Ontem no “Bem, Amigos”- programa do Galvão Bueno na SporTV – me surpreendi (e dei risada) quando o apresentador foi dar a ficha técnica do meio-campista do Flamengo Petkovic.
Com toda pompa que lhe é peculiar, Galvão leu sua ficha com informações erradas sobre a carreira do jogador que logo o corrigiu. Para se desculpar, o apresentador disse que pegou as informações com a assessoria e mostrou a ficha com os dados, que por incrível que pareça eram do Wikipédia.
Resultado: Pet disse para Galvão buscar informações na fonte, no seu site.
O craque ainda na tradicional hora de entregar camisas do time aos convidados entregou camisa de sua própria marca “Petkovic10”que carrega o símbolo do Flamengo no ombro.
Não vou entrar na análise do site tampouco na ligação do jogador com o clube na camiseta, mas no fato do planejamento completo de uma carreira. Jogador tem assessor de imprensa (jogador foi ao Programa do Jô recentemente), empresário e muitas vezes deixa na mão desses profissionais fazerem todo planejamento de marketing dos atletas.
Acho que está na hora de uma pessoa ligada aos jogadores pensarem exclusivamente nisso, em marketing e em todos desdobramentos que esta disciplina pode ter (de posicionamento à ativações na internet).
Alguns clubes já estão se estruturando como empresas e grandes jogadores devem seguir estes passos, uma vez que a carreira não precisa terminar quando o atleta pára de jogar, ao contrário, pode ser um começo para uma nova fase...
24 de novembro de 2009
Petkovic.com | O canal oficial
13 de julho de 2009
Flamengo e a novela do patrocínio | Postos Ale é a bola da vez
Os dirigentes do Flamengo que diziam que não iriam lotear o uniforme para patrocínios pontuais (como o Corinthians) estão mordendo a língua. Isso, porque após fechar o patrocínio tampão com a Olympikus, que estampará a marca do produto Olympikus Tube no peito do uniforme até outubro, o clube fechou contrato com a rede de postos Ale.
A marca irá estampar a camisa do clube até o final do ano e para isso irá desembolsar a quantia de R$3,5 milhões, superior aos R$3 milhões pagos pela empresa do grupo Vulcabrás.
Embora o time não tenha um bom desempenho dentro dos campos, parece que o peso de ser o clube com a maior torcida do pais está atraindo as empresas. Apesar do Imperador Adriano estar no elenco, ainda não enxergo o jogador como diferencial para as empresas.
Mais do que os R$21 milhões que o Flamengo irá acumular com patrocínios em 2009, o clube necessita urgente de uma estrutura mais profissional na administração. A queda do posto de maior torcida do pais é questão de tempo, então os dirigentes necessitam se profissionalizar para valorizar o clube e estes apaixonados torcedores espalhados pelo pais.
Os torcedores são antes de qualquer coisa consumidores que podem ajudar o clube a sair do buraco financeiro e ajudar o Flamengo a se reerguer, porém merecem ser tratados de forma digna. O clube está de olho no dinheiro que entra, mas não está vendo por onde está saindo...
1 de julho de 2009
Mais Flamengo & Olympikus
A apresentação contou com a presença de jogadores como Bruno e Adriano (futebol) e Marcelinho (basquete), o que mostra que o investimento da Olympikus irá além do time de futebol.
Também não podemos deixar de comentar a ironia no fato de que o Adriano estava lá representando a nova patrocinadora Olympikus com chuteiras da Nike, que foi pivô dessa confusão por mais de um ano.
Agora que está tudo oficializado, podemos retomar algumas questões que já havíamos levantado há pouco mais de um ano, quando escrevemos o post Estratégia Flamengo Olympikus.
Com este patrocínio, a Olympikus pretende abocanhar parte de um segmento que fatura milhões, entrar no futebol de forma definitiva e agregar visibilidade e valor para sua marca ao patrocinar um clube com a representatividade do Flamengo.
Além disso, parece que o patrocínio da equipe rubro-negra realmente faz parte de um projeto da Olympikus, não só em termos de “camisetas e calções”. Para aqueles que ainda se perguntam se a empresa iria entrar no mercado de chuteiras, a foto acima pode servir como um belo indicativo... Se vocês repararem bem, nas chuteiras brancas é possível observar o logo da Olympikus.
