13 de fevereiro de 2009

Corinthians e AACD: uma ação do bem

No próximo domingo, no clássico contra o São Paulo, o Corinthians irá entrar com um novo “patrocinador”. Porém, desta vez, a empresa que estará estampada não foi a que pagou mais, tampouco uma empresa que quer aproveitar a oportunidade para aparecer.

Trata-se de uma ação do bem ou como alguns costumam dizer, o “marketing solidário”. Isso, porque o nome que estará no peito dos jogadores será o da AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente - e será válido apenas para o clássico (por enquanto).

A ação partiu do atacante Ronaldo, que já havia indicado anunciar o logotipo do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) ou da Unicef enquanto o Timão não firmasse contrato de patrocínio.

Uma ação que chama atenção, justamente por partir da estrela do time, cujo salário é baseado no valor arrecadado por patrocínio no uniforme do clube. Ele já havia dito que está voltando por paixão ao esporte, que não precisa de dinheiro, mas algumas pessoas não acreditaram muito. Acho que agora vão ter que dar o braço a torcer...

O Corinthians ainda não fechou nenhum acordo com empresa, mas um ponto disso tudo me chamou atenção: comenta-se nos bastidores, que o clube recusou uma proposta de uma empresa que cuida de “jogatina na web” de R$ 27 milhões. Não é oficial, mas se for, ponto para o clube que não aceita dinheiro de qualquer lugar.

O tempo passa, e o acordo milionário que o clube espera não chega. Em breve estaremos na reta final do Paulistão e o clube irá continuar sem um parceiro para ajudá-lo com as despesas, que, diga-se de passagem, já estão o enforcando, já que nem a premiação pelo título da Série B foi paga.

A novela não termina, mas, no capítulo do final de semana o Corinthians ficou no papel do “mocinho”. Ponto para o Fenômeno e sorte à AACD.

10 de fevereiro de 2009

Mais verba para o São Paulo Futebol Clube

Na última segunda-feira, o tricolor paulista anunciou mais parceiros para o ano. A Volkswagen e a Aché Laboratórios entram no montante de patrocinadores, e a Applebee's restaurantes, Associação Brasileira de Indústria de Hotéis e Espaço Unyco, com verbas menores, serão parceiros do clube no Morumbi.

A montadora contará com um espaço para show-room na parte nobre do estádio e terá sua logomarca em áreas de relacionamento do Morumbi, e o laboratório farmacêutico ampliará o camarote corporativo que já possui no estádio e aumentará os pontos que expõe sua marca.

Espaço Unyco é um local para reuniões e para assistir aos jogos, contando com o cardápio da rede de restaurantes e ainda irá inaugurar uma unidade dentro do estádio, e a Associação Brasileira de Indústria de Hotéis irá fazer a divulgação do Morumbi em folders em seus hotéis conveniados.

O importante disso tudo é a movimentação que o São Paulo Futebol Clube está fazendo para ter renda no Morumbi além dos dias com jogos. O estádio já conta com camarotes corporativos que são alugados por empresas pelo período de 3 a 5 anos, que garante uma receita para o clube além da bilheteria de jogos. Ao todo são 35 camarotes.

Além disso, há uma clara modernização visando a Copa do Mundo de 2014. Vamos ver o que teremos até lá...

9 de fevereiro de 2009

Phelps. Mais que um atleta.



Não quero parecer repetitivo, mas gostaria de escrever algumas palavras sobre o caso Phelps. O Bruno já colocou pontos importantes no post anterior, mas há mais coisas envolvidas, e que não foram ditas antes pois era preciso esperar para ver como as coisas iriam se desenrolar.

Rompimento de contrato com a Kellog* e suspensão de três meses. Essas foram as principais baixas para o atleta até o momento, sem contar a pressão psicológica na cabeça deste jovem campeão de apenas 23 anos, que já cogita a possibilidade de não participar dos Jogos de 2012.

Não estamos aqui para julgar a atitude de Michael Phelps, a intenção não é essa. Até porque, como a @bartira colocou nos comentários, podemos cair na tal hipocrisia. É mais fácil acusar do que abrir os olhos para 'realidade' de fato.

