28 de outubro de 2008

Bandeira da Espanha. Guerrilha da Nike.

Todos nós sabemos que os jogadores não gostam muito de concentração e que fazem de tudo para dar uma escapada. Se o time perde, é sempre a primeira coisa que a imprensa e a torcida questionam, e geralmente não perdoam.

Desta vez, o motivo foi justo. Os jogadores da seleção espanhola fugiram da concentração para pintar uma bandeira com os dizeres: "ser espanhol não é mais uma desculpa. mas uma responsabilidade".

Muito mais do que gerar buzz, a ação aproxima os atletas dos torcedores. A bandeira foi exibida em uma partida oficial.

Confira abaixo:

26 de outubro de 2008

2 Reis

(Clique na imagem para ampliar)

"Era uma vez em Barcelona uma história que foi contada em uma parede. A história de dois reis. O rei da grama e o rei do saibro. Dizem que eles tinham domínio absoluto sobre seus reinos. Ninguém conseguia derrotá-los, e por isso ficaram sozinhos sem desafios. E isto os fez preguiçoso, gordos e, acima de tudo, tristes.

Afinal de contas, o que é a vida sem os desafios?

Até que um dia eles se encontraram frente a frente. E começaram a brigar. E jogo após jogo eles fizeram um ao outro mais rápido, mais forte e melhor."

Texto retirado deste blog.

Ainda não descobri quem produziu este grafite em Barcelona, mas, pelo fato de envolver Roger Federer e Rafael Nadal, ambos patrocinados pela Nike, fiquei com uma pulga atrás da orelha, e fiquei me perguntando se isto não seria mais que uma simples ação espontânea de algum grafiteiro, e sim uma iniciativa por parte da marca para promover os dois atletas.

De um jeito ou de outro, o que importa é que a imagem dos dois jogadores e a própria relação de desafio que se criou entre ambos foi muito bem representada. De uma forma lúdica e emotiva a imagem mostra como Federer e Nadal se dedicam dia após dia para continuarem no topo. Eles estão cercados de desafios o tempo todo.

Como já falei anteriormente, sinto falta dessa magia e sinto que estamos perdendo muitas oportunidades quando patrocinadores deixam de valorizar tudo o que o atleta representa para simplesmente linkar sua imagem a um produto.

24 de outubro de 2008

"Noves fora"

Na Folha de São Paulo da última quarta-feira (22), foi publicada uma matéria que sinalizava para uma diminuição no ritmo do crescimendo de jogadores que deixaram o futebol brasileiro e um aumento na repatriação de jogadores brasileiros que até então estavam jogando em outros continentes.

A informação é da CBF e foi divulgada em seu site.

Os negócios contabilizados vão até o mês de agosto deste ano, quando o dólar ainda seguia fraco em relação ao real, o que acaba beneficiando o repatriamento de jogadores e até mesmo a contratação de atletas estrangeiros.

Ok, de fato tivemos uma diminuição no crescimento da exportação de jogadores, mas o volume de exportação ainda é muito significativo. Foram 1.152 jogadores que deixaram o país, um crescimento de apenas 6% em relação ao ano passado.

Do outro lado, temos 659 atletas que desembaracaram por aqui; um aumento de 35%. A diferença entre jogadores 'exportados' e 'importados' é de 439 atletas, o menor número dos últimos 3 anos.

À uma primiera vista, pode parecer que a realidade do nosso futebol está mudando, mas o fato é que ainda estamos longe disso.

Muitas dessas repatriações e importação de jogadores estrangeiros tinham na valorização do real frente ao dólar a sua maior força. É como a nossa balança comercial: real valorizado e dólar em baixa aumentam naturalmente o nosso volume de importações. Os números dizem respeito mais a uma situação econômica favorável que influenciaram na evolução dessas importações e repatriações do que um fortalecimento do nosso futebol em termos de estrutura e negócio. Até porque, dos medalhões do futebol brasileiro, a maioria absoluta ainda joga nos principais campeonatos da Europa.

A diminuição de exportações de fato ocorreu, mas não que isso seja uma tendência que deva perdurar. Continuamos perdendo jogadores de grande talento para outros mercados, inclusive alguns menos tradicionais como é o caso do futebol russo, que tem investido pesado na contratação de jogadores.

De novo questionamos quando nossos dirigentes vão passar a conduzir o negócio futebol de outra maneira.

Acelera!

A última corrida da Fórmula 1 está chegando, a disputa está emocionante e o Brasil é, mais uma vez, o grande palco.

