8 de março de 2009

Corinthians e Visa, mas só por hoje.

Agora é certo. Na última sexta-feira, foi divulgado quem era o tal 'patrocinador secreto' do Corinthians para o clássico deste domingo contra o Palmeiras: Visa. A maior motivação para o patrocínio foi a possibilidade da presença de Ronaldo Fenômeno em campo mais uma vez, claro.

Com isso, só este ano já é o quinto patrocinador que o clube estampa em se uniforme. Os outros quatro foram Vivo, Locaweb, Ford e AACD - este último sem custo algum.

No entanto, não é esperado que a Visa acerta com o clube até o fim da temporada. Segundo notícia do Uol Esportes, a rede de Supermercados Carrefour, que já teve contrato com o Ronaldo, é um dos nomes cogitados para estampar a camiseta do alvinegro.

Aliás, essa história de possíveis patrocinadores do Timão está começando a me lembrar o caso da Emirates, só que ao contrário... Todo mundo tirando uma casquinha do Timão.

Na partida de estréia de Ronaldo - que entrou somente no segundo tempo -, a emissora carioca atingiu 30 pontos de média, marca que o futebol não conseguia há algum tempo.

E agora, com a possibilidade do Fenômeno jogar mais tempo do que no jogo contra o Itumbiara (ele talvez até seja escalado para começar a partida), a expectativa é que os números fiquem muito próximo disso novamente. E os patrocinadores adoram...

O clássico de hoje promete.

Olhos no Corinthians e todos torcendo pelo fenômeno.
Agora, se o K9 roubar a cena...será que mais virais virão por aí?

7 de março de 2009

Ronaldo – Brahma | Aperitivo para o clássico

Falamos muito aqui no Radar Esporte sobre a relação de Ronaldo com as marcas que o patrocinam. O atacante passou por contusões, conturbações e a reação das marcas foram variadas. Algumas o abandonaram, outras o apoiaram e algumas não se pronunciaram.

A Brahma foi uma das que preferiu o silêncio e certamente estava esperando sua volta como um fã apaixonado, um corintiano roxo e um amante do futebol, que não via a hora do fenômeno Ronaldo reencontrar a bola.

“Guerreiro”. É assim que a empresa de bebidas chamou um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, e confesso que é assim que eu também o vejo. Após três graves lesões, ele está de volta. Claro que ainda é cedo para falarmos sobre seu desempenho, mas o fenômeno voltou.

Muitas pessoas vão questionar a relação de um jogador com uma marca de bebidas, mas neste caso, penso que a homenagem caiu muito bem.

Confiram abaixo o comercial.

6 de março de 2009

Palmeiras e Corinthians. Um clássico de/que marca

Para jogadores, técnicos, torcedores, patrocinadores e fanáticos por futebol, os clássicos realmente são jogos diferenciados. Muitos comentam que os grandes craques se mostram nos clássicos, e que estes jogos são divisores d’água para a carreira dos profissionais, além de, claro, ficarem eternizados na história...

A paixão dos torcedores extrapola as quatro linhas e pode dividir famílias, países e cidades. Pode causar problema no coração desses amantes dos clubes (na vitória ou na derrota) e, ao mesmo tempo, o renascimento de times nos campeonatos.

Infelizmente, alguns clássicos não lotam porque os torcedores têm medo da violência nos estádios, mas geralmente são oportunidades para os clubes faturarem com a bilheteria. Mais do que isso, existem muitas possibilidades para os clubes e empresas ligadas ao futebol se capitalizarem.

Cabe aos times e às marcas entender como participar desse momento tão importante. Há marcas que abrem exceções que seriam impensáveis para muitos, como trocar a cor da sua logomarca e de suas embalagens para agradar ambos os lados. E pra mostrar que não estamos falando de qualquer marca, temos o exemplo da Coca-Cola, que mudou as cores de algumas de suas embalagens na Argentina por causa dos torcedores do Boca Juniors - sim, os produtos ganharam as cores azul e amarelo do clube argentino. E não é preciso ir muito longe, não. Aqui mesmo no Brasil, o Banrisul já patrocinou Internacional e Grêmio em momentos distintos por motivos óbvios.

Palmeiras e Corinthians fazem um dos clássicos mais importantes no mundo (confira matéria do Estado). O derby já foi até tema para a releitura de Romeu e Julieta. Pensando nisso, as diretorias dos dois clubes resolveram se unir para criarem uma marca para o derby e uma série de ações que irão rodear estes jogos.

