarrado...

23 de março de 2009

O esporte brasileiro pede ajuda

A notícia não é tão recente e, mesmo que fosse, talvez não pudesse ser considerada uma 'novidade' no atual cenário esportivo do Brasil.

Na semana passada, Jade Barbosa, uma das principais atletas da ginástica olímpica brasileira na atualidade, deu início a uma promoção em seu site oficial com o intuito de arrecadar fundos para o tratamento de uma lesão no punho direito. Jade sofre de uma doença rara chamada necrose no capitato, diagnosticada quando o punho apresenta problema de circulação no osso central. A atleta ainda foi aconselhada a fazer tratamento nos Estados Unidos, mas, como estamos vendo, não dispõe de recursos para tal.

Jade, que tem como única fonte de receita o salário que recebe do Flamengo, acabou dando sorte: um empresário ficou sensibilizado com o seu problema e resolveu ajudá-la com uma determinada quantia. Não tenho informações sobre o valor da ajuda do tal empresário - se alguém tiver, por favor, coloque nos comentários - e não sei se o mesmo é suficiente para bancar o tratamento completo de Jade; mesmo assim, acredito que haja alguns pontos importantes a serem levados em conta neste caso:

O Flamengo, como responsável pelo salário da atleta, poderia ter se envolvido mais com a situação de Jade com o intuito de acelerar o processo de arrecadação de fundos e, consequentemente, de recuperação. Mas não, pelo menos até aqui parece ter sido exatamente o oposto. O que vimos até agora foi uma mobilização solitária de Jade através de seu website. Se não bastasse ter que se preocupar com os treinamentos, campeonatos e, claro, a lesão, agora ela tem que se preocupar em desenvolver 'ações promocionais' para pagar seu tratamento.

Ou seja, se Jade, com a importância que tem para a ginástica, não tem o apoio necessário, quem dirá os atletas que ainda brigam por um 'lugar ao sol'? ´

Óbvio? Sim. Mas ainda se faz importante ressaltar casos como esse no Brasil, já que eles são regra e não exceção.

Na outra ponta, isso mostra a fragilidade do nosso esporte no sentido de que mesmo a iniciativa privada só tem interesse pelo mesmo em épocas de grandes competições como as Olimpíadas. O que também não poderia ser mais óbvio, certo?

Atletas lesionados? Eles querem é distância.

No entanto, penso que seria uma oportunidade para algumas marcas tirarem proveito da situação e criarem um forte vínculo com a atleta e que poderia ser potencializado no futuro - mas isto é assunto para outro post.

Com tudo isto acontecendo, a nossa política ainda defende o Rio de Janeiro como cidade sede para as Olimpíadas de 2016, mesmo sem a menor cultura esportiva. Só se for com o intuito de utilizar a candidatura como plataforma política, pois do contrário parece que o Brasil quer continuar sendo um celeiro de talentos abandonados.

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Quem quiser colaborar com Jade, pode acessar o seu site oficial (http://www.jadebarbosa.com.br/) para mais informações.

15 de março de 2009

Corinthians sem Ronaldo. Corinthians sem patrocínio.

Neste domingo, o Corinthians entrou em campo mais uma vez para uma partida do campeonato paulista, e novamente entrou com a camisa lisa, sem nenhuma marca. Nas duas últimas partidas do clube, o atacante Ronaldo atuou e decidiu as partidas, fato que não ocorreu desta vez.

No meio da semana passada, foi anunciado que a Dafra Motos iria patrocinar o Corinthians na partida contra o Santo André, seria mais uma empresa a aproveitar o “marketing de oportunidade” como denomina a própria diretoria do clube paulista. Porém, nesta mesma semana, pouco tempo depois do anúncio, o técnico Mano Menezes divulgou que o fenômeno Ronaldo não seria relacionado para a partida. Resultado: Dafra Motos desiste.

Embora alguns veículos tenham anunciado que a Dafra Motos desistiu do patrocínio por falta de tempo hábil na negociação, o que ocorreu realmente foi o anúncio da não presença do Ronaldo no partida.

Para algumas pessoas isso é óbvio. Mas, isso mostra dependência e fragilidade que o Corinthians tem. Onde está o poder do segundo maior clube do país? Um time com tanta história, do tamanho que é, não pode perder patrocínio se o Ronaldo não for jogar. Por mais que ele seja um dos maiores jogadores de todos os tempos, o Corinthians não pode jogar todas as suas fichas em cima dele, já que não terá o craque para sempre.

Além da negociação não ser pautada pela presença do jogador ou não, o clube não deveria ter anunciado que o Ronaldo não iria para o jogo. Além da falta de patrocínio, a partida contou com praticamente 8 mil presentes, público bem inferior aos jogos anteriores.

Comenta-se que nesta semana, o clube irá anunciar o Carrefour como novo patrocinador, com contrato de R$ 22 milhões. Independente do valor ou do nome da empresa, penso que o clube deveria ter outra estratégia de negociação, além de basear tudo no nome do Ronaldo. Daqui a pouco colocam o “R9” no lugar do símbolo de um dos clubes mais tradicionais do país.

Neste domingo ele não jogou, o clube não faturou, e não venceu. E vocês, o que acham? Vale jogar tudo nas costas do Ronaldo?

12 de março de 2009

Petrobras no Manchester United (?)

A Petrobras está estudando um apoio ao clube inglês Manchester United. Ainda não há nada oficial, mas poderemos ver a estatal brilhando ao lado de um dos maiores clubes do mundo na próxima temporada.