A empresa quer ganhar legitimidade no futebol ainda este ano, pois como 2010 é ano de Copa do Mundo, o mercado como um todo deve crescer e a Olympikus quer ir de carona.
Agora, tão importante quanto começar com um time do tamanho do Flamengo, é definição de preço dos produtos, distribuição e, claro, a criação de valor para a marca Olympikus e seus produtos no segmento futebol, uma vez que a marca não tem o imaginário e os valores que Nike e Adidas já construíram. É um trabalho que vai começar praticamente do zero, e por isso, mais uma vez, a importância de iniciar tudo isso com o Flamengo – nesse momento vai ser fundamental.
Junto com o lançamento dos uniformes e com novo site da marca (falamos aqui), a Olympikus colocou no ar o "Torcida Fla" (http://www.torcidafla.com.br/), uma plataforma de relacionamento com os torcedores. O site deve seguir os mesmos critérios do Torcida RBK (http://www.torcidarbk.com.br/), da Reebok para as torcidas dos três clubes que patrocinia (Cruzeiro, São Paulo e Inter) que é uma fonte riquissima de materias sobre os bastidores, dia-a-dia, jogos etc.
A parceria ainda terá uma loja do Flamengo no Rio de Janeiro, mas o uniforme já pode ser comprado pela internet (parceria com a Netshoes).
O casamento começou e aqui ficam nossos votos.
Que seja eterno enquanto dure.
Foto Via Globo.com
Postado por Bruno e Dida
Flamengo & Olympikus | Boas vindas
A partir de hoje, a Olympikus é a marca oficial do Flamengo. Uma data importante para a marca, que entra pela porta da frente no esporte mais popular do país, e para o clube que também entra em uma nova fase ao lado de um parceiro que não irá medir esforços para ver o clube vencer.
Além de eventos e apresentações oficiais, a data também marca o lançamento do novo site da Olympikus, que logo na entrada tem um vídeo de boas vindas ao Flamengo.
Acredito que esta deve ser apenas a primeira ativação do patrocínio e logo de cara a marca trouxe a paixão dos torcedores pelo clube, um tema que pode ser muito explorado.
Vale à pena entrar no site e conferir o vídeo!
Flamengo & Hypermarcas.
O Flamengo acabou de acertar mais um contrato de patrocínio.
A Hypermarcas, que já patrocina o Corinthians com as marcas Avanço e Bozzano, também irá patrocinar o clube carioca. Como acontece no alvinegro paulista, a Bozzano vai estampar sua logomarca nas mangas do clube rubro-negro. Com isso, a Hypermarcas passa a patrocinar os dois clubes de maior torcida no país.
O valor do patrocínio é de R$ 2 milhões por um período de seis meses, com possibilidade de ser estendido.
Já o contrato entre Bozzano e Corinthians, que vale até o final de 2009, está avaliado em R$6 milhões. Ou seja, considerando que o patrocínio da Hypermarcas foi assinado no final de Abril, o Corinthians conseguiu um valor maior que o Flamengo.
Como estamos falando do mesmo patrocinador para dois grandes clubes brasileiros, essa comparação é inevitável. É claro que o "efeito Ronaldo" e o bom momento que vive o Corinthians em campo contribuem para que vejamos uma diferença nos valores, mas é assim que as coisas funcionam no futebol.
29 de junho de 2009
NBB. O basquete de volta no rumo certo.
Neste domingo o Flamengo consagrou-se campeão de basquete da NBB, após cinco meses de existência da organização. O clube rubro-negro fechou a série na última partida da série melhor de cinco contra o Brasília por 76 a 68.
Durante estes cinco meses, evitei falar sobre a NBB aqui no Radar Esporte, pois gostaria de ver como o campeonato iria se desenrolar, se iriam ocorrer interrupções ou coisas do tipo; mas não, dessa vez foi o contrário.
Falando especificamente sobre a final entre Flamengo e Brasília, os dois clubes lotaram os ginásios em todas as cinco partidas. Inclusive, a HSBC Arena (Arena Multiuso do Rio de Janeiro construída para os Jogos Panamericanos) atingiu hoje seu público recorde com 15.530 torcedores, número equivalente aos dos jogos da NBA. É claro que estamos falando da parte final do campeonato, mas é algo que deve ser colocado em questão.
