
Depois de muito desejo dos espanhóis, o brasileiro vestiu a camisa do clube de Madrid oficialmente no Santiago Bernabeu.
O número escolhido foi 8 e ao que tudo indica será o mais vendido na Europa, Ásia e lojas espalhadas pelo mundo todo.
Kaká ficou 6 anos no Milan e marcou história. Mais do que conquistar títulos e ser eleito o melhor do mundo, sua passagem foi marcada por uma identificação singular com a torcida e com a história do clube. Muitos acreditavam na permanência eterna, mas até sua saída foi clássica e com viés positivo – o que não significa que o jogador não possa ou não irá voltar no futuro, pelo contrário.
A chegada ao Real Madri marca o começo de uma nova fase. Uma oportunidade para o clube voltar a ser o maior e para Kaká o melhor do mundo novamente. Os holofotes estarão voltados para os novos galácticos e com certeza o brasileiro será o número 1.
Mas Kaká não será apenas o número 1 desta nova fase no Real Madri. Kaká irá fazer parte de um seleto grupo de jogadores que conseguiu manter o altíssimo nível de rendimento por um longo período da carreira. Se há alguém em quem se inspirar no futebol atualmente, este alguém é Kaká. Para alguns pode ser apenas mais uma mudança de clube de um grande jogador, mas o fato é que Kaká representa o ponto de inversão no futebol atual. Um futebol muito bem jogado e que traz resultados; nem uma coisa nem outra, ambas.
Consciente como o jogador é, não podemos esperar nenhuma aventura pela Espanha. O que podemos ter certeza é que será mais um casamento entre clube, jogador e torcida.
Boa sorte, Kaká!
Postado por Bruno e Dida
30 de junho de 2009
Kaká & Real Madrid | O começo de uma nova fase
Muricy | Um estranho campeão no ninho

As demissões de Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo foram um prato cheio para a imprensa esportiva. Já havíamos comentado aqui os movimentos dos torcedores e as diferentes posturas das diretorias.
Na ocasião, o Palmeiras ainda tinha Luxemburgo no comando do time e o Sâo Paulo buscava um novo comandante. Hoje, Muricy pode pular o muro e ir para o rival Palmeiras (se não for para o Inter-RS), Luxemburgo está soltando o verbo em seu twitter e Ricardo Gomes assumiu o tricolor paulista.
Fiquei me questionando sobre o papel de cada um deles nas equipes. Luxemburgo é “marketeiro nato”, tem um currículo invejável e há algum tempo está falando mais do que fazendo. Quer ser “manager”, mas não se encaixa com a política de alguns clubes, que ainda estão na hierarquia vertical.
Vanderlei se modernizou, continua sendo um técnico de ponta, mas como toda empresa depende de um “produto bom”, o que não teve este ano com o Palmeiras.
Já Muricy é um caso a parte. Rabugento, trabalhador e muito simples. Apesar de não ser marketeiro, se vende sem falar nada, os resultados falam por si.
Sua demissão dividiu arquibancada e numeradas do Morumbi. Enquanto a turma de cima pedia, gritava e organizava manifestações pela sua permanência, os ligados a diretoria pediam sua cabeça e como neste choque de forças “pode mais quem tem mais”, ele caiu.
Se os clubes fossem realmente empresas teriam duas opções: um estrategista nato com um currículo com passagens por multinacionais e um pacato trabalhador sem holofotes que há 3 anos supera as metas de venda e é líder de share de mercado.
Muricy não se dava com parte da diretoria pois não freqüentava restaurantes chiques e nem usava roupas de marca. Apesar dos extraordinários resultados, foi mandado embora por uma eliminação já esperada.
“Um estranho no ninho”. É assim que podemos resumir o sentimento do técnico no meio de alguns diretores (apaixonados e amadores) do São Paulo F. C. Mas não podemos esquecer que esse “estranho” é um campeão e dos bons...
*Confiram aqui a sensacional entrevista de José Trajano com o ex-técnico do tricolor aqui.
Rede Record nos esportes (olímpicos)
A batalha nos bastidores entre Rede Globo e Rede Record para a transmissão de competições esportivas continua. Quando o assunto é futebol, vôlei, basquete e futsal, a gigante carioca não vem medindo esforços e investimentos para vencer a concorrente, mas quando o assunto são outros esportes, a história é diferente.
A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) enviou para as duas uma proposta de transmissão de todos os torneios até as próximas Olimpíadas e a contraproposta da emissora paulista foi mais vantajosa, tendo em vista a soma entre valor e exibição na programação.
Apesar do Brasil ser o país do futebol, vejo muitas oportunidades para os esportes olímpicos dentro das transmissões das emissoras, mas isso deve ser apenas um das pontas. Mais do que conseguir espaço na grande, as emissoras poderiam criar parcerias e se tornarem realmente parceiras de alguns esportes.
