30 de maio de 2009

As cidades da Copa de 2014

A FIFA irá anunciar as 12 cidades sedes da Copa do Mundo de 2014 amanhã em Nassau, nas Bahamas. Mas o colunista do “O Globo”, Ancelmo Gois já antecipou os nomes das cidades que irão receber os jogos. São elas:

Rio de Janeiro

São Paulo

Belo Horizonte

Porto Alegre

Curitiba

Brasília

Cuiabá

Manaus

Fortaleza

Salvador

Recife

Natal

Nenhuma grande novidade, já que tudo iria depender de questões logísticas e muito políticas. Os locais da abertura e final serão provavelmente São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, mas Belo Horizonte corre por fora para dar início ao maior evento esportivo do mundo.

A disputa agora fica para outras cidades que querem ser as sedes das seleções e centros de treinamentos. A partir daí a disputa também deve ser acirrada e muita coisa está em jogo, já que o torneio não acontece apenas nas cidades dos jogos, muito pelo contrário.

Outra disputa que corre em paralelo, é a disputa dentro das cidades, onde todos os estabelecimentos vão correr para poder oferecer o melhor às pessoas que irão assistir aos jogos, principalmente turistas.

O anúncio é só o começo de uma jornada longa que temos até 2014. Vale acompanhar tudo de perto para saber se teremos condições de abrigar a Copa do Mundo FIFA de maneira decente.

29 de maio de 2009

Real Madrid | Vuelve la Ilusión

Florentino Pérez, canditato único a presidência do Real Madrid depois que Eduardo Garcia retirou sua candidatura, apresentou sua diretoria e os planos para o clube nesta última última quinta-feira.

Florentino, que já presidiu o Real entre 2000 e 2006 - a era galáctica do clube -, prometeu uma "equipe espetacular". Talvez as especulações a respeito de contratações como a de Kaká e Cristiano Ronaldo venham daí.

O candidato disse saber dos desafios do clube e disse que irá trabalhar por um Real Madrid forte, unido, inovador e exemplar.


No entanto, o que mais me chamou a atenção nisso tudo foi o movimento proposto por Florentino Pérez. Ao meu ver, o "Vuelve la Ilusión" é muito mais do que o simples slogan de sua campanha; pois resume um sonho maior do clube e o que ele precisa para retornar aos seus tempos áureos.

Vuelve la Ilusión é uma chamada, um movimento, para dirigentes, equipe técnica, jogadores e, claro, torcida. E nós sabemos como é importante dar um norte às pessoas, envolvê-las em algo que elas realmente acreditem. Desta forma, acredito que o Real Madrid tem algo com um enorme potencial em suas mãos, apesar de estar em estágio inicial - Vuelve la Ilusión poderia ser facilmente o mote de alguma campanha da Nike ou da Adidas, não?

Mas o mundo não vive de promessas. O Real Madrid tem grandes desafios pela frente, a começar pela montagem de uma grande equipe que traga títulos para o clube; o que, convenhamos, não vai ser nada fácil com ótima fase do futebol Espanhol e especificamente do Barcelona, seu grande rival.

Trazendo isto para o contexto do futebol brasileiro, a criação de posicionamentos como esse talvez trariam um brilho e um envolvimento maior para os já batidos "projetos" dos clubes. O que vocês acham?

__

Quem quiser, pode conferir o discurso da apresentação de Florentino Pérez neste PDF.

Efeito Obina



Não é só de grandes contratações que a torcida se motiva. Corinthians apresentou Ronaldo, Flamengo o Adriano e o Palmeiras o Obina.

O atacante que estava no rubro-negro carioca chegou acompanhado da desconfiança da maioria dos torcedores e logo virou motivo de piada dos rivais.

Não vamos comentar questões técnicas do jogador, mas sim, alguns pontos interessantes do lado administrativo e de marketing que a contratação trouxe para o clube.

