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23 de fevereiro de 2010

Bandeira Branca no futebol!

Confesso que não tive coragem de ver a cena do torcedor sendo espancado até a morte depois do clássico de domingo entre Palmeiras e São Paulo F. C.

Não vi e não preciso ver para me chocar. E o pior de tudo é que acreditei cegamente, nem por um segundo achei que fosse exagero de quem começou a me relatar.

Comentamos sobra o Derby (Palmeiras e Corinthians) no interior, que apesar de muitos reclamarem não teve nenhum caso de violência. O Derby voltou para a capital recentemente (Pacaembu) e também não ouvi nenhum relato de briga entre as torcidas. Até parece mentira...

Sempre escuto o jornalista Flavio Prado dizer que jogo de futebol não é coisa para família e que clássico é para “louco”. Não gosto de ouvir, mas infelizmente às vezes sou obrigado a concordar.

Não penso e nem é o momento para pensar em ações de marketing (talvez por isso o post fuja um pouco do perfil do Radar Esporte), o caso é mais grave e exige medidas pesadas, urgentes e intervenção de grandes autoridades.

Será que os clássicos devem ser jogados com portões fechados? Será que devemos cortar o mal pela raiz e perder a essência do jogo de futebol que são as torcidas vibrando, a paixão das pessoas? Não sei, o que eu penso é que não podemos mais levar do jeito que levamos e esperar que as pessoas mudem e do nada fiquem pacificas...

Não dá mais! Comentamos tanta coisa bacana do esporte, sabemos os valores e os benefícios que ele agrega e ainda contamos com situações como essas. Não quero ser visto como “louco”, como um apaixonado que ainda pensa que o futebol é bonito, alegre. Prefiro acreditar sim que isso é o certo, que apesar de profissionalizado, o esporte é festa, confraternização e uma válvula de escape para os jovens fugirem da violência. E não o contrário.

Fica aqui a tentativa de levantar a bandeira branca e os sentimentos para as milhares de famílias que tiveram parentes mortos no futebol. #paz

7 de fevereiro de 2010

O Robinho voltou | Go Visa nos gols históricos

Quem não se lembra da cena abaixo?



O gol contra o Palmeiras, na estréia do Fenômeno pelo Corinthians rodou o mundo e está eternizado na história do clube e do jogador.

Neste domingo a cena que ficou para história foi o gol do Robinho em sua volta ao futebol brasileiro contra o São Paulo F. C.

A coincidência não para porque foram dois clássicos (Corinthians e Palmeiras / Santos e São Paulo F. C.), dois gols decisivos nas partidas e duas cenas históricas. Em ambos os casos lá está a marca da Visa – Go Visa (apesar da Lupo estar junto, o peito das camisas era da Visa).



A marca não investiu em patrocínios anuais com clubes, em ambos os casos foram ações pontuais e de oportunidade. E por coincidência com gols...

Se por um lado buscamos projetos consistentes e longos, vemos uma marca que acabou criando uma modalidade neste segmento – patrocinar momentos.

A marca fala de experiências em suas campanhas e literalmente fez uso disso em suas iniciativas. Mais do que o valor investido e o tempo de duração dos contratos, a marca participou de dois momentos inesquecíveis para os clubes, jogadores e torcedores.

Não vou entrar no detalhe se é oportunidade ou oportunismo, mas penso que a marca poderia explorar mais essas cenas. São momentos que o “acaso” criou e que o tempo não vai acabar...

13 de maio de 2009

Um novo Derby

Palmeiras e Sport Recife. Sport Recife e Palmeiras. Por conta do acaso que colocou estes times, um no caminho do outro, nos últimos cruzamentos, o futebol nacional viu nascer um novo clássico.

Em estados distantes e com tradições diferentes. Ninguém nunca imaginou que estes dois clubes fariam duelos tão importantes, e ninguém também quis criar uma rivalidade forçada, ela simplesmente aconteceu. Partidas emocionantes, em campeonatos importantes e em momentos decisivos. Estes fatores fizeram com que os dois clubes, a mídia, dirigentes, técnicos e as torcidas tivessem um envolvimento crescente com este derby recente.

