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25 de agosto de 2009

Parceria SPFC e Cia Athletica

O São Paulo anunciou ontem (segunda-feira), que será construída uma unidade da academia Cia Athletica no setor laranja do estádio. A inauguração do empreendimento está marcada para o primeiro trimestre do ano que vem e estima-se que o custo total seja de aproximadamente R$ 3,8 milhões.

Um dos diferenciais do projeto é que os alunos desta nova poderão assistir às partidas e shows que acontecem no estádio enquanto praticam suas atividades físicas. Além disso, haverá uma integração entre a pista de atletismo do estádio e a academia, com livre acesso para seus alunos.

Com este novo empreendimento, o São Paulo Futebol Clube vai estabelecendo de vez o conceito Morumbi Concept Hall. O projeto, que tem como objetivo reunir diversos empreendimentos no interior do estádio, já conta com uma loja da Reebok, uma livraria Nobel, o Santo Paulo Bar e o espaço Unyco.

A estimativa é que o novo projeto eleve a circulação diária de pessoas no Morumbi de 1.500 para 10.000 até Junho de 2010.

Sendo assim, o Morumbi hoje é um dos poucos estádios no país que está de fato caminhando para se transformar numa arena. A diretoria do clube já percebeu que para melhorar as margens e a lucratividade do estádio é fundamental que sua utilização não dependa única e exclusivamente dos dias de jogos.

Outro ponto que deve ser ressaltado é o trabalho que o São Paulo está fazendo no sentido de mostrar o real potencial do estádio Cícero Pompeu de Toledo a seus prospects e parceiros. Apesar de ainda não ter informações mais precisas com relação sobre isso, acredito que o trabalho deve estar sendo bem feito.

OK, o São Paulo é um dos clubes mais bem estruturados no país, mas ainda há uma certa resistência de alguns setores que questionam a efetividade de projetos como este por aqui.

1 de maio de 2008

Pan-Rio 2007, Copa do Mundo de 2014... mas e depois?

Depois de ler o último post do Bruno, resolvi procurar mais informações a respeito dos estádios onde serão relizadas as partidas da próxima Copa do Mundo da África do Sul, que irá acontecer em 2010.

Ao ver o que aconteceu após os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro (2007), onde alguns complexos estão sendo subutilizados, como é o caso do Parque Aquático Maria Lenk, fui procurar saber se os gradiosos projetos da Copa de 2010 também possuiam alguma estratégia de funcionamento para o período que viria após o evento.

Sabemos que grandes eventos como a Copa do Mundo, as Olímpiadas e os Jogos Panamericanos atraem grandes investimentos, geram empregos e colaboram na modernização do complexo esportivo, mas o que é imprescindível, na minha opininão, é utilizar toda esta nova estrutura a favor da população dinfundindo a cidadania e a cultura do esporte no país; e isso acontece muito pouco. Algumas arenas passam a ser administradas por algum clube, como é o caso do Engenhão, que vai ser administrado pelo Botafogo pelos próximos 20 anos, mas é preciso ainda mais.

Todos os projetos deveriam apresentar um plano de funcionamento consistente que fosse muito além do evento e que pudesse ser gerenciado pelo Estado, como é feito em Cuba, que tem obtido excelentes resultados em competições de alto nível como as Olímpiadas – a iniciativa privada é importante, sim; mas o Estado deve prover o mínimo de estrutura.

Poderia se criar escolinhas para crianças carentes, times de categorias de base, centros de estudo da biomecânica do esporte, workshops para técnicos e preparadores físicos, centros de treinamento de alto nível, além de estrutura para shows e eventos etc. As possibilidades são diversas e temos na mão uma grande oportunidade para fomentar a ação em torno do esporte em diferentes regiões – os estádios da Copa do Mundo do Brasil de 2014 devem estar espalhados por pelo menos oito estados.

É um assunto que preocupa e que merece atenção, ainda mais se levarmos em conta alguns exemplos recentes que tivemos.

É muito investimento para que, após o término do evento, estes lugares fiquem às moscas, literalmente.

Arena da Baixada. Sai a Kyocera e fica a lição.

Após 3 anos de contrato com a Kyocera Mita, divisão de copiadoras da empresa japonesa, o Clube Atlético Paranaense busca um novo patrocinador para o nome de seu estádio, Joaquim Américo.


No começo de 2005, o Atlético Paranaense tornou-se o primeiro clube do futebol brasileiro a assinar um contrato de naming rights - direito de dar nome a um empreendimento ou espaço físico – parceria muito comum na NBA, NFL, NHL e nos estádios da Europa, caso do Emirates Stadium, estádio do Arsenal patrocinado pela Emirates Airlines na Inglaterra.

O contrato que venceu agora em 2008, ia além das 4 linhas. Embora o clube tivesse responsabilidade pela administração e operação do estádio, com total autonomia, a Kyocera podia fazer ações promocionais de seus produtos, tinha liberdade de relacionamento com o público nas partidas do Furacão e estampava o uniforme da equipe.

O contrato inédito no futebol brasileiro representou também a porta de entrada num dos mercados emergentes mais importantes do mundo para a empresa. A escolha do Brasil como sede da Copa de 2014 fez com que o clube pedisse um valor mais alto para Kyocera, o que não foi atendido. Porém, Mauro Holzmann, diretor de marketing do Clube Atlético Paranaense julga a parceria muito positiva: "A Kyocera sabia desta valorização, mas preferiu não renovar. O contrato foi bastante interessante para ambas as partes e todos nós atingimos os objetivos que queríamos. O Atlético mostrou que era possível fazer isto no futebol brasileiro com excelência e a Kyocera conseguiu mais visibilidade, já que estava aterrissando no mercado nacional".

Embora a Rede Globo tenha a politica de não citar nenhum patrocinador (o mesmo caso de não mencionar o nome da Red Bull na sua equipe de F1), a Kyocera teve seu nome muito divulgado pela imprensa brasileira em jornais como Folha de São Paulo, Lance! e O Estado de São Paulo.

Para continuar com a idéia de explorar seu estádio e sua marca, o Atlético Paranaense assinou uma parceria com o clube FC Dallas, dos Estados Unidos. Para receber a assessoria da Premier Partnerships, empresa que faz assessoria de marketing esportivo ao time do Texas, o clube paranaense irá ensinar os americanos a formar jogadores. "Queremos aprender o que eles melhor sabem fazer, que é a 'espetacularização do esporte', tratando o esporte como evento e entretenimento. Portanto, a assessoria deles está redesenhando toda nossa estratégia de aproximação com o mercado publicitário, colocando o Atlético como um grande veículo de comunicação e relacionamento", explica Mauro.

Com projetos semelhantes ao do estádio do Furacão, Palmeiras e Corinthians têm a possibilidade de pegar as lições do Atlético e fazer o mesmo que os clubes estrangeiros fazem, de tirar receita do estádio não apenas nos dias de jogos, mas nos 365 dias do ano. A diferença é que os clubes paulistas estão em um centro muito mais valorizado e possuem uma torcida muito maior.

Fica mais uma vez a expectativa de ver um clube trabalhando sua marca.