O presidente do Palmeiras Belluzzo foi questionado sobre a contratação inúmeras vezes por repórteres antes mesmo do atacante chegar, e fez o papel de todo grande líder de uma empresa de se colocar a frente dos negócios. Na apresentação oficial do Obina, Belluzzo bancou a contratação, pediu apoio dos torcedores e disse que o ex rubro-negro dará muitas alegrias ao clube.

Parece normal, mas vale lembrar que a maioria dos presidentes de clube só são responsáveis por grandes contratações e nunca assumem nenhum risco.

Outro ponto interessante da chegada de Obina foi a repercussão. Em um rápida pesquisa ontem na ferramenta Blablabra, sobre os assuntos mais populares no Twitter, uma surpresa: Dell / Obina / Coréia do Norte / Google.

Não vou levar em consideração o ditado “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”, pois a surpresa não parou aí. Antes mesmo de entrar em campo ontem à noite, o jogador já teve seu nome gritado (e muito) pelos torcedores, ou seja, pelo menos a maioria dos torcedores do Palmeiras estão por aí falando bem.

No programa Redação SporTV ontem pela manhã, um consenso: estão pegando pesado com o jogador. Os jornalistas defenderam o jeito pacato e humilde de Obina, que para eles é um injustiçado de tamanha perseguição, porém, é uma pessoa brilhante que merece muito respeito de todos.

Para muitos, a brincadeira “Obina é melhor do que o Eto’o” é um grande motivo para campanha, principalmente se o clube for campeão da Libertadores e enfrentar o Barcelona na final do Mundial da Fifa. Mas o fato é que Obina chegou e junto com ele o buzz que muitos marketeiros procuram. Cabe ao clube, patrocinadores e ao próprio jogador aproveitar tudo isso de maneira inteligente.

28 de maio de 2009

Google na F1?


Depois de muita especulação, a Brawn GP e a Virgin não chegaram a um acordo e, por isso, a empresa de Richard Branson não deve estampar mais sua marca nos carros da equipe.

Nesta última quarta-feira, Nick Fry, diretor da equipe inglesa, afirmou que as partes não chegaram a um acordo e que o contrato não tinha sido renovado - Richard Branson estaria se negando a desembolsar mais que US$ 250 mil por corrida.

Eu já havia comentado aqui no Radar Esporte que, após a segunda vitória da equipe, a expectativa era de que os contatos aumentassem e que pouco a pouco começássemos a ver mais e mais marcas aparecendo no carro sensação deste ano. Não foi o que aconteceu. Já entramos na temporada europeia e os carros da Brawn GP continuam só com a marca Virgin.

Naquele post fiz um paralelo com o Corinthians que, com o ganho de visibilidade devido a chegada de Ronaldo e os bons resultados, foi deixando seu uniforme cada vez mais parecido com o de um macacão da F1; a Brawn estranhamente não conseguiu reverter os resultados e a maior exposição em mais patrocinadores, pelo menos até agora - se bem que a equipe diz não ter problemas com verba para este ano.

Mas, se por um lado a Virgin não chegou a um acordo com a Brawn, se especula que o Google teria intenções de se tornar um patrocinador da equipe o quanto antes. Larry Page, co-fundador do Google, visitou o paddock da F1 no último GP de Mônaco. Apesar de ser convidado oficial da Vodafone, patrocinadora da McLaren, parece que o grande interesse de Page estava mesmo era na Brawn GP. Alguns também dizem que para a temporada de 2010, o plano de Branson e Page é adquirir a equipe, mas isso não passa de especulação neste momento.

O fato é que, com a saída da Virgin, o carro branco da Brawn parece ser o lugar perfeito para o Google estampar sua marca - mais parecido com o seu site não poderia ficar. ;)

Inter Red | A grife do Internacional

Na noite de ontem antes da semifinal da Copa do Brasil contra o Coritiba, o Internacional lançou no Beira Rio sua nova grife: a Inter Red.

