A temporada 2009-2010 está chegando ao fim, com Los Angeles Lakers e Boston Celtics mais uma vez decidindo o campeonato da NBA, mas não é por isso que as coisas estão paradas nos bastidores; pelo contrário.
Lebron James, MVP da temporada regular deste ano e um dos grandes nomes da liga, se tornou Free Agent este ano, ou seja, seu contrato com o Cleveland Cavaliers terminou e agora o atleta pode negociar com qualquer time da NBA.
Por se tratar de um jogador do calibre de Lebron James, que pode tornar qualquer time um forte candidato ao título da NBA, rumores e especulações a respeito do destino de Lebron James já começaram - até Julho nada pode ser oficializado/divulgado.
Alguns dizem que ele deve ir para o New York Knicks, outros acreditam na ida para o Chicago Bulls (o que naturalmente intensificaria cobranças e comparações com Michael Jodan) e uns dizem que ele deve é acertar com o Cavaliers e tentar construir sua dinastia por lá.
No entanto, os rumores mais fortes dão conta de que os Knicks são o destino mais provável de Lebron. Lá, dizem, ele teria mais visibilidade, jogaria numa das arenas mais tradicionais da NBA e, claro, movimentaria muitos negócios na cidade.
Para incentivar o Lebron a ir para o Knicks, a cidade criou um movimento, o C'mon Lebron, que começa no dia 1º de Julho e terá desdobramentos via Facebook, Twitter - através da hashtag #cmonlebron você já pode acompanhar como está sendo a participação das pessoas.
E, para começar este movimento, ninguém menos que o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg:
Pra falar a verdade, eu achei o primeiro vídeo um tanto quanto "coxinha": dados da cidade falando desde o número de habitantes até a possibilidade de fazer parte do rol de lendas do esporte da cidade e de cravar de vez sua marca no mundo. Mesmo assim, a ideia não perde sua força, muito menos sua originalidade... Sem dúvida, uma ótima inspiração para os clubes de futebol brasileiro que agora estão conseguindo trazer algumas grandes estrelas de volta.
Vamos acompanhar como a ação se desdobra a partir de Julho.
7 de junho de 2010
C'mon Lebron | Um pedido de NYC
20 de abril de 2010
NBA Playoffs 2010
Os Playoffs da temporada 2010 da NBA começaram neste último sábado, mas, como não poderia deixar de ser, confira abaixa os promos para a melhor fase da NBA.
Focus
Stepping Up
14 de outubro de 2009
Adidas | O que é melhor: ser mais forte ou mais rápido?
Caros leitores, como o Dida disse no post abaixo, o Radar Esporte está com a freqüência baixa nesta última semana, mas o motivo é nobre: estamos preparando uma série de mudanças para vocês, que em breve estarão no ar.
E enquanto isso não acontece, trazemos mais uma campanha da Adidas com os astros do basquete e com um link direto com as linhas de produtos Techfit Powerweb e Techfit Padded. A primeira dá mais energia, equilíbrio e velocidade, e a segunda busca a intimidação, proteção e potência.
E para promover estas duas linhas, a marca faz um grande questionamento para as pessoas e para os jogadores: o que é melhor, ser mais forte ou mais rápido?
No site, as pessoas têm acesso aos produtos e podem comparar quem é o melhor em cada item, além de entrevistas com os gigantes.
Vale a pena conferir: http://www.adidasbasketball.com/
24 de setembro de 2009
Os times e seus "donos"
O bilionário russo Mikhail Prokhorov fez uma oferta aos acionistas do New Jersey Nets após ter concordado em colaborar com a mudança da arena do time para o Brooklyn, em Nova York.
Agora, a proposta que gira em torno de US$ 700 milhões está sendo avaliada e, caso 75% dos comandantes da liga aprovem a proposta, o negócio deve seguir normalmente.
Na Inglaterra, um dos executivos do Chelsea, Peter Kenyon, afirmou que o futebol precisa de mais nomes como o de Roman Abromovich, dono do clube inglês. Apesar da polêmica em torno do excêntrico bilionário, o executivo disse que Roman é muito comprometido com o clube e que o futebol não deveria recusar nomes com este perfil.