A partir deste domingo, as partidas serão como finais de campeonato e valerão um troféu, que terá o nome de Brandão. A homenagem é para um recordista nos dois clubes, Oswaldo Brandão, que fez história nos anos 50, 60 e 70. O clube que ganhar 3 jogos seguidos, ou 5 primeiro, leva o troféu em definitivo.

A bola do jogo também terá o logo do Derby. Talvez ainda seja uma iniciativa discreta, mas a idéia é que o clássico ganhe cada vez mais força com o passar do jogos. Quem sabe daqui a algum tempo não vemos uma bola com um design diferenciado, desenvolvido somente e especialmente para o Derby, adquirindo assim um status de memorabilia esportiva de fato?

Um ponto bacana dos clássicos é que eles são verdadeiras manifestações culturais e envolvem um contexto que foge das mãos dos clubes. É praticamente impossível "criar" um clássico, mas, hoje, com os departamentos de marketing do clube se estruturando, é possível dar proporções ainda maiores para estas partidas.

A iniciativa, partindo de dois dos mais importantes representantes do futebol no país, pode acabar inspirando clássicos regionais Brasil afora a criarem ações que os amplifiquem ainda mais.

Do lado das marcas, elas precisam entender tudo o que estes clássicos representam na vida dos torcedores para saber como interagir de forma relevante com cada um deles, ajudando na criação de verdadeira memórias que se eternizarão também na mentes e corações dos torcedores.

Postado por: Bruno e Dida

Apresentações: momentos únicos

Hoje, um dos assuntos mais comentados é a apresentação do Fred no Fluminense. O presidente do clube, Humberto Horcades, proporcionou momentos únicos não só para os torcedores do tricolor carioca, mas para todos nós, com algumas pérolas:

- Trocou o nome do Fred duas vezes: chamou de Celso e Fábio
- Chorou (literalmente) ao falar da Unimed e do presidente Celso Barros
- Exaltou o jogador com títulos inexistentes em sua carreira, como por exemplo “campeão mundial”
- Fez com que a torcida aclamasse o presidente da Unimed, Celso Barros



Isso tudo fez a Globo.com divulgar uma lista com as 10 principais gafes em apresentações de jogadores (confira aqui), e isso me faz pensar como os clubes e empresas poderiam fazer as apresentações.

A Fórmula 1 investia milhões em grandes eventos e, com a crise, as equipes optaram por apresentações mais humildes, nas próprias garagens das escuderias. Os clubes não precisam gastar muito dinheiro para fazerem grandes eventos, mas poderiam capitalizar esse momento tão importante (dependendo do peso jogador, claro) para os torcedores, imprensa e próprio clube.

Ao saírem dos clubes, são poucos jogadores que convocam a imprensa e anunciam a saída. A maioria sai de fininho e não dá satisfação, mas quando são apresentados, todos, sem exceção, fazem questão de se mostrarem, é um momento único.

Os patrocinadores poderiam aproveitar as apresentações para exporem suas marcas de forma diferenciada. Os clubes poderiam fazer promoções com as camisas destes jogadores, além de criarem transmissões com bastidores pela internet para os “sócio-torcedores”. Poderiam também prestigiar alguns “torcedores Vips” e convidarem para irem assistir as apresentações.

Enfim, são inúmeras as maneiras de capitalizar este momento, e sem grandes investimentos. Por hora, fiquem com o link do vídeo do presidente do Fluminense.

5 de março de 2009

Radar Esporte no Roda Viva – TV Cultura

Caros leitores do Radar Esporte, na próxima segunda-feira, estarei representando o blog no programa Roda Viva, da TV Cultura.

O convidado da semana é o técnico da seleção brasileira, Dunga, e vocês podem acompanhar pela internet ao vivo, a partir das 18h30 no site do programa.

Farei parte dos “twitteiros” que acompanham o programa e comentam os bastidores da entrevista. Para quem ainda não possui nossos twitters, seguem @didalouvise e @brunobernardo.

Assim que tiver mais novidades, compartilho com vocês.

4 de março de 2009

Enfim, a estréia de Ronaldo

Demorou. Depois de pouco mais de um ano fora do futebol, o fenônemo Ronaldo voltou a pisar nos gramados em um jogo oficial.

