O Palmeiras, atual líder do Campeonato Brasileiro, apresentou um novo projeto para as categorias de base. Trata-se de um novo centro de treinamento onde os jovens terão tratamento de verdadeiros profissionais.
O local do CT ainda não foi definido, pode ser em Guarulhos, no mesmo lugar do atual ou em outra localização definida pelo clube.
O técnico Muricy Ramalho vê a iniciativa com bons olhos, e acrescenta dizendo que o clube ainda deve fazer as tradicionais peneiras em vários estados e que os olheiros devem ser ex-jogadores do clube.
O que fica disso tudo é que ultimamente falamos muito do Palmeiras e agora vemos um projeto que necessita ser o início de todos os projetos. Quando um clube investe na categoria de base, ele investe em jogadores, no clube, no patrimônio e na própria história.
Mais do que garantir bons jogadores “de graça”, o clube garante um grupo forte, uma fonte de renda, cria elo entre jogadores e clube e inicia um ciclo vicioso.
São Paulo, Grêmio, entre outros já possuem essa estrutura e os resultados estão visíveis. Não muito longe vemos Ronaldinho Gaúcho, Anderson, Lucas, o próprio Kaká e o zagueiro Breno.
Ou seja, olhar para base é realmente cuidar do futuro do clube.
29 de setembro de 2009
Líder Palmeiras de olho na base
8 de abril de 2009
Os sites dos clubes
Muitas vezes comentamos aqui no Radar Esporte informações sobre ações na internet, mas nunca paramos para escrever sobre a presença digital dos clubes nacionais.
O assunto é amplo e complexo, assim como o ambiente digital e motivo para mais de um post, mas hoje vamos fazer uma análise macro do comportamento destes players na internet.
Antes de começar, devemos ter em mente algumas questões: o torcedor acessa o site do clube? Este acesso é diário? Por que ele acessa?
Estas perguntas são importantes para entendermos o propósito do clube com o seu site e o motivo do conteúdo que nele existe.
A maioria dos clubes nacionais possui em seu site a história, o hino, jogadores, títulos e um conteúdo muito fraco e pouco dinâmico. De maneira geral é isso que encontramos no site dos grandes clubes, que também apresentam layout pouco profissional.
O potencial que os clubes possuem é enorme, tendo em vista o conteúdo que podem explorar e o target apaixonado que são os usuários. Só por isso já poderíamos imaginar grandes portais, que poderiam ser uma fonte enorme de renda. Quanto valeria o espaço publicitário no site do Flamengo, do Corinthians, do São Paulo?
Essa questão de espaço publicitário é outra questão critica nos sites dos clubes. A primeira coisa que deveríamos ter é a presença dos patrocinadores “offline”, e outros anunciantes “premium”. Não podemos imaginar um espaço tão barato que qualquer empresa pode anunciar, teríamos que ter a valorização disso tudo.
Os sites dos clubes deveriam reunir todas as informações, deveria ser o ponto de encontro entre torcedor e clube, principalmente para as pessoas que não tem condições de visitar o centro de treinamento, ir aos jogos e assim chegar perto de suas paixões. Porém, como disse Rafael Payão, deveria ser o “templo”, e neste local não se pode falar mal do clube. Se você quer falar mal da igreja, pode falar, mas não dentro dela.
Grêmio e Internacional possuem sites mais bem elaborados, atuais e com aparência mais profissional. Muitos clubes já possuem a sua própria TV, mas como falei acima, é um assunto para outros posts.
Por enquanto, vamos apenas ter tudo isso em mente para explorarmos os sites em análises mais criticas. E vocês, o que gostariam de ter no site de seus times?
11 de setembro de 2008
Eles não vão te rejeitar
Foi revelado o resultado da pesquisa realizada pela TNS Sport do Brasil sobre o impacto do patrocínio no futebol brasileiro. A pesquisa ouviu 7.001 pessoas em 14 Estados brasileiros e teve uma pergunta chave: Você deixaria de comprar algum produto/serviço por ser ele patrocinador de um clube rival?
