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11 de junho de 2009

As marcas nos uniformes das ligas dos EUA.

O mercado esportivo americano é mesmo muito diferente. Enquanto discutimos a atual camiseta do Corinthians, lotada de logomarcas de patrocinadores, nos EUA, a NFL resolveu abrir uma brecha, ainda que pequena, para os times e seus patrocinadores. Muito provavelmente pela pressão dos times, que querem ver seu faturamento subir, e patrocinadores, que querem mais e mais visibilidade.

O fato é que as experiências ao redor do mundo mostram que essa fórmula traz resultados, ainda mais em tempos de crise, onde o retorno sobre cada centavo investido ganha uma importância ainda maior.

A NFL aprovou uma resolução que permite que patrocinadores estampem sua marca nos uniformes de treinos. Ainda que sejam em espaços pequenos (uma área de aproximadamente 8.75cm x 11.25cm), é uma decisão que pode trazer mais evoluções neste sentido. Denver Broncos, Detroit Lions, Green Bay Packers, Houston Texans e Tennessee Titans são alguns dos times que afirmaram estar interessados em explorar este tipo de patrocínio.

Há restrições para empresas de tabaco, armamento e álcool - apesar da cerveja dominar os patrocínios na televisão nos eventos esportivos nos EUA. Além disso, os clubes poderão explorar contratos diferentes para a temporada regular e os playoffs, caso cheguem até lá.

Enquanto alguns acreditem que este seja o caminho natural para as ligas profissionais nos EUA no futuro, o VP de Comunicação da NFL, Brian McCarthy, disse que não há chances de que isso aconteça na NFL.

Esperar pra ver.

A WNBA já autorizou que seus times explorem o patrocínio no uniforme de jogo, mas não podemos esquecer que a WNBA está num cenário completamente diferente dos outros esportes nos EUA; times abrem e fecham ano a ano e a liga não passa perto do que a NBA representa. Talvez por isso tenham optado pela decisão na liga feminina e não na NBA.

Duas coisas me chamaram a atenção nesta notícia:

1) O envolvimento da NFL afetando diretamente como os clubes devem operar com seus patrocinadores, ao contrário do Brasil, onde cada time faz o que quer com seu uniforme.

2) Ver os EUA, que sempre se orgulhou de sua estrutura esportiva e se vangloriava por não ter que estampar logomarcas nos uniformes, se rendendo ao formato que é praticamente padrão no mundo todo.

1 de março de 2009

O melhor time de todos os tempos

Para comemorar seus 50 anos como franquia membro NFL, o Buffalo Bills foi além da parafernália comemorativa tão característica de datas como esta e desenvolveu uma ação na internet para aumentar o envolvimento dos torcedores com o time.

Através do buffalobills.com os torcedores podem criar sua própria seleção do Buffalo Bills, através de uma lista previamente preparada com as maiores lendas de todos os tempos do time. Um vídeo dá aas boas vindas aos fãs e o site também fornece fotos, estatísticas e vídeos dos jogadores para tornar o processo de votação ainda mais interessante. Haverá um período específico de votacão para cada posição, o que deve dar mais longevidade à ação.


E, claro, como não poderia deixar de faltar, haverá um concurso entre os times selecionados, que irá premiar alguns torcedores com os 'brindes tradicionais' que o público americano já está acostumado.

Os torcedores também terão acesso a widgets, que darão destaque às suas escolhas, para colocarem em seus blogs.

Mais um ótimo exemplo que mostra como o esporte já está se rendendo definitivamente à internet.

Seria muito bacana ver uma iniciativa como esta com os nossos grandes times de futebol - ou até mesmo com a seleção brasileira. Temos uma história riquíssima no esporte, jogadores que se eternizaram e que fizeram sucesso em diversos cantos do planeta. Além de ser uma ação relativamente barata, ela gera um ótimo envolvimento com os torcedores, estimula o conhecimento das memórias do clube e seus jogadores, além de aumentar essa paixão incondicional pelo time; fora a repercussão que isso poderia ter em outras mídias e nas mesas de bar Brasil à fora.

Fica aí a referência do futebol americano para o futebol brasileiro.

3 de fevereiro de 2009

LeBron no futebol americano

Por volta da segunda quinzena de Janeiro deste ano, começou a circular um vídeo na internet que mostrava LeBron James de costas em um grande salão dizendo a seguinte frase (já traduzida): 'Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos vocês por terem vindo aqui hoje. Depois de uma longa discussão com amigos e minha família, eu decidi seguir meu primeiro amor.'

O vídeo finalizava com a seguinte frase: 'Qual é o primeiro amor de LeBron James?'.




A partir disso, começaram a atribuir o vídeo à Nike, que recentemente criou algumas campanhas com alto grau de viralização e é a principal patrocinadora do atleta.

Quando o comercial completo foi ao ar, descobriu-se que: 1) o vídeo não era da Nike, e sim da State Farm, uma empresa de seguros e 2) o tal 'primeiro amor' de LeBron James era o futebol americano. O atleta iria deixar o basquete para jogar pelo Cleveland Browns.

O resultado final ficou um tanto quanto engraçado...



Um grande senso de oportunidade por parte da State Farm.

Para quem não sabe, havia uma grande polêmica sobre o paradeiro de LeBron na próxima temporada - alguns diziam que o James poderia se mudar para o New York Knicks - e o Browns, não fez uma boa temporada este ano.

Detalhe: a escolha pelo futebol americano não foi aleatória; LeBron James era considerado um excelente jogador também neste esporte quando estudava.

Dica do Alemão.