Os patrocinadores já fizeram seus investimentos, preparam a logomarca para estamparem em materiais e parece que pararam por aí. Algumas destas empresas que patrocinam a Fórmula 1 gastam um belo dinheiro há alguns anos e eu nunca nem vi nada relacionado.

O Hospital São Luiz explora bastante a questão de ser o hospital oficial do evento e sabe divulgar isso não apenas na semana da corrida. É válido ressaltar que o patrocínio de uma prova como esta (ou qualquer outro evento) não é apenas um dinheiro investido e uma marca aparecendo.

Na hora de escolher aonde investir o dinheiro, é preciso muito critério com alguns detalhes: público alvo, relação com a marca/produto, oportunidade de ações internas/externas, expectativa de retorno etc.

O GP Brasil está chegando e ainda não vi nenhuma ação interessante para se promover, promovendo a prova. Acho que está na hora. Acelera....

23 de outubro de 2008

Direto pra Vila

O Santos F. C. está preocupado com a falta de público nos jogos na Vila Belmiro. O clube da baixada santista não atravessa um grande momento, mas mesmo assim está espantado com os lugares vazios nas arquibancadas, o que afeta diretamente sua receita.

Para tentar aumentar o público pagante em seu estádio, o Santos F. C. está fechando a negociação da Santos Tur, que funcionará como agência de viagens oficial da agremiação. A iniciativa, que segue os moldes do Corinthians, inclusive com a mesma agência, tem o objetivo de transportar os torcedores que vivem na capital paulista direto para o estádio.

A distância entre as duas cidades não é grande, são apenas 72km, e me parece uma iniciativa muito bem feita, que tem muito potencial para o clube. Resta saber se as viagens serão tranqüilas, ou serão como os ônibus de torcidas organizadas. Se for como a primeira opção, acredito que o número de pessoas, inclusive famílias, dentro do estádio poderá aumentar, caso contrário continuará da mesma forma.

Uma iniciativa bacana, uma vez que os estádios estão ficando cada vez mais vazios. Porém, se for uma ação isolada não faz milagre, é necessário melhorar a segurança, abaixar o preço dos ingressos e oferecer serviços decentes ao público.

Chegamos ao ponto de implorar para os torcedores irem ao estádio. Quem diria...

22 de outubro de 2008

Cristiano Ronaldo vs Bugatti

Você já imaginou uma pessoa disputando corrida contra uma Bugatti? Se alguém falasse que um atleta fosse fazer algo do tipo, possivelmente iríamos imaginar um corredor, e muito provável o Bolt.

Porém, a Nike promoveu essa disputa entre um jogador de futebol para promover sua chuteira. Cristiano Ronaldo contra um dos carros mais rápidos do mundo é no mínimo interessante. Para mim a Nike mais uma vez não promoveu nenhum produto, o que não é nada ruim, pois a força que sua marca tem acaba promovendo tudo que aparece com seu logo. A emoção que a marca consegue transmitor para as pessoas através destes vídeos é de dar inveja para alguns clubes, que possuem estrelas em suas equipes, possuem a paixão da torcida e param por aí...

Vale a pena conferir a cara do craque a hora que ele olha para o carro.

Mais um vídeo da Nike. Mais um vídeo excelente.

20 de outubro de 2008

Sósias de Michael Jordan

Não faz muito tempo eu estava assistindo ao programa The Book Is On The Table, da ESPN Brasil, quando os apresentadores começaram a discutir sobre um dos comerciais da marca Jumpman (Nike), do eterno Michael Jordan, para o Jordan XXI, um tênis de basquete da sua linha.

O comercial em questão faz alusão a momentos memoráveis da carreira de Michael Jordan. E quem acompanhou a carreira do jogador, sabe do que estou falando.

As cenas são muito bem feitas, uma representação quase que perfeita dos movimentos executados pelo jogador.

Enfim, alguém pegou o comercial, o colocou lado a lado com as imagens dos jogos de Jordan e postou no YouTube.

Encontrei o vídeo e resolvi postar. Confiram abaixo.



Sensacional.

Semana de espera

Como comentamos aqui no Radar Esporte na última sexta-feira, o final de semana prometia ser decisivo com grandes jogos, e foi. O campeonato brasileiro nunca esteve tão equilibrado e a final da Copa do Mundo de Futsal Fifa foi a melhor de todos os tempos.