Resolvi trazer estes dois exemplos apenas para levantar a seguinte questão: por que não vemos movimentações como essa acontecendo em terras brasileiras?
É claro que a primeira resposta tem a ver com questões financeiras, afinal, o nosso futebol ainda não é um mercado rico e bem estabelecido como é o da Europa - apesar de que finalmente começamos a caminhar nessa direção.
No entanto, acredito que pode haver uma questão cultural muito forte com relação a forma como os clubes são geridos por aqui - o próprio Leonardo, atual técnico do Milan já fez alguns comentários sobre este assunto. Com raras exceções, os clubes brasileiros são gerenciados por dirigentes que estão muito ligados ao clube emocionalmente. É quase como uma "empresa familiar" em alguns casos...
Mesmo assim, acredito que alguns dos grandes clubes brasileiros poderiam liderar uma mudança de cultura neste sentido. Não apenas para financiar projetos mais ambiciosos dos times, mas também para ajudar na gestão dos times como negócio e consequentemente na profissionalização do futebol.
23 de julho de 2009
O esporte e seus rituais
Em um destes dias, assistindo a um resumo diário do Tour de France, fiquei pensando sobre alguns eventos esportivos que criaram verdadeiros rituais capazes de diferenciá-los não apenas na própria modalidade mas no esporte como um todo.
Wimbledon
Um dos principais campeonatos de tênis, e o mais antigo do mundo, Wimbledon tenta manter as quadras do evento sem patrocinadores e product placement. A organização acredita que isso traz um caráter todo especial à marca Wimbledon atraindo, consequentemente, emissoras de televisão e outras empresas que queiram se associar ao evento.
Wimbledon também possui um dress code rigoroso: todos os jogadores tem que vestir branco durante as partidas. O branco é considerado, por tradição, a cor do esporte, uma vez que preza pela pureza; e como Wimbledon é praticamente sinônimo de tradição, a organização colocou esta exigência aos jogadores.
É interessante notar que esta medida tem efeitos diferentes. Por exemplo, se você liga a televisão e vê os jogadores todos de branco, é muito provável que você pense (e que seja de fato) Wimbledon. E mais, toda vez que nos aproximamos de Wimbledon vemos a mídia discutindo como alguns atletas considerados mais extravagantes iriam se vestir no torneio. Rafael Nadal, Andre Agassi no início de sua carreira e Anna Kournikova, foram alguns dos nomes que polemizaram por causa do uniforme. Tudo isso contribui para que, de uma forma ou de outra, se fale de Wimbledon. Uns vão ser a favor do dress code, outros serão contra, mas isso é outra história...
Outra tradição, também muito conhecida de Wimbledon, é servir morango e creme às pessoas no evento. Ou seja, cada um desses rituais contribui para fazer do torneio o que ele é hoje.
Tour de France
O Tour de France é o mais prestigiado dos três Grands Tours do calendário ciclístico da Europa e, assim, como acontece com Wimbledon, é impossível não pensar no Tour quando vemos um ciclista no pódio com a tradicional camiseta amarela. É claro que o torneio conquistou ainda mais visibilidade devido ao heptacampeão Lance Armstrong, mas vamos nos atentar aos "rituais" da prova.
Cada uma das camisetas tem um significado diferente. A amarela é dada ao primeiro corredor em tempo individual na classificação geral, a verde é do primeiro corredor na classificação individual por pontos (sprints), a branca com bolas vermelhas é dada ao primeiro corredor na classificação em etapas de montanha e a dorsal vermelha que é atribuída ao corredor mais combativo da etapa anterior.
O Tour de France também tem um ritual de premiação e o pódio todo especial da última etapa, que tem como pano de fundo a famosa Champs Elysee.
NBA
A liga de basquete mais famosa do mundo também é reconhecida por ir muito além de "simples" partidas. Uma vez no ginásio, o torcedor pode esperar entretenimento puro - inclusive durante os jogos. E um dos momentos mais bacanas é a apresentação do time mandante, onde as luzes do ginásio se apagam e um verdadeiro show começa para que os atletas entrem em quadra.
