A Coca-Cola foi durante anos a parceira oficial da seleção brasileira. Foi, no passado, porque hoje quem estampa o uniforme e faz se valer do título é sua rival, Ambev, com a marca Guaraná Antártica.
Este contrato milionário acabou influenciando na negociação de outros patrocínios, e quem sofreu o impacto desta vez foi o Atlético-PR, que anunciou na última segunda-feira a Spaipa, distribuidora de produtos da Coca-Cola no interior de São Paulo e em todo o Paraná como nova parceira.
O contrato prevê exclusividade na venda de produtos em estádios e centros de treinamento, além de uma série de espaços publicitários. Porém, antes da Copa do Mundo, a seleção fará uma preparação no CT do Atlético-PR, e o clube terá que abrir mão dos espaços publicitários que são cedidos aos seus parceiros.
Sai Coca-Cola e entra Guaraná Antártica. Apesar de já esperado, este fato pode afetar alguns pontos (principalmente valores) do contrato do clube com a nova parceira, que ainda pretendem continuar vender produtos neste período que a seleção estará hospedada.
O veto da CBF não foi o primeiro e podem ter certeza que até o mundial veremos muitas marcas tentando driblar os protocolos e aproveitarem para aparecer junto com a seleção.
30 de março de 2010
Aqui não! CBF veta parceiro do Atlético PR
3 de setembro de 2009
Brasil e Argentina | Rivalidade dentro e fora do campo
De um lado, Kaká e Dunga, do outro, Messi e Maradona. Dois são considerados os melhores do mundo atualmente, e os outros dois duelaram na década de 90.
De um lado, Nike, Ambev e Vivo, do outro, Adidas, Coca-Cola e Claro. Um dos maiores clássicos do futebol mundial reflete a briga entre marcas fora dele.
Nike e Adidas entram em campo com os uniformes, já os patrocinadoras aparecem nos treinos, nos painéis para entrevistas e na roupa que os jogadores usam durante o período de seleções.
Alguns acham que é mera coincidência, mas se analisamos, podemos notar que cada vez mais as empresas buscam estar em locais que a concorrência está, de uma forma ou de outra.
Enquanto uns não reparam, nós publicitários podemos enxergar inúmeras oportunidades de campanhas, principalmente na Argentina, que a publicidade tem um tom mais bem humorado.
Este jogo é único, e nessas horas o patrocínio deve ultrapassar a estampa de logotipo em roupas e banners. O valor investido para estar junto dessas seleções não é pouco e o conteúdo que os times podem oferecer é gigantesco.
Está na hora de ressaltar que as empresas mais do que patrocinarem, torcem para as seleções e estão juntas até o fim.
E vocês, acham que as empresas deveriam apostar nas seleções e correr o risco de mexer com tamanha rivalidade?
28 de agosto de 2009
Motivo para investir no esporte: a concorrência
Pois é, parece que infelizmente o grande motivo para as empresas investirem no esporte é o fato do seu grande concorrente estar presente. Casos recentes podem ser um indicio, como a Nestlé entrando no vôlei após ver o sucesso do Rexona-Ades, da sua grande concorrente Unilever, ou então o Guaraná Antártica na CBF após longos anos de Coca-Cola. Isso apenas para citar alguns.
A notícia agora que ronda os bastidores é a disputa entre Ambev e Femsa.
A Ambev negocia com os principais clubes de São Paulo (São Paulo, Corinthians, Santos e
Palmeiras) e com os dois grandes de Minas Gerais (Cruzeiro e Atlético Mineiro). A empresa quer lançar embalagens com o emblema dos clubes e usar a imagem dos times em campanhas publicitárias.
Porém, Corinthians e São Paulo F. C. já possuem acordo coma Femsa, que garante exclusividade apenas para a exposição das marcas da cervejaria mexicana nos campos de treinamento e em placas durante as entrevistas coletivas.
A ofensiva da Ambev fez a concorrente correr para apresentar uma contraproposta, mas ao que tudo indica a novela vai longe...
Não tenho informações de valores, mas a proposta da Ambev é superior no quesito abrangência do patrocínio, vai muito além dos banners e da exclusividade de comercialização da concorrente. Porém, fico me questionando até quando teremos a disputa entre marcas para definir patrocínio.
Se por um lado o valor aumenta, por outro a idéia de investir no esporte diminui. Se a concorrente patrocinar escola de samba, a outra pode largar o futebol para investir no carnaval....