7 de maio de 2008

Fim da parceria entre Nike e Flamengo?

Saiu há pouco no Meio & Mensagem a notícia de que o Clube de Regatas Flamengo, campeão carioca de 2008, pode encerrar a parceria com a Nike dentro dos próximos dias. O relacionamento entre as duas partes já estava abalado desde o início do ano passado, mas a Nike colocou à venda uma camisa comemorativa pelo título em lojas Nike do Rio de Janeiro e São Paulo antes da partida final, o que estremeceu ainda mais a relação.

Nike e Flamengo tem contrato até Junho de 2009, mas os dirigentes do clube irão se reunir esta semana para tomar uma decisão.

Se o contrato for realmente rompido, a Nike perde o clube de maior torcida do Brasil, abre espaço para a sua maior rival no país atualmente, a Adidas, e fica sem patrocinar nenhum clube brasileiro na série A do Brasileirão.

6 de maio de 2008

Uniforme 3. Para o clube, para o torcedor ou para o fabricante?

Recentemente vimos muitas matérias sobre o uniforme 3 dos clubes. Palmeiras estreou em 2007 a camisa verde-limão, a mesma cor utilizada no uniforme do Chelsea, da Inglaterra e para surpresa de muitos, o uniforme agradou a torcida e até virou amuleto de sorte.
Por sua vez, o Corinthians lançou o terceiro uniforme na cor roxa, tom impactante e para causar impacto. Segundo a fornecedora de material esportivo do clube, o roxo é uma homenagem aos torcedores fanáticos do Corinthians. Luís Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do Corinthians, explicou por quê. "Branco e preto é a nossa eterna tradição, mas o roxo é a cor da nossa paixão. Daqui pra frente, falou roxo, falou Timão", disse (fonte: UOL Esporte).
O uniforme causou polemica e virou alvo da torcida organizada, que até pichou os muros do Parque São Jorge com a frase “Roxo não”.

As opiniões sobre os uniformes são diversas. Mesmo agradando a maioria dos palmeirenses, o verde-limão é visto de uma forma negativa por alguns, que dizem que o Palmeiras não é “grifa-texto”. Por outro lado, encontramos corintianos dizendo que a Nike acertou na mosca na escolha da cor.

O que parece é que o uniforme do Palmeiras foi lançado sem muita expectativa pela Adidas, mas até esgotou em algumas lojas do ramo. Já o caso do Corinthians faz parte de uma série de ações que a diretoria de marketing do clube vem fazendo,como a camisa “Nunca vou te abandonar”, mas parece que não pegou.

É claro que o objetivo dos uniformes é vender, mas muito mais do que isso representa uma grande oportunidade para o fornecedor se aproximar dos torcedores e o clube trabalhar sua marca. Porém esta marca que tanto falamos tem um manual de identidade visual? Ou fica a cargo da torcida decidir se pode ou não?

5 de maio de 2008

Futebol, Patrocínios e Experience

Depois de ler o post do Bruno, onde ele disse que esperava pelo menos o sorteio de um carro da Fiat na final do Paulistão, resolvi escrever sobre os patrocínios dos principais clubes da capital paulista.

O Palmeiras tem um contrato com a FIAT no valor de R$ 21 milhões, sendo que 12 milhões são líquidos para o clube, R$ 7 milhões para as categorias de base e R$ 2 milhões como bônus pela conquista de títulos. O São Paulo tem um valor de contrato com a LG estimado em R$ 16 milhões e o Corinthians, igual valor com a Medial Saúde.

O investimento de parte destes valores em trabalhos de categorias de base mostra uma evolução na estrutura e na mentalidade dos dirigentes destes clubes, que irão servir de referência para os outros times espalhados pelo país - o que já é muito positivo -, mas a dúvida que fica é se estes patrocinadores não poderiam estar fazendo um pouco mais e obter, assim, maiores retorno da parceria.

