31 de julho de 2008

Torcida uniformizada "Big Phil’s"

O estilo “Felipão” já está conquistando os ingleses. A equipe do Chelsea ainda não se tornou uma “família”, mas de acordo com o técnico isso é questão de tempo. No entanto, os torcedores já estão se familiarizando e a partir de agora, uniformizados.

A equipe inglesa lançou a camisa do comandante “Big Phil” para os torcedores e já está virando uma febre.

Enquanto na Europa é comum os treinadores ficarem bastante tempo em seus clubes, o que favorece a identificação com os torcedores, aqui no Brasil os treinadores dificilmente ficam mais do que duas temporadas.

Com isso, dificilmente veremos uma ação desta aqui. Há tempos, teríamos a do Telê Santana com certeza, mas hoje em dia não temos como afirmar. Está aí, mais um problema de organização...

30 de julho de 2008

Quase lá...

Já comentamos aqui no Radar Esporte que os patrocinadores dos clubes deveriam explorar mais os estádios e o espetáculo nos dias de jogos (principalmente).

O Palmeiras faz algumas ações no intervalo com a Suvinil e com a Adidas, mas nada que engaje realmente os torcedores com a marca.

Agora, foi a vez do Vasco da Gama com o Habib´s tentar explorar este espaço em nova campanha que estréia na próxima quinta-feira no jogo contra o Atlético MG. Os torcedores que chegarem 30 minutos antes do inicio da partida e comprarem um produto do Habib’s (dentro do estádio) participarão de um sorteio que dará direito a cobrarem um pênalti no próximo jogo do clube (além de ganharem ingresso para o jogo seguinte), e os que acertarem irão ganhar uma camisa autografada por todo o time.

A ação foi bem amarrada com o patrocinador, garantindo a venda dos produtos, a ligação entre o clube e a marca, mas ainda sinto falta de uma ação que envolva mais os torcedores. Os patrocinadores investem milhões nos clubes e utilizam (muitas vezes) apenas a logomarca na camisa.

29 de julho de 2008

Cadê o amor à camisa?

Saiu hoje na Folha de São Paulo uma matéria a respeito de Carmelo Anthony - atleta da NBA que joga pelo Denver Nuggets, o mesmo time de Nenê - defendendo a participação de atletas em suas respectivas seleções (clique aqui para ler)

Não é pra menos. Depois da seleção que deu origem à expressão Dream Team em 1992, que contava com ninguém menos que Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson, e de três medalhas de ouro consecutivas em olimpíadas, os EUA amargaram o bronze em Atenas-2004 e no Mundial-2006.

A hegemonia do basquete americano estava definitivamente ameaçada, e estes campeonatos apenas refletiam esta nova realidade. Aparecer e simplesmente jogar não estava mais dando certo para os EUA, definitivamente.

O que foi feito?

Ficou estabelecido que os jogadores que quisessem ir à Pequim teriam que comparecer aos principais compromissos da seleção norte-americana, a fim de entrosar mais a equipe e prepará-la para os difíceis confrontos que estariam por vir. Hoje, a seleção americana está levando suas maiores estrelas para as Olimpíadas.

Mas, mais do que tudo isso, um fator foi fundamental. Mudou-se a mentalidade dos jogadores, a forma como eles enxergam competições como o Mundial e as Olimpíadas. Eles voltaram a acreditar que era importante defender seu país e, principalmente, manter a hegemonia no basquete.

Quem quer fazer parte de uma geração derrotada? Pelo visto, nenhum deles. E é por isso que eles estão lá...

No caso do Brasil, temos grandes jogadores que chegaram à NBA, mas parece que com a ida para os EUA, o Brasil acabou ficando literalmente para trás. Pior que isso, somente os jogadores que ficaram por aqui e mesmo assim optaram por não defender a sua seleção.

Será que não precisamos de uma mudança de mentalidade, como a que tiveram os jogadores norte-americanos? Será que não vale mais a pena defender a seleção? Será que não vale a pena pagar o seguro para ir defender seu país como fez Dirk Nowitzki, da Alemanha?

Eu acho que vale, e pelo visto não sou só eu...

Até que enfim. Infelizmente.

Após 8 anos no comando da seleção brasileira de vôlei masculino, pela primeira vez o técnico Bernardinho vê seu time fora do podium. Isto, sendo que após o inicio da “era Bernardinho” (em 2001), esta é a segunda vez que a equipe não conquista o título da Liga. Por coincidência, na ocasião a disputa também foi no Brasil (Belo Horizonte), e a seleção ficou com o vice-campeonato ao perder para a Rússia em Belo Horizonte.

Para muitos, ficar fora da final e perder a disputa de terceiro lugar foi um absurdo, mas para quem já praticou algum esporte sabe que foi perfeitamente normal. Acredito que este resultado demorou para vir, tendo em vista o excelente nível dos adversários e a quantidade de torneios que a seleção disputou.