Com uma organização que optou por replicar algumas das melhores práticas NBA - com algumas limitações, claro -, o campeonato conseguiu divertir os torcedores com entretenimento e jogos bem equilibrados, espaço nos noticiários esportivos e fez alguns atletas "famosos" novamente, como disse o ala Alex do Brasília - que já teve passagem pela NBA. Agora, a NBB já está planejando o seu crescimento, mas com responsabilidade: a liga quer passar de 15 times participantes, para 18.
Ainda tenho algumas restrições com os direitos de transmissão da Rede Globo, mas também acredito que o basquete brasileiro tem que passar por algumas "provas", mostrar uma certa constância e provar a todos nós que as coisas vão ser diferentes daqui pra frente.
Volto a ter esperança no basquete nacional. Pouco a pouco vamos reencontrar nosso caminho.
19 de junho de 2009
Corinthians na estrada atrás de dinheiro e de fama
rA história do patrocínio do Corinthians rendeu um bom tempo no começo do ano e parece que até o final da temporada será pauta de muitos posts aqui no Radar Esporte.
O assunto da vez é o tour que a Nike, fornecedora de material esportivo do clube está organizando pelo mundo explorando a imagem do Fenômeno Ronaldo e espalhando a imagem do Corinthians.
O custo de um jogo no exterior é R$ 3 mi (metade para o clube e metade para o atacante) e alguns locais já estão pré-definidos: EUA, Dubai e Palestina.
A pretensão do presidente do Corinthians, Andres Sanches é grande, tornar o alvi-negro o time mais conhecido do mundo e esse tour é considerado a principal plataforma para conquistar tal objetivo.
Para o jogo nos Estados Unidos, a Nike pretende levar o Palmeiras, o maior rival do clube para um Derby no mínimo muito curioso, que aumentaria a repercussão do jogo. Para Dubay, o Santos é o mais cotado e para Palestina, Flamengo e Corinthians farão “O Jogo da Paz”.
Ainda não é certo se essas partidas irão valer para o Brasileirão ou serão simples amistosos, mas renda e mídia podem ser considerados resultados facilmente alcançados.
A estratégia de tour pelo exterior não é novidade no esporte. Clubes europeus perceberam o sucesso dos times da NBA e já fazem esse tipo de ação regularmente.
Por outro lado, caso o Corinthians ganhe a Copa do Brasil, terá outra plataforma para levar sua marca para outros países através da Libertadores e resultados dentro de campo são importantíssimos para o clube ser conhecido.
Dificilmente o objetivo do presidente Andres Sanches será alcançado em pouco tempo, mas com certeza após esse conjunto de ações, a imagem do clube será muito mais conhecida no exterior...
18 de junho de 2009
Escolha o número da camisa de Adriano. Será que era a hora?
O Flamengo lançou a promoção que irá definir o número do atacante Adriano no clube rubro-negro. Através do hotsite http://mkt.flamengo.com.br/camisadoadriano/, os torcedores devem escrever uma frase de até 140 caracteres para concorrer aos prêmios.
O autor da frase vencedora irá ganhar dois jogos completos de uniformes oficiais (um rubro-negro e outro branco) autografados pelo atacante.
Com esta ação, o Flamengo pretende promover o novo uniforme que será fabricado pela Olympikus, a nova fornecedora do clube.
Apesar de ser uma ação interessante, acho que há um problema com o timing da ação. Entendo que seja importante valorizar a chegada de um atacante da importância do Adriano e a chegada do novo patrocinador; no entanto, o Flamengo não vive um bom momento no Brasileirão e um dos motivos para a má fase do rubro-negro é justamente a forma como Adriano está sendo tratado pela diretoria do clube, o que vem gerando muita polêmica nos principais programas esportivos do Brasil.
Não podemos nos esquecer que para que uma ação seja bem sucedida ela deve levar em consideração todo um contexto. Essa é uma ação que deveria valorizar a marca do clube, a Olympikus, como já foi dito, e o próprio Adriano, mas o problema é que ela está acontecendo em um momento um tanto quanto vulnerável para o clube.
O que vocês acham?
10 de junho de 2009
Dá-lhe Porco?
Recentemente alguns clubes como Corinthians e Flamengo receberam os seus ônibus oficiais da Volkswagen. Já havíamos comentado aqui sobre a iniciativa da montadora, que inclusive colocou alguns modelos para os torcedores decidirem qual seria o modelo oficial.
