O São Paulo F. C. pode se sagrar Campeão Brasileiro pelo quarto ano consecutivo. O feito (se acontecer realmente) será impressionante, mas não inesperado. O clube possui uma estrutura espetacular e há alguns anos vem se consagrando por uma administração competente e um time competitivo.
Desde 2006 o time vem se portando de uma maneira firme dentro dos gramados e apesar da mudança do treinador, o time continua pragmático no sentido que mesmo não jogando bem todos os jogos, dificilmente perde pontos, principalmente na reta final. Não vamos comentar aqui o estilo de jogo do clube, mas o que todos podem notar é que de 2006 para cá algumas coisas no mudam: São Paulo F. C. campeão Brasileiro, ação para comemorar o titulo (DVD, camiseta etc) e Reebok no meio disso tudo.
E o que podemos tirar disso tudo? Talvez o velho ditado “em time que está ganhando não se mexe” seja a melhor resposta, tendo em vista que a fórmula do clube é realmente efetiva.
Nessas horas muitos “aproveitadores” aparecem tentando tirar uma casquinha e desfrutar de mídia espontânea, mas Reebok definitivamente não é uma dessas. A marca pode ser considerada aquela pessoa de um casal que investe na relação, que nos momentos difíceis faz sua autocrítica e que está sempre buscando trazer novidades para casa.
Levando tudo isso em conta, não é à toa que o contrato acaba de ser renovado pela terceira vez e agora com vencimento apenas no final de 2012. Iniciado em janeiro de 2006, o vínculo foi ampliado em novembro de 2007, já antes do prazo previsto (inicialmente dezembro 2008), para 2009 e 2010.
A relação do clube com a marca ultrapassa o material esportivo e entre tantas ações, virou até uma marca nova, a São Store.
Não tenho dúvidas que se tudo continuar desta forma, o contrato será renovado até 2014 (ano de Copa do Mundo) e que até lá o Morumbi será mais do que a casa do São Paulo F. C., o quintal da Reebok.
Que seja eterno enquanto dure...
17 de novembro de 2009
São Paulo F. C. & Reebok | Em time que está ganhando não se mexe...
13 de agosto de 2009
Romário | Cada vez mais baixinho
Um dos maiores jogadores de todos os tempos. O melhor dentro da pequena área. Genioso, genial e ingênuo. É assim que vemos a história do baixinho Romário.
Uma carreira marcada pela conquista do tetra-campeonato mundial com a Seleção Brasileira, pelos títulos conquistados, pelas vitórias individuais e por polêmicas. Dentro de campo foi inquestionável, tanto que Tostão repete constantemente que lhe daria a camisa 9 na Copa de 1970, na seleção que foi considerada a melhor de toda história.
Porém, Romário também foi marcado pelo final de carreira conturbado. Apesar do milésimo gol, o baixinho ficou no dilema de parar ou não parar e foi aos poucos arranhando a imagem construída. Sem sombra de dúvida foi uma das marcas mais valiosas do nosso futebol, mas parece que o legado deixado não está sendo tão bem aproveitado.
Há poucos dias foi manchete de todos os jornais por ser preso em virtude da falta de pagamento de pensão e logo na seqüência por sua Hummer. Se não fosse o suficiente, a notícia de ontem foi o leilão de sua cobertura para pagar dividas com a justiça, vendida por R$ 8,01 milhões.
Romário anunciou que voltará aos gramados por mais duas vezes para defender o América, time de coração do seu pai, mas será discreto, já que o time disputa a segunda divisão do campeonato carioca.
Falamos muitas vezes do planejamento de carreira dos jogadores para poderem no futuro aproveitar dos anos de glória. Uma marca se constrói ao longo de muitos anos, mas pode acabar com apenas poucos passos em falso.
Romário ainda é uma marca forte, mas não sei até quando. Apesar dos tempos de glória terem acabado, acredito que ele possa ser assessorado para aproveitar o que ainda ficou de bom.
Nunca é tarde para começar, e no caso dele é começar a ser profissional e cuidar de uma marca que pode ser eterna...
