Foi divulgado o resultado da pesquisa TNS Sport Brasil sobre a confiança das pessoas na capacidade do país receber a Copa do Mundo. Foram ouvidas 4.159 pessoas nas 17 cidades que se candidataram a sediar os jogos do mundial e o resultado é bem interessante.
A pergunta foi: “Você acha que o Brasil reúne condições para realizar a Copa do Mundo de 2014?” e 70,9% disseram “sim”, 27,1 que “não” e 2% não souberam responder.
O indice foi super positivo, e mostra que no que depender da população, a Copa do Mundo tem tudo para ser um sucesso. Entre as cidades que foram escolhidas, os paulistanos foram os mais desconfiados, onde o indice de reprovação foi 38%, justamente no local onde muitos acham que reune mais condições para um evento deste tamanho.
Faltam quatro anos para a Copa e muita coisa precisa ser feita. Sinceramente fico preocupado com a tamanha euforia das pessoas enquanto os tais estadios prometidos ainda são maquetes no papel.
Mas e vocês, o que acham? Temos condições de realizar a Copa do Mundo?
4 de junho de 2009
Você confia na Copa do Mundo no Brasil?
Manchester United com novo patrocinador
O clube inglês que tem a marca mais valiosa no futebol mundial agora tem dinheiro em caixa. O Manchester United acertou o novo contrato de patrocínio para as próximas quatro temporadas.
A nova logomarca no peito dos Reds será a Aon Corporation – empresa financeira americana – e o valor que corre nos bastidores gira em torno de 80 milhões de Libras, aproximadamente R$ 250 milhões.
O Manchester United cogitou a Petrobras (veja aqui) para substituir a AIG, que estava com o clube desde 2006 e pagava cerca de 60 milhões de Libras.
Recentemente comentamos o contrato da equipe com a Airtel (aqui) e cada vez mais vemos as receitas do clube aumentarem. Apesar do valor astronômico do novo contrato (o maior da história do futebol), o patrocínio da camisa e as cotas de TV não são os únicos pilares do clube, que possuem inúmeras fontes de renda e distribui sua marca pelo mundo todo.
Quando será que iremos ver estratégias diferentes de capitalização por aqui?! Inspirações não faltam...
3 de junho de 2009
Radar Esporte em Cuba
Caros leitores, como vocês devem ter percebido, o Dida Louvise está ausente nesta semana, mas em breve ele retorna com algumas notícias sobre os bastidores do esporte em Cuba.
Uma potencia nos esportes olímpicos, a Cuba tem muito a nos ensinar e com certeza teremos muitas novidades e curiosidades sobre o país.
Aguardem!
Ronaldo com boné do SBT = R$ 50 milhões | Topa tudo por dinheiro?
Um dos maiores comunicadores do país e uma figura extraordinária da televisão brasileira. Empresário, apresentador e mestre em chamar atenção. Dizem que onde ele coloca a mão vira ouro e que apesar de “pão duro” em sua vida particular é conhecido por propostas tentadoras. Sua “diversão” favorita: aprontar com a concorrente Globo.
Sim, estamos falando no Radar Esporte sobre Silvio Santos. O dono e apresentador do SBT já estampou a logomarca da emissora na final da Copa João Havelange e agora praticamente arrematou o uniforme do Corinthians.
Se não bastasse tudo isso, Silvio Santos enviou uma proposta no mínimo tentadora ao Ronaldo: se ele entrar em todos os jogos com um boné com as marcas Baú e Telesena, receberá a quantia de R$50 milhões. O valor é superior a praticamente todos os patrocínios que o clube arrecadou em seu uniforme e infinitamente curioso.
No vídeo abaixo vocês irão conferir a figura emblemática da televisão dizendo que o fenômeno não irá receber proposta parecida nem da Globo e nem da Record.
Ousado ou louco? A questão é que é uma proposta curiosa e que já gera buzz mesmo sem o atacante ter aceitado, imaginem se o contrato realmente for firmado?
Confiram!
Kaká no Real Madri | Vuelve la Ilusión
Depois de muita especulação, parece que o brasileiro Kaká irá deixar o Milan. O destino é o Real Madri e pode representar muita coisa.