Antes de aprofundar sobre no caso Phelps, vale a pena relembrar o post sobre a polêmica do Ronaldo Fenômeno, que quase lhe custou a perda de alguns grandes patrocinadores. Quem se calou e esperou a poeira baixar, se deu bem: Ronaldo continua sendo um dos atletas no mundo com maior capacidade de capitalizar seus patrocínios, hoje ele está no Corinthians, treinando para mais uma possível volta e todos os holofotes estão em cima dele.

Quem diria, hein? Um bom exemplo para os patrocinadores de Phelps, não? E eu poderia enumerar mais razões em prol do nadador.

No caso de Phelps, algumas marcas optaram por esperar, quietos, o desenrolar da história. São elas: Speedo, Omega, Visa e Pure Sports, que, inclusive, entraram em defesa do atleta. Na contramão, Kellog já decidiu deixar o atleta e a Subway ainda não sabe o que fazer. A levar em conta o episódio Ronaldo, acho que as marcas que optaram por esperar a maré baixar estão dando a tacada certa. Isto porque Phelps não é um simples atleta, um simples nadador. Não!

Phelps é ícone. Phelps é, aos 23 anos, história das Olimpíadas e da natação. Michael Phelps está na lista de atletas que superaram os limites das suas modalidade, se tornando maior que elas praticamente. Michael Jordan, Tiger Woods e Pelé são alguns dos nomes que conquistaram tal feito.

E por terem atingido a condição de heróis, alguns tendem a acreditar que eles não estão sujeitos a 'erros'. O fato é que, como todos nós, eles erram, sim. Mas, segundo matéria da AdAge, os torcedores costumam ter memória curta para polêmicas 'extra-esporte' quando os atletas estão tendo boas performances. Além de Jordan (problemas de jogatina) e Pelé (problemas com paternidade), Kobe Bryant, por exemplo, foi acusado de estupro há alguns anos atrás e muitos na época colocaram um ponto final em sua carreira. Hoje Kobe é um dos jogadores que mais vende camisetas na liga norte americana e é considerado o melhor jogador do basquete atual.

Mas confesso que acho no mínimo curioso ver a mídia de uma forma geral 'bater' tão forte num cara que ela apoiou e fez tanta questão de vender durante as Olimpíadas. Juízo de valor ou 'audiência' a qualquer custo? Esperar pra ver se ele resolver abocanhar algumas medalhas de ouro nas piscinas de Londres...

Espero, de verdade, ver Michael Phelps triunfando em 2012 (de novo) e mostrando porque ele se tornou este ídolo mundial da natação. E, claro, ver que aqueles que permanecerem ao seu lado colherem os louros também.

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* Há rumores de que a Kellogs teria se aproveitado da situação para romper um contrato que venceria em Fevereiro deste ano.

Phelps e Kellogg, a primeira baixa

O astro da natação Michael Phelps, flagrado fumando maconha começou a sentir os resultados de seu ato no bolso. O nadador que já havia sido suspenso por três meses, recebeu o comunicado oficial da marca, com a informação que seu contrato, que expira no final de fevereiro, não será renovado.

A empresa acredita que o comportamento do nadador não é mais compatível com a imagem que deveria ser passada para as milhares de pessoas ao redor do mundo. O astro norte-americano brilhou nos últimos jogos olímpicos e conquistou muitos patrocínios depois da competição. Confira os posts sobre o nadador: MAIS UMA PRO PHELPS, PHELPS & SUBWAY, NEM NIKE, NEM ADIDAS... , MICHAEL PHELPS O MAIOR MEDALHISTA OLÍMPICO, O PATROCINIO QUE DÁ CERTO.

De quebra, o time olímpico dos EUA também não terá o contrato renovado com a Kellogg, que encerrou em dezembro.

Esta foi a primeira baixa de patrocínio do maior medalhista olímpico de todos os tempos, e provavelmente não será a última. Concordo que a cena é pesada e poderia acarretar em coisas ruins para a empresa, contudo, fico pensando se isso tudo não poderia ser um gancho para uma grande campanha publicitária. Foi uma cena terrível, ainda mais falando de um esportista, mas eles, assim como todo mundo, são pessoas normais, que podem errar. As vezes é hora de trabalhar o outro lado do campeão...