Estes são apenas alguns exemplos de grandes eventos esportivos que potencializam suas marcas através de rituais que tornam tudo aquilo ainda mais especial e diferente do que existe. Muitas vezes são coisas simples mas que agregam muito valor (para o evento, para os patrocinadores e para os atletas), geram identidade com a torcida e uma série de outros fatores. Neste sentido, há uma série de oportunidades no futebol brasileiro, natação, basquete, vôlei e no esporte como um todo que poderiam criar
13 de julho de 2009
Redução do teto orçamentário na NBA. Enquanto isso, no futebol...
A NBA decidiu reduzir em mais de US$ 1 milhão o teto orçamentário das equipes para a temporada 2009-10. O teto passará de US$ 58,8 milhões para US$ 57,7 milhões. O limite para que a multa seja aplicado à franquia será de US$ 69,92 milhões; as equipes que ultrapassarem este valor irão pagar US$ 1 dólar extra para cada dólar que ultrapassar a cifra oficial.
David Stern, comissário da liga, já havia afirmado que a NBA não ia ficar à margem da atual crise econômica e que ia trabalhar no sentido de diminuir os impactos no basquete norte americano. E, apesar de alguns acreditarem que a redução foi pequena, me parece que a intenção foi fazer algo o mais suave possível, já que uma outra redução, desta vez mais drástica, está prevista para a temporada 2010-11.
Por diversas vezes já comentamos aqui no Radar Esporte a necessidade de uma medida como esta no futebol europeu, que tem Michel Platini como um dos principais defensores - até o Papa já entrou na história. Mas aparentemente é mais complicado lidar com esta situação na Europa, uma vez que não estamos falando de apenas um país e os salários já atingiram níveis altíssimos.
A questão principal aqui, ao meu ver, não é a limitação do valor que pode ser gasto pelos clubes, mas a manutenção sadia das finanças dos times, principalmente em tempos de crise, e a valorização de outros fatores que possam pesar na decisão de um atleta na hora de assinar um contrato - tradição do time, marca, torcida, visibilidade, possibilidade de conquistar novos títulos etc.
Ninguém sabe no que vai dar a nova geração de galácticos do Real Madrid, mas o fato é que o resultado disto pode dar (ou não) indicativos do futuro financeiro do futebol na Europa.
O que vocês acham, está na hora de se pensar o limite do teto orçamentário no futebol ou cada clube deve estar ciente e se responsabilizar pela sua situação financeira?
11 de junho de 2009
As marcas nos uniformes das ligas dos EUA.
O mercado esportivo americano é mesmo muito diferente. Enquanto discutimos a atual camiseta do Corinthians, lotada de logomarcas de patrocinadores, nos EUA, a NFL resolveu abrir uma brecha, ainda que pequena, para os times e seus patrocinadores. Muito provavelmente pela pressão dos times, que querem ver seu faturamento subir, e patrocinadores, que querem mais e mais visibilidade.
O fato é que as experiências ao redor do mundo mostram que essa fórmula traz resultados, ainda mais em tempos de crise, onde o retorno sobre cada centavo investido ganha uma importância ainda maior.
A NFL aprovou uma resolução que permite que patrocinadores estampem sua marca nos uniformes de treinos. Ainda que sejam em espaços pequenos (uma área de aproximadamente 8.75cm x 11.25cm), é uma decisão que pode trazer mais evoluções neste sentido. Denver Broncos, Detroit Lions, Green Bay Packers, Houston Texans e Tennessee Titans são alguns dos times que afirmaram estar interessados em explorar este tipo de patrocínio.
Há restrições para empresas de tabaco, armamento e álcool - apesar da cerveja dominar os patrocínios na televisão nos eventos esportivos nos EUA. Além disso, os clubes poderão explorar contratos diferentes para a temporada regular e os playoffs, caso cheguem até lá.
Enquanto alguns acreditem que este seja o caminho natural para as ligas profissionais nos EUA no futuro, o VP de Comunicação da NFL, Brian McCarthy, disse que não há chances de que isso aconteça na NFL.
Esperar pra ver.
A WNBA já autorizou que seus times explorem o patrocínio no uniforme de jogo, mas não podemos esquecer que a WNBA está num cenário completamente diferente dos outros esportes nos EUA; times abrem e fecham ano a ano e a liga não passa perto do que a NBA representa. Talvez por isso tenham optado pela decisão na liga feminina e não na NBA.
