O presidente da FIFA, Joseph Blatter, voltou a afirmar a intenção de adotar a regra '6+5', que propõe o mínimo de 6 jogadores locais nas equipes de futebol. Segundo ele, 'as as equipes deveriam iniciar as partidas com uma maioria de jogadores nacionais' e 'o sistema desejado permitiria também uma maior identificação dos torcedores com a própria equipe e seria benéfico para as seleções'.
O assunto será tratado no próximo Congresso da FIFA, nos dias 19 e 30 de maio, em Sydney; mas queria colocar alguns pontos.
Além dos argumento colocados pelo Blatter na adoção da regra '6+5', também concordo que o sistema trabalha no sentido de horizontalizar a competitividade no futebol e tira um pouco o foco dos principais países no esporte como Inglaterra, Espanha e Itália. No entanto, não é só o fato de ter mais jogadores estrangeiros que faz um time ser mais ou menos competitivo.
Assim como é feito na NBA, a FIFA deveria buscar, junto às confederações, a implementação dos 'salary caps', que determinam o máximo que uma equipe pode gastar em contratos com jogadores. Abaixo estão algumas razões para a utilização dos 'salary caps':
- Com limites de valor nos contratos, os times com maior faturamento não são favorecidos na hora de montar o seu plantel;
- A liga tende a apresenta maior competitividade, uma vez que os melhores jogadores estão distribuídos por um número maior de times;
- Jogadores de grande identificação com o clube e com a torcida tendem a permanecer mais tempo defendendo o time, sem que tenham de sair devido a propostas muito maiores;
- Pode ajudar na estruturação dos times menores, já que gastando valores mais similares os times podem investir em outros setores etc.
Não é uma medida isolada que vai trazer um grande salto, mas, sim, um conjunto de mudanças.
Entretato, parece que nos bolsos dos jogadores ninguém quer mexer...
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7 de maio de 2008
A culpa é de quem?
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