6 de fevereiro de 2009

Bootcamp Nike

A Nike lançou o Bootcamp, uma ferramenta para as pessoas (“comuns”) obterem uma melhor preparação física. O lançamento ficou à cargo do técnico do Corinthians Mano Menezes, que ressaltou que os exercícios são semelhantes aos feitos pelos jogadores profissionais no Timão.

A ferramenta está disponível no site da Nike, e foi desenvolvida em parceria com preparadores físicos profissionais.

Por mais simples que pareça, a ação mostra o esforço da marca em chegar perto dos milhões de atletas amadores que estão espalhados pelo país.

Acesse aqui!

Como a Nike mesmo diz....RALA QUE ROLA!

4 de fevereiro de 2009

Uma divisão mais justa.

A Confederação Brasileira de Clubes lançou oficialmente na última segunda-feira(2) o Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos (CONFAO). O objetivo do grupo é fazer com que parte dos recurso vindos da Lei Agnelo/Piva seja destinada aos clubes, e não somente ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

A Lei Agnelo/Piva determina que 2% do valor arrecadado com as loterias federais, sejam transferidos ao COB e ao Comité Paraolímpico Brasileiro, na proporção de 85%-15%. Para se ter uma noção deste valor, o COB recebeu R$ 288 milhões durante a prepação para os Jogos de Pequim. No entanto, a principal reclamação dos clubes é que este dinheiro não chega a eles; por isso, o CONFAO tem o objetivo de conseguir pelo menos 30% do que vai para o COB.

Logo após a notícia da fundação do CONFAO, o COB informou alguns dos investimentos feitos com a verba obtida pela Lei Agnelo/Piva, como contratação de técnicos estrangeiros, comissão técnica multidisciplinar, aquisição de equipamentos importados, treinamentos no exterior etc.

Na minha opinião, desde o princípio deveria haver uma divisão da verba entre COB, Comitê Paraolímpico e clubes. São 14 mil espalhados pelo Brasil e quem já foi atleta por aqui sabe que os clubes são importantíssimos na formação de novos atletas. Eles que investem - muitas vezes sem ter nenhum retorno - e que correm atrás de patrocínios, que muitas vezes nunca chegam. Infelizmente o surgimento de novos talentos ainda não ocorre no nível das escolas e universidades, apesar de que há planos para que se reverta esse quadro.

Se o CONFAO conseguir parte desta verba, espero ver menos casos como o do Flamengo, que comentei aqui no Radar. Dessa forma os clubes poderão continuar focando no desenvolvimento contínuo dos atletas e o COB no investimento da estrutura esportiva nacional.

Estamos torcendo.

3 de fevereiro de 2009

São Paulo F. C. lança DVD e Livraria

O São Paulo F. C. lançou ontem o DVD duplo "Tri-Hexa", em comemoração ao título do ano passado, como já havíamos comentado aqui no Radar Esporte.

O dia 2 de fevereiro marcou também a inauguração de uma livraria no estádio do Morumbi. O lançamento faz parte de uma série de atrativos que o São Paulo está construindo para ter recursos com Morumbi além dos dias que têm jogos. O estádio já conta uma loja e com o Santo Paulo, um bar em homenagem ao mascote do clube.

Enquanto uns preferem subir o preço dos ingressos, outros preferem capitalizar o estádio...

Confiram abaixo um trecho do filme:

LeBron no futebol americano

Por volta da segunda quinzena de Janeiro deste ano, começou a circular um vídeo na internet que mostrava LeBron James de costas em um grande salão dizendo a seguinte frase (já traduzida): 'Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos vocês por terem vindo aqui hoje. Depois de uma longa discussão com amigos e minha família, eu decidi seguir meu primeiro amor.'

O vídeo finalizava com a seguinte frase: 'Qual é o primeiro amor de LeBron James?'.




A partir disso, começaram a atribuir o vídeo à Nike, que recentemente criou algumas campanhas com alto grau de viralização e é a principal patrocinadora do atleta.