Pois bem, agora é a vez do Palmeiras receber o seu ônibus oficial e um impasse será decido na comissão do clube. O mascote oficial do clube é um periquito, porém os torcedores adotaram o porco como o verdadeiro símbolo do time. A história do porco começou de gozações de torcidas adversárias e foi incorporada de tal forma que muitos nem sabem do periquito.
Para a confecção dos adesivos do ônibus, o clube tem que decidir qual será a estampa, e no meio da discussão um dos diretores sugeriu que colocassem de um lado o periquito e do outro o porco, mas muitos conselheiros estão contra pois querem apenas o mascote oficial.
O assunto vai para discussão, mas trago a questão para outro contexto. O Dida já comentou aqui que é a torcida a responsável por criar rivalidade e clássicos entre times, que não adianta empurrar um tipo de disputa entre clubes quando não há. O porco como mascote do Palmeiras foi decisão dos torcedores e hoje está muito mais presente do que o periquito e isso é um fato extremamente relevante. Não foi imposto e sim adotado.
Será que o clube deveria manter as tradições e explorar a imagem apenas do periquito, ou incorporar de vez o porco na história do clube?!
27 de maio de 2009
A nova camisa do Flamengo | Coca-Cola ou Olympikus²?
A camisa do time de maior torcida do país enfim voltará a estampar uma marca no peito. Após a saída da Petrobras, o manto sagrado do clube está liso e à espera de outra grande empresa.
Se por um lado os torcedores adoram os uniformes “limpos”, o clube sente a falta de uma renda fundamental para os times nacionais, o patrocínio de camisa.
A Olympikus já fechou contrato e a partir do dia primeiro de julho será a nova fornecedora de materiais, mas parece que a empresa do Grupo Vulcabras quer mais, e estaria disposta a investir mais R$20 milhões para ter a marca de um de seus produtos (Olympikus Tube) estampada no peito.
A outra proposta do clube também gira em torno deste valor e é da gigante Coca-Cola. A empresa de refrigerante estaria disposta a voltar ao futebol pegando carona com o Flamengo. A Coca-Cola perdeu o contrato com a CBF para a concorrente AMBEV, perdeu também a cota de patrocínio da Rede Globo (para Casas Bahia) e agora corre atrás do prejuízo.
Se o clube carioca apostar na empresa nacional de calçados, a Olympikus criará uma relação com o Flamengo muito forte logo em sua entrada no futebol e poderá explorar ainda mais a torcida e o time. O fato curioso é que se o contrato for entrar agora, a Nike irá estampar no peito da camisa do Flamengo um produto concorrente.
O Flamengo já tem as propostas e agora irá decidir entre as duas empresas. Mais importante do que os valores oferecidos, são as condições e propostas das empresas para com o clube. O projeto tem que ultrapassar o uniforme e as quatro linhas e ser produtivo para ambas as partes.
8 de maio de 2009
Adriano Imperador | Voltei para vencer
A notícia dos principais jornais esportivos de ontem não poderia ter sido outra. Como todos já esperavam, Adriano foi apresentado oficialmente como reforço do Flamengo.
O atacante que há pouco tempo rompeu com o Inter de Milão alegando que precisava de um tempo, voltou a sorrir. Voltou para o clube que o projetou para o mundo, o time do coração além de ser do “lado de casa”.
Os comentários nos bastidores sobre salário e tipo de contrato são muitos. Alguns falam em R$350 mil/mês, outros R$400 mil/mês, valor muito inferior ao que faturava na Itália. Mas muito mais do que suficiente para poder viver mais do que numa boa.
Independente de valor, penso que o Flamengo perdeu a chance de fazer como o Corinthians fez com Ronaldo, seguindo o modelo de negócio para patrocínio. Digo isso porque mais uma vez surgiram comentários com relação ao contrato. Comentam que a Traffic bancou a contratação, que a Olympikus (nova fornecedora de materiais) estava disposta a bancar o salário caso o Imperador rompesse com a Nike e por fim que três empresas estariam fazendo isso pelo clube.
O fato é que o Flamengo poderia ter contratado sem ajuda de nenhum parceiro, pelo menos de forma direta. O Corinthians apresentou o modelo para esse tipo de contratação e o clube carioca poderia ter seguido ou evoluído o modelo.