Placas nos estádios e CTs, marcas estampadas nos uniformes, investimentos na infra-estrutura dos clubes etc, mas será que isso traz o retorno esperado para tamanho investimento? Se considerarmos exposição de marca, Ok, é como um investimento de mídia; é só ver a intensidade e a frequência com que a marca FIAT apareceu nos canais de televisão - e se considerarmos o título recém conquistado, este número sobe ainda mais. Também há uma questão institucional, já que ao patrocinar um time, a empresa acredita em uma sinergia mínima entre o que a marca representa, os valores do clube e o próprio torcedor, mas neste caso o retorno pode ser um pouco mais difícil de mensurar.

Os patrocinadores podem e devem desenvolver trabalhos de maior envolvimento com o consumidor. Nós que trabalhamos com marketing e comunicação somos frequentemente solicitados a desenvolver planos que envolvam o consumidor e gerem engajamento, por isso acredito que as marcas poderiam aproveitar a paixão dos torcedores para gerar o tal engagement.

Está faltando um pouco mais do Brand Experience nas partidas. Se não é possível fazer ações deste tipo em todas as partidas, que sejam feitas pelo menos nas fases finais, onde os clubes conseguem aumentar o número de espectadores e a torcida está num nível de envolvimento com o time ainda maior.

A torcida costuma receber bem um patrocinador, afinal, é investimento no clube. O primeiro canal foi aberto e já há uma afinidade, sendo assim, por que não aproveitar para gerar/ampliar este relacionamento em pontos de contato relevantes para o torcedor - ou futuro consumidor, quem sabe (?).

4 de maio de 2008

Nike | Trash Talk Shoe

Steve Nash, jogador do Phoenix Suns, foi um dos primeiros jogadores da liga norte-americana de basquete - NBA - a utilizar o 'Trash-Talk', um tênis "ecológico". O tênis foi modelado a partir do Nike Zoom BB II Low, e vai de encontro aos padrões da empresa de ter um approach mais sustentável na inovação de sua linha de tênis, já que é feito de material reciclável.

Abaixo vocês podem conferir o comercial produzido para promover o tênis e que conta com participações especiais dos jogadores Amare Stoudemire e Raja Bell, também do Phoenix Suns.



No link a seguir, a versão em alta: http://www.beam.tv/beamreel/DsdnjPsQTx

Final do Paulistão para lembrar de alguns posts.

Com a final do Campeonato Paulista pude me lembrar de alguns posts e resolvi dar alguns palpites.

Quase 30 mil pessoas pintaram o Palestra Itália de verde, branco e verde-limão. Há tempos que o estádio do Palmeiras não ficava tão cheio de palmeirenses e expectativas. Tirando a confusão do final do jogo entre policiais e torcedores, estava tudo certo, um cenário perfeito para qualquer ação com aquelas pessoas que não tiravam o olho do campo nem no intervalo. Porém, nenhum dos patrocinadores se aproveitou da ocasião. Confesso que fiquei esperando um sorteio de algum carro da Fiat.

Outro post que me veio na cabeça foi a parceria entre Traffic e Palmeiras. O título representa o primeiro objetivo alcançado. Após anos na fila, finalmente, os torcedores têm o gosto de ser campeão, graças à parceria.
Porém, o curioso foi a entrevista de Gilberto Cipullo, - vice-presidente de futebol - que afirmou que ao contrário do que foi na época da Parmalat, o Palmeiras sabe que a parceria não irá durar para sempre e precisa se estruturar para manter o mesmo padrão sozinho.
Parece que desta vez o clube irá aprender com as lições.

Por fim, assim como vemos abaixo no post do Dida e como o próprio Palmeiras fez após a conquista da Libertadores, o clube anunciou que irá lançar o DVD da conquista.

Agora que venha o Brasileirão.

3 de maio de 2008

Caso Ronaldo | Adeus Patrocinadores?

Após a polêmica com o jogador Ronaldo, ocorrida nesta semana no Rio de Janeiro, começaram a correr rumores a respeito da possível ruptura de contrato por parte de alguns de seus patrocinadores. A TIM já anunciou oficialmente o rompimento de contrato, mas os boatos continuam correndo sobre a posição de Nike, AmBev e até o Milan, clube com o qual jogador tem contrato.