Duas coisas me chamaram a atenção nesta notícia:
1) O envolvimento da NFL afetando diretamente como os clubes devem operar com seus patrocinadores, ao contrário do Brasil, onde cada time faz o que quer com seu uniforme.
2) Ver os EUA, que sempre se orgulhou de sua estrutura esportiva e se vangloriava por não ter que estampar logomarcas nos uniformes, se rendendo ao formato que é praticamente padrão no mundo todo.
25 de maio de 2009
Grupo chinês compra participação no Cleveland Cavaliers

O Cleveland Cavaliers fechou um acordo com um grupo de investimentos chinês que assumirá 15% das ações da Cavaliers Operating Company, entidade que administra o time e a Quicken Loans Arena, ginásio do Cavaliers.
O acordo, que ainda precisa ser aprovado pela NBA, deve proporcionar oportunidades para o Cavaliers e sua maior estrela, Lebron James. Com o acordo, o Cleveland deve conseguir manter James no elenco depois de 2010, quando ele se torna free-agent. Já para James, que declarou ter planos de se tornar o primeiro atleta bilionário, o acordo pode facilitar sua chegada em um mercado gigantesco como o da China sem ter que deixar o Cavaliers - apesar de também nunca ter afirmado isso.
É claro que não dá pra comparar a estrutura do nosso futebol como negócio e a do basquete norte americano, mas isso sinaliza para algumas oportunidades por aqui.
Enquanto lá eles negociam participação acionária na franquia, por aqui vemos a dependência dos patrocínios na camiseta do time para manter uma estrela como Ronaldo.
"Há vida além da camiseta". Por isso devemos continuar o trabalho de profissionalização do nosso futebol, para que o horizonte de oportunidades se amplie ainda mais. Num momento onde nunca se especulou tanto a volta de grandes jogadores para o Brasil, talvez esteja mais do que na hora de pensarmos em novas formas de viabilizar tudo isso.
22 de maio de 2009
Guerrilha Nike e Jordan | Nostalgia
Quem olha pra Nike hoje não imagina que lá arás, em 1984, a empresa passou por um período muito complicado. Depois do época áurea dos tênis de corrida, as vendas desta categoria começaram a diminuir e a Nike teve que pensar em uma forma de se reinventar com o intuito de conseguir entrar em outro segmento de mercado.
Michael Jordan começava a despontar como uma das grandes promessas do basquete norte-americano e a Nike via ali um grande potencial. Só que naquele momento Michael Jordan queria mesmo era um contrato com Adidas ou Converse (Magic Johnson e Larry Bird), que eram as grandes marcas do segmento na época.
David Falk, agente de Jordan na época, viu uma grande oportunidade e sugeriu que o jogador assinasse com a Nike.
Quando Jordan foi a Portland conhecer o QG da Nike, a equipe de design da Nike apresentou o tênis que revolucionaria este mercado e o basquete da NBA, o Air Jordan.
Os tênis eram vermelho e preto, o que rompeu o padrão de tênis brancos da liga. Assim a NBA baniu o Air Jordan da liga. No entanto, a Nike resolveu seguir em frente. Jordan continuou usando os Air Jordan mesmo com uma multa de US$ 5000 por partida. Não deu outra, a polêmica chamou a atenção do público. E, aliado as grandes atuações de Michael Jordan, o tênis se tornou um verdadeiro hit – é só ver tudo o que marca Jordan representa atualmente.
Confira abaixo o comercial criado para o Air Jordan.
Uma ótima estratégia de guerrilha - mostrando sua força antes mesmo de ter tido esse nome.
Agora fico pensando nas oportunidades nos dias atuais. A primeira coisa que me veio à cabeça foi o fato da Olympikus estar se preparando para entrar no segmento de futebol com o patrocínio do Flamengo. Se a marca estruturar bem esta entrada com o Flamengo, pode conseguir estrear com o pé direito nesta categoria.
21 de maio de 2009
Howard e Rose | Adidas
Para celebrar as ótimas campanhas de Dwight Howard, que se tornou o mais jovem jogador da história da NBA a ganhar o título de jogador de defesa, e de Derrick Rose, que foi o Rookie desta temporada, a Adidas criou duas animações bem legais para os atletas.