A vinda do atacante será mais ou menos a mesma coisa que foi a vinda do Ronaldo para o Corinthians. Alguns não apostam mais no Imperador, mas como Mauro Beting disse: “Bola ele tem. Força, mais ainda. Futebol para fazer a diferença no Rio e no Brasil, tem de sobra. E vai jogar no clube do coração, mais que carente de um centroavante realizador (...) E, claro, Adriano, em forma, no Brasil, ainda só perde para Ronaldo."
Será um boom para o futebol carioca, que para muitos deixou de ter um futebol de ponta. Espero que o clube carioca tenha a mesma estrutura e profissionalismo que o São Paulo entregou para o Imperador no ano passado e que o Corinthians está oferecendo para o Ronaldo. Só assim ele poderá brilhar.
O Imperador virou marca. Criou a marca “Adriano Imperador” graças a suas conquistas em campo e apesar dos tropeços fora dele, sua marca continua forte. Em sua apresentação, um painel com os dizeres “Imperador do Rio” e “Voltei para vencer”. Imperador ele é , mais do que “do Rio” e todos esperam que tenham voltado realmente para vencer.
O contrato é de um ano e ele poderá ser transferido após 6 meses, mas todos esperam que isso não aconteça, principalmente depois da forma que ocorreu a saída do Inter de Milão.
Ano que vem teremos Copa do Mundo. Em 2006, Adriano e Ronaldo eram mais novos, estavam super valorizados, mas ouso dizer que depois do que passaram, poderão ser muito mais úteis na África do Sul. Estão mais maduros, valorizados e principalmente, muito mais felizes.
Vale comentar, que dos quatro atacantes convocados em 2006, três deles estão no Brasil (Fred, Ronaldo e Adriano). Começo a achar que apesar de muito criticado, Romário era o mais certo de voltar ao Brasil “logo”...
E vocês, o que acham disso tudo?!
4 de maio de 2009
Campeões dentro das quatro linhas, apenas
Os campeonatos estaduais chegaram ao fim. Neste domingo, o Brasil conheceu os campeões de todos os estados em finais emocionantes.
No grande centro do futebol não tivemos novidade. O Corinthians confirmou a vantagem adquirida no primeiro jogo, o Flamengo conquistou o tri nos pênaltis e o Cruzeiro apenas confirmou o favoritismo.
O alvinegro paulista conquistou o primeiro título após a chegada do fenômeno Ronaldo com uma camisa "super patrocinada". Além de Batavo, Bozzano, Telesena, Baú e Banco Panamericano estamparam a camisa. Wizard também estaria entre as marcas, mas por falta de prazo não conseguiu estar.
O banco do grupo Silvio Santos por sinal mudou o que havia errado na última final. Como o Dida comentou, a marca no calção do time estava escondida, mas desta vez estava nos dois lados inferiores da camisa. Do mesmo patrão, as outras duas marcas (Telesena e Baú) apareceram bastante, mas comenta-se que apenas o banco irá permanecer até o final da temporada.
Não vamos comentar aqui as questões técnicas de cada final, mas, sim, do que poderia ter sido feito com relação ao marketing e comunicação.
Os campeonatos estaduais precisam ser mais valorizados. O Paulista deste ano contou com os quatro grandes na fase final, algo que não acontecia há bastante tempo e mesmo assim foi chamado por alguns de "Paulistinha". Penso que foi o melhor dos últimos anos, inclusive pela presença do Ronaldo no Corinthians, mas mesmo assim está longe de ser uma marca valiosa.
Os clubes fizeram sua parte e foram campeões dentro das quatro linhas. Porém, marcas e federações mais uma vez perderam a chance de brilharem e fortalecerem as competições.
Talvez, as premiações destes campeonatos pudessem ser diferentes. Um outro campeonato só com os campeões não seria possível, uma vez que já temos problemas com datas de jogos. Não sei se premiação em dinheiro (mais) seria uma saída, mas o fato é que temos, sim, muito potencial para trabalharmos.
Está na hora de fazermos estas marcas brilharem fora das quatro linhas. Sermos campeões (também) no quesito comunicação e marketing...
