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3 de maio de 2008

Caso Ronaldo | Adeus Patrocinadores?

Após a polêmica com o jogador Ronaldo, ocorrida nesta semana no Rio de Janeiro, começaram a correr rumores a respeito da possível ruptura de contrato por parte de alguns de seus patrocinadores. A TIM já anunciou oficialmente o rompimento de contrato, mas os boatos continuam correndo sobre a posição de Nike, AmBev e até o Milan, clube com o qual jogador tem contrato.

Este episódio me lembrou uma situação muito parecida ocorrida nos EUA com o astro Kobe Bryant, dos Los Angeles Lakers. Logo após assinar um contrato com a Nike em 2003, o jogador foi acusado de estupro e isso gerou um grande desgaste de sua imagem. Na época, o jogador havia conquistado três títulos consecutivos da NBA e estava em franca ascensão. O que a Nike fez diante da situação? Manteve o contrato e segurou o jogador. O processo foi arquivado em 2004, e em 2006 – cerca de 2 anos e meio após a assinatura do contrato - o jogador estrelou seu primeiro comercial pela Nike, quando sua imagem e o seu jogo vinham ganhando força novamente.

A situação de Ronaldo apresenta algumas diferenças e a principal é o fato de Kobe Bryant ser uma grande promessa do basquete, enquanto que no caso de Ronaldo poucos acreditam na sua recuperação.

No entanto, podemos traçar dois cenários paralelos para toda a polêmica em torno do jogador.

1- Alguns patrocinadores podem romper o contrato com o jogador alegando que, após o incidente, o jogador associa uma imagem negativa à marca e, sendo isso uma cláusula comum em contratos de uso de imagem, a empresa tem o direito de rescisão.

2- As empresas podem estar se aproveitando do incidente para romper um contrato que não traz mais retornos para a marca, ou seja, pagam anualmente milhões ao jogador, mas não o utilizam em comunicação. A TIM, por exemplo, possui contrato com o jogador desde 2002, mas há algum tempo não comunica utilizando sua imagem, o mesmo vale para a AmBev, que não confirmou os rumores, mas também não vem explorando na imagem do jogador.

O jogador vem passando por repetitivos processos de recuperação e, por isso, não joga mais com a mesma regularidade. Resumindo, temos a diminuição de exposição na mídia, o jogador já não é tão associado às grandes atuações que sempre foram características do ‘fenômeno’ e, recentemente, o episódio no Rio de Janeiro.

Não seria uma ótima oportunidade para seus patrocinadores romperem um contrato que já não confere o mesmo retorno e finalmente deixar de investir milhões no jogador?