11 de maio de 2010

Estão todos convocados!

As 13h00 desta terça-feira, o técnico da seleção brasileira, Dunga, anuncia a lista dos 23 atletas que defenderão nossa pátria na Copa do Mundo.

A maior dúvida é saber se os meninos da Vila, Ganso e Neymar, e Ronaldinho Gaúcho estarão entre os selecionados, mas a expectativa vai muito além dos jogadores.

As marcas que patrocinam a seleção já estão preparadas e com praticamente tudo pronto para as campanhas que entrarão no ar a partir de hoje, mas a interrogação está com aqueles que são responsáveis pelas marcas que patrocinam os atletas individualmente.

Publicitários, assessores e diretores de marketing estarão ligados na televisão esperando o anúncio de Dunga e já com equipes alocadas para colocarem as campanhas no ar para “já”. Ou não, talvez o técnico da seleção coloque água fria em muitos roteiros que já estão até mesmo aprovados...

A programação da TV já mudou para a convocação. O meu almoço também. Fique ligado, faça suas apostas e reúna os amigos. Hoje, as 13h00 estão todos convocados!

10 de maio de 2010

O esporte na Europa | Chelsea Campeão


Neste domingo, após goleada por 8 a 0, o Chelsea se sagrou campeão inglês pela quarta vez. Mais do que interromper a sequência de três anos consecutivos de triunfos do Manchester United, o clube azul pode conseguir a dupla coroa, já que disputa a final da Copa da Inglaterra com o Portsmouth, lanterna do Campeonato Inglês, no próximo domingo.

Mas o motivo do post não é para falar sobre o futebol do clube, tampouco do título deste domingo. Acabo de voltar de férias e tive a oportunidade de conhecer o estádio Stamford Bridge e assistir a partida do Chelsea contra o Stoke (vitória de 7 a 0), e este post é apenas o inicio de uma série sobre a experiência que foi ver o esporte na Europa.

Sempre acabamos discutindo a questão do preço dos ingressos quando vamos comparar nossos campeonatos com os lá de fora, então para acabar com isso vale dizer que o valor de um ticket em um dos melhores lugares do estádio saiu por 50 Libras. Não vamos converter porque R$1,00 para nós é a mesma coisa que 1 Libra para eles, portanto foi até mais barato que muitos aqui.

Todos os lugares do estádio já estão vendidos pela temporada inteira, por isso para conseguir o ingresso foi necessário comprar de um sócio do clube que já tinha adquirido o carnê.

Outro ponto que sempre entra nas discussões é o quão acessível os estádios são, e o Stamford Bridge é localizado ao lado de uma estação de metrô, que é utilizada praticamente por todo o público.

Na entrada, - muito bem sinalizada e tranqüila - apenas uma breve revista feita pelos seguranças do clube e em poucos minutos já estava no saguão que antecede o campo. Nesta pré-sala, a patrocinadora do clube, Samsung, exibe dezenas de televisores LCD com lances do campeonato, e outras marcas como Nescafé e Pepsi desfrutam das inúmeras lanchonetes (limpas, sem filas e não tão caras) para apresentarem seus produtos e exporem seus anúncios para o público. Vale ressaltar que tudo isso é serviço e conforto para o publico e dinheiro para os cofres do clube. Uma combinação perfeita.

Os lugares marcados e o comportamento da torcida me fizeram algumas vezes me questionar se eu estava realmente em um jogo de futebol ou em um teatro, mas isso já é uma questão cultural. A educação é invejável, mas a paixão que temos é mais contagiante.

Durante o intervalo, o mestre de cerimônia (sim, de verdade) prestou uma homenagem aos jogadores que brilharam no time na década 70 e os telões do clube exibiram comerciais de patrocinadores oficiais e de outros anunciantes. Mais uma fonte de renda...

Na saída, mais uma vez tranqüila e organizada, ainda há tempo para algumas compras na loja oficial do clube.

O que ficou da partida é que realmente o clube sabe explorar a experiência das pessoas vivenciarem a marca e o time. Que enxergam os torcedores como clientes e sabem tirar proveito de cada espaço do estádio para exporem uma marca e assim criarem fontes de renda.

Chelsea, realmente campeão...

7 de maio de 2010

Inspire Wayne Rooney e Ashley Cole | Nike

A Wieden + Kennedy criou uma ação bacana para que os torcedores possam apoiar os atletas Wayne Rooney e Ashley Cole na Copa do Mundo deste ano.