17 de abril de 2009
Choque de gestão no Flamengo
Acabei de ver no site da ESPN uma entrevista com Leonardo onde ele mostra a necessidade de se fomentar uma discussão sobre novas possibilidades de gestão para Flamengo com o intuito de tirá-lo da crise. Leonardo foi revelado pelo Flamengo, teve uma passagem memorável pelo São Paulo e hoje é um dos dirigentes do Milan. O atleta é grande torcedor do clube rubro negro e há algum tempo especula-se sobre a possibilidade dele assumir o comando - valeu pelo complemento, @diegomarada.
Leonardo defende a evolução para um modelo de gestão que gere retorno financeiro e esportivo para o Flamengo. Algumas das possibilidades colocadas por ele são a criação de uma gestão independente, possibilitanto o aporte de recursos por parte de algum investidor, e a sessão de gerenciamento de marca/imagem do Flamengo.
Outro ponto muito importante é que Leonardo entende muito bem a tríade finanças, administração e resultado esportivo; sem os dois primeiros, dificilmente o clube irá conquistar bons resultados esportivos, que é exatamente o que tem acontecido nos últimos tempos. Com exceção do ano passado, quando o clube fez um bom Brasileirão, há aproximadamente 15 anos o clube não obtém resultados expressivos; uma pena, já que o Flamengo é o clube de maior torcida do país e uma das principais marcas do nosso futebol no exterior.
O ex-jogador do São Paulo também sabe da importância de envolver a torcida neste processo. A troca com os torcedores é fundamental e é preciso educá-los no sentido de mostrar que uma gestão nova e atualizada abre novos horizontes, fortalece a marca Flamengo, torna o clube uma empresa sustentável provendo estrutura para que ele tenha chances reais de brigar pelos títulos dos campeonatos mais importantes e assim por diante. Ou seja, evoluir de uma entidade sem fins lucrativos para uma 'empresa de futebol' é, como podemos ver, essencial em inúmeros aspectos nesta nova realidade do futebol.
A entrevista é curta, mas vale a pena assistir. Leonardo coloca pontos interessantes e que deveriam ser levados em consideração por diversos clubes do Brasil.
Dica do @fernandovff
13 de abril de 2009
Manto Sagrado | Flamengo
9 de abril de 2009
Flamengo: sai Nike, entra Olympikus
O maior clube do Brasil está cortando os laços com seus parceiros nesta temporada. Após o anúncio do rompimento com a Petrobras, está chegando a hora de se desligar da Nike.
No ano passado, antecipamos aqui a ligação da Olympikus com o Flamengo com os possíveis objetivos e estratégias da marca com o clube. Pouco menos de um ano se passou, e podemos dizer que o cenário é praticamente o mesmo.
O valor anual do patrocínio continua na faixa dos R$ 20 milhões (R$ 20,6 milhões), e vai marcar a entrada da marca do grupo Vulcabras no futebol. Já a Nike, tem o fim da parceria com o maior clube do país, que provavelmente será o inicio de uma busca para ocupar este espaço na empresa.
A estratégia da Olympikus com certeza é ousada. A parceria ainda terá a inauguração de 10 lojas do clube nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste (que renderia 10% de royalties sobre o faturamento aos cofres do time), um museu (com investimento de até R$ 8 milhões) e uma loja na sede da Gávea.
Porém, me questiono se a marca no uniforme do Flamengo é o suficiente. Claro que é uma bela porta de entrada, mas acredito que a empresa deverá investir em produtos (calçados, shorts, meias etc) para o esporte, para assim poder realmente estar presente na modalidade.
As oportunidades com esta parceria são inúmeras, afinal falamos da maior torcida do país, vamos esperar para ver o que irá render.
E vocês, o que acham?
3 de abril de 2009
Flamengo e Petrobras: fim da parceria
Como uma história de amor de novela, parecia que iria durar para sempre. Era assim que a maioria das pessoas enxergava a relação entre o Flamengo e a Petrobras.
A parceria mais longa do esporte mundial (desde 1985) chegou ao fim de forma discreta, sem anúncio de despedida ou tentativa de renovação. Durante todo este ano em que caminharam lado a lado, foi colocada a necessidade de regularização fiscal do clube, exigência esta da legislação brasileira para todos os patrocinados pela Petrobras ou demais instituições federais.
A estatal estava aguardando a regularização fiscal do clube para efetivar o novo contrato, que teria a validade de um ano a partir da data de sua assinatura.
