Saiu no dia 25 de Junho, na AdAge, um artigo da Jennifer Patterson sobre como impulsionar de vez o soccer - o futebol dos americanos - e ontem o MMOnline veiculou uma tradução da matéria. Para quem quiser ler a matéria na íntegra, é só clicar aqui ou aqui.
Jennifer começa o artigo falando que existe atualmente um debate sobre quando o soccer irá se popularizar de uma vez por todas nos Estados Unidos, e pergunta se uma campanha publicitária não seria suficiente para fazer o soccer deslanchar. Depois disso, ela levanta alguns fatos sobre o futebol nos EUA que nos ajudam compreender melhor o cenário.
Como já sabemos, a Major League Soccer (MLS) tem contratado jogadores de peso como David Beckham, que trazem mais glamour para a liga e ajudam na exposição da modalidade entre os americanos - Beckham já vendeu mais de 300 mil camisetas, superando até os astros Lebron James e Kobe Bryant. Ou seja, tudo indica que se a liga continuar trazendo jogadores como ele, é bem provável que o esporte conquiste cada vez mais fãs.
Jennifer coloca que os jogos da MLS estão com um público médio que rivaliza com a NBA e a NHL. As três ligas possuem média entre 16,5 mil e 17,5 mil pessoas por partida. Apesar do nível ser o maior desde a primeira temporada da Major League, acredito que não podemos colocar no mesmo nível de comparação estádios e ginásios. Mesmo que os números sinalizem para um crescimento, o nível de ocupação dos estádios ainda é, no geral, bem menor que a capacidade.
Os nomes dos times também são um problema para a liga, segundo Patterson. Mas aqui é necessário analisar até que ponto isso faz parte da cultura americana ou se não é melhor, neste caso, se inspirar em países da Europa e no Brasil.
O que vocês acham? Uma campanha publicitária, como a própria Jennifer afirmou, seria o bastante para "catapultar o movimento das massas, convencer os fãs dos esportes americanos que o futebol tem toda a paixão, suspense, rivalidade e consumo extremo de cerveja que eles querem de um verdadeiro esporte"?
Particularmente, acredito que uma campanha publicitária é apenas uma das pontas do processo.
Não tem jeito, a atenção se volta para onde estão os melhores jogadores e o dinheiro, e hoje a Europa é este lugar. E isso também é uma das barreiras culturais, já que os americanos (a grande massa) têm dificuldades em aceitar um esporte no qual eles não figuram entre os melhores.
Sem tudo isso que já está sendo feito - e algumas correções no meio do percurso -, a campanha não daria conta do recado. O soccer vem caminhando, mesmo que lentamente, para um futuro tão promissor como o das outras ligas americanas. Tanto é verdade que estão investindo no esporte. A Nike patrocina a seleção norte-americana, em 1994 o país foi sede da Copa do Mundo, a liga está fechando com patrocinadores importantes como Xbox 360, aumenta o número de jogadores jogando fora do país, o futebol feminino é de altíssima qualidade e, além disso, o esporte de uma maneira geral tem uma excelente infra-estrutura no país.
Parece que a lição de casa eles estão fazendo...
28 de junho de 2008
Soccer. Agora vai?
2 de junho de 2008
Venda por atacado.
Em lista divulgada pelo jornal britânico The Times, o astro inglês David Beckham supera os astros da NBA em venda de camisas.
O meio-campista do Los Angeles Galaxy superou Kobe Bryant e LeBron James, celebridades da liga de basquete americana e atingiu a marca de 300 mil camisetas com o seu nome em um ano. Foi a primeira vez que um jogador de futebol consegue vender mais do que os astros da NBA.
A marca não parece tão significativa, uma vez que o próprio Beckham já vendeu mais de um milhão de camisas em sua primeira temporada no Real Madrid, porém, é muito importante levando em conta que o jogador está atuando em uma liga que não é muito prestigiada. Com isso, a Major League Soccer (MLS), que já contou com a atuação de Pelé e do alemão Franz Beckenbauer volta aos noticiários.
Este fato me fez voltar àquele tópico dos patrocinadores. Muitos falam dos salários gigantescos que os jogadores de futebol ganham, mas será que o patrocinador do clube teria essa visibilidade sem o craque inglês?
28 de maio de 2008
Microsoft patrocina time de futebol.
A Major League Soccer (MLS) começa daqui a 10 meses e um de seus times, o Seattle Sounders, está sem técnico e tem apenas um jogador na equipe. No entanto, isto não impediu que o time conseguisse fechar um patrocínio com a Microsoft.
A empresa deve investir no clube $ 4 milhões por temporada por um período de 5 anos e irá estampar a parte frontal do uniforme do Sounders, o que não é muito comum na maioria dos esportes nos Estados Unidos. Além do futebol, lá isto só ocorre no tênis, no golfe e no automobilismo.
Apesar de não ser nenhuma novidade no Brasil e em outras potências do futebol como a Europa, os americanos consideram este tipo de intervenção no uniforme algo não muito elegante mesmo com toda a visibilidade que proporciona ao patrocinador. Mas quem acompanha o futebol sabe que a habilidade em negociar este espaço por um bom valor é sustentada por clubes bem estruturados e de alta confiabilidade. Alguém duvida que o Manchester United, que recebe um investimento na ordem de $ 26 milhões, é uma dessas equipes?
No Brasil é impensável, pelo menos atualmente, pensar no times de futebol sem o patrocinador marcando presença nos uniformes. Algumas marcas chegam a se misturar com a história do clube. Quem não se lembra de Palmeiras e Parmalat, Corinthians e Kalunga ou São Paulo e IBF?
Mas nos Estados Unidos as grandes modalidades nunca estamparam a marca do patrocinador nos uniformes e, da mesma forma que aqui tivemos parcerias memoráveis entre clubes e patrocinadores, lá as marcas atuam mais no backstage, dando suporte a infra-estrutura da equipe. Nos EUA isto é uma questão cultural também, e não só 'vamos faturar com isto'.
Eu, por exemplo, não consigo enxergar um patrocinador estampado no uniforme - da forma como é feito no brasil - no uniforme do Chicago Bulls, do Dallas Cowboys ou do New York Yankees; mas, como já disse, hoje também não vejo o contrário no futebol brasileiro.
O que vocês acham?
É possível que o patrocinador não estampe sua marca nos uniformes brasileiros ou hoje ele já faz parte do jogo?