A ação é simples: através de um aplicativo no Facebook, você escreve uma mensagem para um dos dois atletas e o aplicativo faz uma simulação de como essa mensagem ficaria na chuteira deles. Depois disso, é só publicar a imagem no seu "mural" e convidar seus amigos para que votem na sua mensagem.

A mensagem vencedora será aplicada em todas as chuteiras que eles utilizarem na África do Sul.

Detalhe: com poucos dias de ação, já são mais de 2.500 mensagens de apoio aos atletas.

Interessante notar como cada vez mais as redes sociais são cada vez mais importantes para ativação desses patrocínios. Há alguns dias eu postei uma ação da Adidas que também utilizava o Facebook e, agora, uma ação da Nike para a seleção inglesa também no Facebook.



Quando será que pinta alguma coisa nessa linha para a nossa seleção? ;)

2 de maio de 2010

Como segurar os meninos da Vila? Por Luis Álvaro Oliveira Ribeiro

Abaixo texto de Luis Álvaro Oliveira Ribeiro empresário e presidente do Santos Futebol Clube para o jornal Folha de S. Paulo

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O INTERLOCUTOR pode variar: do mais humilde santista ao presidente da República. Há três meses, quando o Santos renovou no torcedor a alegria de ver futebol, a pergunta a que sou submetido diariamente é a mesma: como manter os meninos da Vila e do Brasil?

A resposta depende de uma mistura improvável no futebol brasileiro: ousadia, criatividade e planejamento. De uma visão inovadora, que fuja do lugar-comum "se preciso pagar a conta no fim do mês, vendo um jogador e está tudo resolvido".

A receita que propomos já deu certo uma vez. Transformou em realidade o que parecia um sonho impossível para a torcida brasileira. Ao assumirmos, no fim de 2009, uma entidade com sérios problemas de fluxo de caixa, sabíamos que a missão de repatriar um ídolo como Robinho não seria fácil. Fomos ao mercado. Procuramos parceiros. Não desistimos no primeiro obstáculo. E montamos uma engenharia financeira que fez todos -atleta, empresas e, principalmente, o torcedor- sorrirem de orelha a orelha.

O mais experiente dos meninos da Vila fica conosco até o início de agosto. Mas, como repeti seguidas vezes quando era candidato, o Santos pode mais. E sinto que o Brasil inteiro quer que o Santos de fato possa mais.

Possa convencer o Manchester City de que o melhor para Robinho é permanecer aqui. Possa segurar Neymar, garoto de talento e irreverência raros. Possa manter a elegância de Paulo Henrique. Possa seguir revelando talentos como André e Wesley.

Mais do que isso: possa fazer com que o torcedor tenha de volta um futebol mágico, que deixa felizes até nossos maiores rivais, pela simples alegria de ver um bom espetáculo. Não por seis meses, mas pelo "maior tempo possível".

E pensamos que "o maior tempo possível" passa por uma profunda mudança no jeito de administrar o futebol. Passa pela transformação das empresas que hoje especulam e lucram com o futebol em verdadeiros investidores. A bandeira que o Santos levanta é básica, mas implantá-la será tarefa árdua.

Em qualquer ramo de atividade, do boteco da esquina às multinacionais, sócios arcam em conjunto com despesas e dividem resultados. No futebol, parece incrível, não é assim. O ônus do investimento, do pagamento de salários, encargos e tributos é 100% dos clubes.

Aqueles que se denominam "parceiros", que detêm pedaços de nossos artistas, entram na operação apenas na hora de recolher o lucro. Na venda dos atletas, recebem uma porcentagem do valor sem terem investido um real para mantê-los em atividade.

É essa distorção que pretendemos eliminar do futebol. Os clubes devem, sim, pagar salários e, em caso de merecimento, devem bancar parte do justo aumento. Mas não sozinhos.

Os sócios, os "parceiros", não podem se beneficiar da valorização do atleta sem que participem de seus insumos de produção. No modelo atual, os clubes arcam com todas as despesas. São barrigas de aluguel. Quando a criança fica forte, nutrida e educada, os "pais contratuais" aparecem para dividir o lucro. Não nos parece justo.

A mudança de paradigma fortalecerá os clubes e será fundamental para que se restabeleça um ciclo virtuoso, capaz de fazer a economia do esporte ter condições de manter nossos craques aqui. Agremiações com finanças mais equilibradas podem oferecer aos ídolos salários mais próximos ao padrão europeu.

Com dinheiro no bolso e estrutura para trabalhar, os atletas terão a opção de ficar no Brasil, atraindo empresas interessadas em investir e lucrar com a exposição gerada pelos craques, que proporcionam mais receitas para os clubes permanecerem economicamente saudáveis.