Até o momento, o saldo da era Bernardinho é espetacular. Apenas uma vez fora dos 3 primeiros colocados e um atleta fora da “família”.

Estes resultados mostram o poder de uma geração vencedora e os resultados gerados por uma boa administração.

O Brasil irá continuar sendo “o país do futebol”, mas hoje em dia é muito comum crianças jogando vôlei pelas ruas e praias, pessoas desfilando com o uniforme da seleção e empresas investindo no esporte.

Acredito na relação entre investimentos e resultados. O vôlei se estruturou profissionalmente em todas áreas (preparação física, medicina, fisioterapia, psicologia entre outras), investiu em um centro de treinamento para as seleções, e hoje é considerado um centro de excelência na modalidade. A seleção juvenil há tempos vem obtendo ótimos resultados o que revela que iremos continuar colhendo frutos no time principal.

Em contra partida vemos o basquete nacional passando por um período conturbado (e longo) na espera de resultados para enfim decidir investir. Como eu falei, há uma relação entre investimentos e resultado, mas a ordem dos fatores tem de ser esta, pois resultados sem investimentos não são comuns.

Contudo, os quatro times de vôlei nacional (masculino e feminino, de quadra e de praia) continuam favoritos ao ouro olímpico e nós continuamos na torcida. Basta apenas algumas pessoas entenderem que os resultados vão muito além de medalhas e troféus.

28 de julho de 2008

Beijing Moments | Adidas

Dando continuidade aos esforços da Adidas para as Olimpíadas de Beijing 2008, temos a campanha Beijing Moments, criada pela TBWA/Tequila, de Hong Kong.

A campanha é uma nova execução para a última campanha - confira aqui -, que mostra a força e apoio que o povo chinês irá dar para cada um de seus atletas.

Confiram abaixo.


Time da Virada | Santos FC

O Santos Futebol Clube lançou hoje a campanha "Time da Virada" focada nos torcedores do peixe que querem apoiar o clube em uma recuperação no Brasileirão 2008.


A ação tem foco na internet e visa estreitar as relações entre clube e os torcedores, que poderão participar do movimento através do Orkut e do Youtube. A idéia é que a torcida mande mensagens de apoio ao clube santista através de vídeos e depoimentos.

Mas, para que este apoio não fique apenas no online, o Santos irá disponibilizar produtos da campanha para que as pessoas tenham um envolvimento mais ativo. O primeiro produto é a camisa oficial do "Time da Virada".





A campanha possui alguns pontos importantes a serem destacados.

Um deles é o senso de oportunismo que o departamento de marketing teve um ao amplificar um movimento que surgiu nas arquibancadas - ao invés de criar algo e depois fazer com que a torcida se sentisse parte disso. O outro ponto é a utilização da internet como uma das plataformas para a campanha, o que permite, além da interação, que a campanha se espalhe com maior velocidade.

Parece que o Santos estava apenas esperando uma vitória para lançar a campanha. E nada melhor que um 5x2 em cima do Vasco para começar com o pé direito, não?

25 de julho de 2008

O que falta para elas?

Muito se comenta sobre contratos milionários entre grandes estrelas do esporte mundial com fornecedores de material esportivo. Os atletas se tornam garotos(as) propaganda, inspiram jovens e as marcas faturam milhões.

Há sempre um questionamento sobre os critérios adotados pelas empresas na hora de escolher um atleta. Algumas buscam resultados, outras comportamento ou até mesmo só patrocinam se estes dois fatores forem combinados.

Porém, há poucos dias dos jogos olímpicos, o que me chamou a atenção foi a líder da seleção de vôlei feminino, Paula Pequeno, e da brilhante ginasta Jade Barbosa lançarem marcas próprias e correrem atrás de patrocínio.

Pelo que me parece as duas aliam comportamento e resultado, são fortes candidatas a trazerem medalhas para o Brasil e mesmo assim ainda não caíram na graça das grandes marcas esportivas.

O motivo? Ainda não descobri. Agora resta saber se as marcas próprias irão dar certo e se só depois disto as empresas irão correr atrás.

Sorte para as duas marcas e para elas nos jogos.

24 de julho de 2008

Beckham e a chuteira dourada


Hoje acontece o All Star Game da Major League Soccer (MLS) em Toronto, no Canadá.

Na décima terceira edição da partida, o jogador David Beckham irá utilizar um par de chuteiras de edição limitada desenvolvida especialmente para a ocasião pela Adidas.

Apesar de edições limitadas não serem nenhuma novidades, o que me chamou a atenção foi o All Star Game mesmo. Não sei porque ainda não temos um desses aqui no Brasil...

23 de julho de 2008

A nova realidade do basquete europeu

Depois do último post, onde comentei sobre a triste realidade que o basquete brasileiro vive atualmente, recebi de um amigo uma matéria que pode nos inspirar um pouco por aqui.