Este episódio me lembrou uma situação muito parecida ocorrida nos EUA com o astro Kobe Bryant, dos Los Angeles Lakers. Logo após assinar um contrato com a Nike em 2003, o jogador foi acusado de estupro e isso gerou um grande desgaste de sua imagem. Na época, o jogador havia conquistado três títulos consecutivos da NBA e estava em franca ascensão. O que a Nike fez diante da situação? Manteve o contrato e segurou o jogador. O processo foi arquivado em 2004, e em 2006 – cerca de 2 anos e meio após a assinatura do contrato - o jogador estrelou seu primeiro comercial pela Nike, quando sua imagem e o seu jogo vinham ganhando força novamente.

A situação de Ronaldo apresenta algumas diferenças e a principal é o fato de Kobe Bryant ser uma grande promessa do basquete, enquanto que no caso de Ronaldo poucos acreditam na sua recuperação.

No entanto, podemos traçar dois cenários paralelos para toda a polêmica em torno do jogador.

1- Alguns patrocinadores podem romper o contrato com o jogador alegando que, após o incidente, o jogador associa uma imagem negativa à marca e, sendo isso uma cláusula comum em contratos de uso de imagem, a empresa tem o direito de rescisão.

2- As empresas podem estar se aproveitando do incidente para romper um contrato que não traz mais retornos para a marca, ou seja, pagam anualmente milhões ao jogador, mas não o utilizam em comunicação. A TIM, por exemplo, possui contrato com o jogador desde 2002, mas há algum tempo não comunica utilizando sua imagem, o mesmo vale para a AmBev, que não confirmou os rumores, mas também não vem explorando na imagem do jogador.

O jogador vem passando por repetitivos processos de recuperação e, por isso, não joga mais com a mesma regularidade. Resumindo, temos a diminuição de exposição na mídia, o jogador já não é tão associado às grandes atuações que sempre foram características do ‘fenômeno’ e, recentemente, o episódio no Rio de Janeiro.

Não seria uma ótima oportunidade para seus patrocinadores romperem um contrato que já não confere o mesmo retorno e finalmente deixar de investir milhões no jogador?

Parcerias vs Auto-suficiência. Qual o placar?


Ao ler a notícia da possível parceria da Traffic Sports com o Esporte Clube Vitória, resolvi levantar uma bola – a parceria é o melhor caminho para um clube?

Se pensarmos a curto prazo, não é necessário muito tempo para responder. Claro que sim. O grande exemplo disso é a parceria do Corinthians com a MSI, que logo no primeiro ano rendeu ao clube paulista mais um título brasileiro. Neste caso o resultado a médio e longo prazo foram muito piores do que os mais pessimistas imaginavam. Dívidas, revolta da torcida e, finalmente, a queda para a segunda divisão.

No rival Palmeiras a história é um pouco diferente. Após anos de fila depois da famosa “Academia”, o clube alvi-verde surge com uma parceria inédita no futebol brasileiro com a Parmalat, com executivos como Brunoro no comando e uma constelação de jogadores sob o comando de Luxemburgo. A fila acabou, títulos e mais títulos vieram para encher a sala de trofeús, mas anos após o final da parceria o Palmeiras também conheceu a segundona.

Por outro lado temos o São Paulo, um clube que não pára de ganhar títulos, com estrutura de primeiro mundo e que não cansa de falar que não precisa de parceria. Na Europa temos o exemplo do Barcelona, um dos maiores clubes do mundo, que também não tem patrocinador (hoje estampa o logo da UNICEF nos uniformes), tem grande parte da sua renda vinda de seus sócios e coleciona ídolos e títulos.

A discussão sobre a importância da parceria nos clubes de futebol deve ser vista por diferentes óticas. Um trabalho sério e estruturado feito por ambas as partes pode representar um sucesso a curto, médio e longo prazo. A primeira parceria do Palmeiras forneceu inúmeras ferramentas para o clube aprender a sobreviver sozinho, mas os dirigentes não aprenderam a andar com suas próprias pernas e se viram perdidos com a saída da Parmalat. Hoje, com mais uma parceria, desta vez com a Traffic, o trabalho parece ser diferente. O investimento de cerca de R$ 40 milhões no Palmeiras com a aquisição de direitos econômicos de jogadores de futebol parece não montar apenas um grande time, mas principalmente, uma excelente estrutura de categoria de base, centro de reabilitação, estádio moderno e, consequentemente, tudo para o clube poder sobreviver sozinho. Cabe ao Palmeiras aprender.