É uma batalha que depende não apenas do Santos, mas de todos os "players" do futebol, reféns de um modelo que remonta ao extrativismo arcaico e colonial ao qual o Brasil foi submetido. Tudo tirar sem nada investir, sem nada devolver.

Convido todos os clubes a participar, ao lado do Santos, desta nova revolução. Quem sabe, mudamos o quadro de ceticismo e possamos dar a seguinte resposta: "Os meninos do Brasil não precisam ir embora. Podem ficar até quando quiserem. Porque nossos clubes, nossa economia e nosso país são fortes o bastante para criar receitas, enfrentar a sedução de agentes e times europeus e manter em nossos gramados aqueles brasileiros que enchem nossos corações de alegria e dão forma real ao sentimento de que somos, de fato, o país do futebol".

27 de abril de 2010

Designs inusitados para os escudos das seleções

Ilustradores foram convidados a criar novos escudos para algumas das seleções mais tradicionais do futebol mundial.

Confira alguns abaixo e mais no site.




26 de abril de 2010

Every Team Needs a Shirt with a Story | Adidas

Iniciativa bem bacana da Adidas para divulgar uniforme da seleção dinamarquesa.

Sabendo que os dinamarqueses representam aproximadamente 2 milhões de usuários no Facebook, a Adidas desenvolveu uma ação integrada com a comunidade com o intuito de criar uma réplica gigante da camiseta da seleção dinamarquesa que será utilizada para unir a torcida Dinamarca durante os jogos da seleção na Copa do Mundo deste ano.

A mecânica funciona da seguinte forma: cada novo membro da fanpage da seleção aumenta em 20 cm² a réplica do uniforme - neste momento, a fanpage já conta com 5.895 membros.

Ótima maneira de engajar a torcida momentos antes da Copa do Mundo. Além disso, o projetochama atenção pois é uma forma criativa da Adidas se apropriar de seu patrocínio oficial, já que a réplica deve aparecer tanto nos estádios como na transmissões das partidas.

Eu e o Bruno sempre comentamos que a ativação por parte dos parceiros oficiais é muito importante se quiserem ligar a sua marca à Copa do Mundo, ainda mais quando temos diversas marcas tentando se apropriar do evento de alguma forma - vide Nike, Pepsi e por aí vai. Neste sentido, acredito que a Adidas acertou em cheio.

Confira abaixo um vídeo bem bacana que foi produzido para divulgar a ação:

20 de abril de 2010

NBA Playoffs 2010

Os Playoffs da temporada 2010 da NBA começaram neste último sábado, mas, como não poderia deixar de ser, confira abaixa os promos para a melhor fase da NBA.

Focus


Stepping Up

16 de abril de 2010

Save The Real Game | Bwin & Real Madrid

A Bwin, patrocinadora do Real Madrid, desenvolveu uma ação interessante para o clube madrilenho envolvendo 18 países da Europa.

A ação, entitulada "Save The Real Game", tinha como objetivo salvar o grande clássico do futebol espanhol Real Madrid e Barcelona. Os participantes tinham que encontrar 4 jogadores - Kaká, Marcelo, Van Der Vart e Granero - que "desapareceram", antes do clássico que aconteceu na última semana (10 de Abril).

Para descobrir o paradeiro dos jogadores, as pessoas tinham que encontrar 4 códigos que estavam espalhados na rede. Ao encontrar um dos códigos, uma dica era liberada para se desvendar o paradeiro de outros jogadores.

O vencedor leva uma viagem para acompanhar o time do Real Madrid com direito a ficar hospedado no mesmo hotel dos atletas, além de ingressos para a final da Liga dos Campeões.

Confira o vídeo que mostra como se deu o desaparecimento dos jogadores:

15 de abril de 2010

O efeito Copa do Mundo

De acordo com nota na Exame de Abril, um levantamento realizado pela Crowe Horwarth, especializada em gestão esportiva, constatou que a receita dos clubes com publicidade e patrocínio deve alcançar 16% do faturamento dos clubes em 2010.

Normalmente, este número fica em torno de 10%, mas a Copa de 2014 vem impulsionando estes investimentos.

Sendo assim, as cifras devem chegar perto dos R$ 300 milhões neste ano. Para se ter uma ideia da evolução, este valor era de R$ 190 milhões em 2006, ano da Copa da Alemanha.

Com certeza um crescimento significativo para o nosso futebol - ou pelo menos parte dele.

Fica a expectativa de que esta evolução no faturamento seja acompanhada por uma evolução da gestão de marketing destes clubes.