A empresa que é parceira do Flamengo e já esteve na camisa do River Plate (Argentina), foi procurada pelo clube inglês e espera um avanço maior na negociação para poder avaliar todos os pontos e valores da parceria.

Após a saída da Honda da F1, a Petrobras poderá realocar a verba que estava comprometida para outro projeto esportivo, e utilizar este valor para investir no Manchester United. Porém, no acordo com a Honda, havia uma cláusula destinada ao desenvolvimento de novos produtos, o que não aconteceria com no futebol.

A parceria ainda não foi fechada, mas já enxergo dois pontos para a discussão:

1. A Petrobras investe muito em projetos sociais, não apenas ligados ao esporte dentro do país. Sem entrar no mérito de ser obrigação e de descontar no imposto, é uma verba gigantesca mergulhada nas melhorias do país (parte social).

2. O Manchester United é um dos clubes mais ricos do mundo, com uma visibilidade enorme, que acarretaria na exposição da estatal no mundo todo.

Com certeza a verba para a parceria seria infinitamente maior ao valor investido no Flamengo, por exemplo. Será que vale a estatal investir pesado para ter seu nome na “boca do mundo” ao lado de um dos maiores clubes do mundo ou utilizar esse dinheiro aqui dentro do país?

O que vocês acham?

7 de março de 2009

Ronaldo – Brahma | Aperitivo para o clássico

Falamos muito aqui no Radar Esporte sobre a relação de Ronaldo com as marcas que o patrocinam. O atacante passou por contusões, conturbações e a reação das marcas foram variadas. Algumas o abandonaram, outras o apoiaram e algumas não se pronunciaram.

A Brahma foi uma das que preferiu o silêncio e certamente estava esperando sua volta como um fã apaixonado, um corintiano roxo e um amante do futebol, que não via a hora do fenômeno Ronaldo reencontrar a bola.

“Guerreiro”. É assim que a empresa de bebidas chamou um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, e confesso que é assim que eu também o vejo. Após três graves lesões, ele está de volta. Claro que ainda é cedo para falarmos sobre seu desempenho, mas o fenômeno voltou.

Muitas pessoas vão questionar a relação de um jogador com uma marca de bebidas, mas neste caso, penso que a homenagem caiu muito bem.

Confiram abaixo o comercial.

2 de fevereiro de 2009

Patrocínio da Emirates não pousou, mas causou barulho.

Os profissionais de marketing convivem diariamente com o poder que o boca-a-boca possui com relação às marcas. Antigamente se dizia que uma pessoa tinha o poder de influenciar outras dez pessoas, tanto para o bem, quanto para o mal. Porém, a internet hoje em dia fez esse número multiplicar, sendo que uma única pessoa consegue atingir 10.000 pessoas. É a “era Google”!

Uma simples especulação pode causar notícia para mais de uma semana, e foi isso o que vimos no futebol brasileiro há pouco tempo. E a equação é esta: (PATROCÍNIO + CLUBE GRANDE + EMPRESA MULTICIONAL) x BOCA-A-BOCA = NOTÍCIA.

A companhia aérea Emirates cogitou o patrocínio dos três maiores clubes de São Paulo. Palmeiras, Corinthians e São Paulo receberam ligações e especulações da empresa para terem em seus uniformes o nome da Emirates estampado. Na ocasião, até os valores das propostas eram falados, e isso tudo gerou notícia nos principais meios de comunicação do país.

Já ouvi rumores que as propostas realmente eram verdadeiras, porém também já ouvi em corredores dos clubes que a proposta nunca chegou. O Corinthians é o único dos três clubes que ainda não anunciou o patrocinador para 2009, portanto precisamos esperar para saber se tem uma ponta de verdade nisso tudo.

O fato é que a empresa conseguiu o que todas querem: estar nas principais notícias (de forma positiva, claro). Sem investir um centavo no esporte, ou em publicidade, a Emirates viu seu nome circulando nos principais jornais, portais e sites do país como possível parceiro destes grandes clubes.

Por enquanto, fico com a impressão que foi apenas uma boa sacada de marketing da companhia, que jogou a pólvora no futebol paulista, mas não acendeu...

20 de janeiro de 2009

Corinthians e a novela do patrocínio

No último sábado o Corinthians teve amistoso e quem assistiu pode notar três novas empresas no uniforme do alvi-negro: Ford, Vivo e Locaweb. Porém, não sabemos se iremos ver novamente estes nomes no uniforme do clube paulista.

O contrato foi apenas para o amistoso, e o Corinthians ainda estuda quem serão os patrocinadores do clube na temporada. Enquanto busca o maior patrocínio do país (segundo o próprio clube), o Corinthians corre para ter ao menos algum nome em sua camisa na estréia do Paulistão.

A solução provavelmente será a mesma do amistoso (contrato para apenas um jogo), e algumas empresas estão na briga, como Ocean Air e a própria Locaweb.

No último sábado, o clube arrecadou em torno de R$ 1 milhão com patrocínio e direito de transmissão que foi comprado pela Rede Globo. Se continuasse com estes valores, o clube com certeza arrecadaria uma grande fortuna ao longo do ano, mas sabemos que não é bem assim.

O clube precisa fechar as cotas de patrocínio o mais rápido possível e o tempo está se esgotando. Ninguém dúvida do poder que o Corinthians possui, mas parece que a pedida está muito acima do que as empresas podem pagar.

Mais uma novela que aguardamos o final...