Confira abaixo:
Via Y2
16 de maio de 2009
Nike | Most Valuable Puppets II
Na última terça-feira(12) - veja aqui -, postei um comercial da Nike que brincava com Lebron James e Kobe Bryant após o primeiro ter faturado o MVP desta temporada.
Sabendo que tanto Lebron como Kobe são patrocinados pela Nike, fiquei esperando por mais um comercial da campanha, só que dessa vez a favor de Kobe. Dito e feito.
Dessa vez quem tira uma onda é Kobe Bryant, que, ao contrário do promissor Lebron James, já possui três títulos da NBA. E a rivalidade entre os dois (saudável, diga-se de passagem), vai ganhando força neste fim de temporada; até porque os dois tem grandes chances de se enfrentarem nas finais.
Não podia deixar de postar.
Confira abaixo.
5 de maio de 2009
Jogadores e suas marcas
Quem acompanha o Radar Esporte já deve ter percebido que sou um grande fã do basquete norte americano, não apenas pelo alto nível de jogo dos atletas mas também pelo fato da NBA conseguir explorar muito bem sua marca.
Poi bem, já comentei a respeito disso algumas vezes por aqui, mas hoje vou falar brevemente sobre o papel da liga na criação/fortalecimento da marca mais importante dos jogadores: eles mesmos.
Hoje foi anunciado que o MVP da temporada 2008-09 é Lebron James, do Cleveland Cavaliers. Até aí, nada de mais, certo? Afinal, hoje o Ronaldo também recebeu o prêmio "Craque do Campeonato Paulista", ou seja, prêmios não são exclusividade de nenhum campeonato no mundo.
Mas o que quero mostrar aqui é que a NBA tem um papel importantíssimo na promoção destes jogadores. Se partirmos do princípio de que a torcida de um time é um dos seus ativos mais importantes - se não o mais - os jogadores são um dos principais ativos de um campeonato. São eles que também movimentam a torcida, que geram exposição na mídia, que atraem patrocinadores e até mesmo pessoas que querem assistir a uma partida pelo simples fato deste jogador estar presente. Não tem jeito, é um círculo virtuoso...
Estaríamos falando de Ronaldo, por exemplo?
Veja o vídeo feito para celebrar o prêmio do MVP Lebron James.
Um vídeo simples capaz de agradar qualquer fã do basquete e que passa a mensagem de porque Lebron foi o escolhido. Além disso, todo o conteúdo referente ao prêmio (releases, vídeos, entrevistas etc) foi colocado no site da NBA.
O que geralmente vemos no Brasil são as marcas criando comerciais, virais e outras ações com os jogadores, mas e se começássemos a inverter um pouco esta lógica?
Não é preciso muito. A NBA, por exemplo, fez o básico: através do site, que é um dos principais pontos de contato da liga com o torcedor, deu visibilidade para todo este conteúdo que é extremamente eficaz e teve uma produção relativamente simples perto do que a liga está acostumada a fazer.
Talvez amanhã ou depois apareça um viral da Nike com Ronaldo, mas precisamos parar de deixar os patrocinadores serem os únicos agentes deste movimento e valorizar mais estes jogadores.
3 de abril de 2009
NBA Green | O projeto verde da NBA
Desde 2005 a NBA vem tocando o projeto de responsabilidade social da liga, o NBA Cares, que busca, numa integração entre os times e jogadores da liga, a resolução de algumas questões sociais, como educação, saúde e desenvolvimento do jovem e da família.
O NBA Cares já levantou mais de U$97 milhões em doações e contabiliza cerca de 800 mil horas de mão de obra pelo mundo todo. Tudo isso junto ajudou a construir mais de 350 lugares onde as crianças e suas famílias podem morar, aprender e praticar atividades físicas.

Para dar mais força e visibilidade a todo este movimento, a NBA fechou uma parceria com o Conselho de Defesas dos Recursos Naturais (NRDC, sigla em inglês) para a primeira NBA Green Week, que irá acontecer entre 2 e 10 de Abril e tem como objetivo arrecadar fundos para a iniciativa.