Com a aposentadoria do Maldini, tudo indicava que o brasileiro seria o novo “filho” do Milan, que em breve seria o capitão do time e o eterno xodó da torcida.
Por outro lado, Florentino Pérez voltou ao comando do Real Madri e prometeu um time espetacular que iria contar com o brasileiro.
Apesar da paixão recíproca entre Kaká e Milan, o clube italiano está passando por dificuldades financeiras e a venda do brasileiro por R$180 milhões seria uma das soluções para tirar o time do vermelho.
A ida para o Real Madri é incógnita. Mesmo sendo um time de ponta, os últimos resultados do clube não são tão empolgantes como o discurso de Florentino. Mas se lembrarmos dos Galácticos, podemos entender que o Kaká está indo para o clube que o fará o melhor do mundo novamente.
Temos que esperar os resultados para ver o saldo da transação para o jogador. O fato é que o valor pago rapidamente voltará aos caixas do Real em ações envolvendo clube, a marca do jogador e a Adidas.
Apesar da frustração e de todos imaginarem o brasileiro se aposentando no clube italiano, vamos sempre lembrar que o Kaká está indo para o Real Madri e não para um Manchester City da vida...
2 de junho de 2009
Luís Fabiano | Rala que Rola
Véspera de jogo da seleção Brasileira, e um atacante conquistando espaço no time. Cenário perfeito para a Nike atacar, e a estrela da vez é Luís Fabiano.
Muitos dizem que se o atacante for bem nas duas próximas partidas e na Copa das Confederações, até Ronaldo irá ter que correr para tirar a “nove” dele.
Luis Fabiano ou Fabuloso para os mais conhecidos. Com um trocadilho e com base na fábula “A Cigarra e a Formiga”, a Nike contou a trajetória do atacante do Sevilla.
Mais uma campanha “Rala que Rola”. Acho fantástico o jeito que a Nike explora seus jogadores, principalmente contando histórias curtas. Parece que as marcas por não terem em seu DNA a paixão que os clubes por si só têm, tiveram que aprender a roubar a emoção dos times, seleções e jogadores.
Vale à pena conferir:
Mil rivales antes del rival | Topper
A Topper da Argentina estreou sua nova campanha – “Mil rivales antes del rival” – uma vertente da “El Corazón manda”.
A campanha mostra os diversos rivais que os atletas tiveram que superar antes de se tornarem estrelas e conta com material impresso e quatro filmes.
Já comentamos aqui sobre a nova marca da Topper e agora uma campanha que busca mostrar o lado da superação dos atletas. A pegada do tema não tem muito a cara da Topper, pelo menos a que estamos acostumados a ver aqui no Brasil, que poderia explorar a imagem do Marcos (São Marcos) já que é um dos atletas patrocinados.
Confira abaixo os quatro filmes:
Um culto aos ídolos
A carreira de um jogador vai muito além de jogos disputados, títulos conquistados e o tempo que durou. Como toda boa história é preciso começo meio e fim.
Ultimamente, no Brasil vemos o começo de carreira de qualquer (qualquer mesmo) jogador como se fosse o surgimento de um novo Pelé, Romário, Ronaldo, Robinho etc. Jovens com 16 anos são tratados como celebridades, recebem salário de gente grande e se portam como salvadores da pátria.
O segundo passo ou é para a Europa ou para o inicio da frustração. Digo isso porque esses jovens nem imaginam permanecer no Brasil, e se permanecem ficam tão decepcionados que a qualidade do futebol cai, frustrando todos que estão à volta.
Esses jovens têm mais de dez assessores, empresários, mas será que possuem responsáveis pela carreira? Parece um pouco prematuro, mas na fase que vivemos seria de suma importância, já que o começo da carreira interfere diretamente lá na frente.
Nesta última semana vimos o final da carreira de três grandes jogadores na Europa, Maldini, Figo e Nedved. Estes monstros do futebol deram adeus aos gramados, aos clubes, aos torcedores, porém provavelmente não irão se desligar do esporte.
