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3 de março de 2009

Com ou sem patrocinador?

Ontem à noite, o programa Bem, Amigos, do SporTv, teve uma discussão interessante e que achei bacana postar aqui no Radar Esporte.

No último domingo (1/3), o Botafogo conquistou a Taça Guanabara no Rio de Janeiro e quando os atletas foram levantar a taça, eles não estavam vestindo o uniforme oficial, e sim uma camiseta promocional desenvolvida pela diretoria do clube.


A discussão, intermediada por Galvão Bueno, e que envolveu comentaristas e ex-atletas, questionava se este tipo de iniciativa deveria ser permitido; afinal, segundo alguns afirmaram no programa, os patrocinadores eram (co-)responsáveis pelos salários dos atletas e nada mais justo do que ter sua visibilidade garantida num momento tão especial para o clube, momento este que, claro, rende uma boa exposição na mídia.

Galvão Bueno, Arnaldo César Coelho, Caio e Júnior estavam claramente do lado dos uniformes tradicionais e seus patrocinadores e, mais do que defedê-los, também achavam que o mais coerente era estar com o uniforme da 'batalha' também na hora da premiação - talvez uma visão um pouco mais 'romântica' dessa questão...

Do outro lado, Renato Maurício Prado tinha uma opinião um pouco mais ponderada. Ele parecia entender ambos os lados, mas acreditava que o caminho natural eram as tais camisetas comemorativas dos clubes - inclusive citou a camiseta 5-3-3 e a 6-3-3 criadas pelo São Paulo recentemente. Mesmo nesses casos, Renato parecia acreditar que, no caso da camiseta promocional, o patrocinador também deveria estar presente - talvez isto seja, quem sabe, mais um ponto para ser acordado nos contratos.
O fato é que, desde que os departamentos de marketing dos clubes começaram a se desenvolver mais, iniciativas como essa começaram a ser mais comuns. É mais uma forma que os clubes encontraram para engajar seus torcedores e, claro, conseguir um pouco mais de verba.
Estas camisetas são bem comuns na NBA, mas lá, além dos uniformes não terem patrocinadores expostos, parece haver uma 'regra' para a utilização deste tipo de camiseta. Ou seja, ambos marcam presença, mas em momentos diferentes.
Eu mesmo ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Como alguns comentaram no programa, acho que o uniforme tem sua beleza, mas o caminho realmente deve ser as camisetas promocionais.
O que vocês acham?
Fonte Foto: Abril

6 de janeiro de 2009

São Paulo de cara limpa

O ano começou. Os clubes se reapresentaram, prepararam o planejamento para a temporada e apresentaram os reforços.

É tempo também de estudar as parcerias, renovar patrocínios e mudar as marcas estampadas no uniforme. Porém, o São Paulo Futebol Clube continua no processo de fechar contrato e iniciará o Campeonato Paulista de uma forme diferente: sem patrocinador na camisa.

Parece estranho, uma vez que o clube paulista é o atual campeão brasileiro e um dos clubes mais bem sucedidos dos últimos anos. Mas parece que este fato está sendo um empecilho para a assinatura dos contratos com patrocinadores, já que a quantia pedida (R$ 30 milhões) está muito acima do que está sendo oferecido.

A crise no final do ano contribuiu para as empresas enxugarem as verbas e fez com que os altos valores investidos no futebol sumissem (temporariamente). Os clubes, por outro lado, continuam cobrando preços altos por espaços nos uniformes. Resultado: falta de acordo.

O São Paulo estuda algumas propostas, mas enxerga no uniforme “limpo” uma forma de divulgar que não fechou acordo com a LG, já que muitas pessoas não sabem. Também acredita que este novo uniforme pode cair nas graças dos torcedores, já que a maioria prefere a camisa do clube sem nenhum nome alheio no meio, e ser assim uma fonte de renda enquanto não fecha o patrocínio.

O fato é que parece que a crise chegou. Há pouco saiu a notícia que até o Chelsea poderia ser vendido. É tempo de entender o momento que o mundo passa e estudar novas formas de arrecadar, talvez atuando em mais de uma ponta e contando com mais fontes de receita. O famoso “custo-benefício” tem de ser cada vez mais alto.

Ou os clubes (e jogadores) entendem que as empresas estão passando pela crise e no momento não têm o mesmo poder de bala, ou ficarão todos de cara limpa. E sem nada no bolso...