Vou colocar resumidamente algumas das atividades do Green Week:
- Cada um dos 30 times da liga devem encorajar os fãs a participarem de esforços considerados 'green';
- Denver Nuggets, Charlotte Bobcats e Chicago Bulls irão jogar com uniformes verdes e meias com algodão orgânico (45%) em jogos em casa, com a intenção de gerar awareness para a causa ambiental;
- A Adidas, patrocinadora oficial da liga, irá fornecer camisetas de aquecimento de algodão orgânico (100%) para TODOS os jogadores durante todos os jogos da semana;
- Lojas com produtos 'green' - camisetas de algodão orgânico, bolas recicladas etc;
- O NBA.com irá realizar um leilão com bolas Spalding assinadas por alguns jogadores feitas com 40% de material reciclado;
- A NBA Store de Nova York terá o "Recycling Dream" durante a Green week. As pessoas doam seus tênis e ganham 20% de desconto na compra de um novo par de tênis.
Para mais detalhes de cada uma das atividades, clique aqui.
25 de março de 2009
NBA | Where Will Amazing Happen
Os playoffs da NBA começam no dia 18 de Abril e, como já era de se esperar, a liga norte americana de basquete lançou uma campanha - ainda debaixo do conceito 'Where Amazing Happens' - para comunicar a fase de decisão do campeonato.
Criada pela Goodby, Silverstein & Partners, a agência da NBA, os filmes mostram os grandes destaques da temporada 2008-09 em grandes jogadas e fecham com a pergunta: Where Will Amazing Happen?
Os atletas da campanha são: Lebron James, Kobe Bryant, Paul Pierce, Joe Johnson, Dwayne Wade, Paul Pierce, Kevin Garnett, Chris Paul, Tim Duncan, Andre Igoudala e Paul Gasol.
Aqui no Radar vou postar o de Lebron James, Kobe Bryant, Dwayne Wade e Paul Pierce, mas vocês podem conferir os outros filmes nos vídeos relacionados à campanha no YouTube.
Kobe Bryant
Lebron James
Dwayne Wade
Paul Pierce
Para quem não sabe, a Goodby, Berlin & Silverstein, hoje Goodby, Silverstein & Partners, também foi responsável pelo "I love this game", que foi o posicionamento da NBA de 1992-1999.
Dica do @fernandovff
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No primeiro post do Radar Esporte, em Abril de 2008, comentei sobre o trabalho que a NBA faz em termos de comunicação, posicionando a liga como uma marca e não só como uma entidade esportiva. Tudo bem que há todo um contexto para isso acontecer nos EUA, mas o fato é que poderíamos estar um pouco mais avançados neste sentido aqui no Brasil. Como eu mesmo disse aí em cima, este trabalho com a NBA não é recente, e com tantos clubes estruturando seus departamentos de marketing, será que não seria o momento de finalmente trabalharmos mais a marca dos nossos campeonatos de futebol, pelo menos os mais importantes como é o caso do Brasileirão?
Posts relacionados:
NBA Esporte como marca
NBA The Where Amazing Happens Tour
24 de março de 2009
Twitter no intervalo (de novo). A resposta de Shaq.
A questão do twitter na NBA continua firme e forte. No último sábado, na página de Shaquille O'Neal avisava: "Atenção a todos twitters: vou postar no intervalo e não serei multado como vill a new wave ou qualquer que seja o nome".
A mensagem do pivô fazia referência ao post do Charlie Villanueva (como comentamos aqui), e no intervalo entre o segundo e terceiro quartos, Shaq postou “shhhhhhh”, mesmo comentário que fez quando foi questionado pelos repórteres sobre seu Twitter antes do jogo.

O pivô não foi advertido pelo técnico, ao contrário. Alvin Gentry, disse que a ação de Shaq não o incomodaria “Enquanto ele anotar 25 pontos e 11 rebotes, pode fazer o que quiser. Twitter, Facebook, MySpace..." - disse o treinador, que também mantém uma página no Twitter.
Parece que a relação entre jogadores e twitter só está começando...