Para nós que torcemos pela profissionalização do esporte e para vermos os clubes serem trabalhados como marca, uma parceria séria e feita de uma forma organizada pode ser uma boa para todos. Clube, empresa e, claro, os torcedores.

1 de maio de 2008

Pan-Rio 2007, Copa do Mundo de 2014... mas e depois?

Depois de ler o último post do Bruno, resolvi procurar mais informações a respeito dos estádios onde serão relizadas as partidas da próxima Copa do Mundo da África do Sul, que irá acontecer em 2010.

Ao ver o que aconteceu após os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro (2007), onde alguns complexos estão sendo subutilizados, como é o caso do Parque Aquático Maria Lenk, fui procurar saber se os gradiosos projetos da Copa de 2010 também possuiam alguma estratégia de funcionamento para o período que viria após o evento.

Sabemos que grandes eventos como a Copa do Mundo, as Olímpiadas e os Jogos Panamericanos atraem grandes investimentos, geram empregos e colaboram na modernização do complexo esportivo, mas o que é imprescindível, na minha opininão, é utilizar toda esta nova estrutura a favor da população dinfundindo a cidadania e a cultura do esporte no país; e isso acontece muito pouco. Algumas arenas passam a ser administradas por algum clube, como é o caso do Engenhão, que vai ser administrado pelo Botafogo pelos próximos 20 anos, mas é preciso ainda mais.

Todos os projetos deveriam apresentar um plano de funcionamento consistente que fosse muito além do evento e que pudesse ser gerenciado pelo Estado, como é feito em Cuba, que tem obtido excelentes resultados em competições de alto nível como as Olímpiadas – a iniciativa privada é importante, sim; mas o Estado deve prover o mínimo de estrutura.

Poderia se criar escolinhas para crianças carentes, times de categorias de base, centros de estudo da biomecânica do esporte, workshops para técnicos e preparadores físicos, centros de treinamento de alto nível, além de estrutura para shows e eventos etc. As possibilidades são diversas e temos na mão uma grande oportunidade para fomentar a ação em torno do esporte em diferentes regiões – os estádios da Copa do Mundo do Brasil de 2014 devem estar espalhados por pelo menos oito estados.

É um assunto que preocupa e que merece atenção, ainda mais se levarmos em conta alguns exemplos recentes que tivemos.

É muito investimento para que, após o término do evento, estes lugares fiquem às moscas, literalmente.

Arena da Baixada. Sai a Kyocera e fica a lição.

Após 3 anos de contrato com a Kyocera Mita, divisão de copiadoras da empresa japonesa, o Clube Atlético Paranaense busca um novo patrocinador para o nome de seu estádio, Joaquim Américo.


No começo de 2005, o Atlético Paranaense tornou-se o primeiro clube do futebol brasileiro a assinar um contrato de naming rights - direito de dar nome a um empreendimento ou espaço físico – parceria muito comum na NBA, NFL, NHL e nos estádios da Europa, caso do Emirates Stadium, estádio do Arsenal patrocinado pela Emirates Airlines na Inglaterra.

O contrato que venceu agora em 2008, ia além das 4 linhas. Embora o clube tivesse responsabilidade pela administração e operação do estádio, com total autonomia, a Kyocera podia fazer ações promocionais de seus produtos, tinha liberdade de relacionamento com o público nas partidas do Furacão e estampava o uniforme da equipe.