Está acontecendo hoje um movimento que há alguns anos seria impensável. O mercado europeu de basquete começa a mostrar sua força, e seus jogadores estão pensando duas vezes antes de aceitar propostas da liga dos sonhos até então, a NBA.

Tiago Splitter, que decidiu permanecer no Tau ao invés de ir para o San Antonio Spurs, talvez seja o exemplo mais conhecido entre os brasileiros, mas o fato é que outros atletas como Carlos Delfino, Garbajosa, Navarro e Primoz Brezec também estão preferindo permanecer nas ligas européias. E, acreditem, até alguns jogadores da NBA estão considerando cruzar o Atlântico.

O Euro, a moeda européia, tem grande peso neste novo cenário, já que os grandes clubes europeus acabam pagando valores 30% menores devido ao câmbio. Além disso, a globalização e as partidas da Euroliga que estão sendo transmitidas semanalmente em território americano têm eliminado um pouco do receio por parte de alguns jogadores de sair dos EUA.

Eles sabem que a Europa hoje representa uma oportunidade para se buscar melhores condições na liga norte-americana. Charlie Bell, James Singleton e Anthony Parker são prova disso - Anthony Parker é uma das grandes estrelas ao lado de Tim Duncan no San Antonio Spurs.

Uma nova realidade está se abrindo para os clubes europeus. Agora, além de reter alguns de seus jogadores, os clubes conseguem trazer jogadores americanos.

Sabemos que nossa moeda não é uma grande força e nossa realidade é muito diferente da européia. Mas pensemos nisso numa escala local. De uma certa maneira, o futebol brasileiro está fazendo isso atualmente. Nossos grandes craques estão sendo exportados para grandes clubes na Europa, mas estamos indo buscar jogadores (com preços mais acessíveis) nos nossos vizinhos sulamericanos. Vejam o caso de Herrera, Acosta, Tevez, Conca, Valdívia...

Outro ponto fundamental, na minha opinião, é a transmissão de jogos europeus nos EUA. Isto é fundamental para reposicionar as ligas européias para os jogadores americanos. Mais uma vez, pensemos no que pode ser feito por aqui. Será que não conseguimos pensar num calendário de jogos que coloque o esporte de volta na televisão?

O mercado europeu de basquete encarou o esporte como um produto e está gerenciando todos os seus movimentos para que a liga ganhe força no cenário mundial.

Como já foi dito, o basquete brasileiro vive um momento muito crítico e é preciso pensar nas mais variadas alternativas para fazer o esporte crescer novamente. Referências não vão faltar!!

Igão, valeu pela dica.

22 de julho de 2008

Palavras de um basqueteiro frustrado...

Infelizmente o basquete brasileiro está ausente das Olimpíadas pela terceira vez consecutiva. E é impossível não se frustrar, ainda mais para alguém que já viveu essa modalidade por tanto tempo.

Mas, depois da derrota para a seleção alemã, que definiu a continuação do jejum, a discussão sobre os rumos do basquete brasileiro ganhou força, felizmente.

No último sábado, 20 clubes se reuniram na sede do Flamengo e fundaram a Liga Nacional de Basquete, que será responsável pela organização do Campeonato Nacional Masculino. Ao contrário das outras ligas criadas anteriormente, a nova liga tem o apoio da CBB, responsável pelas questões estruturais do novo campeonato.

O campeonato deve ter início em Janeiro de 2009 e irá contar com, no máximo, 16 clubes - quatro times devem ficar de fora.

Os clubes brigam pela gestão do campeonato no que tange as questões comerciais, de marketing e de televisão há alguns anos e finalmente conseguem seguir adiante com o modelo.

Acho todo esse movimento muito positivo, mas é fundamental que a CBB acompanhe e participe de todo este processo. Como já foi dito, já foram criadas outras duas ligas anteriormente que acabaram por não dar certo - independentemente de ter ou não o apoio da CBB. O fato é que, se esta nova liga falhar tudo volta para CBB. Ou seja, de volta à estaca zero. E aí, a situação só tende a piorar.

O basquete brasileiro precisa de um trabalho que ataque as estruturas vigentes. Precisamos pensar este esporte de uma maneira 360. Temos que chegar num novo posicionamento para a modalidade, tornar o basquete mais atrativo para torcida, anunciantes e veículos; nivelar a estrutura dos times; realizar um trabalho forte com as categorias de base; utilizar mais a imagem dos nossos principais jogadores; fazer um benchmark dos principais mercados do basquete (EUA e Europa) e dos que mais se parecem com a nossa realidade (Argentina) e uma série de outas ações.

Definitivamente não vai ser fácil, mas precisamos ir fundo se quisermos que o nosso basquete volte aos seus tempos de glória.