Digo torcidas, porque não foram só as torcidas de Palmeiras e Sport que se engajaram no clássico, pelo contrário - se alguém duvida, que tivesse prestado mais atenção na movimentação/gritaria nas ruas e bares aqui de São Paulo.

Na noite de ontem, os dois protagonizaram um duelo fantástico pela Libertadores, e que nos pênaltis, o Palmeiras saiu vitorioso. Os críticos disseram que os dois fizeram por merecer, que ali qualquer um seria merecedor da classificação, mas não é isso que importa.

Falamos muito aqui no Radar Esporte sobre marca. Marca de clubes, de atletas, de campeonatos e até de jogos (veja aqui). Palmeiras e Sport já saíram no mesmo grupo na primeira fase e logo na seqüência se cruzaram no “mata-mata”. Não precisava saber muito de futebol para saber que este confronto seria emocionante e disputado até o final, como de fato foi.

Sem ninguém programar, o derby nasceu. Um novo clássico no futebol brasileiro que provavelmente terá outros muitos capítulos, mas que na noite de ontem não foi explorado como deveria. A federação é internacional (CONMEBOL), mas tanto a diretoria dos dois clubes como a CBF poderiam ter explorado mais esta rivalidade.

Se por um lado Palmeiras e Sport pecaram por não valorizar mais este novo clássico do futebol brasileiro, fica aqui a proposta de que se preste mais atenção a estes movimentos que acabam explodindo na nossa frente quando menos esperamos. Deixar a surpresa de lado e fazer com que as coisas fiquem um pouco mais "previsíveis. Por que não impulsionar mais essas rivalidades?

Os clubes são concorrentes no campo, mas não de mercado. Os consumidores são fiéis e não vão se encantar por campanhas de outros clubes. São torcedores. Portanto as diretorias podem se unir para promover estes duelos. É bom para os times, para o público, para o futebol e para o business.
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O Marcão ontem foi brilhante mais uma vez, mas este merece um post a parte.

Postado por Bruno e Dida

9 de março de 2009

Um derby para a história


“Senhoras e senhores, o Ronaldo voltou” foi assim que o narrador da SporTv Milton Leite anunciou o gol de empate do alvi-negro. Antes mesmo de gritar “gol”, o narrador anunciou a volta, em grande estilo, do fenômeno Ronaldo.

Mais do que ser lembrado pelo primeiro gol do atacante com a camisa do Corinthians, o derby deu exemplo em todos os sentidos. Parece que os clubes entenderam que um jogo de futebol é um espetáculo, com platéia, ingresso, começo, meio e fim. Um evento para faturar e fornecer aos presentes, que pagaram para estarem ali, algo valioso em troca.

O jogo, que foi transferido para o interior (Presidente Prudente), foi um exemplo. As torcidas se respeitaram, alguns torcedores assistiram à partida ao lado de torcedores adversários e deram exemplo de comportamento.

Pouco se falou sobre a iniciativa de levar o clássico para uma cidade do interior paulista, mas o fato é que os dirigentes devem pensar nisso como uma solução em determinados momentos. É claro que a capital deve ser palco dos nossos principais clássicos, mas times como Palmeiras, São Paulo e Corinthians - ainda mais agora com Ronaldo - tem torcedores em todo o Brasil e conseguem lotar estádios por todo o estado. Não é pra menos que ontem o clássico atingiu a marca recorde de público neste Paulistão - foram mais de 44 mil torcedores. É uma oportunidade de levar futebol de alta qualidade e com as principais estrelas para um grupo de pessoas que normalmente não teria acesso em sua cidade.

Também não podemos esquecer que os clubes estão criando suas próprias empresas de turismo, facilitando que os torcedores acompanhem seus clubes em outras cidades, como é o caso do Timão. Até aí eles estão faturando agora...