29 de junho de 2009
A marca de um capitão/ campeão
Quando comentamos sobre marcas de jogadores, logo imaginamos Kaká, Ronaldo, Adriano, Messi, Cristiano Ronaldo, Beckham e outros craques espalhados pelo mundo. Dificilmente ouvimos comentários de algum zagueiro (mesmo Canavarro sendo eleito melhor do mundo em 2006 pela FIFA) ou outros jogadores que jogam “feio”. A Nike por coincidência tem a campanha “Joga Bonito”.
Mas mesmo assim, muitos torcedores têm simpatia e gostam daqueles jogadores que independentemente da técnica, correm o tempo todo, defendem o time com unhas e dentes e jamais entregam a derrota na bandeja.
Pois bem, ontem na final da Copa das Confederações quem brilhou foi o zagueiro que joga feio e capitão da nossa seleção, Lúcio. Apesar dos dois gols de Luís Fabiano na final (artilheiro da competição) e maestria de Kaká (eleito o melhor da competição), a maioria dos comentaristas achou que o nosso capitão deveria ser eleito o craque do torneio.
O Radar Esporte é um blog sobre marketing esportivo e não vamos comentar sobre qualidade e estilo do jogador, mas vale compartilhar com vocês alguns pontos sobre Lúcio.
O zagueiro joga na Alemanha, e por incrível que pareça o Bayer de Munique não quer renovar o contrato, o que permite a transferência para qualquer outro clube sem multa nenhuma.
É patrocinado pela Adidas, mas não estrela nenhuma campanha global da marca.
Tem um site simples com notícias, dados pessoais e da carreria
Tem o espírito que todos os torcedores querem ver no time. Não gosta de perder, não tem medo, é apaixonado pelo clube que defende e líder.
Foi emocionante o choro de Lúcio após o gol da virada e na comemoração do título. O zagueiro é o mais veterano de seleção, pentacampeão em 2002, capitão do time e continua com sede de vitória. Comentam que o jogador não gosta nem de perder no par ou ímpar nos treinos e o que vimos é que realmente ele vai fazer de tudo para o Brasil sair vitorioso.
Tenho certeza que muitos garotos que não são dotados de muita técnica (ou são) irão se espelhar no capitão da seleção. Lúcio tem alguns pontos que o fazem ser uma marca valiosa: é vitorioso, tem carisma, é guerreiro e humano.
Se existisse um bonequinho do Lúcio (estilo mini-craque Coca-Cola) com certeza estaria aqui na minha mesa agora...
21 de maio de 2009
A marca dos brasileiros
“Os brasileiros decidem. Agora o mundo os conhecem”. Essa foi a frase de Mircea Lucescu, técnico do Shakhtar Donetsk após a final da Copa da Uefa.
Isso porque a partida terminou em 2 a 1 para o time ucraniano, com gols de Luiz Adriano e Jadson (na prorrogação). O outro gol também foi brasileiro, Naldo marcou para o Werder Bremen.
A final em Istambul, na Turquia, teve um time alemão, outro ucraniano e o brilho do Brasil. Além dos três jogadores que marcaram, o jogo contou com a participação de outros três brasileiros como titulares.
Após o apito final do árbitro, fiquei imaginando a notícia no mundo inteiro exaltando a capacidade dos nossos jogadores decidirem um campeonato tão importante como é a Copa da Uefa. Como não poderia ser diferente, puxei o assunto para a questão da comunicação, de campanhas que poderiam surgir com esse tema.
Mas qual seria a “empresa” desses “produtos”? A CBF? O país inteiro? Será que alguma instituição poderia se apropriar desse fato e usar a seu favor? Não sei. Provavelmente se alguma das “empresas” citadas acima usassem isso, seria para vender mais jogadores para o exterior e sinceramente não queremos mais exportações...
A marca dos brasileiros é valorizada no mundo todo. Não somos os inventores desse tal de futebol, mas hoje em dia somos os donos e os especialistas. Não há no mundo alguém que possa falar com tanta propriedade do assunto como nós.
Mas e aí, o que fazemos com tudo isso? Como sempre comentamos aqui, está na hora de criarmos e valorizarmos essas marcas...