A notícia com certeza pegou muitos de surpresa, mas se analisarmos o motivo, não é algo tão estranho. Já havíamos comentado aqui a dependência do Flamengo de “ajuda” do governo, e parece que o clube ainda não se movimentou para não depender mais disso
Se por um lado comentamos a profissionalização de alguns clubes na administração, por outro ainda temos exemplos como este, que ainda é maioria no esporte nacional. Cada vez mais penso que devemos realmente transformar os clubes em empresas, com cargos assalariados e pessoas sérias no comando.
Não podemos deixar de lado a paixão, uma das maiores forças dos clubes. Porém, temos que deixar isso para os torcedores e para dentro das quatro linhas, já que nos bastidores o resultado que importa é outro.
Será que um dia vamos chegar a um nível aceitável de profissionalização? O que vocês acham?
28 de janeiro de 2009
Flamengo, o clube do povo
O Flamengo, clube com a maior torcida do país é definitivamente um clube do povo. O time carioca conta com o patrocínio da Petrobras há muitos anos e agora conta com o apoio da prefeitura de Niterói para salvar o time de ginástica olímpica.
Conforme o Dida escreveu aqui no Radar Esporte, o Flamengo esteve à beira de dispensar seus atletas por falta de verba, entre eles Diego e Daniele Hypólito e Jade Barbosa. Os atletas continuaram treinando, pois não haviam recebido comunicado oficial dos dirigentes, mas para a alegria do esporte brasileiro, estas estrelas (e demais atletas do clube) terão o apoio da prefeitura de Niterói, que irá arcar com a quantia de R$ 80 mil.
O presidente Márcio Braga alega que é impossível manter o esporte olímpico sem patrocínio, e que as dívidas do clube impedem qualquer projeto com recursos de leis de incentivo.
Fico me questionando sobre as questões de patrocínios no Flamengo. Todos nós sabemos que o futebol é o esporte mais rentável, que alcança cifras enormes e que geralmente paga pelos outros esportes dentro de um clube. Os custos destas demais modalidades são muito inferiores (vide a quantia que a prefeitura de Niterói irá injetar), e as vezes, o clube já poderia colocar embutido no patrocínio que consegue através do futebol um valor destinado a eles.
O Flamengo é o clube de maior torcida no país e os profissionais de marketing sabem que isso vale muito. São consumidores espalhados pelo país que defendem a marca e compram os inúmeros produtos que podem existir do clube. Apesar de a Petrobrás ser um parceiro histórico para o Flamengo, acho estranho o clube não conseguir atrair empresas multinacionais que possam investir (e muito) no clube.
É muito fácil alegar que as leis de incentivo não são capazes de bancar os projetos do clube, mesmo tendo o governo como parceiro (prefeitura e empresa estatal). Será que os projetos não suficientemente profissionais para valerem o dinheiro investido e oferecerem retorno sobre o investimento para as empresas?
23 de janeiro de 2009
Trio olímpico do Brasil pode deixar o Flamengo
Segundo notícia veiculada hoje na Folha de São Paulo, o Flamengo não deve renovar com seus atletas olímpicos, com exceção dos praticantes de remo, por determinação do estatuto, e dos jogadores de basquete, cuja equipe tem patrocínio próprio. A decisão, portanto, afeta os ginastas Diego e Daniele Hypólito e Jade Barbosa.
Segundo Márcio Braga, presidente do clube, a decisão foi tomada por falta de recursos no orçamento de 2009. Ainda segundo o presidente, não é possível manter todos os esportes do clube somente com os recursos do futebol.
Por enquanto os três continuam treinando no Flamengo normalmente até que sejam informados da decisão final, já que nenhum deles foi contatado oficialmente pelo clube. Alguns afirmam que isso possa ser uma manobra de Márcio Braga para 'forçar' a chegada de um patrocinador, enquanto outros afirmam que a situação de Diego, Daniele e Jade no clube é realmente perigosa.
São questões como essa que também dizem respeito ao marketing esportivo. Levemos isso para o contexto do departamento de marketing de uma empresa. É básico - e talvez a maior parte dos leitores saiba como funciona. A unidade de negócios tem seu portfólio de produtos, mas um em específico não é rentável o suficiente para a empresa e não consegue se sustentar sozinho.
O que é feito a partir daí? Tentam viabilizar a produção, rentabilizá-lo, diminuir as perdas na tal planilha de perdas e lucros para que o produto continue disponível no PDV. E não pensem que isso acontece apenas com produtos ruins, pelo contrário. Às vezes o mercado simplesmente não está maduro o suficiente para receber aquele produto e aí acaba sendo descontinuado.
