A paralisação do Campeonato Brasileiro em virtude da Copa do Mundo parece não ter afetado o Palmeiras .Pelo menos não foi isso que aconteceu nos bastidores do clube, que em duas semanas trouxe mais novidades e ações do que os últimos 12 meses (pelo menos).
O clube trocou Samsung por Fiat em um contrato que pode render ao clube R$20 milhões e mais parcerias para Arena. De carona, chegou Kléber, um dos maiores ídolos da história recente do clube, desfilando no Novo Uno, modelo que foi dado ao jogador depois de muitos pedidos.
A diretoria não parou. Depois de especulações de muitos clubes do Brasil e do mundo, o Palmeiras anunciou neste domingo, a volta do treinador Luiz Felipe Scolari. Felipão, ou melhor, Big Phil, é uma figura global, um profissional que conquistou o mundo e retorna dez anos após deixar o Palestra Itália.
Os investimentos do Palmeiras não devem parar por aí, as negociações com Valdívia (outro ídolo da história recente do clube) continuam e o clube deve anunciar ainda mais três grandes nomes para o final da temporada.
As ações de marketing ainda não estão à altura das contratações. É impossível não aproveitar a identificação que estes nomes têm com os torcedores para reverter esse entusiasmo em relacionamento e dinheiro. Por enquanto, a diretoria fez o que a torcida pediu, reforços de qualidade e repatriou grandes ídolos, que ali construiram uma verdadeira história de amor.
Agora ficamos na expectativa para ver esse time dentro de campo e o departamento de marketing trabalhando fora dele...
13 de junho de 2010
O Palmeiras é o time do amor...
13 de janeiro de 2009
Sai Fiat, entra Samsung.
Ainda não é oficial, mas o nome que estará na camiseta do Palmeiras em 2009 provavelmente será a Samsung.
Após um ano de contrato com a Fiat, a equipe alviverde está negociando com a fabricante de eletrônicos os valores que serão pagos ao clube em troca do espaço no uniforme.
A notícia que ronda os bastidores é que a Samsung irá investir R$ 45 milhões. Valor alto, se não fosse dividido em 3 anos, e é isso que me chamou atenção.
Sempre comentamos aqui no Radar Esporte a importância de um projeto a longo prazo, e com ele, contratos que contribuam para o projeto não morrer na praia. A maioria dos contratos entre clubes e patrocinadores dura apenas uma temporada, e isso faz com que no final do ano, o desempenho alcançado seja a base para a próxima negociação.
O Palmeiras fechando um contrato de três anos com a Samsung muda isso. Pensamos: se o Palmeiras ganhar títulos em 2009 e obtiver um desempenho fantástico e acima da média, como poderá ganhar mais dinheiro em 2010? Por outro lado, se o ano não for tão proveitoso, a cota de patrocínio já estará garantida.
Claro que não sabemos as cláusulas do contrato, mas fatalmente deve existir um valor extra por premiação (ou não). No valor do patrocínio ainda consta uma participação de jogadores e comissão técnica em lançamentos e campanhas publicitária da empresa, o que aumentaria o vínculo entre as duas partes.
Eis a questão: para um clube grande como é o Palmeiras, vale mais a garantia de ter um patrocinador para as próximas temporadas ou o risco de ganhar mais (ou menos)?
O que vocês acham?
22 de setembro de 2008
São Marcos
Ontem o goleiro Marcos completou 400 jogos com a camisa do Palmeiras, e resolvi escrever sobre esta figura fantástica.
Mais do que um ídolo do Palmeiras, ele conseguiu atravessar fronteiras de torcidas, caiu na graça de corintianos, são paulinos, santistas e torcedores do Brasil a fora. Autêntico, simples, exemplo de profissional e de homem, Marcos só não caiu nas graças de uma marca. Talvez por todos os adjetivos citados acima, ele não quis vincular a imagem construída com alguma empresa, ou nenhuma quis arriscar pagar o ídolo que não costuma poupar palavras quando algo não lhe agrada.
O número de jogos só não é maior devido ao tempo desperdiçado no departamento médico, fato que não ofuscou as inúmeras conquistas do ídolo.