Dentro das quatro linhas, os dois times entraram lado a lado. O Palmeiras com seu uniforme tradicional, e o Corinthians trazendo Visa, Panasonic e Lupo, como adiantamos aqui no Radar Esporte.

A equipe do Palmeiras saiu na frente, mas aos 47 do segundo tempo, o mundo testemunhou um momento único. Ronaldo mostrou mais uma vez que ele pode voltar a jogar em alto nível. Ele fez o gol de empate e comemorou. Mas dessa vez foi diferente, ele não correu com os braços abertos enquanto apontava o indicador direito. Dessa vez Ronaldo pulou as placas de publicidade, correu para a torcida e se jogou literalmente no alambrado do Prudentão. Mesmo para quem disse ontem dominar com perfeição a arte de fazer gols, Ronaldo sabe que o gol de ontem foi, sem dúvidas, um dos mais importantes da sua iluminada carreira, e por isso o atacante explodiu num misto de raiva e alegria.

Que sem calem novamente aqueles que acharam que acharam que ele não iria voltar...

As duas diretorias estão de parabéns pela organização e iniciativa sobre o derby. Mostraram que adversários são fundamentais (uns para os outros) e trabalhando juntos só fortalecem o clássico e os clubes.

Postado por Bruno e Dida.

Dica: Ronaldo Fenômeno e a literatura fantástica - por Juca Kfouri



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E diga-se de passagem, ponto para a Visa, que utilizou a camiseta do Corinthians como parte da estratégia de lançamento do seu novo posicionamento mundial - com um plano de mídia que apresentou a campanha antes do jogo, no intervalo e após o clássico. Ao invés de utilizar o uniforme do clube sem qualquer critério, como outro patrocinadores fizeram anteriormente, a Visa entendeu a força do fenômeno Ronaldo, que voltou a prender novamente famílias em torno de um só televisor, e utilizou isso a seu favor.

Fonte Imagem: Globoesporte.com

8 de março de 2009

Corinthians e Visa, mas só por hoje.

Agora é certo. Na última sexta-feira, foi divulgado quem era o tal 'patrocinador secreto' do Corinthians para o clássico deste domingo contra o Palmeiras: Visa. A maior motivação para o patrocínio foi a possibilidade da presença de Ronaldo Fenômeno em campo mais uma vez, claro.

Com isso, só este ano já é o quinto patrocinador que o clube estampa em se uniforme. Os outros quatro foram Vivo, Locaweb, Ford e AACD - este último sem custo algum.

No entanto, não é esperado que a Visa acerta com o clube até o fim da temporada. Segundo notícia do Uol Esportes, a rede de Supermercados Carrefour, que já teve contrato com o Ronaldo, é um dos nomes cogitados para estampar a camiseta do alvinegro.

Aliás, essa história de possíveis patrocinadores do Timão está começando a me lembrar o caso da Emirates, só que ao contrário... Todo mundo tirando uma casquinha do Timão.

Na partida de estréia de Ronaldo - que entrou somente no segundo tempo -, a emissora carioca atingiu 30 pontos de média, marca que o futebol não conseguia há algum tempo.

E agora, com a possibilidade do Fenômeno jogar mais tempo do que no jogo contra o Itumbiara (ele talvez até seja escalado para começar a partida), a expectativa é que os números fiquem muito próximo disso novamente. E os patrocinadores adoram...

O clássico de hoje promete.

Olhos no Corinthians e todos torcendo pelo fenômeno.
Agora, se o K9 roubar a cena...será que mais virais virão por aí?

6 de março de 2009

Palmeiras e Corinthians. Um clássico de/que marca

Para jogadores, técnicos, torcedores, patrocinadores e fanáticos por futebol, os clássicos realmente são jogos diferenciados. Muitos comentam que os grandes craques se mostram nos clássicos, e que estes jogos são divisores d’água para a carreira dos profissionais, além de, claro, ficarem eternizados na história...

A paixão dos torcedores extrapola as quatro linhas e pode dividir famílias, países e cidades. Pode causar problema no coração desses amantes dos clubes (na vitória ou na derrota) e, ao mesmo tempo, o renascimento de times nos campeonatos.