Por um motivo ou por outro, o fato é que alguns dos três atletas mais importantes da nossa ginástica olímpica podem se ver sem apoio muito em breve, e isso, na minha opinião, porque o nosso 'mercado esportivo' não está preparado para o desenvolvimento/promoção de determinados atletas e suas respectivas modalidades.
O Flamengo tem problemas como a maior parte dos clubes, mas a culpa não é só deles. A (re)estruturação que tanto falamos não deve acontecer somente no nível dos clubes e federações, caso contrário vamos continuar vendo casos como este acontecerem.
Está mais do que na hora de literalmente repensarmos o esporte no país para que isto pare de acontecer. Governo Federal, iniciativa privada, clubes, federações e o COB, todos juntos. Pensem em quantos talentos não estamos desperdiçando devido a situações como essa.
Para atletas de alto nível, como é o caso deles, é impensável eles pararem de treinar simplesmente porque não há verba disponível para a manutenção de seus contratos. Precisamos sair urgente deste sistema moldado há anos e partir para novas formas de exploração do esporte.
Explico: o esporte no Brasil ainda continua sendo pensado no nível dos clubes. Será que é a melhor alternativa? Será que alguns deles não deveriam deixar de buscar viabilidade através dos clubes e procurar treinar e desenvolver os atletas sob outro sistema? Centros de treinamentos ligados diretamente às federações e confederações - sem a necessidade da existência de algumas modalidades nos clubes - podem estar num formato que o Brasil não explora tão bem como os EUA.
As possibilidades são diversas e estão disponíveis. Resta querermos pensar sobre o assunto, caso contrário continuaremos sendo um país que continua se enganando com bons resultados em competições regionais e se decepcionando em competições de nível mundial.
13 de outubro de 2008
Põe na conta do Fenômeno
Que o Flamengo e Ronaldo se namoram há algum tempo não é nenhuma novidade. O jogador, que sempre mostrou um grande carinho pelo clube carioca, agora vê nele a possibilidade de retornar aos gramados e, quem sabe, voltar a brilhar.
O maior problema é que o Flamengo não tem dinheiro suficiente para fechar um contrato com o jogador. Mas para resolver esta situação o clube criou uma solução no mínimo inusitada: o clube conseguiu um espaço na camiseta do time para um patrocinador que o jogador ficaria encarregado de conseguir e o valor negociado iria inteiro para o jogador como complemento salarial.
O Bruno já havia comentado aqui no Radar sobre uma situação parecida com o jogador Cristiano Ronaldo e que acabou não vingando, até porquê ele acabou não indo para o Real Madrid.
O ponto que levanto é o mesmo que o Bruno naquela ocasião: será que vale tudo por causa de um atleta? Tudo bem que é o Ronaldo e que fechando com o clube ele deve trazer os holofotes para o Flamengo, mas, de novo, me parece que os clubes estão mais focados no curto prazo ao invés de se reestruturarem de verdade.
4 de agosto de 2008
A maior torcida do Brasil agora no YouTube.
Na última sexta-feira, o Flamengo anunciou sua parceria com o Google. O time será o primeiro no Brasil a ter um canal oficial no YouTube - o que já é uma realidade entre os times europeus.
O site youtube.com.br/flamengo permitirá aos torcedores do Clube enviar e assistir qualquer vídeo relacionado ao Rubro Negro. Além dos vídeos criados e enviados pelos próprios torcedores, o canal contará também com filmes oficiais do Flamengo e trechos da Fla TV.
A iniciativa é altamente válidade já que, através do canal, o clube poderá estreitar sua relação com os torcedores do clube e, mais do que isso, projeta o Flamengo em nível mundial, já que está no maior portal de vídeos do mundo.
Como já comentamos outras vezes, vemos cada vez mais os clubes estruturando seus departamentos de marketing, desenvolvendo ações parecidas ao que já acontece na Europa etc. Isto é fundamental para o nosso futebol, no entanto, não podemos nos esquecer de ações estruturais, que mexam de forma mais radical nos clubes. Aqui não falo no caso do Flamengo em específico, e sim de todos os clubes brasileiros. Não podemos criar apenas ações de relacionamento, projetos de comunicação e esquecer do resto.