Totalmente voltada ao público jovem, a grife tem com objetivo fazer os torcedores vestirem as cores do clube em diferentes momentos e lugares e não apenas nos dias de jogos.

Comentamos aqui sobre a proposta da Nike com a seleção brasileira, e neste aspecto, o clube foi muito mais eficaz. Claro que a paixão dos torcedores com os times geralmente fala mais alto no Brasil, mas a estratégia do Internacional foi mais forte.

Além de colocar o ídolo do time D’Alessandro como garoto-propaganda, o clube lançou roupas que têm flexibilidade do uso das cores do Inter, e peças feitas para diferentes ocasiões.

O Internacional é o clube com maior número de associados, está com uma estrutura completa, um time competitivo e agora com a grife arrumou um jeito de estar com seus torcedores por mais tempo.

Enquanto alguns times lembram de seus torcedores apenas na quarta-feira e no domingo, dias de jogo, alguns estão criando alternativas para fidelizar ainda mais este “cliente”.

27 de maio de 2009

A nova camisa do Flamengo | Coca-Cola ou Olympikus²?

A camisa do time de maior torcida do país enfim voltará a estampar uma marca no peito. Após a saída da Petrobras, o manto sagrado do clube está liso e à espera de outra grande empresa.

Se por um lado os torcedores adoram os uniformes “limpos”, o clube sente a falta de uma renda fundamental para os times nacionais, o patrocínio de camisa.

A Olympikus já fechou contrato e a partir do dia primeiro de julho será a nova fornecedora de materiais, mas parece que a empresa do Grupo Vulcabras quer mais, e estaria disposta a investir mais R$20 milhões para ter a marca de um de seus produtos (Olympikus Tube) estampada no peito.

A outra proposta do clube também gira em torno deste valor e é da gigante Coca-Cola. A empresa de refrigerante estaria disposta a voltar ao futebol pegando carona com o Flamengo. A Coca-Cola perdeu o contrato com a CBF para a concorrente AMBEV, perdeu também a cota de patrocínio da Rede Globo (para Casas Bahia) e agora corre atrás do prejuízo.

Se o clube carioca apostar na empresa nacional de calçados, a Olympikus criará uma relação com o Flamengo muito forte logo em sua entrada no futebol e poderá explorar ainda mais a torcida e o time. O fato curioso é que se o contrato for entrar agora, a Nike irá estampar no peito da camisa do Flamengo um produto concorrente.

O Flamengo já tem as propostas e agora irá decidir entre as duas empresas. Mais importante do que os valores oferecidos, são as condições e propostas das empresas para com o clube. O projeto tem que ultrapassar o uniforme e as quatro linhas e ser produtivo para ambas as partes.

26 de maio de 2009

Nike | Most Valuable Puppets III e IV

A série Most Valuable Puppets da Nike com Lebron James e Kobe Bryant tem mais dois comerciais

No primeiro, Kobe Bryant grava uma fita K7 com suas jogadas e pergunta porque ninguém consegue pará-lo. Já no segundo, os dois se enfrentam dentro da própria casa...

O mais bacana da série, na minha opinião, é que conseguiram representar muito bem as características de ambos os jogadores, o que deixa os comerciais ainda mais divertidos.

Confira abaixo:





Para conferir os outros dois comerciais da série, clique aqui e aqui.

Nike Canarinho | Vestindo a camisa

A Nike estreou a primeira campanha 100% criada no Brasil. O mote não poderia ser outro, senão o próprio país e sua seleção de futebol.

A campanha surgiu de uma informação muito interessante: o Brasil é o país que a camisa verde e amarela menos vende no mundo. O diagnóstico feito pela empresa é que nós só vestimos o uniforme da seleção em época de Copa do Mundo e jogos isolados. Realmente é difícil de ver a camisa como parte do look das pessoas pelas ruas, e a campanha visa exatamente mostrar que é legal usar roupas e tênis que remetam ao nosso futebol.

A solução veio em forma de um manifesto e terá material espalhado por alguns PDV’s que foram criados pela Colletivo.