O contrato inédito no futebol brasileiro representou também a porta de entrada num dos mercados emergentes mais importantes do mundo para a empresa. A escolha do Brasil como sede da Copa de 2014 fez com que o clube pedisse um valor mais alto para Kyocera, o que não foi atendido. Porém, Mauro Holzmann, diretor de marketing do Clube Atlético Paranaense julga a parceria muito positiva: "A Kyocera sabia desta valorização, mas preferiu não renovar. O contrato foi bastante interessante para ambas as partes e todos nós atingimos os objetivos que queríamos. O Atlético mostrou que era possível fazer isto no futebol brasileiro com excelência e a Kyocera conseguiu mais visibilidade, já que estava aterrissando no mercado nacional".

Embora a Rede Globo tenha a politica de não citar nenhum patrocinador (o mesmo caso de não mencionar o nome da Red Bull na sua equipe de F1), a Kyocera teve seu nome muito divulgado pela imprensa brasileira em jornais como Folha de São Paulo, Lance! e O Estado de São Paulo.

Para continuar com a idéia de explorar seu estádio e sua marca, o Atlético Paranaense assinou uma parceria com o clube FC Dallas, dos Estados Unidos. Para receber a assessoria da Premier Partnerships, empresa que faz assessoria de marketing esportivo ao time do Texas, o clube paranaense irá ensinar os americanos a formar jogadores. "Queremos aprender o que eles melhor sabem fazer, que é a 'espetacularização do esporte', tratando o esporte como evento e entretenimento. Portanto, a assessoria deles está redesenhando toda nossa estratégia de aproximação com o mercado publicitário, colocando o Atlético como um grande veículo de comunicação e relacionamento", explica Mauro.

Com projetos semelhantes ao do estádio do Furacão, Palmeiras e Corinthians têm a possibilidade de pegar as lições do Atlético e fazer o mesmo que os clubes estrangeiros fazem, de tirar receita do estádio não apenas nos dias de jogos, mas nos 365 dias do ano. A diferença é que os clubes paulistas estão em um centro muito mais valorizado e possuem uma torcida muito maior.

Fica mais uma vez a expectativa de ver um clube trabalhando sua marca.

Adidas | Dream Big

Ao invés de concentrar a comunicação nos times que estarão disputando a Euro 2008, a Adidas foi buscar nos menores times do mundo a sua inspiração para a sua nova campanha global, Dream Big, desenvolvida pela 180 Amsterdam.

Na campanha, estrelas como Kaká, David Beckham, Steven Gerrard, José Mourinho e Lionel Messi visitam algum dos países de menor expressão no futebol para dar algumas dicas do jogo para jovens jogadores locais.

Os times escolhidos são de San Marino, Andorra e Ilhas Scilly, e em cada um desses times os jogadores – ou técnico, no caso de José Mourinho – trabalham em um determinado contexto onde devem motivar estes atletas mirins a superar desafios e a sonhar, e sonhar grande.

Abaixo vocês podem conferir o primeiro video da série “As Ilhas Scilly”, mas recomendo que acessem o site da Adidas para ver a série completa, com melhor resolução. As séries de Andorra e San Marino ainda estão no primeiro capítulo, mas vale ficar de olho, pois a campanha está sensacional.



Muitos talvez afirmem que os jogadores provavelmente não treinaram muito com os garotos e, se treinaram, que não seria possível ensinar muita coisa e por aí vai, mas será que era essa a proposta da Adidas? Acredito que não. Acho que a execução está totalmente alinhada ao conceito Dream Big. A gente sabe que leva tempo treinar um time e o que a Adidas queria, ao meu ver, era dar um grande motivo para esse jovens sonharem. Garotos entre aparentemente 8 e 13 anos recebendo as maiores estrelas do futebol para treinar, jogar e, como se não bastasse, ainda ganharam kits completos da Adidas…isso é, sim, motivo para sonhar.

E, como já é característico do Radar Esporte, vamos puxar esse exemplo para a nossa realidade…

Apesar de parecer algo distante, que só se vê em comerciais, este tipo de envolvimento dos jogadores com a comunidade local é bem comum nos Estados Unidos e Europa – e começa aparecer com mais frequência no Oriente e até mesmo no Brasil. E, com certeza, é o tipo de ação que seria bom ver acontecer com mais frequência por aqui.