Hoje em dia usa luvas da Kappa, mas quem deve ter sorrido nesta segunda-feira foi a Fiat, Suvinil e Adidas. O goleiro participou do programa “Bem amigos” da Sportv, e com toda simplicidade foi com o uniforme do clube. Duvido que tenham pedido, isso é coisa dele.
Fica aqui um exemplo de profissional e imagem construída. Enquanto muitos marketeiros buscam artifícios para criarem boas imagens perante os consumidores, temos um exemplo que serve para todos os mercados. Um ‘produto” excepcional, um vendedor honesto e uma garantia sem fim. Tudo isso na imagem de um santo. “São Marcos”.
Os jornalistas agradecem as entrevistas fantásticas. Os torcedores agradecem os momentos inesquecíveis. E o futebol brasileiro agradece os serviços prestados.
11 de setembro de 2008
Eles não vão te rejeitar
Foi revelado o resultado da pesquisa realizada pela TNS Sport do Brasil sobre o impacto do patrocínio no futebol brasileiro. A pesquisa ouviu 7.001 pessoas em 14 Estados brasileiros e teve uma pergunta chave: Você deixaria de comprar algum produto/serviço por ser ele patrocinador de um clube rival?
Para a surpresa de muitos, 95,53% dos entrevistados responderam “não”, enquanto apenas um a cada 22 torcedores disseram que deixariam de adquirir algum produto se o mesmo estivesse ligado ao clube rival.
Na pesquisa ainda foram reveladas as marcas que mais foram associadas ao futebol:
1 - Nike - 11,48%
2 - Adidas - 3,57%
2 - Coca-Cola - 3,57%
4 - Brahma - 2,43%
5 - Fiat - 2,23%
6 - LG - 2,04%
7 - Skol - 2,03%
8 - Penalty - 1,84%
9 - Itaú - 1,80%
10 - Puma - 1,61%
Acredito que muitos acreditavam que torcedores rejeitavam produtos que estivessem diretamente associados com clubes rivais, principalmente no caso de times de massa. Claro que alguns corintianos fanáticos deixaram de tomar leite Parmalat durante algum tempo e que palmeirenses também não compraram Pepsi. Mas a pesquisa revelou que realmente são muito poucos.
Com isso podemos refletir sobre algumas parcerias no futebol. No Sul, temos o Banrisul, banco estatal gaúcho, no uniforme dos grandes Grêmio e Internacional. Uma ação curiosa, já que pode ser com objetivo de aumentar a divulgação da marca, ou então para não ser rejeitada por uma parte.
Já em São Paulo, tivemos a Medial Saúde mudando a cor de sua logomarca para não ser relacionada com o Palmeiras, maior rival do clube que patrocina, o Corinthians.
Acredito que este resultado ressalta ainda mais que o patrocínio no futebol pode ser positivo para a empresa, independente do clube que ela irá investir. Claro que a escolha deve levar em consideração alguns critérios, clubes envolvidos em corrupção não serão bons parceiros, ao contrário de clubes que possuem administração séria. Porém, o que fica é o planejamento de um trabalho em parceria com o clube tem que ser muito maior do que o medo da marca ser rejeitada por torcedores rivais. Um bom trabalho será admirado por todos, inclusive os fanáticos.
Com relação as marcas citadas na pesquisa, temos a Nike, que está presente na camisa da seleção e dos dois clubes mais populares do país. Em seguida, sua maior concorrente, a Adidas, que hoje faz os uniformes de Palmeiras e Fluminense.
Nenhuma surpresa até o nono colado, o Itaú. O banco que não investe em nenhum clube, mas está presente nas chamadas da Rede Globo e nas placas de publicidade (assim como a Brahma), e mesmo assim foi citado antes dos patrocinadores dos maiores clubes, Medial Saúde e Petrobras.
Isso tudo mostra que para estar associado ao esporte, no caso futebol, não é necessário um trabalho diretamente ligado à algum clube ou aos organizadores oficiais da competição. É o mesmo caso das Olimpíadas que tanto comentamos aqui no Radar Esporte.
Acredito que o que fica mais claro com tudo isso é que não basta apenas investir o dinheiro, é necessário usufruir da parceria e fazer ações complementares ao redor do futebol.
Investir é fácil, agora resta saber se os consumidores estão enxergando...