É claro que alguns dos grandes clubes do Brasil já estão procurando se modernizar, mas é fundamental que estes valores também sejam revertidos para a entrega de um melhor serviço para os torcedores, que ainda estão longe de desfrutar de uma estrutura como a dos países desenvolvidos.

14 de abril de 2010

Nike, Vivo, Volkswagen, Brahma & Seleção Brasileira

Estamos há pouco mais de 50 dias do início da Copa do Mundo da África do Sul e algumas das marcas que patrocinam a Seleção Brasileira de Futebol tem feito um trabalho bacana até aqui.

Explico o meu critério para "trabalho bacana": Patrocinadores preocupados em ir além da exposição na camisa e que buscam conectar de alguma forma a essência da sua marca com o que a seleção pode entregar em termos de imaginário coletivo e identidade com o brasileiro.

Este post não tem a menor pretensão de ser algo oficial, baseado em estatísticas, pesquisas etc. Estou tentando falar sobre o que estou vendo como consumidor mesmo. A mensagem que chega até mim, da forma que chega, com que frequência chega e, como já disse, a relação entre a essência de marca e o que a seleção é capaz de entregar.

Apenas para lembrar, os patrocinadores da seleção brasileira são: Nike, Itaú, Vivo, Guaraná Antarctica, Volkswagen, Gillette, Extra e TAM, Pão de Açúcar e Nestlé e Marfrig (Seara).

Dentre estas marcas, as que me chamaram mais atenção até agora foram Nike, Vivo, Volkswagen e Brahma.

Nike

Não tem o que falar. Esporte e, claro, futebol, já estão no DNA da marca. A Nike encontrou a "fórmula" e vem se aprofundando cada vez mais na essência do futebol brasileiro e o que ele representa. Sem necessariamente ir para o tradicional comercial de 30" na televisão, a Nike consegue gerar bastante cobertura nos meios digitais com os conteúdos que gera - tudo bem que às vezes parece que tudo que a Nike solta nesses ambientes é comentado, mas isto não vem ao assunto.

Além de apropriar muito bem dos jogadores que patrocina e que fazem parte do elenco da seleção, a Nike tem abordado temas que estão diretamente ligados ao nosso futebol: o jeito moleque de jogar, as peladas e até mesmo as mandingas.





No canal da Nike no YouTube você pode assistir aos outros filmes.

Vivo

Telefonia e futebol. O que eles poderiam ter em comum?

Pois parece que a Vivo encontrou a resposta. Ainda debaixo do guarda-chuva "Conexão como nenhuma outra.", a marca entendeu este novo contexto onde as pessoas não assistem mais a uma partida de futebol apenas pela televisão, mas interagem com o conteúdo através de comentários pelo Twitter, SMS entre amigos, MSN e por aí vai... Neste sentido, esta Copa do Mundo deve ser mesmo uma experência nova - até o Twitter está sendo muito utilizado pelos atletas.

A marca está se apropriando deste cenário em sua plataforma de comunicação e está propondo às pessoas a viver a seleção com a marca.

Além do comercial (abaixo), a marca já está desenvolvendo um trabalho em digital envolvendo diversas redes sociais, distribuindo prêmios (viagens para a África, iPhones e camisas oficiais).

Eu Vivo a Seleção




Volkswagen


A ligação óbvia entre o Gol, o carro mais vendido no Brasil, e a Seleção Brasileira se materializou neste belo comercial da AlmapBBDO com Robinho. E não poderia ser diferente, afinal, quem mais tem um produto chamado "Gol"? Tem mais é que se apropriar mesmo...

Esta deve ser uma das maiores campanhas da marca e conta com anúncios, spots de rádio, web, merchandising, PDV e diferentes tipos de ações, além do patrocínio da cobertura do campeonato mundial de futebol na TV.

Retribuição


Anúncio e logo da campanha, criado por Marcello Serpa.



Brahma

Apesar da ligação sempre polêmica entre cerveja e futebol, a Brahma, uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo de 2010, tem feito um bom trabalho com a plataforma futebol.

Seguindo o posicionamento guerreiro, a marca conseguiu transferir todo este conteúdo para o futebol. Além disso, a marca tem se apropriado muito bem do futebol brasileiro utilizando jogadores importantes da seleção, como Júlio César, Luís Fabiano e Adriano, na comunicação.





Como disse no início deste post, não tenho a pretensão de fazer uma lista oficial, por isso gostaria de saber se o trabalho de algum dos outros patrocinadoras oficiais chamou a sua atenção.