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18 de maio de 2009

Everyplace | Os 4Es do Marketing Esportivo

De Place para Everyplace.

Dentro dos 4Ps, Praça (Place) tem um papel importantíssimo já que, basicamente, diz respeito à distribuição. É aquela velha e já batida história: não adianta ter um bom produto com uma distribuição falha.

No contexto dos 4Es, Everyplace adquire um peso ainda maior. Isso porque o consumidor de hoje não é mais “estático” como antigamente. Hoje ele está exposto a um número muito maior de informações e opções, o que faz com que ele crie seus próprios caminhos. Essa nova dinâmica faz a evolução do conceito de Place para Everyplace fundamental.

Mas como trazer isto para o contexto do esporte?

Em primeiro lugar, é importante entender de uma forma mais ampla – sem pensar só em esporte - estes “caminhos” que o consumidor cria, para que possamos desenvolver formas de engajá-los da melhor forma possível no seu dia-a-dia. Entender onde ele vai buscar informações, em que horários assiste televisão, lê um jornal ou uma revista; em que momentos acontecem as conversas com os amigos, em que locais assiste às partidas, como usa a internet e o celular no dia-a-dia; enfim, uma leitura de como essas pessoas se comportam.

Melhor do que ficar no conceito é ilustrar com alguns exemplos:

Não tem jeito, temos que falar de NBA – eles devem aparecer como exemplo em todos os posts dessa série. A NBA tem um site que é um dos principais pontos de contato da marca com o consumidor. Ok, pode não parecer grande coisa, mas o fato é que eles entenderam muito bem que tipo de informação o fã do basquete procura e como ele quer receber este conteúdo, artigos, fotos, vídeos etc.



E não para por aí. A liga recentemente adotou o Twitter como plataforma geradora de conteúdo para os torcedores.. Por aqui, temos o Siga Seu Time que também funciona nos mesmos moldes. Com um simples aplicativo do Twitter no seu celular – ou até mesmo via navegação tradicional – você fica por dentro das notícias.

A tecnologia Bluetooth – veja aqui – também está ganhando cada vez mais espaço nos estádios. É o celular fazendo as vezes do tradicional rádio de pilha. E aqui há potencial para algo muito maior; o que temos visto de celulares com transmissão de TV digital é cada vez maior... agora imaginem o que se pode fazer com isso dentro dos estádios.

O conceito Everyplace também está ligado às "telas individuais" que muito se fala hoje em dia. Os consumidores estão cada vez mais individualizados com os seus celulares. A internet móvel e os celulares com alta tecnologia permitem que os consumidores tenham acesso a conteúdo a qualquer hora do dia e em qualquer local, portanto para se ter relevância, além do conteúdo interessante, as marcas precisam estar atenta aos diversos momentos do consumidor.

Também temos os canais de TV online dos próprios clubes, como é o caso do Corinthians com o TimãoTV e o Real Madrid com o RealMadrid.TV.

Mas o conceito de Everyplace vai muito além do mundo digital.

O São Paulo Futebol Clube, por exemplo, tem sua rede de lojas com produtos exclusivos – veja aqui. A primeira loja foi no Shopping Ibirapuera (SP) e o projeto do clube é expandir a rede. Com isso o clube pulveriza sua marca e expande sua atuação para além das quaro linhas.

Outra forma de presença interessante são os Tours dos times pelo mundo. A NBA já consolidou muito bem esta estratégia em países da Europa e Ásia, e isso está ficando cada vez mais comum entre grandes times de futebol da Europa.

O futebol europeu já deixou de ser apenas do velho continente. Os clubes estão muito mais globais do que podemos imaginar e isso ainda vai crescer. Recentemente a Rede Globo adquiriu os direitos de transmissão da Copa da UEFA e este contrato pode ter muito mais consequências do que apenas mostrar os jogos para uma quantidade maior de pessoas.

Se hoje em dia muitas crianças têm o Manchester, o Milan ou o Real Madri como segundo time, poderemos assistir o fenômeno de transição onde estes clubes serão os primeiros dos jovens. Isso tudo porque eles estarão muito mais pertos e presentes no dia-a-dia das crianças, com apelos muito mais fortes do que times nacionais: terão atletas de ponta e grandes equipes.

Para alguns, isso não faz sentido, já que isso tudo será através da televisão e as crianças não poderão nem ir aos jogos. Porém, qual a porcentagem de crianças que vai ao estádio para ver os times? Ou seja, este fenômeno pode causar muitas consequências para o esporte nacional, principalmente o futebol.

No fim das contas, quando falamos em Everyplace, estamos falando de presença. Esta é a palavra que devemos ter em mente quando formos desenvolver pontos de contato com o torcedor.

Não se trata de utilizar novas tecnologias apenas pelo fato de serem novas, e sim entender a fundo o comportamento do grupo, como compram, como consomem mídia, como se comportam nos jogos etc, só assim será possível criar uma presença massiva e significativa para a marca e para as pessoas.