Mas fico me questionando, até que ponto essa disputa é válida para o esporte? Se por um lado a concorrência eleva o valor do pagamento, por outro isso tudo se torna apenas uma batalha de interesses e não um projeto esportivo.
Esses contratos são pontuais e vejo que quem sai perdendo, mais uma vez é o esporte nacional...
29 de junho de 2009
Demarcação de território | Nike
O anúncio foi veiculado na Folha de S.Paulo, Metro, O Globo e Destak RJ, além de mídia out-of-home em 42 bares de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Criação da F/Nazca.
A marca de um capitão/ campeão
Quando comentamos sobre marcas de jogadores, logo imaginamos Kaká, Ronaldo, Adriano, Messi, Cristiano Ronaldo, Beckham e outros craques espalhados pelo mundo. Dificilmente ouvimos comentários de algum zagueiro (mesmo Canavarro sendo eleito melhor do mundo em 2006 pela FIFA) ou outros jogadores que jogam “feio”. A Nike por coincidência tem a campanha “Joga Bonito”.
Mas mesmo assim, muitos torcedores têm simpatia e gostam daqueles jogadores que independentemente da técnica, correm o tempo todo, defendem o time com unhas e dentes e jamais entregam a derrota na bandeja.
Pois bem, ontem na final da Copa das Confederações quem brilhou foi o zagueiro que joga feio e capitão da nossa seleção, Lúcio. Apesar dos dois gols de Luís Fabiano na final (artilheiro da competição) e maestria de Kaká (eleito o melhor da competição), a maioria dos comentaristas achou que o nosso capitão deveria ser eleito o craque do torneio.
O Radar Esporte é um blog sobre marketing esportivo e não vamos comentar sobre qualidade e estilo do jogador, mas vale compartilhar com vocês alguns pontos sobre Lúcio.
O zagueiro joga na Alemanha, e por incrível que pareça o Bayer de Munique não quer renovar o contrato, o que permite a transferência para qualquer outro clube sem multa nenhuma.
É patrocinado pela Adidas, mas não estrela nenhuma campanha global da marca.
Tem um site simples com notícias, dados pessoais e da carreria
Tem o espírito que todos os torcedores querem ver no time. Não gosta de perder, não tem medo, é apaixonado pelo clube que defende e líder.
Foi emocionante o choro de Lúcio após o gol da virada e na comemoração do título. O zagueiro é o mais veterano de seleção, pentacampeão em 2002, capitão do time e continua com sede de vitória. Comentam que o jogador não gosta nem de perder no par ou ímpar nos treinos e o que vimos é que realmente ele vai fazer de tudo para o Brasil sair vitorioso.
Tenho certeza que muitos garotos que não são dotados de muita técnica (ou são) irão se espelhar no capitão da seleção. Lúcio tem alguns pontos que o fazem ser uma marca valiosa: é vitorioso, tem carisma, é guerreiro e humano.
Se existisse um bonequinho do Lúcio (estilo mini-craque Coca-Cola) com certeza estaria aqui na minha mesa agora...
NBB. O basquete de volta no rumo certo.
Neste domingo o Flamengo consagrou-se campeão de basquete da NBB, após cinco meses de existência da organização. O clube rubro-negro fechou a série na última partida da série melhor de cinco contra o Brasília por 76 a 68.
Durante estes cinco meses, evitei falar sobre a NBB aqui no Radar Esporte, pois gostaria de ver como o campeonato iria se desenrolar, se iriam ocorrer interrupções ou coisas do tipo; mas não, dessa vez foi o contrário.
Falando especificamente sobre a final entre Flamengo e Brasília, os dois clubes lotaram os ginásios em todas as cinco partidas. Inclusive, a HSBC Arena (Arena Multiuso do Rio de Janeiro construída para os Jogos Panamericanos) atingiu hoje seu público recorde com 15.530 torcedores, número equivalente aos dos jogos da NBA. É claro que estamos falando da parte final do campeonato, mas é algo que deve ser colocado em questão.
Com uma organização que optou por replicar algumas das melhores práticas NBA - com algumas limitações, claro -, o campeonato conseguiu divertir os torcedores com entretenimento e jogos bem equilibrados, espaço nos noticiários esportivos e fez alguns atletas "famosos" novamente, como disse o ala Alex do Brasília - que já teve passagem pela NBA. Agora, a NBB já está planejando o seu crescimento, mas com responsabilidade: a liga quer passar de 15 times participantes, para 18.
Ainda tenho algumas restrições com os direitos de transmissão da Rede Globo, mas também acredito que o basquete brasileiro tem que passar por algumas "provas", mostrar uma certa constância e provar a todos nós que as coisas vão ser diferentes daqui pra frente.
Volto a ter esperança no basquete nacional. Pouco a pouco vamos reencontrar nosso caminho.