Infelizmente, alguns clássicos não lotam porque os torcedores têm medo da violência nos estádios, mas geralmente são oportunidades para os clubes faturarem com a bilheteria. Mais do que isso, existem muitas possibilidades para os clubes e empresas ligadas ao futebol se capitalizarem.

Cabe aos times e às marcas entender como participar desse momento tão importante. Há marcas que abrem exceções que seriam impensáveis para muitos, como trocar a cor da sua logomarca e de suas embalagens para agradar ambos os lados. E pra mostrar que não estamos falando de qualquer marca, temos o exemplo da Coca-Cola, que mudou as cores de algumas de suas embalagens na Argentina por causa dos torcedores do Boca Juniors - sim, os produtos ganharam as cores azul e amarelo do clube argentino. E não é preciso ir muito longe, não. Aqui mesmo no Brasil, o Banrisul já patrocinou Internacional e Grêmio em momentos distintos por motivos óbvios.

Palmeiras e Corinthians fazem um dos clássicos mais importantes no mundo (confira matéria do Estado). O derby já foi até tema para a releitura de Romeu e Julieta. Pensando nisso, as diretorias dos dois clubes resolveram se unir para criarem uma marca para o derby e uma série de ações que irão rodear estes jogos.

A partir deste domingo, as partidas serão como finais de campeonato e valerão um troféu, que terá o nome de Brandão. A homenagem é para um recordista nos dois clubes, Oswaldo Brandão, que fez história nos anos 50, 60 e 70. O clube que ganhar 3 jogos seguidos, ou 5 primeiro, leva o troféu em definitivo.

A bola do jogo também terá o logo do Derby. Talvez ainda seja uma iniciativa discreta, mas a idéia é que o clássico ganhe cada vez mais força com o passar do jogos. Quem sabe daqui a algum tempo não vemos uma bola com um design diferenciado, desenvolvido somente e especialmente para o Derby, adquirindo assim um status de memorabilia esportiva de fato?

Um ponto bacana dos clássicos é que eles são verdadeiras manifestações culturais e envolvem um contexto que foge das mãos dos clubes. É praticamente impossível "criar" um clássico, mas, hoje, com os departamentos de marketing do clube se estruturando, é possível dar proporções ainda maiores para estas partidas.

A iniciativa, partindo de dois dos mais importantes representantes do futebol no país, pode acabar inspirando clássicos regionais Brasil afora a criarem ações que os amplifiquem ainda mais.

Do lado das marcas, elas precisam entender tudo o que estes clássicos representam na vida dos torcedores para saber como interagir de forma relevante com cada um deles, ajudando na criação de verdadeira memórias que se eternizarão também na mentes e corações dos torcedores.

Postado por: Bruno e Dida

17 de outubro de 2008

Final de semana de clássico e...?

Faltando poucas rodadas para terminar o Campeonato Brasileiro, acredito que a discussão sobre pontos corridos está cada vez menor. A disputa entre os primeiros colocados, os candidatos às vagas nas competições sul-americanas e os condenados à segunda divisão está tão emocionante que ninguém mais comenta que este tipo de competição não tem graça.

Este modelo está se consolidando entre os brasileiros e partir daí podemos pensar em algumas maneiras de incrementar a disputa. Carnes com os ingressos até o final do ano ainda irá demorar para aparecer, mas a venda antecipada para algumas partidas já vem dando resultado (os ingressos do setor Visa da partida entre Palmeiras e Grêmio já esgotou).

Porém, sinto falta de campanhas e ações para promover determinados jogos. Neste final teremos alguns clássicos em um momento decisivo do campeonato, e nenhum dos clubes, marcas e até mesmo a organização aproveitou. A rivalidade é sadia em todos os esportes e pode fazer muito bem para o espetáculo. Não incitar a violência é bem diferente de não promover a disputa.

Será que só conseguimos promover algo do tipo "não briguem"?

22 de maio de 2008