Postado por Bruno e Dida

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Experience Os 4Es do Marketing Esportivo

30 de março de 2009

Experience | Os 4Es do Marketing Esportivo

De Product para Experience.

Talvez esta tenha sido a mudança de conceito que mais nos incentivou a utilizar a abordagem dos 4Es, ainda mais quando estamos falando de esportes, onde muitas vezes não há o produto propriamente dito, da forma tradicional que conhecemos, e, sim, a experiência.

Mas o que seria a tal experiência?

Quando se falava em produto, os marketeiros buscavam um benefício (de preferência exclusivo) e o comunicavam até que o seu target assimilasse a mensagem. No entanto, esta estratégia tem perdido relevância nos últimos anos por uma série de motivos.

Quer um exemplo de uma experiência? Pense no Nintendo Wii. O que faz do Wii algo realmente atrativo? É a experiência que ele promove: crianças jogando partidas de tênis como se estivessem com verdadeiras raquetes nas mãos (gerando interesse pelo esporte), a questão coletiva dos games, os gráficos e a jogabilidade simples. Tudo isso junto fez com que passássemos a ver pessoas de diferentes idades e perfis se divertindo como nunca em frente à TV.

Deu pra pegar a idéia, certo? Vai muito além de um ‘simples’ benefício.

No contexto do marketing esportivo a experiência toma proporções ainda maiores, uma vez que ela acontece em diversos pontos de contato. Se você vai ao estádio assistir uma partida de futebol, por exemplo, a experiência começa muito antes do juiz dar o apito inicial e termina bem depois que o mesmo encerra a partida. Da compra do ingresso até o retorno à sua casa (em alguns casos isso pode se estender ainda mais), tudo diz respeito à experiência. Isso também vale para outras ações de marketing esportivo - corridas, eventos, produtos especializados, PDV e até mesmo competições de vela. =)

O mais importante aqui é identificar e analisar muito profundamente todos estes pontos de contato para maximizar ainda mais a experiência, para a marca e para o consumidor. Afinal, quando falamos de esporte não dá pra pensar em algo tão estático - mesmo que estejamos falando de um produto como uma chuteira, isto vai acabar se traduzindo em uma experiência lá na frente.

E, claro, isso deve acontecer em momentos que sejam relevantes para o consumidor. É por isso que eu e o Bruno falamos tanto de ações de experience nos estádios; um ponto de contato altamente relevante e que ainda está sendo sub-explorado. Milhares de torcedores, alto nível de envolvimento, mas mesmo assim continuamos vendo poucas iniciativas que sejam capazes de tocar este torcedor, seja com conteúdo, com entretenimento, com uma promoção, enfim... Ainda temos que caminhar muito neste sentido.

Vai parecer estranho, mas já pensaram a repercussão de ações como essa por aqui?



Via Estalo

A NBA e as outras ligas americanas são craques em explorar o show do intervalo, e de forma bem mais simples se compararmos com o exemplo acima. E não adianta simplesmente copiar o que eles fazem por lá, temos que encontrar a nossa identidade.

Nosso amigo @Diegomarada, por exemplo, foi assistir a um jogo dos Knicks no Madison Square Garden e, se não bastasse a experiência que uma partida da NBA representa por si só, ele ainda foi sorteado para arremessar uma bola dos 3 no intervalo (pra quem ficou curioso, SIM, ele acertou essa bola!!).

Será que passa na cabeça de alguém que um dia ele irá esquecer isso? Espero que não, pois eu diria que isso é bem difícil acontecer. Essa é uma das quelas memórias que ficam para sempre...





Nós aqui no Radar Esporte vemos com muita facilidade marcas com possibilidades de se apropriar de momentos como estes, vocês não acham? E olha que acima só citamos exemplos do 'ponto de contato intervalo'.

As experiências geradas pelo esporte são tão relevantes que grandes empresas já começaram a utilizar a plataforma para estreitar o relacionamento e criar vínculos mais fortes com seus consumidores.


O SPFC por exemplo está explorando seu estádio como fonte de receita através de seus camarotes corporativos. Empresas como a GM investem milhões no aluguel desses camarotes, que funcionam como salas de reuniões, premiação para concessionárias que atingem metas e relacionamento com clientes VIPs.

Ou seja, quando falamos de marketing esportivo, não podemos olhar apenas para clubes, empresas de materiais esportivos e patrocinadores em uniformes. Empresas que aparentemente não tem nada a ver com este universo podem se apropriar dele em prol de suas marcas - o exemplo da competição de vela citado acima reforça muito bem este ponto.

Mas, tão importante quanto entender a importância das ações de marketing esportivo no plano, é compreender a experiência por completo e se apropriar de seus pontos de contato da forma mais relevante e envolvente possível.
Postado por Dida e Bruno