25 de janeiro de 2009
NBA | The Where Amazing Happens Tour
Com criação da Goodby, Silverstein & Partners, a NBA apresenta os novos comerciais para a campanha "Where Amazing Happens". "The Where Amazing Happens Tour" conta com estrelas como Lebron James (Cleveland Cavaliers), Chris Paul (New Orleans Hornets) e Pau Gasol (Los Angeles Lakers).
Lebron James - Music
Pau Gasol - Pants
Chris Paul - Fastbreak
Se não bastasse toda a magia da liga por si só, a NBA ainda consegue potencializar tudo isso com uma campanha que vem traduzindo muito bem tudo o que o basquete norte americano representa.
Post Relacionado:
NBA | Esporte Como Marca
5 de janeiro de 2009
Novos desafios para a NBA
Segundo notícia divulgada no UOL, o basquete norte americana amarga a menor popularidade desde 1981. Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Gallup, que desde 1937 pergunta aos americanos quais os esportes que eles mais gostam de assistir, constatou que a modalidade tem hoje a preferência de apenas 9% da população norte americana - mesmo índice apontado há 28 anos pelo instituto.
Depois daquele ano, o basquete foi impulsionado por grandes jogadores como Larry Bird, Magic Johnson e Michael Jordan. Com estes três atletas a NBA viveu seu momento áureo, atingindo o ápice de popularidade com Jordan, quando 17% dos americanos disseram preferir o basquete a qualquer outro esporte.
Michael Jordan deixou a liga em 1998, e depois de anos mágicos proporcionados pelo trio, a liga se viu orfã de um jogador que conseguisse aliar alta performance, carisma e uma capacidade incrível de vender a si mesmo, a liga e, claro, outras marcas como estes três fizeram.
Além disso, o basquete teve atuações pífias em campeonatos mundiais e nas Olimpíadas. No segundo, os jogadores conseguiram reverter o jejum ao conquistar a medalha de ouro em Pequim; já no Mundial, a seleção americana não sobe ao luga mais alto do pódio desde 1994. Tudo isso contribuiu ainda mais para o declínio do basquete nos Estados Unidos.
Mas, ainda segundo a Gallup, há boa notícias para o basquete americano: o percentual de jovens e mulheres envolvidos com o jogo. Para 16% dos entrevistados de 18 a 29 anos, por exemplo, o basquete é mais relevante que o beisebol (citado por 6%).
Entre as mulheres, estrato em que o futebol americano tem seu menor índice (apenas 32% de preferência), 13% são fãs de LeBron James e outros astros da NBA, número idêntico às que preferem o beisebol.
Apesar do baixo índice de popularidade da modalidade, eu vejo perspectivas de melhora para a liga. Nos últimos anos surgiram grandes jogadores como Lebron James, Dwight Howard, Dwyane Wade e Kobe Bryant, que jogam em grandes franquias com chances reais de brigar pelo título. Além disso, na última temporada o Boston Celtics, o maior campeão da liga, voltou a conquistar o campeonato com seu trio de ferro composto por Ray Allen, Kevin Garnett e Paul Pierce.
Com isso, a liga vai retomando o nível de competitividade existente nos tempos mágicos citados acima.
A NBA, e em paralelo as marcas que patrocinam estes atletas (Nike, Adidas e Converse), também tem feito um forte trabalho de comunicação para tentar valorizar ainda mais este novo momento, que pode significar a retomada do esporte ao seu melhor índice de preferência.
Definitivamente não vai ser fácil, pelo contrário. A NBA tem nas mãos um grande desafio, mas a liga tem expandido para outros públicos (até pelo perfil dos atletas que tem surgido) e se apropriado de diferentes canais, como a internet, para tentar reconquistar o prestígio de antes.
Via UOL Esporte
5 de dezembro de 2008
A preparação de Lebron
A temporada regular da NBA já está de volta e com certeza vão aparecer muitos comerciais e ações interessantes de marcas como Nike e Adidas ao longo do campeonato.
Estrelado pela estrela do Cleveland Cavaliers, Lebron James, esta campanha da Nike criada pela Wieden+Kennedy de Portland se apropriou do hábito de jogador muito comum do jogador antes das partidas.
Quem já acompanha os jogos da NBA e o Lebron James em especial já deve saber do que eu estou falando.
Mortal.