Para a surpresa de muitos, 95,53% dos entrevistados responderam “não”, enquanto apenas um a cada 22 torcedores disseram que deixariam de adquirir algum produto se o mesmo estivesse ligado ao clube rival.
Na pesquisa ainda foram reveladas as marcas que mais foram associadas ao futebol:
1 - Nike - 11,48%
2 - Adidas - 3,57%
2 - Coca-Cola - 3,57%
4 - Brahma - 2,43%
5 - Fiat - 2,23%
6 - LG - 2,04%
7 - Skol - 2,03%
8 - Penalty - 1,84%
9 - Itaú - 1,80%
10 - Puma - 1,61%
Acredito que muitos acreditavam que torcedores rejeitavam produtos que estivessem diretamente associados com clubes rivais, principalmente no caso de times de massa. Claro que alguns corintianos fanáticos deixaram de tomar leite Parmalat durante algum tempo e que palmeirenses também não compraram Pepsi. Mas a pesquisa revelou que realmente são muito poucos.
Com isso podemos refletir sobre algumas parcerias no futebol. No Sul, temos o Banrisul, banco estatal gaúcho, no uniforme dos grandes Grêmio e Internacional. Uma ação curiosa, já que pode ser com objetivo de aumentar a divulgação da marca, ou então para não ser rejeitada por uma parte.
Já em São Paulo, tivemos a Medial Saúde mudando a cor de sua logomarca para não ser relacionada com o Palmeiras, maior rival do clube que patrocina, o Corinthians.
Acredito que este resultado ressalta ainda mais que o patrocínio no futebol pode ser positivo para a empresa, independente do clube que ela irá investir. Claro que a escolha deve levar em consideração alguns critérios, clubes envolvidos em corrupção não serão bons parceiros, ao contrário de clubes que possuem administração séria. Porém, o que fica é o planejamento de um trabalho em parceria com o clube tem que ser muito maior do que o medo da marca ser rejeitada por torcedores rivais. Um bom trabalho será admirado por todos, inclusive os fanáticos.
Com relação as marcas citadas na pesquisa, temos a Nike, que está presente na camisa da seleção e dos dois clubes mais populares do país. Em seguida, sua maior concorrente, a Adidas, que hoje faz os uniformes de Palmeiras e Fluminense.
Nenhuma surpresa até o nono colado, o Itaú. O banco que não investe em nenhum clube, mas está presente nas chamadas da Rede Globo e nas placas de publicidade (assim como a Brahma), e mesmo assim foi citado antes dos patrocinadores dos maiores clubes, Medial Saúde e Petrobras.
Isso tudo mostra que para estar associado ao esporte, no caso futebol, não é necessário um trabalho diretamente ligado à algum clube ou aos organizadores oficiais da competição. É o mesmo caso das Olimpíadas que tanto comentamos aqui no Radar Esporte.
Acredito que o que fica mais claro com tudo isso é que não basta apenas investir o dinheiro, é necessário usufruir da parceria e fazer ações complementares ao redor do futebol.
Investir é fácil, agora resta saber se os consumidores estão enxergando...
15 de maio de 2008
Widget para desktop do Grêmio
O Grêmio e a W3Haus lançaram hoje o primeiro aplicativo widget para desktop para um time de futebol no Brasil. O aplicativo, que pode ser baixado no site do time, é atualizado automaticamente com notícias do clube, tabelas do campeonato, compra de ingressos via internet, e promoções da loja do Grêmio. Vamos esperar pra ver se os patrocinadores também conseguem usufruir da ferramenta de forma relevante.
Já havia postado sobre projeto do Siga Seu Time, mas achei bacana comentar sobre a iniciativa, já que desta vez ela partiu de um clube, e não de terceiros. A internet vai mostrando sua força e o mercado vai ter que se movimentar.
Via: ADivertido