
Depois de muita especulação, a Brawn GP e a Virgin não chegaram a um acordo e, por isso, a empresa de Richard Branson não deve estampar mais sua marca nos carros da equipe.
Nesta última quarta-feira, Nick Fry, diretor da equipe inglesa, afirmou que as partes não chegaram a um acordo e que o contrato não tinha sido renovado - Richard Branson estaria se negando a desembolsar mais que US$ 250 mil por corrida.
Eu já havia comentado aqui no Radar Esporte que, após a segunda vitória da equipe, a expectativa era de que os contatos aumentassem e que pouco a pouco começássemos a ver mais e mais marcas aparecendo no carro sensação deste ano. Não foi o que aconteceu. Já entramos na temporada europeia e os carros da Brawn GP continuam só com a marca Virgin.
Naquele post fiz um paralelo com o Corinthians que, com o ganho de visibilidade devido a chegada de Ronaldo e os bons resultados, foi deixando seu uniforme cada vez mais parecido com o de um macacão da F1; a Brawn estranhamente não conseguiu reverter os resultados e a maior exposição em mais patrocinadores, pelo menos até agora - se bem que a equipe diz não ter problemas com verba para este ano.
Mas, se por um lado a Virgin não chegou a um acordo com a Brawn, se especula que o Google teria intenções de se tornar um patrocinador da equipe o quanto antes. Larry Page, co-fundador do Google, visitou o paddock da F1 no último GP de Mônaco. Apesar de ser convidado oficial da Vodafone, patrocinadora da McLaren, parece que o grande interesse de Page estava mesmo era na Brawn GP. Alguns também dizem que para a temporada de 2010, o plano de Branson e Page é adquirir a equipe, mas isso não passa de especulação neste momento.
O fato é que, com a saída da Virgin, o carro branco da Brawn parece ser o lugar perfeito para o Google estampar sua marca - mais parecido com o seu site não poderia ficar. ;)
28 de maio de 2009
Google na F1?
31 de março de 2009
As surpresas da Stock Car e da F1
Começou a temporada 2009 de duas categorias do automobilismo. Na Austrália, a F1 deu largada para o que promete ser uma temporada inesquecível. Já em Interlagos, a Stock Car começou uma nova era em uma das categorias mais tradicionais do automobilismo nacional.
Não vamos comentar aqui no Radar Esporte o desempenho técnico de cada um dos pilotos, tampouco dar palpites em carros. Vamos analisar o ponto mercadológico destas duas categorias que vão ser noticia em muitos posts aqui durante o ano.
A Stock Car começou e trouxe neste ano inúmeras marcas “vestindo” os carros e dando nome às equipes (pelo menos para os telespectadores). Red Bull, Panasonic, Itaipava, Dolly, Eurofarma, Medley, São Luiz, Ipiranga, Hot Wheels entre outras. Estas empresas estampam carros e com certeza devem explorar esta participação na categoria com outras ações.
O curioso fica por conta das empresas ligadas à saúde (hospital e laboratórios) marcando presença mais uma vez, e das empresas de bebida (cerveja e refrigerante) nos carros. O investimento com certeza não foi pequeno, e patrocínio como este deve ser explorado em outras plataformas de negócio e divulgação para as empresas.
Só por curiosidade, a Hot Wheels foi a primeira equipe a abandonar a prova, mas os fanáticos por carrinhos não devem ter ligado muito.
Na F1, a Brawn GP passeou, fez dobradinha, porém quase passou em branco. Digo isso porque se vocês repararam, o macacão dos pilotos está “clean”, por falta de patrocínio. A Virgin bancou a equipe que estava falida, e hoje deve estar sorrindo à toa com a exposição no mundo todo. A Virgin ainda estaria disposta a comprar a equipe, caso o time passasse a levar o nome da marca e fizesse uso de combustível não poluente.
Após a primeira etapa, investidores devem correr para conseguir espaço no uniforme e nos carros que mais devem aparecer no ano. Porém, com certeza vão bancar muito mais do que poderiam ter investido antes do início da temporada...