Na Europa vemos muitos jogadores que já começam a se preparar para uma futura ocupação nos clubes, seja ela de treinadores ou com cargos administrativos. Isso contribui para a decisão de parar, pode ser uma atitude mais pensada, mas o que chama atenção é o carinho que todos recebem. Torcedores e dirigentes tratam esses craques como verdadeiros Deuses e aí que vemos o resultado de uma bela carreira, com começo meio e fim.
O craque e comentarista da Globo diz que jogador morre duas vezes, a natural e quando para de jogar. Mas grandes craques não morrem nunca, ficam pára sempre na história.
No Brasil o último final de carreira comentado foi o de Romário, que apesar de tudo ainda faltou um “tchau” de maneira digna. Edmundo parou há pouco e ninguém comentou. Em breve teremos outros craques e muitos não ficarão sabendo. Enxergo tudo isso como uma ausência de profissionais especializados ao lado desses jogadores.
Para alguns a culpa é do futebol e dos clubes, mas até que ponto isso não é culpa do próprio jogador? Queremos profissionalizar a administração dos clubes, mas devemos profissionalizar a carreira dos jogadores também...
1 de junho de 2009
Vende-se Newcastle
Não é só no Brasil que vimos seguidos erros de administração de um clube. Um dos clubes mais tradicionais da Inglaterra, o Newcastle não só deu adeus à Premier League, como está se afundando de maneira catastrófica.
Após a derrota para Aston Villa por 1 a 0 na última rodada, o time foi rebaixado e com isso terá todas as conseqüências no orçamento que um fato como este traz para um clube. Porém, como na Europa temos tudo em grande escala, parece que até este tipo de derrota é mais profunda.
No Brasil tivemos exemplos onde a queda para a segunda divisão foi importante para o clube. Palmeiras e Corinthians são modelos de clubes que se reestruturam e tiveram grandes proveitos do fato, como fortalecimento do time e engajamento da torcida.
Na Inglaterra, o Newcastle é vitima de uma péssima administração, que trouxe prejuízos incalculáveis para um clube que tem mais de 100 anos. O resultado disso tudo pode ser resumido no pronunciamento do presidente do time Mike Ashley, que colocou o clube a venda depois de ter adquirido em 2007.
Na época, o bilionário pagou 134 milhões de libras, mas hoje aceita repassar por algo em torno de 80 milhões de libras. Após mudanças sem justificativas na comissão técnica, dirigentes e jogadores, podemos ver o que ficou de legado.
Ashley não só não só perdeu dinheiro e desvalorizou o Newcastle, como manchou a história do clube.
Se lá fora está acontecendo isso, vale à pena reforçar a importância de uma administração profissional. Por aqui não temos muitos bilionários querendo comprar e brincar de clube, mas muitos dirigentes que estão brincando de administrar...
Quarteto de Alexandria | Ou Super G-4
Na última sexta-feira os presidentes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo se reuniram na Vila Belmiro em um almoço para conversarem sobre os interesses dos quatro principais clubes do Estado.
Marcelo Teixeira (Santos) Juvenal Juvêncio (São Paulo), Andres Sanchez (Corinthians) e Luiz Gonzaga Belluzzo (Palmeiras) se referiram ao grupo como “Super G-4”, e acreditam que juntos, terão muito mais força para negociar com a televisão, Federação Paulista e CBF.
No encontro foi decidido que os clássicos entre os quatro serão trabalhados em parcerias pelas diretorias de marketing, como já ocorreu entre Corinthians e Palmeiras.
A iniciativa é muito boa. Os clubes são grandes não só dentro do estado, mas como no futebol nacional e juntos podem ser responsáveis por mudanças dentro e fora das quatro linhas. O ‘Quarteto de Alexandria”, como definiu Belluzzo , será sem dúvida o aglomerado mais forte do futebol brasileiro (ouso dizer que mais forte que a própria Federação Paulista) e dessa forma terá papel fundamental por implementar um novo modelo de gestão.
Não basta apenas um encontro e logotipos durante os clássicos. O trabalho tem que ser muito mais forte já que não conseguimos trabalhar a marca dos clubes e dos campeonatos aqui e esta oportunidade pode ser um divisor de águas para o nosso futebol.
Ações isoladas causam buzz. Ações planejadas causam transformações e evolução. Por isso, mais do que fazer, o “Super G-4” tem que pensar, pensar e depois agir.