Via Paula Rizzo
4 de dezembro de 2008
Shaquille O'Neal, agora no Twitter
Recentemente li duas notícias interessantes sobre atletas que participam ativamente na rede de alguma forma e achei interessante comentar um pouco mais sobre o assunto.
Depois que um internauta estava se identificando no Twitter como Shaquille O'Neal e postando mensagens para os fãs como se fosse o próprio atleta, Shaq (o verdadeiro) resolveu criar o seu próprio Twitter para estabelecer esta interação com o seu público. Agora, o atleta está achando 'divertido, e uma boa maneira de se conectar com os fãs', segundo a notícia no The New York Times.
Hoje li a notícia de que atletas da NBA e NFL estão usando os blogs em seu favor - que não é uma grande novidade, mas parece que a coisa ganhou mais adeptos nos últimos tempos. Alguns dos nomes são Dwyane Wade (Miami Heat), Gilbert Arenas (Washington Wizards),Tony Parker e o argentino Manu Ginobili (San Antonio Spurs).
Interessante notar que em ambos os casos, além de ser uma ótima forma de se conectar com o público, é uma forma de minimizar o espaço para mensagens distorcidas, que acaba acontecendo muitas vezes com as mídias tradicionais. Mais do que atletas que estão à frente e ligados às novas tendências de comunicação, estes canais de comunicação surgiram como forma de resolver este tipo de problema.
Para quem não está lembrado, não são apenas os atletas que estão se rendendo às novas formas de comunicação online. Neste ano foi a primeira vez que uma edição dos Jogos Olímpicos permitiu que os atletas blogassem direto do evento.
No Brasil, blogs de atletas ainda estão crescendo e o Twitter ainda nem faz parte desta nova forma de interação com o público. Mesmo assim, alguns já começaram a aderir aos blogs, como é o caso do ex-jogador de futebol Romário.
Espero ver cada vez mais blogs e Twitter de times (como o Siga Seu Time) e atletas, e que eles entendam que as ferramentas disponíveis na rede podem fazer a diferença para se comunicar com o público.
__
Quem tiver algum blog ou Twitter de atleta ou time bacana, pode deixar nos comentários! =)
4 de novembro de 2008
NBA Tested. Brotherhood Ready | Adidas
No mais recente esforço global da Adidas para o basquete, a marca reuniu jogadores amadores dos EUA e da China com os astros Kevin Garnett, Gilbert Arenas, Dwight Howard, Tracy McGrady e Tim Duncan, todos da NBA, para mostrar que independentemente do nível dos jogadores, o que vale é a 'irmandade'.
No adidasbasketball.com você pode conferir a jornada dos jogadores pelos EUA junto aos atletas da NBA (serão 15 episódios ao todo).
Assista abaixo o episódio de Dwight Howard, do Orlando Magic.
Os estilos de jogo são divididos em 'Commanders' e 'Creators', que são os nomes dados aos tênis desta linha. Commanders, representado por Kevin Garnett, Dwight Howard e Tim Duncan, foi criado especialmente para garantir a absorção de impacto e permitir uma melhor explosão dos jogadores nas jogadas; já o Creators, representado por Tracy McGrady, Chauncey Billups e Gilbert Arenas, possui tecnologia ForMotion, que dá mais mobilidade e agilidade.
Depois de obter ótimos resultados com os esforços em digital em 2007, a Adidas quer capitalizar ainda mais este meio em 2008 e 2009, trazendo-o para o centro das ações da marca, uma vez que foi identificado que a garotada que joga basquete vê o mobile e a internet como os principais meios de comunicação (não só eles, certo?).
Tendo isto em vista, um dos pontos fortes da campanha é a possibilidade de interação com os atletas Adidas. Os fãs poderão trocar SMS com os astros, receber mensagens de voz no celular, além de acompanhar alguns deles através de blogs no site.
Desde 2006 a Adidas é a parceira oficial da NBA e produz nada menos que TODOS os uniformes dos times da liga norte americana. A marca vem tentando constantemente romper o domínio da rival Nike neste segmento, onde é líder absoluta. Vamos ver se os esforços recentes e as iniciativas online começam a dar resultados para a marca de origem alemã.
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A iniciativa me remete um pouco à campanha Dream Big, também da Adidas, que postamos aqui.