No dia 4 de março de 2009 o mundo testemunhou a estréia do Ronaldo com a camisa do Corinthians e esse dia, provavelmente poderá se tornar muito importante na história do futebol.

É verdade que sua atuação foi de maneira discreta, mas isso é o de menos, uma vez que falamos de um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, que passou por três sérias cirurgias. Porém, como este blog é sobre marketing esportivo, vamos analisar alguns pontos do negócio.

1. O Corinthians pode ter apressado a estréia de Ronaldo para faturar com público nos jogos e alavancar o processo de patrocínio em seu uniforme. Claro que o técnico Mano Menezes não aceitaria palpites em seu trabalho, mas o futebol não é tão romântico como muitos pensam, e muita coisa faz parte do "negócio".

2. Muitos torcedores preferem a camisa de seus clubes "lisa", sem patrocínio no meio Podemos imaginar a vontade de ter uma camisa dessas com o número 9, e com o nome Ronaldo nas costas. Está aí uma grande chance de faturar, aproveitar o boom da estréia do atacante e fazer uma "promoção relâmpago" pelo Brasil: camisa do Corinthians, do Ronaldo, por um preço abaixo do valor apenas no dia após sua estréia.

3. Mais uma vez a imprensa se voltou para o Ronaldo. Desde os dias que antecederam a partida, passando pelo momento que o técnico o chamou para entrar, até o apito final do árbitro, todos os jornalistas presentes, e o público que assistia a partida se voltaram para o fenômeno. A quantidade de mídia espontânea, que hoje em dia é calculada por empresas, provavelmente será um dos argumentos do Corinthians na busca por patrocínio. Imaginem o sorriso do diretor de marketing da empresa que poderia estar na camisa do clube.

Contudo, podemos ter a certeza que a história do Corinthians, a carreira do Ronaldo e todos nós que acompanhamos sua estréia, a partir de hoje teremos mais um capítulo para contar para a próxima geração. Foi a data que o atacante voltou aos gramados brasileiros, retornou de (mais) uma lesão e por incrível que pareça nenhuma empresa aproveitou isso...

Aliás, a única marca que pode explorar tudo isso é a Nike, e eu espero mais um daqueles comerciais fantásticos que costumamos ver...


Crédito foto: Globo.com

3 de março de 2009

Inspire-se | Olympikus

Quem acompanha o Radar Esporte com frequência sabe que Nike e Adidas sempre marcam presença por aqui. A boa notícia hoje é que a brasileiríssima Olympikus estreou sua mais nova campanha para o ano de 2009. E, pelo tom do novo comercial, parece que o foco da marca será justamente nos atletas amadores.

Este parece ser um movimento natural para algumas marcas do segmento esportivo - a Gatorade, por exemplo, já está com um novo posicionamento mundial focando justamente nos esportistas e atletas amadores.

Mas isto não quer dizer abandonar a performance e a superação dos limites que os atletas profissionais buscam - e que sempre vimos nos comerciais -, pelo contrário. A idéia é justamente buscar inspiração no universo dos grandes atletas e trazê-los para o mundo daquelas pessoas que por nenhum motivo aparente - pelo menos para alguns - vão diariamente praticar seu exercício. Na verdade, se pararmos pra pensar, motivação é o que não falta.

E agora parece que as marcas estão percebendo a força deste público e estão começando a (re)direcionar seus esforços.

A campanha da Olympikus, criada pela DCS, é, na minha opininão, incrível.

Belo texto.

"Inspire-se."

Com ou sem patrocinador?

Ontem à noite, o programa Bem, Amigos, do SporTv, teve uma discussão interessante e que achei bacana postar aqui no Radar Esporte.

No último domingo (1/3), o Botafogo conquistou a Taça Guanabara no Rio de Janeiro e quando os atletas foram levantar a taça, eles não estavam vestindo o uniforme oficial, e sim uma camiseta promocional desenvolvida pela diretoria do clube.


A discussão, intermediada por Galvão Bueno, e que envolveu comentaristas e ex-atletas, questionava se este tipo de iniciativa deveria ser permitido; afinal, segundo alguns afirmaram no programa, os patrocinadores eram (co-)responsáveis pelos salários dos atletas e nada mais justo do que ter sua visibilidade garantida num momento tão especial para o clube, momento este que, claro, rende uma boa exposição na mídia.