Fico me questionando o impacto da ação. Somos o país do futebol, mas estamos longe de ser um país apaixonado pela seleção e pela pátria. A causa da campanha da Nike é muito maior do que simplesmente aumentar o volume de venda do uniforme, que na verdade é conseqüência disso tudo.

O futebol é um esporte do povo e a camisa da Nike é de elite. Um torcedor humilde sofre para ter um uniforme oficial do seu clube, e isso se agrava quando falamos de seleção brasileira. Não é a maioria que pode pagar para ter a camisa oficial do Brasil em casa.

Se o objetivo é inserir a camisa no look das pessoas, imaginamos um target mais qualificado que tem condições de comprar. Por outro lado, se o objetivo é despertar a paixão pela seleção nacional, o preço do produto pode ser um empecilho.

Contudo, vale a pena conferir as peças criadas para ação!




Dica da Bárbara Bom Angelo!

Exagero Corintiano

Não teve como deixar passar. Após uma série de posts falando bem sobre o Corinthians - sua revitalização na temporada 2009, a contratação de Ronaldo, o patrocínio mais caro do futebol brasileiro etc -, o clube começa a dar sinais de que está perdendo a mão, pelo menos no que diz respeito ao seu uniforme.

Hoje li que o clube alvinegro fechou mais um patrocínio com a Hypermacas, dessa vez com a marca de desodorantes Avanço. Sendo assim, temos uma marca da recém criada Brasil Foods (Batavo, a primeira a fechar com o Corinthians), duas da Hypermacas (Bozzano e Avanço) e três do grupo Silvio Santos (Tele Sena, Lojas do Baú e Banco Panamericano); ou seja, um total de 6 marcas devem estampar o uniforme Corintiano este ano.

O exagero (e o problema) não está no número de patrocinadores que o Corinthians tem conseguido - isso só prova a força do clube este ano -, mas na forma como ambas as partes tem trabalhado esses novos negócios. A Avanço, por exemplo, irá estampar sua logomarca abaixo das axilas dos jogadores.

Que ideia foi essa? No mínimo ela partiu de alguém que quis fazer um link entre produto e situação de uso - fora que se a Avanço busca exposição de marca, o provável é que aconteça justamente o contrário.

Do outro lado temos o clube que permitiu isso em detrimento do seu uniforme, de seu escudo, de suas cores. Hoje o uniforme do Corinthians está mais para um tablóide de supermercado (nada contra), e até os próprios torcedores já estão reclamando.

O Corinthians, com toda a visibilidade que conseguiu após a chegada de Ronaldo, deveria ter um plano de patrocínios mais estruturado. Por exemplo, um número "x" de patrocinadores no uniforme; depois disso, o clube abriria espaço para patrocínio mas fora da camiseta, com ações com a torcida nos dias de jogos, ativação etc... oportunidades não faltam, o que falta é largar essa dependência dos uniformes.

Túlio Maravilha | Para animar a festa

Nesta terça-feira, o Botafogo (RJ) e o Brasil (RS) irão fazer um amistoso no estádio Bento de Freitas, em Pelotas.

Os dois clubes firmaram uma parceria de gestão e na partida de hoje irão contar com a presença ilustre do atacante Túlio Maravilha, que brilhou no clube carioca em 1995.

O atacante ainda corre atrás do milésimo gol e sonha em defender novamente o Botafogo, mas o certo é que irá se apresentar no Goiânia, clube que defenderá no segundo semestre.

Deixando a festa de lado, vale comentar a parceria entre dois clubes que aparentemente não possuem nenhuma identificação. Esse tipo de parceria com certeza será de muita utilidade ao Brasil, que apesar de pouca expressão no futebol nacional, tem uma torcida muito apaixonada.

Outros clubes podem se unir para este modelo de gestão. O glorioso Juventus (SP) da Mooca é um dos times que poderia fazer algumas parcerias e colher resultados representativos para sua história.

Dica do @Kavera!