Quando o comercial completo foi ao ar, descobriu-se que: 1) o vídeo não era da Nike, e sim da State Farm, uma empresa de seguros e 2) o tal 'primeiro amor' de LeBron James era o futebol americano. O atleta iria deixar o basquete para jogar pelo Cleveland Browns.

O resultado final ficou um tanto quanto engraçado...



Um grande senso de oportunidade por parte da State Farm.

Para quem não sabe, havia uma grande polêmica sobre o paradeiro de LeBron na próxima temporada - alguns diziam que o James poderia se mudar para o New York Knicks - e o Browns, não fez uma boa temporada este ano.

Detalhe: a escolha pelo futebol americano não foi aleatória; LeBron James era considerado um excelente jogador também neste esporte quando estudava.

Dica do Alemão.

Golfe. Um esporte mais popular (será?)

A Federação Paulista de Golfe (FPG) escolheu a DM9DDB para ser a sua agência. E o principal objetivo da agência contratada vai ser acabar com a imagem de um esporte elitista e tornar o golfe um esporte mais popular.

Hoje, A FPG possui 40 clubes filiados e os seus jogadores representam 50% do total nacional - aproximadamente 25 mil.

Um desafio e tanto para a DM9, já que a popularização deste esporte deve ir além da tradicional publicidade. Não é à toa que hoje o golfe é um esporte elitista e, claro, percebido como tal. No mundo todo, essa modalidade cresceu através de forte segmentação, já que apenas os mais ricos tinham condições de praticar. Os equipamentos e locação dos campos são caros, os patrocinadores dos principais eventos são grandes marcas de luxo, como Rolex e Lacoste, por exemplo e alguns dos principais atletas deste esporte são de classes mais abastadas. Todo este ambiente colabora significativamente para a percepção que este esporte tem hoje.

Um exemplo de como intensificar a prática do Golfe pode vir de Tiger Woods, um dos maiores jogadores da história deste esporte. Muitos atribuem ao atleta o surgimento de grande interesse pela modalidadade entre as minorias raciais e os jovens nos EUA.

Isto, na minha opinião, é um ponto fundamental que teve ser trabalhado: acesso ao golfe. A DM9 pode criar campanhas fantásticas, mas, mais do que isso, é importante que, em parceria com a Federação, desenvolva ações concretas que contribuam para a popularização do golfe.

Vai ser interessante observar como esse trabalho se desenrola.

2 de fevereiro de 2009

Patrocínio da Emirates não pousou, mas causou barulho.

Os profissionais de marketing convivem diariamente com o poder que o boca-a-boca possui com relação às marcas. Antigamente se dizia que uma pessoa tinha o poder de influenciar outras dez pessoas, tanto para o bem, quanto para o mal. Porém, a internet hoje em dia fez esse número multiplicar, sendo que uma única pessoa consegue atingir 10.000 pessoas. É a “era Google”!

Uma simples especulação pode causar notícia para mais de uma semana, e foi isso o que vimos no futebol brasileiro há pouco tempo. E a equação é esta: (PATROCÍNIO + CLUBE GRANDE + EMPRESA MULTICIONAL) x BOCA-A-BOCA = NOTÍCIA.

A companhia aérea Emirates cogitou o patrocínio dos três maiores clubes de São Paulo. Palmeiras, Corinthians e São Paulo receberam ligações e especulações da empresa para terem em seus uniformes o nome da Emirates estampado. Na ocasião, até os valores das propostas eram falados, e isso tudo gerou notícia nos principais meios de comunicação do país.

Já ouvi rumores que as propostas realmente eram verdadeiras, porém também já ouvi em corredores dos clubes que a proposta nunca chegou. O Corinthians é o único dos três clubes que ainda não anunciou o patrocinador para 2009, portanto precisamos esperar para saber se tem uma ponta de verdade nisso tudo.

O fato é que a empresa conseguiu o que todas querem: estar nas principais notícias (de forma positiva, claro). Sem investir um centavo no esporte, ou em publicidade, a Emirates viu seu nome circulando nos principais jornais, portais e sites do país como possível parceiro destes grandes clubes.

Por enquanto, fico com a impressão que foi apenas uma boa sacada de marketing da companhia, que jogou a pólvora no futebol paulista, mas não acendeu...