28 de junho de 2009
O dinossauro Ronaldo Fenômeno
Vestido de dinossauro em um vídeo simulando os bastidores de um comercial do Guaraná Antarctica. É assim que o atacante Ronaldo aparece no vídeo que está circulando pela internet.
Confiram!
25 de junho de 2009
Corinthians ajuda a reforçar time do Palmeiras (?)
Já pararam pra pensar na possibilidade do seu time do coração ajudar o arqui rival?

24 de junho de 2009
McDonald's garante gratuidade do Super Camp Brasil da CBF
Após dois anos de seu programa de camping temático serem pagos, a CBF enfim irá oferecer o projeto gratuitamente para todos interessados.
A novidade é resultado do patrocínio da rede de fast food McDonald’s, que financiará as etapas em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto funciona e duas etapas, sendo a primeira uma espécie de peneira regional e a segunda reúne estes jovens durante uma semana na Granja Comary.
Em contrapartida, a SporTV exibirá vinhetas sobre o projeto em sua programação, e algumas terão o logotipo do McDonald’s em destaque.
O que me chamou atenção na notícia foi o tardio patrocínio conseguido pela CBF. Além de ter dois anos de projeto sem apoio, a entidade máxima do nosso futebol conseguiu fechar com a rede de fast food apenas aos 48 minutos do segundo tempo e por conta disso o Super Camp Brasil não será divulgado nas lojas.
Agregar uma marca à CBF não é uma das coisas mais interessantes para as marcas em virtude de alguns problemas administrativos da instituição, mas linkar a imagem com o futebol e principalmente com jovens é relevante para a maioria das empresas.
Contudo, ou temos projetos que não foram bem vendidos, ou foram supervalorizados ou então as empresas estão com medo de se juntarem à CBF.
E vocês, o que acham?
23 de junho de 2009
Estratégia Pinheiros/SKY
Conforme o Bruno postou aqui no Radar Esporte, o Esporte Clube Pinheiros está formando um supertime para a disputa da Superliga através de uma parceria milionária com a Sky.
O time irá contar com os campeões Olímpicos Giba, Gustavo, Rodrigão e Marcelinho, além do técnico Carlos Alberto Castanheira, o Cebola.

Tenho visto muitas coisas a respeito desta parceria nos principais noticiários esportivos e, por isso, achei importante falar um pouco mais da estratégia da SKY.
Sem dúvida alguma, é o maior projeto de vôlei do país, com investimento de R$15 milhões para as próximas 3 temporadas. Investimento este que completa o projeto de patrocínio esportivo da SKY iniciado há 5 anos e que já tem presença na Stock Car e na equipe Red Bull.
A SKY irá estampar sua logomarca no uniforme do time e terá direito de imagens dos jogadores durante as temporadas. Mas o projeto vai muito além...
A ideia é que o projeto apoie outros esportes de base dentro do Pinheiros, como ginástica, basquete masculino, atletismo e natação. Ou seja, mais do que investir em uma única modalidade já estabelecida em nível nacional, me parece que a SKY quer realmente fazer parte do projeto esportivo do Pinheiros, que, diga-se de passagem, é muito bem estruturado em todas essas modalidades.
Um ponto muito interessante é que a estratégia da SKY consegue, de certa forma, furar o “bloqueio” que o Banco do Brasil estava colocando a outros patrocinadores. Fortemente atrelado ao vôlei há muito tempo, o BB acabava dificultando que outras marcas tirassem proveito da visibilidade da seleção de vôlei nacional e, na outra ponta, a Superliga tinha dificuldades de conseguir mais visibilidade.
O pulo do gato da parceria Pinheiros/SKY foi formar uma espécie de seleção brasileira de vôlei em nível local, desviando alguns dos holofotes para o Pinheiros – pelo menos enquanto a seleção não está em quadra -, o que pode contribuir para inverter o atual padrão e trazer mais exposição para a Superliga na Globo.
Outro ponto importante é que a SKY tem optado em ir pelas bordas. Ao invés de ir para o saturado mercado do futebol, como algumas preferem, a SKY entendeu que explorar outras modalidades poderia trazer mais retorno para sua marca ao permitir que se aproprie mais da modalidade, mesmo com um investimento menor. Não podemos nos esquecer que a ginástica do Pinheiros conta com Daiane dos Santos, os times de basquete de base do clube estão sempre entre os mais competitivos – seja na base ou no profissional – e a natação também é muito forte e tem alguns dos principais nadadores do país em seu elenco, como César Cielo. Sendo assim, com um investimento consistente nessas modalidades, é muito provável que a SKY venha a colher os frutos no futuro.
Também acredito que esta parceria pode estimular movimentos parecidos em outros clubes de São Paulo e do Brasil que tem um trabalho de base forte mas muitas vezes não possuem equipes profissionais, principalmente por questões financeiras.
O que vocês acham? É possível encontrar alternativas de patrocínio que proporcionam cada vez mais retorno em esportes que não o futebol?