Galvão Bueno, Arnaldo César Coelho, Caio e Júnior estavam claramente do lado dos uniformes tradicionais e seus patrocinadores e, mais do que defedê-los, também achavam que o mais coerente era estar com o uniforme da 'batalha' também na hora da premiação - talvez uma visão um pouco mais 'romântica' dessa questão...

Do outro lado, Renato Maurício Prado tinha uma opinião um pouco mais ponderada. Ele parecia entender ambos os lados, mas acreditava que o caminho natural eram as tais camisetas comemorativas dos clubes - inclusive citou a camiseta 5-3-3 e a 6-3-3 criadas pelo São Paulo recentemente. Mesmo nesses casos, Renato parecia acreditar que, no caso da camiseta promocional, o patrocinador também deveria estar presente - talvez isto seja, quem sabe, mais um ponto para ser acordado nos contratos.
O fato é que, desde que os departamentos de marketing dos clubes começaram a se desenvolver mais, iniciativas como essa começaram a ser mais comuns. É mais uma forma que os clubes encontraram para engajar seus torcedores e, claro, conseguir um pouco mais de verba.
Estas camisetas são bem comuns na NBA, mas lá, além dos uniformes não terem patrocinadores expostos, parece haver uma 'regra' para a utilização deste tipo de camiseta. Ou seja, ambos marcam presença, mas em momentos diferentes.
Eu mesmo ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Como alguns comentaram no programa, acho que o uniforme tem sua beleza, mas o caminho realmente deve ser as camisetas promocionais.
O que vocês acham?
Fonte Foto: Abril

Rosa Pink por uma boa causa

Na Inglaterra, os jogadores do Oldham (terceira divisão), utilizaram uniforme rosa na partida contra com o Leeds, na tentativa de angariar fundos para a ala especializada em câncer de mama do Royal Oldham Hospital.

Uma ação simples, mas que mostra o buzz gerado por algumas ações dentro do futebol. Aqui no Brasil, o Corinthians também fez uma ação do bem ao estampar o nome da AACD em seu uniforme (confira aqui) e obteve sucesso com a mesma.

Muita gente comenta apenas o lado fútil do esporte, como altos salários, noitadas e violência, mas pensem se todos se mobilizassem por causas nobres. O Pelé já fez uma guerra parar o assistirem jogar, e antigamente não tínhamos nem 1% do poder de comunicação que temos hoje.

Tantas coisas ruins acontecendo pelo mundo, penso que o esporte poderia se unir para tentar ao menos melhorar um pouco a vida de certas pessoas...

1 de março de 2009

O melhor time de todos os tempos

Para comemorar seus 50 anos como franquia membro NFL, o Buffalo Bills foi além da parafernália comemorativa tão característica de datas como esta e desenvolveu uma ação na internet para aumentar o envolvimento dos torcedores com o time.

Através do buffalobills.com os torcedores podem criar sua própria seleção do Buffalo Bills, através de uma lista previamente preparada com as maiores lendas de todos os tempos do time. Um vídeo dá aas boas vindas aos fãs e o site também fornece fotos, estatísticas e vídeos dos jogadores para tornar o processo de votação ainda mais interessante. Haverá um período específico de votacão para cada posição, o que deve dar mais longevidade à ação.


E, claro, como não poderia deixar de faltar, haverá um concurso entre os times selecionados, que irá premiar alguns torcedores com os 'brindes tradicionais' que o público americano já está acostumado.

Os torcedores também terão acesso a widgets, que darão destaque às suas escolhas, para colocarem em seus blogs.

Mais um ótimo exemplo que mostra como o esporte já está se rendendo definitivamente à internet.

Seria muito bacana ver uma iniciativa como esta com os nossos grandes times de futebol - ou até mesmo com a seleção brasileira. Temos uma história riquíssima no esporte, jogadores que se eternizaram e que fizeram sucesso em diversos cantos do planeta. Além de ser uma ação relativamente barata, ela gera um ótimo envolvimento com os torcedores, estimula o conhecimento das memórias do clube e seus jogadores, além de aumentar essa paixão incondicional pelo time; fora a repercussão que isso poderia ter em outras mídias e nas mesas de bar Brasil à fora.

Fica aí a referência do futebol americano para o futebol brasileiro.