O Brasil conseguiu vencer a Espanha (atual bi-campeã) e em uma final dramática e levou o hexa após 12 anos do último título. Agora fica a espera de uma campanha mais forte da Topper, para promover a linha de produtos que foi usada por todos os jogadores durante a competição. A chuteira de ouro que foi entregue para os melhores da competição era Adidas, patrocinadora do campeonato, mas a Topper tem a oportunidade de usar a imagem todos os craques com seus produtos.

Complementando sobre o final de semana, tive a oportunidade de conhecer a São Store, loja do São Paulo Futebol Clube, e fiquei impressionado. Mais do que uma loja, é um espaço que oferece para as pessoas uma verdadeira experiência de marca. Faltam algumas coisas, mas é assunto para outro post.

Boa semana!

17 de outubro de 2008

Final de semana de clássico e...?

Faltando poucas rodadas para terminar o Campeonato Brasileiro, acredito que a discussão sobre pontos corridos está cada vez menor. A disputa entre os primeiros colocados, os candidatos às vagas nas competições sul-americanas e os condenados à segunda divisão está tão emocionante que ninguém mais comenta que este tipo de competição não tem graça.

Este modelo está se consolidando entre os brasileiros e partir daí podemos pensar em algumas maneiras de incrementar a disputa. Carnes com os ingressos até o final do ano ainda irá demorar para aparecer, mas a venda antecipada para algumas partidas já vem dando resultado (os ingressos do setor Visa da partida entre Palmeiras e Grêmio já esgotou).

Porém, sinto falta de campanhas e ações para promover determinados jogos. Neste final teremos alguns clássicos em um momento decisivo do campeonato, e nenhum dos clubes, marcas e até mesmo a organização aproveitou. A rivalidade é sadia em todos os esportes e pode fazer muito bem para o espetáculo. Não incitar a violência é bem diferente de não promover a disputa.

Será que só conseguimos promover algo do tipo "não briguem"?

16 de outubro de 2008

Garotinhos-propagada

Falar sobre as estrelas que as marcas esportivas patrocinam é fácil. Um simples olhar para os pés dos grandes jogadores e pronto, já conseguimos saber quem assinou contrato antes.

Porém, o que vem chamando atenção de algumas pessoas são os jovens talentos. Jovens mesmo, garotos de apenas 12, 13 anos já estão sendo assediados pelas marcas e assinando contrato. Mas para falar sobre isso, vamos voltar um pouco no tempo...

Há pouco tempo atrás, os garotos que jogavam, chegavam nos clubes e usavam o material esportivo que ali estava disponível, quando não tinham a própria chuteira. Os que tinham, compravam as chuteiras que os ídolos usavam ou até mesmo as que estavam na moda. Lembro-me de um relato do Robinho, que chegava aos treinos do Santos F. C. quando ainda era da categoria de base e pedia a chuteira dos jogadores profissionais.

Não faz muito tempo, mas a realidade mudou. Falando ainda do Santos F. C., temos o exemplo do Jean, um garoto de 13 anos que já tem contrato assinado com a Umbro. E não pensem que foi só a marca que ofereceu, pois a Nike e a Adidas também tentaram. O garoto além de receber todo guarda-roupa da Umbro, recebe uma ajuda de custo de R$3.000,00. E não fica por aí...a chuteira que ele é usada, é a mesma que o craque Deco utiliza, e foi feita especialmente para o garoto.

A mesma situação ocorre com muitos outros jovens talentos por aí, que recebem materiais esportivos e dinheiro para utilizarem as marcas.

Fiquei pensando nos dois lados desta situação:

1) As marcas apostam em garotos que são estrelas do time, que provavelmente são espelhos de outros garotos e já condicionam o jovem com o profissionalismo que existe para utilizarem um calçado. São contratos no escuro, já que aquelas crianças nem sabem se serão atletas profissionais ainda, mas de certa forma trazem resultados a longo prazo para marca.

2) As empresas não conquistam jovens consumidores e jovens atletas, mas adquirem. Onde está aquele desejo dos garotos em terem uma chuteira de determinada marca? As marcas poderiam criar ações para inserir seus nomes e produtos na vida desses jovens atletas oferecendo outras coisas, criando um elo mais afetivo do que comercial e assim influenciar a carreira (e vida) com uma ligação muito mais forte do que do o valor investido.

O que será que vale mais? Um contrato com um atleta que é promessa ou uma ação para ajudar o futuro de muitas crianças, que irão ou não virar jogadores? As vezes é possível empurrar a carreira de crianças dando oportunidade (esporte, educação etc) e assim realmente fazer a marca importante para aqueles diamantes brutos.